27 junho 2026

O LEGADO DE JACÓ

(Comentário do 3⁰ tópico da Lição 13: O legado de Abraão, Isaque e Jacó)

Neste terceiro e último tópico, estudaremos o legado deixado pelo patriarca Jacó, marcado pela transformação operada pela graça de Deus. Embora fosse o filho mais novo e tivesse uma trajetória inicial marcada por atitudes equivocadas, o Senhor já havia revelado o seu propósito para sua vida (Gn 25.23).

A história de Jacó nos mostra que os patriarcas não eram homens perfeitos, mas pessoas alcançadas pela graça divina. A Bíblia não esconde suas falhas, porém revela como Deus trabalha na vida daqueles que escolhe, transformando o caráter e cumprindo seus propósitos (Gn 28.15; Fp 1.6).

Jacó enfrentou as consequências de suas escolhas e passou por um processo de amadurecimento espiritual. Em sua caminhada, teve encontros marcantes com Deus, especialmente em Betel e no vau de Jaboque, onde foi transformado pelo Senhor (Gn 28.10-15; 32.22-28).

Ao final de sua vida, Jacó deixou um legado de fé e, como instrumento de Deus, abençoou seus filhos e profetizou acerca do futuro de sua descendência (Gn 49.1-28). Sua história nos ensina que Deus pode transformar vidas imperfeitas e usá-las para cumprir seus eternos propósitos.

1. Homens com virtudes e erros. Ao lermos os relatos bíblicos, podemos imaginar que os personagens das Escrituras eram pessoas extraordinárias e sem falhas. Porém, a Bíblia revela que eram homens e mulheres comuns, sujeitos às limitações humanas. Eles foram chamados por Deus, mas não eram perfeitos nem infalíveis.


Abraão, Isaque e Jacó tiveram momentos de fraqueza, dúvidas e atitudes equivocadas durante sua caminhada (Gn 12.11-13; 26.7; 27.18-24). Davi, apesar de ser chamado de homem segundo o coração de Deus, também enfrentou as consequências de seus pecados (2Sm 11.2-17).


Essa realidade nos mostra que Deus não procura pessoas perfeitas, pois todos necessitam da sua graça (Rm 3.23-24). Contudo, Ele trabalha na transformação daqueles que se submetem à sua vontade. O Senhor cumpre seus propósitos por meio de pessoas imperfeitas, tratando o caráter e aperfeiçoando aqueles que escolhe (2Co 12.9; Fp 1.6).


A vida de Jacó revela esse processo de transformação. Antes de sua mudança, sua trajetória foi marcada por atitudes equivocadas: enganou seu irmão Esaú e seu pai Isaque, chegando a usar o nome de Deus para sustentar sua mentira (Gn 27.19-20). Porém, o Senhor não desistiu dele.


Por meio de experiências e adversidades, Deus tratou o caráter de Jacó, transformou sua vida e fez dele um homem preparado para cumprir os seus propósitos (Gn 32.28; 35.9-12). Assim, sua história nos ensina que a graça de Deus não apenas perdoa, mas também transforma, conduzindo pessoas imperfeitas a uma vida de fé e comunhão com Ele.


2. O arrependimento muda destinos. Conforme estudamos nas lições anteriores, Jacó fugiu da casa de seus pais após a ameaça de seu irmão Esaú, que pretendia matá-lo por causa da bênção recebida de Isaque (Gn 27.41-45). Durante a viagem para Padã-Arã, ele parou para descansar em um lugar chamado Luz. Em meio às incertezas e sem saber o que encontraria pela frente, Jacó teve uma experiência marcante com Deus por meio de uma visão em sonhos (Gn 28.10-12).


Jacó viu uma escada que ligava a terra ao céu, por onde os anjos de Deus subiam e desciam. Naquela ocasião, o Senhor se revelou a ele e reafirmou as promessas feitas a Abraão e Isaque, garantindo sua presença e o cumprimento de seus propósitos (Gn 28.13-15). Ao despertar, Jacó reconheceu a presença de Deus naquele lugar e declarou: “Na verdade o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia” (Gn 28.16).


Depois disso, Jacó levantou uma coluna como memorial, derramou azeite sobre ela e chamou aquele lugar de Betel, que significa “Casa de Deus” (Gn 28.18-19). Ele também fez um voto ao Senhor, reconhecendo que dependia da proteção e da provisão divina durante sua jornada (Gn 28.20-22).


Jacó seguiu para Padã-Arã, onde viveu muitos anos, casou-se, constituiu sua família e prosperou. Após vinte anos, Deus ordenou que ele retornasse à terra de seus pais, e Jacó obedeceu à direção divina (Gn 31.3,17-18).


No caminho de volta, porém, Jacó precisou enfrentar o seu passado. Ao saber que Esaú vinha ao seu encontro com quatrocentos homens, ficou angustiado e buscou ao Senhor em oração (Gn 32.6-12). Naquela noite, teve um encontro transformador com Deus no vau de Jaboque, onde recebeu um novo nome: Israel (Gn 32.22-28).


Aquele encontro marcou uma mudança profunda em sua vida. Jacó, que antes era conhecido por suas atitudes enganosas, passou por um processo de transformação e tornou-se um homem moldado por Deus. Da mesma forma, o Senhor transformou Saulo, perseguidor da Igreja, em Paulo, um dos maiores instrumentos para a expansão do Evangelho (At 9.1-22).

A história de Jacó nos ensina que a graça de Deus transforma vidas imperfeitas e conduz pessoas ao cumprimento de seus propósitos. O Senhor não apenas perdoa, mas também trabalha no caráter daqueles que se entregam a Ele, formando homens e mulheres preparados para servi-lo.

3. A bênção ofuscando a tragédia. Neste tópico, o comentarista faz um comparativo entre as atitudes de Esaú e Jacó, mostrando que ambos cometeram erros. Esaú desprezou o seu direito de primogenitura e o vendeu por um prato de lentilhas (Gn 25.29-34). Além disso, casou-se com mulheres de Canaã, contrariando a orientação de seus pais (Gn 26.34-35). Jacó, por sua vez, conforme já estudamos, enganou seu pai e seu irmão, usando de estratégias inadequadas para alcançar seus objetivos (Gn 27.1-29).

Entretanto, é importante compreender que Deus não escolheu Jacó por causa dos seus méritos, nem rejeitou Esaú simplesmente por causa das suas falhas. A escolha divina não foi baseada nas obras humanas, mas no propósito soberano de Deus (Rm 9.10-13). Se dependesse da perfeição humana, nenhum deles poderia ser aprovado, pois todos estão sujeitos ao pecado e necessitam da graça divina (Rm 3.23-24).

Apesar de suas falhas, Jacó permitiu que Deus trabalhasse em sua vida. O Senhor conduziu sua trajetória por meio de experiências e adversidades que contribuíram para a transformação do seu caráter. Ele experimentou a injustiça de Labão, enfrentou conflitos familiares e sofreu profundamente com as consequências das atitudes de seus filhos, especialmente no episódio envolvendo José (Gn 29.25-27; 35.22; 37.31-35).

