14 janeiro 2026

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 3: O PAI ENVIOU O FILHO


TEXTO ÁUREO: “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1Jo 4.9).

VERDADE PRÁTICA:

O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: João 3.16,17; 1 João 4.9,10; Gálatas 4.4-6.

OBJETIVOS DA LIÇÃO:
  • Compreender que o envio do Filho é a maior prova do amor de Deus Pai;
  • Reconhecer que a vinda de Cristo ocorreu na plenitude dos tempos, segundo o plano eterno de Deus;
  • Identificar a atuação da Trindade na execução e aplicação da salvação.

Palavra-Chave: ENVIO

No Novo Testamento, o verbo grego traduzido por enviar é apostéllo, que significa ordenar que alguém vá a um determinado lugar, realizar uma missão. Significa também mandar embora para alcançar a liberdade, despedir ou expulsar. 

Desta palavra, deriva o termo apóstolo, que é alguém que foi enviado para uma missão específica. É neste sentido que a palavra é usada nesta lição, referindo-se a Jesus que foi enviado pelo Pai a este mundo com a missão de salvar os perdidos, mediante o seu sacrifício na cruz.

INTRODUÇÃO 

Nesta lição, estudaremos o envio do Filho Unigênito de Deus ao mundo, conforme o propósito eterno do Pai. Jesus foi enviado com a missão de oferecer a si mesmo em sacrifício pelos pecadores, tornando possível a salvação de todo aquele que nele crê.

Esse ato do Pai revela o amor perfeito, incomparável e eterno de Deus pela humanidade. Trata-se de um amor incondicional, que se entrega por quem não merece, e que faz parte da própria essência de Deus.

TÓPICOS DA LIÇÃO

I. O ENVIO DO FILHO E O AMOR DO PAI

Neste primeiro tópico, trataremos do envio do Filho pelo Pai como a mais profunda demonstração do Seu amor. Inicialmente, abordaremos o amor incondicional, gracioso e sacrificial do Pai, que, em Sua misericórdia, foi capaz de enviar o Seu Filho para um mundo rebelde e pecador, totalmente indigno de tal amor.

Na sequência, destacaremos a iniciativa soberana de Deus, estabelecida na eternidade, de enviar o Seu Filho como o Salvador da humanidade. Essa iniciativa antecede qualquer ação humana e é fruto exclusivo da graça, da bondade e da misericórdia divinas, revelando o propósito redentor de Deus em favor do ser humano.

Por fim, afirmamos que o envio do Filho não implica, de forma alguma, hierarquia ontológica entre as Pessoas da Santíssima Trindade, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo compartilham a mesma natureza e essência divina. A submissão do Filho ao Pai deve ser compreendida como voluntária e funcional, relacionada ao plano da redenção, não significando inferioridade em Sua divindade

II. O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS

No segundo tópico, abordaremos o envio do Filho “na plenitude dos tempos”, expressão utilizada pelo apóstolo Paulo na Epístola aos Gálatas.

Inicialmente, analisaremos a preparação histórica e religiosa para a vinda do Messias ao mundo, destacando o domínio romano, a difusão da cultura grega e a expectativa messiânica do povo judeu. Esse conjunto de fatores constituiu o cenário providencial para a manifestação do Filho de Deus na história.

Em seguida, examinaremos o significado das expressões paulinas aplicadas a Cristo: “nascido de mulher” e “nascido sob a Lei”, ressaltando suas implicações cristológicas e soteriológicas.

Por fim, trataremos da adoção dos crentes como filhos de Deus mediante a fé em Cristo. Estabeleceremos, ainda, a distinção entre a filiação divina de Cristo — o Filho único de Deus por natureza — e a filiação divina daqueles que nele creem, que se dá por adoção.

III. A TRINDADE NO PLANO DA SALVAÇÃO

No terceiro tópico, estudaremos a participação das Pessoas da Santíssima Trindade no plano da salvação. A obra salvífica é resultado da perfeita harmonia entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Primeiramente, veremos que o Pai enviou o Filho ao mundo com o propósito de salvar a humanidade. A vontade do Pai foi cumprida plenamente pelo Filho, em perfeita e voluntária obediência. Jesus Cristo humilhou-se a Si mesmo, assumindo a natureza humana, e entregou-se em sacrifício vicário para a redenção dos pecadores.

Em seguida, destacaremos a mediação exclusiva do Filho. Jesus Cristo é o único caminho pelo qual o ser humano pode chegar ao Pai. Ele foi enviado por Deus para reconciliar o pecador consigo mesmo, uma vez que o pecado causa separação entre o homem e Deus, que é absolutamente santo.

Por fim, trataremos da atuação do Espírito Santo na aplicação da salvação. Enviado pelo Pai e pelo Filho, o Espírito Santo convence os seres humanos do pecado, da justiça e do juízo, revelando-lhes sua condição espiritual e conduzindo-os a Jesus Cristo, o único que pode livrá-los da condenação eterna.

Ev. WELIANO PIRES

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