02 maio 2026

A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA

(Comentário do 3º tópico da Lição 5: O Juízo contra Sodoma e Gomorra)

Neste terceiro e último tópico, trataremos do momento da destruição de Sodoma, Gomorra e das cidades circunvizinhas. Logo após a saída de Ló, de sua esposa e de suas duas filhas, caiu do céu fogo e enxofre, consumindo completamente aquelas cidades.

Veremos que o nosso Deus é amoroso e bondoso, mas também é justo, punindo severamente os pecadores que rejeitam o arrependimento e ultrapassam todos os limites da maldade. O escritor da Epístola aos Hebreus afirma que o nosso Deus é “fogo consumidor”, evidenciando o seu juízo santo.

Na sequência, observaremos que a destruição daquelas cidades foi uma catástrofe sem precedentes. À semelhança do que ocorreu no dilúvio, quando apenas Noé e sua família foram salvos, em Sodoma escaparam somente Ló e suas duas filhas. Seus genros, bem como sua esposa, pereceram.

Por fim, abordaremos a história da esposa de Ló. Embora não tenha sido alcançada diretamente pelo fogo, pois saiu de Sodoma com seu esposo e suas filhas, ela pereceu por causa de sua desobediência a Deus, sendo transformada em uma estátua de sal.

1. Deus “é fogo consumidor”. Algumas pessoas, inclusive entre as que se dizem cristãs, têm dificuldades em aceitar certos atributos de Deus, especialmente a sua justiça. Dão grande ênfase ao amor, à misericórdia e à bondade divinas, mas rejeitam a ideia do juízo e da punição. Esse tipo de pensamento tem dado origem a doutrinas equivocadas, como o universalismo — que ensina que todos serão salvos — e o aniquilacionismo, que nega a realidade do castigo eterno, afirmando que os ímpios simplesmente deixarão de existir.

A Bíblia, no entanto, não respalda tais ensinos. Desde o princípio, Deus exerce juízo sobre o pecado. Os primeiros a sofrerem as consequências da rebelião foram o diabo e os anjos que com ele se insurgiram. Expulsos do Céu, estão reservados para o juízo eterno no lago de fogo.

Após esse evento, o primeiro casal humano, ao pecar, também experimentou a punição e as consequências de sua desobediência. Foram expulsos do Jardim do Éden, tornaram-se mortais e passaram a experimentar enfermidades, degeneração e morte física. Além disso, tiveram sua natureza corrompida pelo pecado e foram separados de Deus.

Depois da Queda, a iniquidade multiplicou-se sobre a Terra, corrompendo a criação divina. Por essa razão, Deus trouxe o juízo do Dilúvio sobre a humanidade. Contudo, em sua graça, preservou Noé e sua família, garantindo a continuidade da raça humana por meio da arca.

Após o Dilúvio, Deus prometeu que não destruiria novamente toda a humanidade. Todavia, isso não significa que Ele não execute juízo sobre os ímpios. Foi o que ocorreu com aquelas cidades, cuja pecaminosidade atingiu níveis intoleráveis, levando Deus a destruí-las.

O padrão de Deus permanece o mesmo: Ele é amoroso, compassivo e longânimo, desejando que os pecadores se arrependam. A iniciativa da salvação parte sempre de Deus, pois o ser humano, por si só, não pode alcançá-lo. Entretanto, o Senhor é o justo Juiz de todo o Universo e punirá aqueles que praticam o mal e se recusam a abandonar o pecado.

2. Uma catástrofe sem igual. O texto bíblico afirma que, assim que Ló entrou em Zoar — lugar para onde pediu ao Senhor que pudesse ir —, o Senhor fez chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra, destruindo completamente aquelas cidades, seus moradores e toda a vegetação (Gn 19.24,25). Não sabemos quantas pessoas foram exterminadas nessa destruição, porém é evidente que se tratava de cidades densamente povoadas.

O comentarista chama a atenção para o reduzido número de pessoas que se salvaram, tanto no episódio do Dilúvio quanto na destruição de Sodoma e Gomorra. Em ambos os casos, houve zombaria por parte daqueles que foram advertidos. Noé, pregoeiro da justiça, anunciou o juízo divino durante longo tempo — cerca de cento e vinte anos —, mas não foi ouvido, e apenas sua família foi salva. De modo semelhante, Ló procurou alertar seus genros, porém estes não deram crédito às suas palavras e zombaram dele.

Nos dias atuais, a mensagem do Evangelho continua sendo proclamada, advertindo que Jesus Cristo voltará para buscar a sua Igreja. Aqueles que não se arrependerem enfrentarão a perdição eterna. Contudo, muitos insistem em permanecer no pecado e, não raramente, desprezam a mensagem, considerando os cristãos como ignorantes, retrógrados ou fundamentalistas. A Palavra de Deus, entretanto, é clara ao afirmar que o juízo divino virá. Infelizmente, o número dos que se salvam é reduzido, pois, conforme ensinado por Cristo, a porta é estreita, o caminho é apertado, e poucos são os que o encontram.

3. Transformada em estátua de sal. Ló saiu de Sodoma quase à força, acompanhado de sua esposa e de suas filhas. Seus genros, porém, não creram em suas palavras e se recusaram a acompanhá-lo. A ordem do anjo do Senhor era clara: deveriam sair sem olhar para trás. Ló e suas filhas obedeceram à ordem, mas sua esposa, apegada a Sodoma e às coisas que ali ficaram, olhou para trás e foi transformada em uma estátua de sal.

Assim como Ló, também fomos chamados por Deus para abandonar a vida de pecado. Estamos a caminho do nosso lar eterno e não podemos voltar o olhar para aquilo que ficou para trás. O apóstolo Paulo de Tarso exortou os colossenses: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Cl 3.1,2).

Da mesma forma, o escritor da Epístola aos Hebreus orienta a Igreja a deixar “todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia” e a correr “com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hb 12.1,2).

Portanto, a vida cristã exige decisão, renúncia e perseverança. Não há espaço para retroceder. Aqueles que foram alcançados pela graça devem prosseguir firmes, com os olhos fitos em Cristo, avançando sempre em direção ao alvo.

Avante, servos de Jesus! (Hino 310).

Ev. WELIANO PIRES

30 abril 2026

DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO

(Comentário do 2º tópico da Lição 5: O Juízo contra Sodoma e Gomorra) 

Este segundo tópico trata do anúncio que Deus fez a Abraão acerca de seu propósito de destruir as cidades de Sodoma, Gomorra e as circunvizinhas.

Veremos que, após anunciar que Sara teria um filho, o Senhor decidiu revelar a Abraão o juízo que traria sobre aquelas cidades, em razão de sua extrema pecaminosidade.

Na sequência, enfatizaremos que o pecado conduz à destruição. A iniquidade daquelas cidades havia atingido níveis intoleráveis diante de Deus, e, por isso, Ele determinou julgá-las.