Ao final da sua vida, Jacó demonstrou que havia sido transformado. Ele abençoou seus filhos, reconheceu a fidelidade de Deus e adorou ao Senhor (Gn 47.31; 48.15-16; 49.1-28). Sua história revela que Deus é capaz de restaurar pessoas imperfeitas e fazer delas instrumentos para cumprir seus propósitos. Jacó deixou um legado de fé, transformação e perseverança para seus descendentes e para as futuras gerações.

Ev. WELIANO PIRES

O LEGADO DE ISAQUE

(Comentário do 2⁰ tópico da lição 13: O legado de Abraão, Isaque e Jacó)

Neste segundo tópico, estudaremos a respeito do legado de Isaque, o filho da promessa, concedido por Deus a Abraão e Sara. Seu nascimento foi resultado da intervenção divina, pois veio ao mundo quando Abraão tinha cem anos de idade e Sara, noventa anos (Gn 17.17; 21.1-7). Isaque representa a fidelidade de Deus em cumprir aquilo que promete, mesmo quando as circunstâncias humanas parecem impossíveis (Rm 4.18-21).


Inicialmente, abordaremos o significado do nome Isaque, que significa “riso”. Esse nome foi dado por determinação divina e estava relacionado à reação de Sara diante do anúncio de que ela geraria um filho na velhice (Gn 18.10-15). Entretanto, o riso de Sara não permaneceu como expressão de incredulidade, mas transformou-se em alegria e testemunho do poder de Deus, pois o Senhor havia cumprido a sua promessa (Gn 21.6).


Na sequência, veremos que Isaque recebeu o legado da aliança e da comunhão com Deus. Como filho de Abraão, ele foi herdeiro das promessas divinas e aprendeu, por meio da vida de seu pai, a confiar no Senhor e a depender da sua direção (Gn 26.2-5). A sua trajetória demonstra que a fé recebida como herança precisa ser preservada e transmitida às próximas gerações.


Por fim, destacaremos o legado de fé e perseverança deixado por Isaque. Diferentemente de seus pais, que em determinado momento buscaram uma alternativa humana para o cumprimento da promessa (Gn 16.1-4), Isaque esperou em oração pela intervenção divina. Sua esposa Rebeca era estéril, e durante vinte anos ele clamou ao Senhor até que Deus ouviu a sua oração e ela concebeu (Gn 25.20-26). 


1. O significado do nome. A escolha do nome Isaque não foi uma decisão de Abraão ou Sara, mas uma determinação do próprio Deus. No contexto cultural do Antigo Oriente, os nomes possuíam um significado muito mais profundo do que simples identificações pessoais, como ocorre frequentemente na atualidade. Muitas vezes, os nomes estavam relacionados às circunstâncias do nascimento, a alguma característica marcante da pessoa ou a um propósito estabelecido por Deus (Gn 17.19; 35.18).

No caso de Isaque, cujo nome significa “riso”, a designação foi dada pelo próprio Senhor em razão da reação de Abraão e Sara diante da promessa divina de que teriam um filho na velhice. Abraão tinha noventa e nove anos quando Deus confirmou a promessa, e Sara tinha cerca de noventa anos quando recebeu a notícia de que seria mãe (Gn 17.17-19; 18.10-12).

Inicialmente, o riso de Abraão e Sara expressava admiração e espanto diante da impossibilidade humana de gerar filhos naquela idade. Abraão riu ao ouvir a promessa de Deus (Gn 17.17), e Sara também riu ao considerar a sua condição natural (Gn 18.12). Entretanto, após o nascimento do menino, aquele riso transformou-se em alegria e testemunho da fidelidade divina: “E disse Sara: Deus me tem feito riso; todo aquele que o ouvir se rirá comigo” (Gn 21.6).

Esse acontecimento nos lembra o cântico de alegria registrado no Salmo 126, quando o povo de Israel experimentou a restauração promovida pelo Senhor após o cativeiro:  “Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de cântico; então, se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o SENHOR a estes” (Sl 126.1,2).

Assim como Deus transformou o riso de incredulidade e espanto em alegria, Ele continua sendo poderoso para transformar situações difíceis em testemunhos da sua fidelidade. A Palavra de Deus nos ensina que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5). Aquilo que é impossível aos homens permanece plenamente possível para Deus (Mt 19.26).

2. Isaque, o herdeiro da bênção e da comunhão com Deus. Isaque foi muito esperado por seus pais, e o seu nascimento foi motivo de grande alegria, pois representava o cumprimento da promessa feita por Deus a Abraão de que ele seria pai de uma grande nação e que, por meio da sua descendência, todas as famílias da terra seriam benditas (Gn 12.2,3; 17.4-7; 22.18). O nascimento de Isaque demonstrou que Deus é fiel para cumprir aquilo que promete, independentemente das limitações humanas (Gn 21.1-7).

Quando Isaque foi desmamado, conforme o costume da época, Abraão realizou um grande banquete para celebrar essa nova etapa da vida do menino (Gn 21.8). Esse momento também possuía um significado especial, pois representava que Isaque havia ultrapassado os primeiros anos da infância, período de grande vulnerabilidade em uma sociedade antiga, e agora avançava em seu desenvolvimento.

Isaque cresceu ouvindo de seu pai que ele era o filho da promessa e que, por meio da sua vida, Deus daria continuidade aos seus propósitos. Certamente, ele testemunhou a comunhão que Abraão mantinha com Deus e aprendeu com o exemplo do seu pai, que edificava altares e invocava o nome do Senhor (Gn 12.7,8; 13.18; 21.33).

Um dos acontecimentos mais marcantes da sua vida foi a experiência no monte Moriá, quando acompanhou Abraão ao lugar determinado por Deus para o sacrifício. Naquela ocasião, Isaque experimentou a fidelidade do Senhor, pois Deus providenciou o cordeiro para substituir o sacrifício e confirmou novamente a aliança estabelecida com Abraão (Gn 22.1-18). Essa experiência certamente marcou a sua compreensão sobre a obediência, a confiança e a provisão divina.

A convivência com Abraão, chamado de amigo de Deus (Tg 2.23), contribuiu para que Isaque desenvolvesse uma fé pessoal e uma vida de comunhão com o Senhor. Ele não foi apenas alguém que recebeu uma herança espiritual; tornou-se também alguém que cultivou sua própria relação com Deus. A Bíblia mostra que Isaque edificou altares, invocou o nome do Senhor (Gn 26.25) e buscou a Deus em oração (Gn 25.21).

Depois de se casar com Rebeca, Isaque enfrentou uma situação semelhante à vivida por seu pai: a fome na terra prometida. Diante dessa dificuldade, ele pensou em buscar melhores condições na terra dos filisteus, mas o Senhor lhe apareceu e ordenou que permanecesse naquela terra, reafirmando a promessa da aliança (Gn 26.1-5). Isaque obedeceu e experimentou a bênção de Deus. 

