(A PATERNIDADE DIVINA)
Na presente lição, veremos com maiores detalhes a paternidade divina, bem como o amor divino que nos capacita a viver a nossa filiação com Deus diante do mundo. Inicialmente, a lição destaca que a paternidade de Deus não tem início no tempo. Deus é Pai desde a eternidade. Isso nos remete à compreensão de que as Pessoas do Filho e do Espírito Santo coexistem com o Pai desde a eternidade, tendo em vista que os três compartilham da mesma natureza divina (Jo 10.30). Nesse sentido, a relação entre as três Pessoas da Trindade é a referência ideal para o relacionamento do crente com Deus. Uma das marcas da filiação divina é a fé que expressamos em Jesus, o Filho Unigênito. Ele, por natureza, é o Filho gerado — e não criado — pelo Pai (Hb 1.1-5); em contrapartida, a nossa filiação ocorre a partir da confissão de fé em Jesus, que nos adentra à comunhão com Deus por meio da graça. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus (Rm 5.1). Agora que somos filhos temos também a testificação dessa filiação por meio do Espírito Santo. Ele testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.16).
De acordo com o Dicionário Bíblico Baker, editado pela CPAD, adoção diz respeito ao “processo voluntário de concessão de direitos, privilégios, responsabilidades e posição de filho ou herdeiro a um indivíduo ou grupo que não nasceu originalmente do adotante. Enquanto o nascimento ocorre naturalmente, a adoção ocorre apenas pelo exercício da vontade. [...] Os filhos adotivos de Deus desfrutam de todos os direitos de um filho natural, incluindo a oportunidade de chamar Deus de ‘Pai’, como Jesus fez (Mt 5.16; Lc 12.32). Paulo particularmente usa a adoção para descrever o novo relacionamento do cristão com Deus por meio do sacrifício expiatório de Jesus Cristo (Rm 8.15,16,21-23; 9.25,26)” (2023, p.23).
Agora que recebemos a nova natureza, podemos, como filhos de Deus, desfrutar de todas as abundantes bênçãos de Sua graça. Um dos grandes desafios da nossa geração é preservar sua identidade enquanto filhos de Deus. Inclusive, a marca que distingue e torna pública essa filiação é o amor de Deus derramado em nossos corações (Rm 5.5). Esse amor nos capacita a adorar a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.24), bem como a amar o próximo e perdoar aqueles que se colocam como nossos inimigos e perseguidores (Mt 5.11,12,44-48). Se quisermos tornar notória ao mundo a nossa experiência como filhos de Deus, precisamos remover da nossa forma de pensar e agir tudo aquilo que não corresponde à natureza divina. Que a cada ato de renúncia ao pecado e submissão aos mandamentos divinos o amor de Deus possa se aperfeiçoar em nós.
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