Por fim, abordaremos a intercessão de Abraão em favor dos justos que, porventura, ali se encontrassem. Abraão argumentou que Deus, sendo justo, não destruiria o justo com o ímpio. Em resposta, o Senhor demonstrou sua misericórdia e consideração pelos justos, assegurando que, se houvesse ali dez justos, não destruiria as cidades.

1. O anúncio da destruição. O conteúdo deste subtópico não corresponde plenamente ao seu título, pois, em vez de abordar diretamente o anúncio divino da destruição de Sodoma a Abraão (Gn 18), o comentarista deteve-se na escolha de Ló e na descrição do pecado de Sodoma, assunto que pertence mais propriamente ao subtópico seguinte. É possível que tenha buscado oferecer uma contextualização prévia, mas não retomou de forma clara o tema principal.

Após anunciar a Abraão que Sara teria um filho, o Senhor, acompanhado de seus anjos, dirigiu-se à região de Sodoma, sendo Abraão conduzido com eles. Nesse momento, Deus declarou: “Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?” (Gn 18.17,18).

Esse episódio evidencia a intimidade e comunhão entre Deus e Abraão. Embora o Senhor seja soberano e realize a sua vontade independentemente de prestar contas a quem quer que seja, Ele, em sua graça, decide revelar parte de seus desígnios aos seus servos. Ainda assim, nem tudo é revelado, pois a limitação humana impede a compreensão plena dos mistérios divinos.

Deus revelou esse plano a Abraão, mas não manifestou todas as coisas a outros patriarcas, como Isaque e Jacó, que também eram herdeiros da promessa. Por exemplo, quando Jacó se fez passar por Esaú, Deus não revelou o engano a Isaque. Da mesma forma, Jacó não recebeu revelação acerca do que realmente ocorrera com José, sendo levado a acreditar na versão apresentada por seus filhos.

Nos dias atuais, é necessário cuidado com atitudes presunçosas de pessoas que afirmam possuir pleno conhecimento dos segredos de Deus. De fato, o Senhor revela mistérios aos seus servos, e entre os dons espirituais mencionados em Bíblia Sagrada estão a palavra da sabedoria, a palavra do conhecimento e o discernimento de espíritos, classificados como dons de revelação. Contudo, isso não significa que tudo será revelado. Há mistérios que somente conheceremos na eternidade, enquanto outros pertencem exclusivamente a Deus.

2. O pecado leva à destruição. Na Lição 2, vimos que, devido à contenda entre os pastores de Abrão e de Ló, o patriarca entendeu que seria melhor a separação, a fim de evitar conflitos. Por isso, deu a seu sobrinho o direito de escolher a região onde desejaria habitar. Considerando apenas os aspectos econômicos, Ló escolheu a campina do Jordão, estabelecendo-se nas proximidades de Sodoma, sem atentar para o caráter moral de seus habitantes.

A Bíblia descreve os moradores de Sodoma como extremamente perversos e pecadores diante do Senhor. A violência e a imoralidade, especialmente de natureza sexual, eram práticas comuns naquela cidade. A depravação era tão intensa que, posteriormente, o termo “sodomia” passou a ser associado a tais práticas pecaminosas.

Quando os anjos do Senhor foram enviados para retirar Ló da cidade, visto que a sua destruição era iminente, os homens de Sodoma cercaram a casa com a intenção de abusar deles. Ló intercedeu para que não cometessem tal maldade, chegando, equivocadamente, a oferecer suas próprias filhas. Contudo, os homens insistiram em arrombar a porta, sendo necessário que os anjos os ferissem com cegueira, impedindo assim a ação violenta.

À luz da cronologia bíblica apresentada em Gênesis, desde a chamada de Abrão até a destruição de Sodoma e Gomorra, é possível inferir que Ló tenha vivido cerca de vinte anos naquela cidade. Provavelmente, sua esposa era natural daquele lugar, o que ajuda a compreender o apego dela àquela sociedade corrompida. 

As consequências espirituais foram evidentes em sua família: seus genros não levaram a sério o aviso da destruição; sua esposa desobedeceu à ordem divina ao olhar para trás, tornando-se uma estátua de sal; e, posteriormente, suas filhas, influenciadas pelo ambiente em que viveram, praticaram atos moralmente reprováveis com o próprio pai. 

A escolha equivocada de Ló traz uma importante lição aos pais de família, advertindo-os quanto ao cuidado necessário em suas decisões. É imprescindível refletir antes de optar por mudanças como residência, profissão, escola, amizades ou relacionamentos.

Nenhum êxito de ordem econômica ou profissional compensará os prejuízos causados à vida espiritual e à integridade da família. Portanto, o crente deve buscar direção divina em todas as áreas da vida, priorizando sempre os valores do Reino de Deus acima de quaisquer interesses terrenos.

3. A intercessão. Deus já havia determinado destruir aquelas cidades, em razão do elevado nível de violência e degradação moral de seus moradores. Entretanto, devido à comunhão que mantinha com Abraão, a quem a Escritura apresenta como amigo de Deus, o Senhor decidiu revelar-lhe o seu propósito.

Ao tomar conhecimento do juízo divino sobre Sodoma e Gomorra, Abraão, movido por preocupação com seu sobrinho Ló e sua família, colocou-se diante de Deus como intercessor. Ele apelou ao caráter justo do Senhor, reconhecendo que Deus não destruiria o justo com o ímpio.

Abraão, então, perguntou se, havendo cinquenta justos na cidade, ela ainda seria destruída. O Senhor respondeu que a pouparia por amor aos cinquenta. Contudo, refletindo sobre a realidade daquele lugar, Abraão passou a reduzir o número, chegando até dez justos. Deus afirmou que, por amor aos dez, não destruiria a cidade.

Na realidade, apenas Ló e suas filhas não haviam se corrompido completamente. Ainda assim, após a destruição, observa-se que sua família apresentava fragilidades morais. É possível que a convivência prolongada com o pecado de Sodoma tenha influenciado negativamente seus valores. Apesar disso, o Novo Testamento refere-se a ele como “o justo Ló” (2Pe 2.7).

Cabe destacar que Ló, embora tenha convivido com Abraão, não demonstrou o mesmo compromisso com a vida devocional, como o hábito de levantar altares e invocar ao Senhor. Caso cultivasse tal prática, possivelmente teria tomado decisões diferentes, preservando melhor a sua família.

A intercessão consiste no ato de orar a Deus em favor de outras pessoas. Diferencia-se de “interseção”, termo utilizado nas ciências exatas para indicar o ponto de encontro entre linhas. No contexto espiritual, a intercessão é uma prática indispensável na vida do crente, pois expressa amor, compaixão e fé na justiça, bondade e misericórdia divina. 