A vida de Isaque nos ensina que o maior legado que podemos deixar aos nossos filhos não é apenas aquilo que falamos, mas aquilo que eles veem em nossa caminhada com Deus. Devemos ensinar a Palavra do Senhor e os seus princípios aos nossos descendentes (Dt 6.6-7), porém a fé precisa ser transmitida também por meio do exemplo. O apóstolo Paulo expressou esse princípio ao escrever aos Filipenses: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei” (Fp 4.9).

3. Isaque e o legado de uma fé que confia na direção de Deus. A fé de Isaque não se manifestou apenas em momentos de prosperidade e tranquilidade; ela também foi provada em meio às dificuldades. Logo no início do seu casamento, mesmo possuindo a promessa de que teria uma descendência numerosa, Isaque enfrentou a esterilidade de sua esposa Rebeca (Gn 25.20,21). Essa situação demonstrou que a promessa de Deus não eliminaria os desafios da caminhada, mas exigiria confiança e dependência do Senhor.

Quando Rebeca foi recebida como esposa, Isaque estava vindo do campo, onde havia saído para meditar e buscar a Deus (Gn 24.63). Após o casamento, ele descobriu que sua esposa era estéril e, em vez de buscar soluções humanas, clamou ao Senhor por ela. A Bíblia afirma: “E Isaque orou instantemente ao SENHOR por sua mulher, porquanto era estéril; e o SENHOR ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu” (Gn 25.21).

Essa espera durou aproximadamente vinte anos, até que Deus respondeu à oração de Isaque e cumpriu a sua promessa. O nascimento dos gêmeos Esaú e Jacó revelou mais uma vez a fidelidade divina e a continuidade da aliança estabelecida com Abraão (Gn 25.22-26). Isaque aprendeu que o tempo de Deus não anula as suas promessas, mas revela o seu poder e a sua fidelidade.

Além disso, ao longo da sua trajetória, Isaque enfrentou outras dificuldades. Durante um período de fome na terra de Canaã, ele partiu para Gerar, na terra dos filisteus, buscando melhores condições para sua família e seus rebanhos. Entretanto, Deus apareceu a Isaque e orientou que permanecesse naquela terra, reafirmando a promessa da aliança feita a Abraão (Gn 26.1-5).

Em Gerar, Isaque experimentou a bênção de Deus sobre o seu trabalho e prosperou naquela terra (Gn 26.12-14). Porém, essa prosperidade despertou a inveja dos filisteus, que entulharam os poços cavados nos dias de Abraão. Houve contenda pela posse da água encontrada pelos servos de Isaque, mas ele não escolheu o caminho da disputa; preferiu continuar cavando novos poços, confiando na provisão divina (Gn 26.15-22).

A vida de Isaque nos ensina que a fé verdadeira permanece firme mesmo quando surgem obstáculos. Aquele que confia em Deus não abandona os propósitos do Senhor por causa das dificuldades, mas continua seguindo a direção divina. Quando Deus orienta os nossos relacionamentos, decisões e projetos, encontramos segurança para prosseguir, pois “o coração do homem considera o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos” (Pv 16.9).

Ev. WELIANO PIRES

24 junho 2026

O LEGADO DE ABRAÃO

(Comentário do 1° tópico da Lição 13: O legado de Abraão, Isaque e Jacó)


No primeiro tópico, estudaremos o legado do patriarca Abraão, personagem que foi objeto de estudo nas lições 1 a 7 deste trimestre.


Abrão vivia com seus pais, irmãos e parentes em Ur dos caldeus, na antiga Mesopotâmia, quando recebeu o chamado divino para deixar sua terra, sua parentela e a casa de seu pai, dirigindo-se para uma terra que Deus lhe mostraria (Gn 12.1; At 7.2-4).


O alcance do legado de fé de Abraão ultrapassa os limites de sua própria vida e de sua descendência natural. Deus lhe fez promessas que não se restringem a Israel, mas alcançam também a Igreja e toda a humanidade. Entre elas, destaca-se a promessa de que, em sua descendência, seriam benditas todas as famílias da terra (Gn 12.3; 22.18; Gl 3.8,16).


Ao ser chamado por Deus, Abrão demonstrou fé incondicional e obediência imediata, pois atendeu à ordem divina sem conhecer todos os detalhes do plano de Deus. Pela fé, partiu sem saber para onde ia, confiando inteiramente na direção do Senhor (Gn 12.4; Hb 11.8).


Deus se agradou da resposta de Abrão ao seu chamado e lhe fez diversas promessas, posteriormente reafirmadas a seu filho Isaque e a seu neto Jacó (Gn 26.3-5; 28.13-15). Durante toda a sua vida, Abraão viveu como peregrino, habitando em tendas, pois aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor (Hb 11.9,10).


1. O alcance do legado de fé de Abraão. O legado de Abraão não foi material, mas espiritual. Sua vida tornou-se um exemplo permanente de fé, obediência e confiança nas promessas de Deus, inspirando gerações a andar segundo a vontade do Senhor (Rm 4.11,12,16; Hb 6.12).


Abrão nasceu em Ur dos caldeus, na antiga Mesopotâmia. De acordo com Josué 24.2, seus antepassados, incluindo Terá, seu pai, serviam a outros deuses. É possível que o próprio Abrão também compartilhasse desse contexto religioso antes de conhecer o verdadeiro Deus. A Bíblia não informa de que maneira ocorreu seu primeiro contato com o Senhor. Contudo, Gênesis 11.31 relata que Terá saiu de Ur acompanhado de Abrão e de seus familiares com o propósito de ir à terra de Canaã.


Ao chegarem a Harã, estabeleceram-se ali e permaneceram naquele lugar até a morte de Terá (Gn 11.31,32). Depois disso, Abrão recebeu o chamado divino para deixar sua terra, sua parentela e a casa de seu pai, a fim de seguir para a terra que Deus lhe mostraria (Gn 12.1; At 7.2-4).


Juntamente com o chamado, Deus fez promessas a Abrão que ultrapassavam os limites de sua própria existência e alcançariam todas as gerações. Entre elas, destaca-se a declaração: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). O propósito divino revelado a Abraão envolvia a formação do povo de Israel, o surgimento da Igreja e a salvação oferecida a todas as nações por meio de Jesus Cristo.


O Novo Testamento revela que essas promessas encontram seu pleno cumprimento em Cristo. Por isso, Jesus é apresentado como o descendente prometido de Abraão, por meio de quem a bênção divina alcança todas as nações da terra (Mt 1.1; Gl 3.8,16). Dessa forma, o legado de Abraão transcende sua descendência biológica e alcança todos aqueles que, pela fé em Cristo, tornam-se herdeiros das promessas de Deus (Rm 4.16; Gl 3.29).


2. A fé incondicional de Abraão. Abraão demonstrou uma fé incondicional nas promessas de Deus. Ele deixou sua terra, sua parentela e a segurança da vida que possuía em Ur dos caldeus, uma das principais cidades da antiga Mesopotâmia, para seguir em direção a um lugar que Deus ainda lhe mostraria (Gn 12.1-4).


O texto de Hebreus 11.8 destaca que Abraão saiu sem saber para onde ia. Ele não possuía todas as respostas, mas confiava naquele que havia feito a promessa. Mesmo vivendo em um contexto marcado pela idolatria e sem possuir a revelação escrita das Escrituras, Abraão creu na palavra que havia recebido do Senhor e demonstrou uma fé obediente (Js 24.2; Hb 11.8).


A fé verdadeira em Deus obedece mesmo sem conhecer todos os detalhes do caminho; confia antes de ver o cumprimento da promessa e segue as orientações divinas mesmo quando nem tudo está esclarecido. A revelação de Deus ocorre de maneira progressiva, e muitas vezes o Senhor revela o próximo passo enquanto caminhamos em obediência à sua vontade.


Por isso, a caminhada de fé exige confiança plena na Palavra de Deus. Como afirma a Escritura: “Sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6).


3. A resposta ao chamado de Deus. Abrão recebeu o chamado de Deus inicialmente em Ur dos caldeus e, posteriormente, em Harã. Diante da voz do Senhor, ele entregou o curso de sua vida a Deus e partiu em obediência, sem conhecer todos os detalhes do caminho que percorreria. Ele não perguntou como seria a terra para onde iria nem de que maneira sustentaria sua família; simplesmente confiou na promessa daquele que o havia chamado (Gn 12.1-4; Hb 11.8).


Deus prometeu que faria de Abrão uma grande nação e que sua descendência seria numerosa como as estrelas do céu e como a areia do mar (Gn 12.2; 15.5; 22.17). Essa promessa foi feita quando Abrão tinha 75 anos e sua esposa, Sarai, era estéril (Gn 12.4; 11.30). Depois de aproximadamente 25 anos de espera, nasceu Isaque, o filho da promessa, quando Abraão tinha 100 anos e Sara 90 anos (Gn 21.1-5; 17.17).


Durante esse período de espera, Abraão e Sara enfrentaram momentos de fragilidade na fé. Diante da impossibilidade humana de gerar filhos, decidiram recorrer a uma prática comum daquela cultura, e Abraão teve um filho com Agar, serva de Sara, chamado Ismael (Gn 16.1-4,15). Contudo, Deus deixou claro que a aliança seria estabelecida por meio de Isaque, o filho que nasceria de Sara (Gn 17.19,21; 21.12).


Quando Deus reafirmou sua promessa, mudou os nomes de Abrão e Sarai para Abraão e Sara, indicando uma nova etapa no cumprimento do seu propósito (Gn 17.5,15). Um ano depois, nasceu Isaque, demonstrando que a promessa de Deus se cumpriria no tempo determinado por Ele (Gn 21.1-2).


Mais tarde, Deus provou a fé de Abraão ao ordenar que oferecesse Isaque como sacrifício em holocausto (Gn 22.1-2). Abraão demonstrou confiança absoluta no Senhor e seguiu em obediência, crendo que Deus era poderoso até mesmo para ressuscitar seu filho dentre os mortos, se fosse necessário (Hb 11.17-19).


A fé de Abraão não estava fundamentada apenas nas bênçãos recebidas de Deus, mas no próprio Deus que prometeu. Uma fé genuína entrega ao Senhor todas as áreas da vida, confiando em seu caráter santo, em sua soberania e em sua fidelidade (Rm 4.20-21).


Ev. WELIANO PIRES

23 junho 2026

Introdução à Lição 13: O legado de fé de Abraão, Isaque e Jacó

Data: 28 de junho de 2026

TEXTO ÁUREO:

“Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.” (Hb 11.8).

VERDADE PRÁTICA:

Abraão, Isaque e Jacó deixaram um legado de fé em Deus para as futuras gerações.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Hebreus 11.8-12,17-21.

Objetivos da Lição: 

I) Mostrar o legado de fé de Abraão; 

II) Explicar o legado de Isaque; 

III) Conhecer a escolha e o legado de fé de Jacó.

INTRODUÇÃO 

Com a ajuda do Espírito Santo, chegamos ao encerramento de mais um trimestre de estudos em nossa Escola Bíblica Dominical. Nesta oportunidade, estudamos a trajetória dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Embora não tenham sido perfeitos, foram homens alcançados pela graça de Deus e conduzidos por Ele em uma caminhada marcada pela fé, pela obediência e pelo aprendizado espiritual (Hb 11.8-21).


Ao longo destas treze lições, não estudamos apenas a biografia desses patriarcas, mas também o legado espiritual que deixaram para as gerações futuras. Suas vidas nos ensinam que Deus usa pessoas imperfeitas para cumprir os seus propósitos, pois a fidelidade divina não depende da perfeição humana, mas da sua graça e do seu poder transformador (Gn 12.1-3; 28.15).


Abraão nos deixou o exemplo de uma fé obediente e confiante nas promessas de Deus (Gn 12.4; Hb 11.8). Isaque nos ensina sobre uma fé perseverante, fundamentada na comunhão com o Senhor e na confiança em sua provisão (Gn 26.24,25). Jacó, por sua vez, revela que Deus transforma vidas por meio de encontros que produzem arrependimento e mudança de caráter (Gn 32.28; 35.2-3).


Aprendemos com os acertos dos patriarcas, mas também com os seus erros e limitações. A Bíblia não apresenta homens idealizados, mas servos que experimentaram a correção, a disciplina e a misericórdia de Deus ao longo da caminhada (Rm 15.4).


Diante disso, somos levados a refletir: que tipo de legado espiritual estamos deixando para nossa família e para as próximas gerações? Como seremos lembrados por aqueles que virão depois de nós? Nossa vida tem transmitido valores que apontam para Deus ou um exemplo que poderá conduzir outros para longe da vontade do Senhor?


O maior legado que podemos deixar não são apenas bens ou realizações pessoais, mas uma vida de fé, obediência e compromisso com Deus, capaz de influenciar positivamente aqueles que caminham depois de nós (Sl 78.5-7; 2Tm 1.5).


Palavra-Chave: RECONCILIAÇÃO


(Eu imagino que houve um equívoco e a CPAD acabou repetindo a palavra-chave da lição passada, que não tem nada a ver com o tema desta lição. A palavra-chave ideal para esta lição seria “Legado”).


LEGADO 


A palavra legado vem do latim legatum, que significa “aquilo que foi deixado por testamento”, “herança” ou “bem transmitido a alguém”. Com o passar do tempo, o significado dessa palavra foi ampliado e passou a se referir não apenas a bens materiais, mas também aos valores, ensinamentos, exemplos, influência e princípios que são transmitidos de uma geração para outra.


No contexto desta lição, aprendemos que Abraão, Isaque e Jacó deixaram muito mais do que uma descendência numerosa e uma herança material. Eles deixaram um patrimônio espiritual: um legado de fé, marcado pela confiança nas promessas de Deus, pela obediência à sua Palavra e por um relacionamento pessoal com o Senhor. Esse legado foi transmitido às gerações seguintes e continua sendo um exemplo para todos aqueles que desejam viver uma fé verdadeira em Deus (Hb 11.8-21).