Deus espera que nos coloquemos na brecha, intercedendo por nossa família, amigos, colegas de trabalho, autoridades, enfermos e por aqueles que ainda não conhecem o Evangelho, para que cheguem ao conhecimento da verdade. Contudo, é importante lembrar que a intercessão não substitui a responsabilidade pessoal: aquilo que nos compete fazer não será realizado por Deus em nosso lugar.

Ev. WELIANO PIRES

29 abril 2026

OS ANJOS VISITAM ABRAÃO

(Comentário do 1⁰ tópico da Lição 5: O Juízo de Deus contra Sodoma e Gomorra)

Neste primeiro tópico, trataremos da visita de três seres celestiais que Abraão recebeu em sua tenda. Embora o título mencione “os anjos visitam Abraão”, o texto bíblico revela que o próprio Deus lhe apareceu, acompanhado de dois anjos.

Abordaremos também a hospitalidade de Abraão, evidenciada ao preparar uma refeição especial e oferecer o melhor de sua tenda àqueles visitantes ilustres, sem saber, inicialmente, que se tratava de seres angelicais, visto que se manifestaram em forma humana.

Por fim, destacaremos o riso de Sara ao ouvir, de dentro da tenda, o anúncio de que seria mãe, tendo ela oitenta e nove anos e seu esposo, noventa e nove. Sara não riu por deboche, mas também por espanto, diante da condição física de ambos, que, humanamente falando, os impossibilitava de gerar filhos.

1. Abraão recebe a visita dos anjos do Senhor. O texto de Gênesis 18.1,2 descreve assim essa visita: “Depois apareceu-lhe o SENHOR nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, no calor do dia. E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três homens em pé junto a ele. E, vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra.”

Abraão estava assentado à porta de sua tenda, no momento mais quente do dia, por volta do meio-dia, possivelmente aguardando a refeição. Não era comum receber visitas nesse horário, pois, devido ao calor intenso e ao fato de os trabalhos serem, em sua maioria, braçais, as pessoas aproveitavam esse período para alimentar-se e descansar. Isso demonstra, conforme destaca o comentarista, que se tratava de um momento improvável para visitas; entretanto, Deus não está sujeito ao tempo humano nem às circunstâncias.

Ao avistar três homens vindo em sua direção, Abraão, ao que tudo indica, não sabia de quem se tratava. Todavia, era costume naquele contexto acolher viajantes desconhecidos com hospitalidade, pois poderiam ser emissários de autoridades ou portadores de alguma mensagem importante. Correr ao encontro do visitante, prostrar-se em terra e oferecer-lhe abrigo eram práticas comuns no Antigo Oriente.

Assim como em outras ocasiões no Antigo Testamento, essa manifestação de Deus a seres humanos é denominada Teofania. Trata-se de um termo teológico derivado de duas palavras gregas: Theós (Deus) e phaneia (manifestação, aparecimento). Refere-se à manifestação visível de Deus aos homens, seja em forma humana, por meio de anjos ou através de fenômenos naturais, como fogo, relâmpagos ou redemoinhos. Em alguns casos, utiliza-se a expressão “o Anjo do SENHOR”, com iniciais maiúsculas, quando o contexto indica tratar-se do próprio Deus.

2. A hospitalidade de Abraão. Sem saber quem eram os visitantes, Abraão colocou em prática a hospitalidade, oferecendo-lhes uma recepção de excelência. Imediatamente, pediu que se abrigassem do sol à sombra de uma árvore; ordenou que trouxessem água para lavar-lhes os pés; providenciou pão para que se alimentassem e solicitou que Sara preparasse bolos.

Enquanto Sara os preparava, Abraão correu ao rebanho, escolheu um novilho tenro e bom e ordenou que fosse preparado para os visitantes. Trouxe também manteiga — em algumas versões, coalhada ou queijo fresco — e leite, servindo-lhes enquanto a refeição era preparada. Durante todo o tempo, Abraão permaneceu à disposição dos visitantes, servindo-os com diligência.

A hospitalidade é uma prática recomendada aos cristãos no Novo Testamento, especialmente aos obreiros (Rm 12.13; 1Tm 3.2). O escritor aos Hebreus exorta: “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos” (Hb 13.2). Muito provavelmente, essa recomendação remete ao episódio envolvendo Abraão, que, sem o saber, recebeu mensageiros celestiais em sua tenda.

Entretanto, faz-se necessário apresentar algumas ponderações quanto ao exercício da hospitalidade. A exortação bíblica surge em um contexto histórico no qual não havia a estrutura de hospedagem como nos dias atuais. Além disso, a Palavra de Deus não orienta a acolher indiscriminadamente qualquer pessoa. O apóstolo João adverte que não se deve receber em casa aqueles que não permanecem na doutrina de Cristo (2Jo 10,11). Da mesma forma, o apóstolo Paulo instrui a evitar os que promovem divisões e escândalos contra a sã doutrina (Rm 16.17), bem como os que vivem de forma desordenada, recusando-se a trabalhar (2Ts 3.6).

Em síntese, a hospitalidade cristã deve ser exercida com discernimento. Não se deve acolher, seja no lar ou na igreja, pessoas que ameacem a unidade do Corpo de Cristo, comprometam a ortodoxia doutrinária ou coloquem em risco a segurança da família. Vivemos em um tempo em que muitos se apresentam de forma enganosa; por isso, é indispensável aliar amor cristão e prudência.

3. O riso de Sara. Conforme o costume da sociedade patriarcal, enquanto os homens permaneciam em conversação, as mulheres ficavam no interior da tenda. Desse modo, quando os três seres celestiais chegaram para falar com Abraão, Sara permaneceu recolhida.

Todavia, era possível ouvir o diálogo, e Sara escutou quando o Senhor anunciou a Abraão que, dentro de um ano, ela daria à luz um filho. Ao ouvir tal promessa, considerando sua avançada idade — cerca de oitenta e nove anos, e seu esposo com noventa e nove — Sara riu consigo mesma, dizendo: “Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?” (Gn 18.12).

O Senhor, que conhece todas as coisas, perguntou a Abraão por que Sara havia rido, enfatizando que não há nada impossível para Ele. Temendo, Sara tentou negar o ocorrido; contudo, o Senhor confirmou que ela realmente havia rido. É importante observar que o riso de Sara, assim como o de Abraão anteriormente, não foi necessariamente de deboche ou incredulidade, mas de espanto diante de algo extraordinário.

Essa passagem nos ensina que não devemos tentar aparentar uma fé inabalável diante das circunstâncias. Em situações semelhantes, qualquer pessoa poderia reagir de modo parecido, especialmente considerando que Sara não possuía a revelação plena das Escrituras como temos hoje. Ainda assim, mesmo em meio às nossas limitações e incertezas, Deus permanece fiel às suas promessas e opera em nosso interior, fortalecendo a nossa fé.

Ev. WELIANO PIRES 

28 abril 2026

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 5: O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA

Data: 3 de maio de 2026

TEXTO ÁUREO:

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.” (Gn 18.32).