Ev. WELIANO PIRES


20 junho 2026

A FAMÍLIA DE JACÓ SEGUE SEU CAMINHO


(Comentário do 3⁰ tópico da Lição 12: A reconciliação de Jacó com Esaú)

Neste terceiro e último tópico, veremos o caminho percorrido por Jacó e sua família após o reencontro com seu irmão Esaú. Como já estudado, houve reconciliação entre ambos (Gn 33.4–11), mas, a partir desse momento, cada um seguiu sua própria trajetória, conforme o propósito e o contexto de suas vidas.

Esaú retornou para a região montanhosa de Seir, estabelecendo-se em Edom e consolidando sua descendência ali (Gn 33.16; Gn 36.6–8). Jacó, por sua vez, dirigiu-se a Sucote e, posteriormente, chegou a Siquém, onde se estabeleceu na terra de Canaã (Gn 33.17–18).

Nesse percurso, observamos que Jacó ainda não havia retornado imediatamente a Betel, conforme a orientação que recebera do Senhor. Sua família, nesse período, enfrentaria situações que revelariam a necessidade de uma redireção espiritual e de maior alinhamento com a vontade divina.

Mais adiante, Jacó retorna a Betel, onde edifica um altar ao Senhor e conduz sua casa a um processo de consagração e abandono de ídolos, reafirmando sua aliança com Deus (Gn 35.1–4, 7).

1. Os irmãos se separam. Jacó teve um encontro marcante com Deus em Peniel (Gn 32.24-30). Em seguida, ocorreu o temido reencontro com seu irmão Esaú, após cerca de vinte anos de separação. Contrariando os temores de Jacó, Esaú o recebeu com disposição para a reconciliação. Os dois irmãos se abraçaram, choraram juntos e restabeleceram a paz entre si (Gn 33.4). Depois desse encontro, cada um seguiu o seu próprio caminho: Esaú retornou para Seir, enquanto Jacó prosseguiu em direção à terra de Canaã (Gn 33.16,17).

A experiência de Jacó e Esaú nos ensina que o perdão e a reconciliação são valores fundamentais para o povo de Deus. Contudo, reconciliar-se nem sempre significa retomar a convivência nos mesmos moldes de antes. Em determinadas situações, pode haver perdão genuíno sem que haja uma convivência próxima. O essencial é que o coração esteja livre da mágoa, do ressentimento e do desejo de vingança (Rm 12.18,19).

A Palavra de Deus ensina que o cristão deve cultivar uma atitude perdoadora, seguindo o exemplo do próprio Deus. A falta de perdão aprisiona a pessoa ao passado e compromete sua comunhão com o Senhor. Por isso, o apóstolo Paulo exorta os crentes: “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Ef 4.32). Da mesma forma, Jesus ensinou que devemos perdoar aqueles que nos ofendem (Mt 6.14,15).

2. Jacó não retorna para a casa de seu pai. Infelizmente, Jacó não cumpriu imediatamente a orientação que Deus havia lhe dado para retornar à terra de seus pais. Depois de muitos anos em Padã-Arã, o Senhor ordenou que ele voltasse à sua terra e à sua parentela, reafirmando a promessa feita a Abraão e Isaque (Gn 31.3,13). Contudo, ao chegar a Canaã, Jacó estabeleceu-se em Siquém, em vez de prosseguir diretamente para Betel, o lugar onde Deus havia determinado que ele habitasse (Gn 35.1).

A permanência de Jacó em Siquém trouxe consequências dolorosas para sua família. Foi ali que ocorreu o triste episódio envolvendo sua filha Diná e Siquém, filho de Hamor, que abusou dela (Gn 34.1-2). Como reação, seus filhos Simeão e Levi agiram com vingança desmedida e enganaram os homens da cidade, promovendo uma matança que trouxe grande preocupação a Jacó (Gn 34.25-30).

A escolha de permanecer em Siquém parecia, humanamente, uma decisão conveniente, pois aquela região oferecia boas condições para estabelecer sua família. Entretanto, estar fora do centro da vontade de Deus sempre representa riscos espirituais e familiares. O caminho mais fácil nem sempre corresponde ao propósito divino. Por isso, a experiência de Jacó nos ensina sobre a importância de obedecer plenamente à direção de Deus e confiar em seus planos, pois a vontade do Senhor continua sendo o melhor lugar para a nossa vida (Pv 3.5-6; Sl 37.5).

3. Jacó levanta um altar ao Senhor. Depois de chegar a Siquém, Jacó comprou uma parte do campo onde havia armado sua tenda, dos filhos de Hamor, pai de Siquém (Gn 33.18-19). Nesse local, ele edificou um altar ao Senhor e o chamou de “Deus, o Deus de Israel” (Gn 33.20). Essa atitude demonstra sua gratidão e seu reconhecimento de que sua vida, sua família e suas conquistas dependiam da ação de Deus.

Ao edificar esse altar, Jacó seguiu o exemplo de seus antepassados. Abraão e Isaque também tinham o hábito de levantar altares ao Senhor como expressão de fé, gratidão e adoração (Gn 12.7-8; 13.18; 26.25). Mesmo vivendo em um período anterior à Lei de Moisés e sem uma estrutura formal de culto estabelecida, os patriarcas demonstravam que a verdadeira adoração começa com um relacionamento de fé e comunhão com Deus.

A adoração era uma marca da vida de Abraão, Isaque e Jacó. Da mesma forma, o lar cristão deve ser um ambiente onde Deus ocupa o primeiro lugar. O “altar” da família não é uma construção de pedras, mas uma vida dedicada ao Senhor, marcada pela oração, pelo ensino da Palavra e pelo compromisso de servir a Deus com fidelidade e reverência (Dt 6.6-7).

Por isso, precisamos refletir: o que tem ocupado o primeiro lugar em nossa casa? Quais valores e prioridades têm sido estabelecidos em nossa família? Quando Deus chamou Jacó para Betel, ele ordenou que sua casa abandonasse os deuses estrangeiros e se purificasse diante do Senhor (Gn 35.1-4). Isso revela que não pode haver verdadeira adoração quando existem outros elementos ocupando o lugar que pertence exclusivamente a Deus.

Nos dias atuais, muitos “altares” podem tentar substituir a presença de Deus no lar, como o materialismo, o individualismo, o entretenimento excessivo ou qualquer outra prioridade que tome o lugar do Senhor. Uma família espiritualmente forte é construída quando Deus é colocado como fundamento e centro de todas as coisas. Tudo aquilo que ocupa o lugar devido somente ao Senhor torna-se uma forma de idolatria e precisa ser rejeitado (Mt 6.33; 1Jo 5.21).

Ev. WELIANO PIRES

O ENCONTRO ENTRE JACÓ E ESAÚ


(Comentário do 2⁰ tópico da lição 12: A reconciliação de Jacó com Esaú)

Neste tópico, estudaremos o encontro entre os irmãos Jacó e Esaú, após cerca de vinte anos de separação, ocasionada pelo conflito que surgiu quando Jacó recebeu a bênção destinada ao primogênito (Gn 27.41-45). Durante esse período, Esaú alimentou o propósito de vingar-se do irmão, o que levou Jacó a fugir para a casa de Labão.

Inicialmente, veremos a providência divina atuando para promover um reencontro pacífico entre os irmãos. Jacó estava apreensivo diante da possibilidade de encontrar Esaú, especialmente ao saber que ele vinha ao seu encontro acompanhado por quatrocentos homens (Gn 32.6). Contudo, após sua experiência transformadora com Deus em Peniel (Gn 32.24-30), Jacó avançou com humildade e reverência, inclinando-se à terra sete vezes diante de seu irmão (Gn 33.3).

Veremos também como Deus operou poderosamente naquela situação, tornando possível a reconciliação. Ao encontrar Jacó, Esaú correu ao seu encontro, abraçou-o, lançou-se ao seu pescoço, beijou-o, e ambos choraram (Gn 33.4). O gesto demonstra que o ressentimento que existia anteriormente já não dominava o coração de Esaú.

Por fim, observaremos que esse encontro resultou em uma verdadeira reconciliação entre os irmãos. O Senhor preservou a vida de Jacó e conduziu os acontecimentos de modo que sua promessa continuasse a cumprir-se na linhagem patriarcal (Gn 28.13-15). A humildade demonstrada por Jacó e a disposição de Esaú para recebê-lo evidenciam como Deus pode restaurar relacionamentos marcados por conflitos, mágoas e separações.

1. Deus entra em ação. O texto de Gênesis 33.3 declara: “E ele mesmo passou adiante deles e inclinou-se à terra sete vezes, até chegar a seu irmão”. Essa atitude de Jacó revela uma profunda transformação em seu caráter. Aquele que, no passado, agiu com astúcia ao obter a bênção patriarcal destinada a Esaú (Gn 27.18-29), agora aproxima-se do irmão com humildade e reverência.

Jacó estava apreensivo quanto à reação de Esaú. As lembranças dos acontecimentos passados certamente pesavam sobre sua consciência, e a notícia de que seu irmão vinha ao seu encontro acompanhado de quatrocentos homens aumentava ainda mais sua preocupação (Gn 32.6,7). Seu temor era compreensível, pois a ira de Esaú havia motivado sua fuga para Padã-Arã muitos anos antes (Gn 27.41-45).

Entretanto, após buscar a Deus em oração e ter uma experiência transformadora em Peniel (Gn 32.24-30), Jacó demonstrou uma nova postura diante da situação. A obra de Deus em sua vida refletiu-se em seu comportamento. Ao inclinar-se sete vezes diante de Esaú, expressou respeito, reconhecimento dos erros do passado e disposição para a reconciliação. Seu gesto evidencia uma atitude de humildade que contrasta com a forma como havia agido em sua juventude.

Convém observar que a Escritura distingue a venda da primogenitura da obtenção da bênção paterna. O direito de primogenitura havia sido negociado entre os irmãos anteriormente (Gn 25.29-34), enquanto a bênção de Isaque foi recebida por Jacó mediante o engano narrado em Gênesis 27. Ambas as situações contribuíram para o agravamento do conflito familiar.

Os erros cometidos produzem consequências e, muitas vezes, despertam temor em nosso coração. Entretanto, a humildade aliada à confiança em Deus favorece a superação dos conflitos e a restauração dos relacionamentos. A Palavra de Deus ensina que o Senhor resiste aos soberbos, mas concede graça aos humildes (Tg 4.6; 1Pe 5.5). O próprio Jesus Cristo é o supremo exemplo de mansidão e humildade, convidando seus discípulos a aprenderem dEle (Mt 11.29; Fp 2.5-8).

Muitas reconciliações deixam de acontecer porque as pessoas não estão dispostas a dar o primeiro passo. O exemplo de Jacó nos ensina que a humildade pode abrir caminho para a paz, para o perdão e para a restauração da comunhão.

2. Esaú abraça e beija Jacó. A atitude humilde de Jacó encontrou uma resposta surpreendente da parte de Esaú. O relato bíblico registra: “Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram” (Gn 33.4). Aquele que, anos antes, havia manifestado o desejo de matar o irmão em razão dos acontecimentos envolvendo a bênção paterna (Gn 27.41), agora o recebe com demonstrações de afeto, acolhimento e reconciliação.

Esse encontro evidencia a providência de Deus atuando na vida dos dois irmãos. Embora o texto bíblico não descreva os processos que levaram à mudança de atitude de Esaú, sua reação demonstra que o ressentimento e o desejo de vingança já não determinavam suas ações. O Senhor, que dirige a história segundo os seus propósitos, operou de modo a tornar possível a restauração daquele relacionamento familiar (Pv 21.1).

Nesse episódio, observamos o poder da graça divina na restauração dos relacionamentos. Esaú agiu de forma muito diferente do que Jacó esperava. Em vez de retribuir o mal com o mal, acolheu o irmão com amor e cordialidade. Sua disposição conciliadora também se evidencia quando reluta em aceitar os presentes oferecidos por Jacó, afirmando: “Eu tenho bastante, meu irmão; seja para ti o que tens” (Gn 33.9).

A reconciliação produz cura para feridas que, muitas vezes, permanecem abertas por longos períodos. Após cerca de vinte anos de separação, os irmãos choraram juntos, demonstrando que aquele reencontro representava a restauração de uma comunhão familiar profundamente abalada pelos acontecimentos do passado. O abraço de Esaú e as lágrimas compartilhadas por ambos revelam a força restauradora do perdão.

Deus continua restaurando famílias e relacionamentos marcados por conflitos, mágoas e afastamentos. Quando o Senhor opera nos corações, situações aparentemente insolúveis podem ser transformadas. Entretanto, a reconciliação exige humildade, disposição para reconhecer a própria responsabilidade e sincero desejo de perdoar e restabelecer a comunhão (Mt 5.23,24; Ef 4.31,32; Cl 3.13).

O reencontro entre Jacó e Esaú demonstra que o perdão não apaga o passado, mas permite que as feridas sejam tratadas pela graça de Deus. Assim, relacionamentos que pareciam definitivamente perdidos podem ser restaurados para a glória do Senhor.

3. O perdão verdadeiro. O reencontro entre Jacó e Esaú revela uma notável restauração do relacionamento entre os irmãos. De um lado, Jacó demonstrou uma sincera disposição para a paz ao aproximar-se de Esaú com humildade e reverência (Gn 33.3). De outro, Esaú o recebeu com acolhimento, afeição e cordialidade, sem apresentar qualquer atitude de hostilidade ou desejo de vingança (Gn 33.4). As atitudes de ambos evidenciam que o relacionamento rompido havia sido restaurado.

A narrativa bíblica demonstra que a graça de Deus foi maior do que os conflitos do passado. Onde antes havia medo, ressentimento e separação, agora havia paz e reconciliação. O encontro dos irmãos confirma que Deus é poderoso para restaurar relacionamentos que parecem irreparáveis e para transformar situações marcadas pela dor e pelo afastamento.