VERDADE PRÁTICA:

Deus é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 18.23-32.

Objetivos da Lição: 

I) Mostrar que Deus enviou seus anjos para visitarem a tenda de Abraão; 

II) Explicar que Deus anunciou a Abraão o que iria acontecer com Sodoma e Gomorra; 

III) Refletir a respeito do juízo de Deus contra Sodoma e Gomorra.

Palavra-Chave: JUÍZO


A palavra juízo deriva do latim judicium, que significa ação de julgar, o ofício de um juiz ou decisão judicial. Na atualidade, trata-se de um termo polissêmico, ou seja, possui diversos significados, que variam de acordo com o contexto em que é utilizado.

O termo juízo pode referir-se à sanidade mental ou à capacidade de agir com raciocínio, como quando dizemos que alguém “tem juízo”. Pode também indicar uma opinião formada sobre algo ou alguém, como em “juízo de valor”. No contexto jurídico, refere-se a um tribunal, a uma vara judicial ou ao próprio ato de julgar, como, por exemplo, em “pagamento feito em juízo”.

No Antigo Testamento, “juízo” está relacionado ao ato de estabelecer a ordem divina, distinguindo o certo do errado, protegendo o inocente e corrigindo o transgressor. Entre as palavras hebraicas traduzidas por juízo, destacam-se:

a) Shepheṭ: derivada do verbo shâphaṭ, que significa julgar, governar, vindicar e punir (Nm 33.4).

b) Mishpât: significa justiça no sentido de imparcialidade e equidade (Sl 119.7). Essa palavra aparece diversas vezes no Salmo 119, sendo traduzida como juízo, em referência à Lei de Deus.

No Novo Testamento, utiliza-se o termo grego krísis, que significa julgamento, juízo ou condenação. Dessa palavra derivam termos da língua portuguesa como crise, crítica e critério. Há também o termo kríma, que se refere à sentença ou ao resultado do julgamento, dando origem à palavra crime.

No contexto desta lição, juízo refere-se à sentença condenatória, acompanhada da devida punição, proferida por Deus, o justo Juiz, sobre uma pessoa, cidade ou nação.

INTRODUÇÃO 

Esta é a última lição relacionada ao patriarca Abraão. Na sequência dos fatos estudados nas lições passadas, quando Deus mudou os nomes de Abrão e Sarai, fez uma aliança com Abraão e confirmou as promessas anteriormente estabelecidas, o Senhor apareceu na tenda de Abraão, acompanhado de dois anjos, e anunciou o nascimento de Isaque.

Durante essa visita, o Senhor também revelou que havia decidido destruir não apenas as cidades de Sodoma e Gomorra, mas cinco cidades da região, que o Pr. Ciro Zibordi denominou de “pentápole do pecado”: Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Zoar. Esta última foi poupada porque Ló pediu permissão para refugiar-se ali. 

Quando se separou de seu tio Abrão, Ló escolheu habitar nas proximidades de Sodoma (Gn 13), uma cidade conhecida pela depravação moral de seus habitantes, que chegaram ao extremo de tentar abusar sexualmente dos anjos que foram à casa de Ló para retirá-lo e livrá-lo da destruição iminente. Esse episódio nos ensina que nem toda escolha aparentemente vantajosa é espiritualmente saudável.

Na atualidade, muitas pessoas enfatizam o amor de Deus, mas ignoram a sua justiça e o fato de que Ele aborrece o pecado. A Bíblia deixa claro que Deus é amor, mas também é justo. Ele é misericordioso para com o pecador arrependido, porém exerce juízo severo sobre aqueles que persistem na prática do pecado

Ev. WELIANO PIRES 

27 abril 2026

O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA


(SUBSÍDIOS DA REVISTA ENSINADOR CRISTÃO / CPAD)

O nosso Deus é misericordioso e oferece ao pecador a oportunidade para arrepender-se de seus pecados. O juízo divino, porém, é reservado àqueles que rejeitam a bondade e a misericórdia de Deus. Foi isso que aconteceu com as cidades de Sodoma e Gomorra. Tendo chegado o tempo determinado para o juízo sobre os pecados praticados pelos moradores destas cidades, o Criador revelou ao seu amigo Abraão o que aconteceria.

Abraão, porém, se coloca diante de Deus como um intercessor, apelando pela misericórdia divina para que os justos não fossem destruídos juntamente com aquelas cidades. O relato bíblico revela uma cidade que vivia com naturalidade a libertinagem e a promiscuidade. O nível de degradação moral e espiritual daquelas cidades era tão intenso que, se não houvesse a interrupção daquela cultura nociva, as próximas gerações seriam influenciadas significativamente a assumirem os mesmos hábitos e práticas profanas. Embora o Senhor tenha um cuidado especial com Seu povo, Ele continua sendo Deus Soberano sobre todas as nações e nada foge a Seus cuidados.

Diante do juízo divino, Abraão resolve se posicionar como intercessor em favor dos justos para que não fossem destruídos juntamente com os ímpios. Conforme Lawrence O. Richards, na obra Guia do Leitor da Bíblia (CPAD), “Abraão demonstrou uma sensível preocupação pelos inocentes. Ele pede a Deus que poupe 50 justos das cidades perversas da planície; depois 45; e, finalmente, pelo menos 10. Deus foi até mais sensível do que Abraão. Somente uma pessoa honrada vivia em Sodoma (Ló), e Deus reteve as chamas do juízo até que este estivesse a salvo! Este episódio nos dá segurança para orarmos pelos outros. O Senhor se importa com eles até mais do que nós, e fará por eles até mais do que pedimos. [...] Muitos acreditam que essas cidades das planícies ficavam abaixo, no extremo sul do mar Morto. A área possui grandes depósitos de betume altamente inflamável. Isso, e uma terra geologicamente de massa instável, podem ter sido usados por Deus como agentes para causar a destruição das cidades descritas em Gênesis 19” (p. 37).

Este episódio reforça a orientação de Paulo a Timóteo, “que os homens orem em todos os lugares, levantando mãos santas, sem ira nem contenda” (1Tm 2.8). É da vontade de Deus que Seus servos façam como Abraão, se disponham a orar, intercedendo pelos pecadores a fim de que encontrem o perdão e a salvação. Deus já reservou um Dia em que trará a juízo toda a obra praticada pelos homens, sejam boas ou más (Ec 12.14). Enquanto esse Dia não chega, é nosso papel interceder para que o maior número de pessoas seja alcançado e convencido pelo Espírito Santo (Jo 16.7,8).

26 abril 2026

Feliz Bodas de palha!!!


Hoje para nós é um dia especial 

Nosso aniversário de casamento 

Minha alma com fulgor descomunal 

Celebra este magnífico evento 


São vinte e três anos do nosso amor 

É denominado bodas de palha 

Simbologia simples e de muito valor

Quando é unida, o vento não espalha 


É um material de grande utilidade 

Torna-se forte quando entrelaçado 

Sinônimo de beleza e durabilidade 

Com o passar dos anos aperfeiçoado 


Nestes anos juntos enfrentamos 

Muitas batalhas com fé e destemor

Foi difícil mas nunca desanimamos 

As lutas fortaleceram o nosso amor.


Espero o futuro, sempre ao seu lado:

Bodas de prata, de ouro e diamante.

Por todo o caminho até aqui trilhado

Te amarei, com amor abundante! 


WELIANO PIRES & MÁRCIA RAMALHO PIRES

Até aqui nos ajudou o Senhor.

 


25 abril 2026

O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO

(Comentário do 3⁰ tópico da Lição 4: a confirmação de uma promessa)

No terceiro tópico trataremos do sinal do pacto perpétuo de Deus com Abraão que era a circuncisão. Analisaremos também o significado do oitavo dia como o dia padrão para realização do ato da circuncisão. Por fim, falaremos da verdadeira circuncisão, que é feita em nosso coração.

1. Todo macho será circuncidado. A circuncisão (do hebraico brit milá) constitui o sinal visível da aliança estabelecida entre Deus e Abraão (Gn 17.10,11). Tratava-se de um procedimento realizado no órgão sexual masculino, com o corte do prepúcio — a pele que recobre a extremidade do órgão genital. Naquele contexto, o procedimento era realizado com instrumentos simples, como lâminas de pedra (Js 5.2,3). Esse ato representava, de forma concreta, o pacto divino com o patriarca e deveria ser observado obrigatoriamente por todos os seus descendentes (Gn 17.12-14).

O Senhor ordenou que o próprio Abraão, bem como todos os homens de sua casa — tanto os nascidos quanto os adquiridos por compra — fossem circuncidados (Gn 17.23,27). Esse sinal possuía profundo significado espiritual, pois indicava a consagração do indivíduo a Deus desde os primeiros dias de vida (Gn 17.12). Além disso, o local da circuncisão simboliza que toda a descendência pertence ao Senhor, em conformidade com a promessa feita a Abraão (Gn 17.7).

Embora a circuncisão também fosse conhecida entre outros povos da Antiguidade, sua prática em Israel distinguia-se por seu propósito espiritual e abrangência. Em algumas culturas, esse rito marcava a transição da infância para a vida adulta; em outras, servia como identificação tribal ou como parte de cerimônias de iniciação. Havia ainda aqueles que a realizavam por razões higiênicas ou de saúde. No entanto, em Israel, a circuncisão possuía um significado singular: era o sinal da aliança entre Deus e o seu povo escolhido (Gn 17.13; Dt 10.16).

2. Quando deveria ser feita a circuncisão. A circuncisão deveria ser realizada no oitavo dia após o nascimento, em todos os meninos descendentes de Abraão, bem como nos servos nascidos em suas casas. Foi o próprio Deus quem estabeleceu esse tempo específico para a realização do rito (Gn 17.12; Lv 12.3).

A determinação do oitavo dia não foi aleatória, mas um mandamento divino. Na teologia bíblica, alguns estudiosos observam que o número oito pode estar associado à ideia de um novo ciclo ou recomeço, o que, nesse contexto, pode ser aplicado simbolicamente ao início da vida da criança já inserida na aliança divina. Assim, a circuncisão expressava o pertencimento à aliança estabelecida por Deus com Abraão (Gn 17.10-14).

Outro aspecto considerado é de ordem biológica. Estudos modernos indicam que, por volta do oitavo dia de vida, o organismo do recém-nascido apresenta maior estabilidade no processo de coagulação sanguínea, em razão da presença adequada de vitamina K. Embora a Bíblia não apresente essa explicação, tal observação é frequentemente citada como um exemplo da sabedoria divina também em aspectos práticos da Lei.

Nos dias atuais, os judeus continuam a praticar a circuncisão no oitavo dia de vida dos meninos, em conformidade com a tradição da aliança. Entretanto, diferentemente da Antiguidade, o procedimento é realizado por profissionais capacitados, com uso de anestesia e observância rigorosa das normas de higiene e segurança.

3. A circuncisão do coração. Com o passar dos anos, os descendentes de Abraão passaram a se orgulhar da circuncisão e a considerar-se superiores aos povos incircuncisos, isto é, os gentios. No entanto, no período da Igreja Primitiva, surgiu uma importante controvérsia: alguns judeus convertidos ao Cristianismo defendiam que os gentios deveriam ser circuncidados e guardar a Lei de Moisés como condição para a salvação. Essa questão levou à realização do Concílio de Jerusalém, o primeiro concílio da Igreja (Atos 15), para a devida resolução do assunto.

O apóstolo Paulo, especialmente em sua carta aos Romanos, ensina que, na Nova Aliança, a verdadeira circuncisão não é a que se faz no corpo, mas a do coração, realizada pelo Espírito Santo (Rm 2.25-29). Trata-se da obra regeneradora de Deus no interior do ser humano, promovendo uma transformação espiritual profunda, também conhecida como novo nascimento.

Esse ensino está em plena consonância com a exortação profética de Jeremias, que declara: “Circuncidai-vos ao Senhor e tirai os prepúcios do vosso coração, ó homens de Judá e moradores de Jerusalém...” (Jr 4.4). Assim, o profeta já apontava para a necessidade de uma transformação interior genuína, e não meramente ritual.

Na Antiga Aliança, a circuncisão física era o sinal externo do pacto de Deus com Israel, sendo exigida como marca de pertença ao povo da aliança. Da mesma forma, na Nova Aliança, aquele que não experimenta o novo nascimento, isto é, que não tem o coração transformado pelo Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus (cf. Jo 3.3,5).

Ev. WELIANO PIRES 

23 abril 2026

A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO

(Comentário do 2⁰ tópico da Lição 4: A confirmação da promessa)

No segundo tópico, estudaremos acerca do concerto, ou aliança, de Deus com Abraão, confirmado pelo Senhor em Gn 17. Veremos que o chamado divino não foi comum, mas especial, fundamentado em uma aliança perpétua e incondicional com o patriarca e sua descendência.

Compreenderemos, ainda, que esse pacto não se limita à promessa da terra de Canaã nem ao surgimento da nação de Israel, mas está inserido no plano redentor de Deus para a humanidade, cumprido em Jesus Cristo (Gl 3.16).

Por fim, analisaremos as promessas que acompanham essa aliança, as quais revelam o cuidado e a fidelidade de Deus para com Abraão.

1. O chamado de Deus a Abraão foi especial. Deus chamou Abrão quando ele ainda estava em Ur dos caldeus e lhe fez diversas promessas, embora, naquele momento, não tenha mencionado uma aliança. Abrão saiu de sua terra natal acompanhado de seu pai, Terá, e de seu sobrinho, Ló. Ao chegarem a Harã, ali se estabeleceram por algum tempo. Após alguns anos, Terá faleceu, e Deus tornou a chamar Abrão, ordenando-lhe que deixasse sua terra e sua parentela.