A Palavra de Deus ensina que o caminho para a reconciliação não é ignorar a ofensa nem agir como se nada tivesse acontecido. Ao tratar dos relacionamentos interpessoais, Jesus ensinou que a parte ofendida deve buscar o diálogo e a restauração da comunhão (Mt 18.15-17). Em outro momento, o Senhor também destacou a importância de tomar a iniciativa da reconciliação quando há conflitos entre irmãos (Mt 5.23,24).

Conflitos prolongados podem enfraquecer famílias, amizades e até mesmo a comunhão da igreja. Por isso, o cristão deve agir como instrumento de paz e reconciliação. Sempre que possível, deve buscar o entendimento, oferecer perdão e estar disposto a corrigir aquilo que estiver ao seu alcance. Embora a reconciliação dependa da disposição das partes envolvidas, a Escritura orienta: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18).

O perdão e a reconciliação glorificam a Deus porque refletem sua graça e seu amor. O exemplo de Jacó e Esaú nos ensina que relacionamentos profundamente abalados podem ser restaurados quando há humildade, disposição para a paz e confiança na ação do Senhor. Como ensinou Jesus: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9).

Ev. WELIANO PIRES

19 junho 2026

IRMÃOS EM CONFLITO

(Comentário do 1⁰ tópico da Lição 12: a reconciliação de Jacó com Esaú)

Neste primeiro tópico, trataremos do conflito entre os irmãos Esaú e Jacó. Embora esse assunto já tenha sido estudado detalhadamente na Lição 9, faz-se necessário retomá-lo para contextualizar a reconciliação entre ambos, tema central desta lição.

Inicialmente, abordaremos a transformação que Deus realizou no caráter de Jacó. Conforme vimos nas duas últimas lições, Jacó era conhecido por sua astúcia e por tirar vantagem das situações em benefício próprio (Gn 25.29-34; 27.1-29). Entretanto, ele teve dois encontros marcantes com Deus. O primeiro ocorreu em Betel, quando sonhou com uma escada que ligava a terra ao céu e ouviu pessoalmente as promessas divinas (Gn 28.10-22). O segundo aconteceu no vau de Jaboque, onde lutou com um ser celestial e teve seu nome mudado de Jacó para Israel, simbolizando uma profunda transformação espiritual (Gn 32.22-32).

Em seguida, veremos que Deus também operou no coração de Esaú. Anteriormente, ele havia prometido matar seu irmão em razão do episódio da bênção paterna (Gn 27.41). Esaú era um homem acostumado à caça e possuía grande influência, vindo ao encontro de Jacó acompanhado de quatrocentos homens (Gn 32.6). Diante dessa notícia, Jacó ficou profundamente temeroso e buscou a Deus em oração (Gn 32.7-12). Contudo, após a experiência transformadora no vau de Jaboque, ele descobriu que Deus já estava trabalhando na vida de seu irmão. Assim, o encontro entre ambos ocorreu em clima de paz e reconciliação (Gn 33.1-4).

Por fim, trataremos de Raquel, a esposa amada de Jacó. Ao preparar-se para encontrar Esaú, Jacó elaborou uma estratégia peculiar. Colocou à frente as servas e seus filhos; em seguida, Leia e seus filhos; e, por último, Raquel e seu filho José (Gn 33.1-2). Essa disposição revela a preferência afetiva de Jacó por Raquel e José, demonstrando sua intenção de protegê-los diante de um possível conflito.

1. Jacó. A história do conflito entre Jacó e Esaú teve início ainda no ventre de Rebeca. As Escrituras relatam que os gêmeos lutavam entre si antes mesmo de nascerem. Sem compreender o significado daquela situação, Rebeca consultou o Senhor, que lhe revelou haver duas nações em seu ventre e que o maior serviria ao menor (Gn 25.21-23).

Após o nascimento, a rivalidade entre os irmãos tornou-se ainda mais evidente. A disputa pela primogenitura e pela bênção paterna gerou divisão, ressentimento e desejo de vingança (Gn 25.29-34; 27.1-41). Em certa ocasião, Jacó aproveitou-se da fragilidade momentânea de Esaú, que retornava faminto do campo, e negociou com ele o direito da primogenitura. Embora essa atitude pareça estranha à cultura contemporânea, a primogenitura possuía grande valor familiar, social e espiritual no contexto patriarcal.

Após muitos anos de separação, Deus preparou um reencontro que revelou Sua graça e Seu poder transformador. A mudança ocorrida na vida de Jacó não foi resultado de sua capacidade pessoal nem de sua astúcia, mas da ação divina. Com o passar do tempo, ele compreendeu que sua prosperidade e proteção provinham da bênção de Deus e não de seus próprios esforços (Gn 31.42; 32.9-12).

A experiência de Jacó no vau de Jaboque marcou profundamente sua vida espiritual (Gn 32.22-32). Naquela ocasião, ele foi levado a reconhecer sua total dependência de Deus. O homem que durante muitos anos procurou resolver seus problemas por meio de seus próprios recursos aprendeu que a verdadeira vitória é alcançada quando se busca o auxílio do Senhor.

Assim como Jacó, os cristãos também enfrentam lutas espirituais e desafios que exigem dependência de Deus. A verdadeira transformação não ocorre por meio de métodos meramente humanos, mas pela ação divina na vida daqueles que perseveram em oração, adoração e fé. Somente Deus pode transformar o coração humano, restaurar relacionamentos e fortalecer a vida familiar e espiritual.

2. Esaú. Não era apenas Jacó que necessitava da intervenção divina. Esaú também carregava profundas mágoas em seu coração. Depois que Jacó recebeu a bênção destinada ao primogênito, Esaú passou a nutrir ressentimento contra o irmão e planejou matá-lo após a morte de seu pai (Gn 27.41).

É importante observar que Esaú não perdeu a primogenitura apenas por causa da astúcia de Jacó. As Escrituras mostram que ele desprezou esse privilégio ao trocá-lo por um prato de lentilhas, revelando pouco apreço pelas bênçãos associadas à sua posição de primogênito (Gn 25.29-34; Hb 12.16). Dessa forma, suas próprias escolhas contribuíram para as consequências que enfrentou ao longo dos anos.

Após cerca de vinte anos de separação, ocorreu o reencontro entre os irmãos. Embora Jacó estivesse apreensivo e temesse uma reação violenta, Esaú surpreendeu-o com uma atitude de acolhimento. Ao vê-lo, correu ao seu encontro, abraçou-o, lançou-se sobre o seu pescoço, beijou-o, e ambos choraram juntos (Gn 33.4). Aquele gesto demonstrou que o desejo de vingança havia dado lugar à reconciliação.

A mudança observada na atitude de Esaú nos lembra que Deus é capaz de agir nos corações e remover barreiras que parecem intransponíveis. Jacó enviou presentes ao irmão como demonstração de humildade e boa vontade (Gn 32.13-21), mas a reconciliação ocorrida entre eles revela, acima de tudo, a providência e a graça de Deus.