Abrão partiu, então, de Harã em direção a Canaã, levando consigo Ló, conforme já estudado. Contudo, devido à contenda entre os pastores de ambos, tornou-se necessário que se separassem. Após essa separação, Deus novamente falou com Abrão, reafirmando-lhe as promessas e estabelecendo com ele uma aliança, prometendo dar aos seus descendentes toda a terra desde o rio do Egito até o grande rio Eufrates (Gn 15.18).

Com o passar dos anos, Abrão e Sarai, não vendo o cumprimento da promessa de um filho, decidiram ter um descendente por meio de Agar, serva de Sarai, como vimos na lição anterior. Todavia, esse não era o plano de Deus. Treze anos após o nascimento de Ismael, Deus apareceu novamente a Abrão, mudou o seu nome para Abraão e confirmou a aliança anteriormente estabelecida.

No Texto Áureo desta lição, lemos: “E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti” (Gn 17.7). Quando a Bíblia utiliza os termos aliança, concerto ou pacto, refere-se a um compromisso solene que envolve promessas e responsabilidades específicas.

O Deus da Bíblia é o Deus de alianças e promessas. O primeiro registro de aliança nas Escrituras encontra-se em Gênesis 6.18, quando Deus decidiu destruir a humanidade por meio do dilúvio e estabeleceu uma aliança com Noé: “Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo”.

A aliança com Abraão teve origem exclusivamente em Deus (Gn 12.1) e não estava condicionada a qualquer mérito humano. Trata-se de uma manifestação da graça divina, evidenciando que o Senhor é quem estabelece soberanamente os seus propósitos. Conforme estudado na primeira lição, Jó possivelmente foi contemporâneo de Abrão e, sob certos aspectos, demonstrava maior retidão. No entanto, Deus chama quem quer, segundo os seus desígnios eternos.

Deus estabeleceu com Abraão uma aliança eterna, que alcançaria sua descendência ao longo das gerações (Gn 17.7). Essa aliança possui caráter incondicional, sendo sustentada pela fidelidade do próprio Deus, independentemente das ações de Abraão ou de seus descendentes.

No contexto da Igreja, Deus estabeleceu uma Nova Aliança, mediada por seu Filho, Jesus Cristo, prometendo salvação a todos os que nele creem. Assim como a aliança abraâmica, a iniciativa dessa Nova Aliança partiu de Deus e não está fundamentada em méritos humanos. É fruto da graça divina e recebida mediante a fé em Cristo, a qual também é dom de Deus (Ef 2.8-10).

2. Qual o objetivo do concerto com os patriarcas? A aliança de Deus com Abraão não se limita à posse da Terra Prometida (Gn 15.18), nem ao estabelecimento de Israel como nação. Seu alcance é muito mais amplo e profundo, estando diretamente relacionado ao plano redentor elaborado por Deus antes da fundação do mundo, com o propósito de salvar a humanidade. Em sua presciência, Deus sabia que o ser humano pecaria e, por isso, estabeleceu um plano de salvação que incluía a formação de uma nação, por meio da qual viria o Salvador do mundo.

O verdadeiro propósito do pacto de Deus com Abraão, portanto, apontava para Jesus Cristo, o Filho de Deus e descendente de Abraão, por meio de quem todas as famílias da terra seriam abençoadas (Gn 12.3; Gl 3.16). Desse modo, a promessa feita a Abraão encontra seu pleno cumprimento no plano da salvação. Israel, contudo, não compreendeu integralmente esse propósito e, em muitos momentos, considerou-se superior aos demais povos, imaginando que Deus lhes pertencia de maneira exclusiva.

A Bíblia, porém, revela, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, que a salvação foi planejada por Deus para toda a humanidade. Conforme está escrito em Isaías 49.6: “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra”. Essa verdade é confirmada no Novo Testamento: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão” (Gl 3.8,9).

3. O concerto e as promessas. Conforme já exposto, quando Deus chamou Abrão, em Gênesis 12, não mencionou explicitamente uma aliança, mas lhe fez promessas: que ele se tornaria uma grande nação; que Deus abençoaria os que o abençoassem e amaldiçoaria os que o amaldiçoassem; e que, nele, seriam benditas todas as famílias da terra.

No capítulo 15, antes do nascimento de Ismael, Deus formalizou uma aliança com Abrão. Nessa ocasião, além de reafirmar as promessas anteriormente feitas, o Senhor acrescentou outras. Prometeu ser o seu escudo e o seu grandíssimo galardão (Gn 15.1), revelando a sua proteção e provisão. Prometeu-lhe também uma descendência numerosa (Gn 15.5; 17.2), demonstrando seu poder sobre o impossível, pois, naquele momento, Abrão e Sarai não tinham filhos e já eram avançados em idade.

Deus prometeu ainda dar a terra de Canaã como herança à descendência de Abraão (Gn 15.7; 17.8). Naquela terra habitavam diversos povos: queneus, quenezeus, cadmoneus, heteus, perizeus, refains, amorreus, cananeus, girgaseus e jebuseus. O Senhor declarou que expulsaria esses povos quando a sua iniquidade atingisse o limite da tolerância divina. A extensão da terra prometida a Abraão iria desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates (Gn 15.18), abrangendo uma vasta região. Israel, contudo, nunca possuiu plenamente esse território, em razão de sua desobediência a Deus. Essa promessa terá o seu cumprimento integral no período do Milênio.

O comentarista conclui afirmando que Deus também estabeleceu um pacto conosco, mediado por Jesus Cristo. Esse pacto é acompanhado da promessa da vida eterna, o maior bem que o ser humano pode receber de Deus. Lamentavelmente, muitos que se dizem cristãos concentram suas expectativas apenas em conquistas terrenas, como curas, riquezas ou fama. Embora Deus possa conceder tais bênçãos, a sua promessa principal é conduzir-nos à sua presença, onde viveremos eternamente em um corpo glorificado, no qual não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor (Ap 21.4).

Ev. WELIANO PIRES 

22 abril 2026

DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI

(Comentário do 1⁰ tópico da Lição 4: A confirmação de uma promessa)

Neste primeiro tópico, estudaremos a mudança dos nomes de Abrão e Sarai realizada por Deus. No contexto cultural em que viviam, os nomes não eram meros substantivos próprios para identificação pessoal, como ocorre atualmente.

Naquele tempo, o nome era atribuído conforme as circunstâncias do nascimento, alguma característica marcante da criança ou, ainda, em razão de um propósito divino. Assim, Abrão passou a chamar-se Abraão, e Sarai, Sara. Examinaremos, portanto, os significados desses nomes à luz da revelação bíblica.

Por fim, veremos que o pai da fé riu diante da promessa divina de que teria um filho, mesmo contando noventa e nove anos de idade, enquanto sua esposa tinha oitenta e nove. Do mesmo modo, Sara também riu ao ouvir tal anúncio. Todavia, esse riso não expressa zombaria ou incredulidade deliberada, mas, antes, espanto diante da grandiosidade da promessa de Deus.

1. O novo nome de Abrão. Desde a chamada de Abrão, Deus lhe prometera fazer dele uma grande nação e dar aos seus descendentes toda a terra que se estende desde o Iraque até o Egito. Entretanto, Abrão já contava setenta e cinco anos de idade, e sua esposa, sessenta e cinco, e não tinham filhos.

Conforme vimos na lição anterior, passaram-se dez anos, e eles ainda não compreendiam como Abrão poderia tornar-se pai de uma grande nação sem possuir descendência. Deus ainda não lhes havia revelado plenamente o cumprimento dessa promessa. Diante disso, Sarai tomou a iniciativa de gerar um filho por meio de sua serva, prática permitida naquela cultura.

Treze anos após o nascimento de Ismael, é provável que ambos acreditassem ser ele o cumprimento da promessa, como se observa na declaração de Abraão: “Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto!” (Gn 17.18). Contudo, Deus afirmou de maneira clara que o filho da promessa nasceria de sua esposa.

Antes de mudar o nome de Abrão, Deus se revelou como o Deus Todo-Poderoso (heb. El Shaddai), estabeleceu com ele uma aliança (Gn 17.1–4) e reafirmou a promessa de que ele seria pai de muitas nações. O nome Abrão significa “pai exaltado”. A Bíblia não informa a razão pela qual recebeu esse nome. Entretanto, Deus o mudou para Abraão, que significa “pai de multidões”.

Essa mudança de nome não representa apenas uma alteração formal, como ocorre em nossos dias por motivos pessoais ou sociais. Na cultura bíblica, o nome estava diretamente ligado ao caráter e ao propósito da pessoa. Assim, Deus o modificou para adequá-lo ao seu plano.

O título “pai exaltado” não correspondia ao propósito divino, pois a exaltação pertence exclusivamente a Deus. O plano do Senhor era que Abrão se tornasse não apenas pai de uma nação, mas pai de muitas nações. Essa promessa aponta não somente para a nação de Israel, mas também para todos os que creem em Cristo, descendente de Abraão segundo a carne.

2. O novo nome de Sarai. Deus muda o nome de Sarai. Assim como fez com Abrão, Deus também mudou o nome de sua esposa, de Sarai para Sarah, que, aportuguesado, tornou-se Sara. Quanto ao significado do nome Sarai (“minha princesa”), não há dúvidas, pois há consenso entre os estudiosos. Entretanto, o comentarista afirma que o nome Sara significa “mãe de nações”. Não se sabe qual fonte foi utilizada para tal afirmação, pois, nas pesquisas realizadas, não se encontrou base que a confirme. As fontes consultadas indicam que o nome Sarah significa “princesa”.

Segundo o Talmude, tradição oral judaica, a esposa de Abrão era originalmente chamada de “Sarai”, que significa “minha princesa”, porque era a princesa de sua casa e de sua tribo; mais tarde, passou a ser chamada de “Sarah”, que significa “princesa”, por ser assim reconhecida de forma mais abrangente. Na mesma linha, o comentário do teólogo inglês Matthew Poole declara: “Sarai significa minha senhora ou minha princesa, o que limita seu domínio a uma família; mas Sarah significa tanto uma senhora quanto uma princesa, de forma simples e absoluta, sem restrições, ou a princesa de uma multidão”.

Entretanto, não é incorreto afirmar que Sara é mãe de nações, pois o próprio Deus prometeu que ela seria “mãe de nações; e reis de povos procederão dela” (Gn 17.15,16). Ela fazia parte da mesma aliança estabelecida por Deus com Abraão e, assim como ele seria pai de muitas nações, ela também seria mãe, visto que Isaque era seu descendente.

Para cumprir o seu chamado, Deus promove mudanças na vida e no caráter das pessoas que escolhe. É inimaginável que alguém tenha um encontro com Deus, seja chamado para cumprir seus desígnios e permaneça da mesma forma. Deus transformou Abrão em Abraão, Sarai em Sara, Jacó em Israel; transformou Moisés, Pedro, Saulo e muitos outros. A base da vida cristã é a transformação. Deus não nos chama para continuarmos da mesma forma, mas realiza o novo nascimento. 

3. O pai da fé riu diante da promessa. Após ouvir a confirmação da promessa divina de que ele e sua esposa seriam pais de um filho, o texto de Gênesis 17.17 afirma que Abraão riu: “Então caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E dará à luz Sara da idade de noventa anos?”.

No capítulo seguinte, enquanto Deus falava com Abraão, já com o nome mudado, reafirmou a promessa de que Sara teria um filho e estabeleceu o tempo do cumprimento. Sara, que estava à porta da tenda, ouvindo a conversa, também riu consigo mesma: “Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?” (Gn 18.12). O Senhor, então, questionou por que Sara havia rido, e ela, tomada de medo, negou.

O comentarista associa o riso de Abraão à fragilidade humana diante do longo tempo de espera, como se ele estivesse, por um momento, considerando a impossibilidade da promessa. Entretanto, esse riso não expressa deboche ou incredulidade deliberada, mas antes espanto diante do agir sobrenatural de Deus. Humanamente falando, qualquer pessoa em seu lugar se surpreenderia com a promessa de que uma mulher de idade avançada, já fora do período fértil, conceberia. O próprio Abraão também já trazia em seu corpo os sinais da limitação natural para gerar filhos.

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo esclarece que Abraão não enfraqueceu na fé, mas creu contra a esperança: “O qual, em esperança, creu contra a esperança, para que se tornasse pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara” (Rm 4.18,19).

Assim, o riso de Abraão deve ser compreendido não como expressão de incredulidade, mas como reação humana diante de uma promessa extraordinária, acompanhada de fé no poder de Deus para cumpri-la.

Ev. WELIANO PIRES 

21 abril 2026

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 4: A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA

TEXTO ÁUREO:

“E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti.” (Gn 17.7).

VERDADE PRÁTICA:

Deus é fiel para cumprir tudo aquilo que nos prometeu.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 17.1-9.

OBJETIVOS DA LIÇÃO:

I) Mostrar que Deus mudou o nome de Abrão e Sarai; 

II) Apresentar a confirmação do concerto de Deus com Abraão; 

III) Explicar o pacto perpétuo da circuncisão. 

INTRODUÇÃO 

Na lição passada, estudamos a respeito da impaciência de Abrão e de sua esposa, Sarai, na espera pelo cumprimento da promessa de Deus de conceder-lhes um filho. Após cerca de dez anos de espera, sem verem a promessa se concretizar, decidiram colocar em prática um plano humano, na tentativa de “auxiliar” a Deus. As consequências dessa atitude foram trágicas.