Ainda hoje, existem relacionamentos marcados por feridas, ressentimentos e afastamentos. Embora nem sempre seja possível controlar a reação das outras pessoas, o cristão deve fazer a sua parte na busca pela paz (Rm 12.18). Além disso, jamais deve desistir de orar por aqueles que parecem resistentes à mudança, confiando que Deus continua operando onde os recursos humanos não alcançam.

3. Raquel. Neste ponto, o comentarista abre um parêntese para tratar de Raquel e do problema do favoritismo no ambiente familiar. Esse tema já foi abordado na Lição 9, quando estudamos o conflito entre Esaú e Jacó. A própria narrativa bíblica demonstra que a preferência de Isaque por Esaú e de Rebeca por Jacó contribuiu para o surgimento de tensões e conflitos entre os irmãos (Gn 25.28).

Quando soube que Esaú vinha ao seu encontro acompanhado de quatrocentos homens, Jacó temeu que sua família fosse atacada. Por essa razão, organizou seus familiares estrategicamente, colocando as servas e seus filhos à frente, Lia e seus filhos em seguida, e, por último, Raquel e José, que ocupavam a posição de maior proteção (Gn 33.1,2).

Essa atitude evidencia o amor especial que Jacó nutria por Raquel, a esposa que mais amava (Gn 29.18,20,30), e o apreço que demonstrava por José, o filho de sua velhice (Gn 37.3). Embora tais sentimentos sejam compreensíveis do ponto de vista humano, o tratamento diferenciado contribuiu para o agravamento das tensões familiares. Ao perceberem a preferência do pai por José, os demais irmãos passaram a nutrir inveja e ressentimento contra ele (Gn 37.4).

Entretanto, o conflito não pode ser atribuído exclusivamente ao favoritismo de Jacó. A narrativa bíblica também mostra que os sonhos de José despertaram ainda mais a hostilidade dos irmãos (Gn 37.5-11). Além disso, a atitude pecaminosa deles revelou sentimentos de inveja e ódio que culminaram na venda de José como escravo (Gn 37.11,28). Assim, a história demonstra como decisões equivocadas e pecados pessoais podem comprometer a harmonia familiar.

A Bíblia ensina que o favoritismo pode produzir profundas feridas emocionais e sérios conflitos nos relacionamentos. Pais e mães devem manifestar amor, atenção e cuidado de maneira equilibrada, evitando distinções que provoquem sentimentos de rejeição ou inferioridade entre os filhos. Esse tipo de comportamento pode resultar em ciúmes, rivalidade, competição e conflitos duradouros, comprometendo a paz no lar (Tg 3.16).

A família cristã deve refletir os valores do Reino de Deus, pautando-se pela justiça, pelo amor e pela imparcialidade. O Senhor não faz acepção de pessoas (Rm 2.11; Ef 6.9), e esse princípio deve servir de referência para os relacionamentos familiares. Embora Deus, em sua soberania, tenha transformado os erros daquela família em instrumento para a preservação de Israel e o cumprimento de seus propósitos (Gn 45.5-8; 50.20), a narrativa bíblica não aprova o favoritismo praticado por Jacó. Pelo contrário, evidencia os prejuízos que tal atitude causou dentro de seu próprio lar.

Diante disso, cada cristão deve examinar sua conduta no ambiente familiar, avaliando se tem tratado seus familiares com amor, equilíbrio e justiça ou se, ainda que involuntariamente, tem demonstrado preferência por alguns em detrimento de outros.

Ev. WELIANO PIRES 

18 junho 2026

Parabéns à Assembleia de Deus pelos 115 anos de fundação.

Foto: AD Belém São Carlos/SP

Na Rua Azusa, em Los Angeles
Um fenômeno atípico aconteceu
Em um velho templo abandonado
Uma reunião de crentes ocorreu
Foram cheios do Espírito Santo
E a notícia pelo mundo correu.

Por todo o país se espalhou
Este Movimento Pentecostal
Várias Igrejas foram avivadas
Com grande fervor espiritual
Os crentes foram despertados
Para a missão internacional.

Nesse clima de avivamento
Dois jovens foram impactados
Daniel Berg e Gunnar Vingren
Por Deus foram direcionados
Eles viviam nos Estados Unidos
E para o Brasil foram enviados.

No ano de mil novecentos e dez
Em Belém do Pará chegaram
Não conheciam o nosso idioma
Muitas dificuldades enfrentaram
A Igreja Batista já existia aqui
E nela eles se congregaram.

Entretanto, a mensagem pregada 
Incomodou aos irmãos batistas
A liderança ficou contrariada 
Pois eram cessacionistas
Uma reunião foi marcada
E desligaram os avivalistas 

Junho de mil novecentos e onze
Dezenove crentes se reuniram
Após saírem da Igreja
Por unanimidade decidiram
Criar uma nova denominação
Da obra de Deus não desistiram.

Missão da Fé Apostólica
Foi este o nome escolhido
Para a nova denominação
Pelo Espírito Santo dirigidos
Se espalharam pela nação
Pregando aos oprimidos.

Depois, outros missionários
Ao nosso Brasil chegaram
Para apoiar esta grande obra
Com coragem desbravaram
Os mais longínquos rincões
Cantaram, oraram e pregaram.

Em mil novecentos e dezoito
Mudaram o nome da missão
Tornou-se Assembleia de Deus
Firmada na doutrina e na oração
Pregavam os dons, cura divina
Batismo no Espírito e salvação.

Em mil novecentos e vinte e dois
Foi lançada a primeira edição
Com cem hinos de doutrina sã
O novo hinário da denominação
Que foi chamado Harpa Cristã
Usado no louvor e adoração.

No ano mil novecentos e trinta
A Convenção Geral foi criada
Visando a união e crescimento
Para que a obra fosse divulgada
Decidiram lançar o jornal oficial
Na primeira reunião realizada.

Dez anos depois foi criada
A nossa Casa Publicadora
Pela demanda apresentada
Na expansão evangelizadora
Várias obras foram publicadas
Com mensagens consoladoras

Devido à grande expansão
Surgiram divisões regionais
Chamadas de ministérios
Com suas lideranças locais
Porém estavam vinculadas
Com as diretrizes nacionais.

Com o passar dos anos surgiram
Muitos ministérios e convenções
Que se tornaram independentes
Cada um com suas convicções
Chamam-se Assembleia de Deus
Mas com ela não têm ligações.

Pela Igreja Assembleia de Deus
Eu nutro respeito e gratidão
Foi nela que eu ouvi o Evangelho
Fui criado e aprendi a ser cristão.
Hoje, eu quero parabenizá-la
Pelo aniversário de fundação.

Ev.  Weliano Pires
Assembléia de Deus
Ministério do Belém
São Carlos-SP.



O LEGADO DE JACÓ

(Comentário do 3⁰ tópico da Lição 13: O legado de Abraão, Isaque e Jacó) Neste terceiro e último tópico, estudaremos o legado deixado pelo p...