Nesta lição, veremos que Deus não desistiu de cumprir a promessa feita a Abrão. Treze anos após o nascimento de Ismael, o Senhor lhe apareceu para reafirmar o que havia prometido. Desta vez, além de confirmar a promessa, Deus estabeleceu uma aliança com Abrão, determinou o tempo de seu cumprimento e revelou o nome do filho prometido.

Esta lição nos ensina que Deus é fiel e cumpre todas as suas promessas, independentemente do tempo decorrido. Contudo, Ele não está sujeito ao calendário humano nem às nossas expectativas. As promessas divinas se cumprem no tempo determinado por Deus, segundo a sua soberana vontade. Nenhuma circunstância pode frustrar os planos do Senhor ou impedir o cumprimento de suas promessas incondicionais.

Palavra-Chave: PROMESSA

A palavra-chave desta lição é promessa, a mesma da lição 2. Segundo o Dicionário Michaelis, a palavra “promessa” deriva do latim promissa e refere-se ao compromisso assumido por alguém de realizar algo, seja consigo mesmo ou com outrem. 

Do ponto de vista bíblico, promessa é o compromisso assumido pelo próprio Senhor de realizar algo no futuro. Em sua onisciência, Deus contempla todas as coisas, referindo-se ao futuro como se fosse presente. 

As promessas de Deus podem ser classificadas em dois tipos: condicionais e incondicionais.

As promessas condicionais são aquelas em que Deus estabelece condições para o seu cumprimento. Nesse caso, exige-se uma resposta humana, como fé, obediência ou arrependimento. Caso tais requisitos não sejam atendidos, essas promessas não se cumprirão.

Por outro lado, as promessas incondicionais são aquelas que Deus faz segundo os seus desígnios soberanos. O cumprimento dessas promessas não depende da ação humana, mas da fidelidade do próprio Deus, realizando-se no tempo por Ele determinado.

Ev. WELIANO PIRES 

20 abril 2026

Quando a tristeza bate: onde encontrar esperança?

Uma reflexão no Salmo 13 sobre como confiar em Deus nos momentos de dor.

WELIANO PIRES

Muitos imaginam que o crente fiel nunca fica triste e está sempre alegre. Essa ideia, muitas vezes alimentada por uma compreensão equivocada da fé, não corresponde ao ensino das Escrituras. A própria Bíblia mostra que a tristeza faz parte da experiência humana. Até Jesus, o Filho de Deus, declarou em um momento de profunda angústia: “A minha alma está profundamente triste até à morte...” (Mt 26.37,38).

Diversos personagens bíblicos enfrentaram períodos de dor e aflição. Elias, Noemi, Ana, Jó e Davi são exemplos claros dessa realidade. O Salmo 13 registra um desses momentos na vida de Davi, quando ele, de forma sincera, derrama sua alma diante de Deus, sem esconder seus sentimentos.

Quando a tristeza chega, é comum termos a impressão de que Deus se esqueceu de nós. O salmista expressa esse sentimento ao perguntar: “Até quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre?” (Sl 13.1a). Essa pergunta revela a intensidade da dor humana. No entanto, a Palavra de Deus nos assegura que Ele jamais se esquece dos seus (Is 49.15). Deus conhece todas as coisas — o passado, o presente e o futuro — e nada lhe passa despercebido. Ele conhece inclusive as dores silenciosas que não conseguimos expressar.

Além disso, Deus nos ama e cuida de nós de forma constante. Jesus ensinou que, se os pais terrenos sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai celestial (Mt 7.11). Ele é soberano e está no controle de todas as circunstâncias. Mesmo quando não entendemos o que está acontecendo, podemos confiar que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28). Isso não significa ausência de dor, mas a certeza de que Deus está agindo, mesmo quando não conseguimos perceber.

Em meio à tristeza, também podemos sentir que Deus não ouve nossas orações. O salmista expressa essa angústia ao dizer: “Até quando esconderás de mim o teu rosto?” (Sl 13.1c). No entanto, essa é uma percepção limitada pela dor. A Bíblia afirma que Deus ouve a oração do seu povo e responde (Jr 33.3; Sl 120.1). Entretanto, Ele responde no seu tempo e conforme a sua vontade, que é boa, agradável e perfeita (Rm 12.2). O silêncio de Deus não é ausência, mas uma forma de trabalhar em nosso coração.

Outro sentimento comum nesses momentos é o de derrota diante das circunstâncias. Davi também enfrentou isso ao perguntar: “Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo?” (Sl 13.2b). Em nossos dias, muitas vezes se atribui ao inimigo um poder que ele não possui. Embora tenha certa atuação, ele não é soberano e só pode agir dentro dos limites permitidos por Deus (Jó 1.12). A Palavra de Deus nos assegura: “Maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1 Jo 4.4).

A tristeza não é pecado, mas uma realidade da vida humana. Enquanto estivermos neste mundo, estaremos sujeitos a momentos de dor, perdas e frustrações. O problema não está em sentir tristeza, mas em como reagimos a ela. Ignorar ou negar a dor não resolve; enfrentá-la à luz da fé faz toda a diferença. A maturidade espiritual se revela justamente nesses momentos de provação.

O Salmo 13 nos ensina o caminho: clamar a Deus, confiar em sua misericórdia, esperar em sua intervenção e manter um coração grato. O próprio salmo termina com uma mudança de perspectiva. Após expressar sua dor a Deus, Davi declara sua confiança nele e decide louvá-lo. Isso nos ensina que, mesmo quando as circunstâncias não mudam imediatamente, a fé pode transformar a maneira como enfrentamos a situação.

Quando a tristeza bater à sua porta, lembre-se de que você não está sozinho. Deus continua presente, ouvindo, cuidando e conduzindo a vida dos seus filhos com amor e fidelidade. Mesmo em meio à dor, ainda há esperança, pois o Senhor permanece fiel em todo o tempo e nunca abandona aqueles que confiam em sua graça. Ele é refúgio seguro para os que nele esperam, fortaleza constante nos dias difíceis e fonte de consolo para o coração aflito.

Em tempos de dor, é fundamental lembrar que a nossa fé não se baseia nas circunstâncias, mas no caráter imutável de Deus. Ele permanece fiel, mesmo quando tudo ao nosso redor parece incerto. Por isso, ainda que o coração esteja abatido, podemos renovar a nossa esperança naquele que nunca falha e jamais abandona os seus.

Weliano Pires é ministro do Evangelho, bacharel em Teologia, articulista, blogueiro evangélico e professor da Escola Dominical na Assembleia de Deus – Ministério do Belém, em São Carlos (SP).

A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA

(Comentário do 3º tópico da Lição 5: O Juízo contra Sodoma e Gomorra) Neste terceiro e último tópico, trataremos do momento da destruição ...