TEXTO ÁUREO:
“E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (1Jo 4.14).
VERDADE PRÁTICA:
A paternidade de Deus é revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1 João 4.13-16.
Objetivos da Lição:
I) Compreender que a paternidade de Deus é eterna e inseparável de sua natureza;
II) Reconhecer que confessar a Cristo como Filho é evidência de filiação divina;
III) Aplicar os princípios do amor do Pai como base para a vida cristã.
Palavra-Chave: Paternidade
A palavra paternidade deriva do latim paternĭtas e refere-se à condição daquele que gera ou possui filho(s). Tradicionalmente, o termo aplica-se ao homem, enquanto, no caso da mulher, utiliza-se a expressão maternidade. Contudo, a paternidade não se limita ao aspecto biológico, pois aquele que adota um filho também exerce, de forma legítima, a paternidade.
No contexto desta lição, o termo paternidade é aplicado a Deus e deve ser compreendido de maneira distinta da paternidade humana. Deus é Pai de Jesus Cristo eternamente, por natureza. Nesse sentido, Cristo é o Filho único (monogenēs) de Deus, isto é, o Filho eternamente gerado — e não criado — pelo Pai.
Em sentido figurado, o inventor ou idealizador de uma obra é considerado seu “pai”, como se diz: o pai de todos os que tocam harpa e flauta, o pai da aviação, o pai da psicanálise, o pai da escrita, entre outros. À luz desse entendimento, Deus é Pai de todos os seres humanos e dos anjos, por tê-los criado. No Antigo Testamento, Deus é apresentado como Pai da criação, conforme lemos em Deuteronômio 32.6:
“Recompensais assim ao Senhor, povo louco e ignorante? Não é ele teu Pai que te adquiriu, te fez e te estabeleceu?”
Deus é Pai também por adoção. Nesse sentido, Ele é Pai apenas daqueles que creem em Cristo, conforme testificam as Escrituras:
“Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12).
“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5).
INTRODUÇÃO
Estamos na quarta lição deste trimestre, cujo tema central é A Doutrina da Santíssima Trindade: o Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Conforme sugerido no plano de aula da revista do professor, convém fazermos uma breve recapitulação das lições já estudadas, a fim de consolidarmos o aprendizado.
Na primeira lição, tivemos uma introdução geral ao tema do trimestre, intitulada O Mistério da Santíssima Trindade. Estudamos o conceito da Doutrina da Trindade e o seu sólido fundamento bíblico, tomando como exemplo o batismo de Jesus. Destacamos, ainda, a distinção e a unidade das Pessoas da Santíssima Trindade e, por fim, ressaltamos a importância dessa doutrina para a fé cristã.
Na segunda lição, iniciamos o estudo da Pessoa de Deus Pai. Abordamos a sua identidade, revelação e pessoa, conforme testemunham as Escrituras. Vimos que o Pai foi revelado em Cristo, pois ninguém pode conhecê-lo senão por meio do Filho. Consideramos também os atributos de Deus Pai, conforme revelados na Bíblia, destacando que eles se dividem em dois grupos: os atributos incomunicáveis, exclusivos da divindade, e os atributos comunicáveis, que dizem respeito às perfeições morais de Deus, compartilhadas, em certa medida, com as suas criaturas.
Na terceira lição, estudamos o envio do Filho Unigênito de Deus ao mundo, segundo o propósito eterno do Pai. Compreendemos que esse envio constitui a mais profunda demonstração do amor divino. Refletimos, ainda, sobre a expressão paulina “na plenitude dos tempos”, que indica que a encarnação do Filho ocorreu no tempo determinado por Deus, sem atraso nem antecipação. Por fim, analisamos a atuação das Pessoas da Santíssima Trindade no plano da salvação: a vontade do Pai foi plenamente cumprida pelo Filho, o único Mediador entre Deus e os homens, e o Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho, convence o ser humano do pecado, da justiça e do juízo.
Nesta quarta lição, trataremos da paternidade divina. Deus revela a sua paternidade por meio do envio do seu Filho Unigênito ao mundo, para salvar a humanidade perdida, e pela concessão do Espírito Santo. Essa paternidade, entretanto, não teve início no tempo, mas é eterna, pois Deus é eterno e imutável. As três Pessoas divinas coexistem eternamente e compartilham da mesma natureza. Portanto, não devemos incorrer no erro de pensar que o Pai deu origem ao Filho e ao Espírito Santo, nem de supor que estes sejam inferiores ao Pai.
TÓPICOS DA LIÇÃO
I. A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI
Neste primeiro tópico, trataremos da revelação da paternidade de Deus, o Pai. Inicialmente, analisaremos o conceito bíblico da paternidade do Pai, reconhecendo-o como a fonte de todas as coisas, que opera por meio do Filho e do Espírito Santo.
Em seguida, veremos que a paternidade de Deus é eterna, pois não tem origem no tempo. Nunca houve um momento em que Ele tenha se tornado Pai. O Pai sempre existiu em comunhão com o Filho e o Espírito Santo. Devemos rejeitar qualquer ideia de que a paternidade divina tenha um começo ou que esteja condicionada à criação.
Observaremos, ainda, que o Pai gerou o Filho. Essa geração, contudo, não significa criação, visto que, assim como o Pai, o Filho é eterno e autoexistente. O termo “gerado” expressa uma relação eterna dentro da Trindade, e não um início no tempo.
Por fim, abordaremos a concessão do Espírito Santo, que procede do Pai e é enviado pelo Filho. Isso também não implica que o Espírito Santo tenha sido criado ou que seja inferior ao Pai e ao Filho, pois Ele é igualmente eterno e plenamente Deus.
II. RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI
No segundo tópico, trataremos do reconhecimento da paternidade do Pai. Abordaremos a confissão de Jesus Cristo como o Filho de Deus, destacando-a como um ato central da fé cristã. Aquele que nega essa verdade bíblica não tem acesso ao Pai, pois o único meio de chegar a Ele é por meio do Filho, conforme ensinam as Escrituras (Jo 14.6; At 4.12; 1 Tm 2.5).
Em seguida, refletiremos sobre a perfeição do amor do Pai. O amor é parte essencial da natureza de Deus e se manifesta de forma sacrificial, visto que Ele entregou o Seu Filho para a nossa salvação e nos adotou como filhos. Nenhum poder nem circunstância deste mundo pode romper esse amor ou nos separar dele (Rm 8.38,39).
Por fim, trataremos das bênçãos da filiação divina. O amor do Pai lança fora todo o temor do juízo, pois já não somos inimigos de Deus nem estamos sujeitos à condenação eterna. Em Cristo, somos livres, amados por Deus e habitados pelo Espírito Santo, que nos assegura nossa nova condição de filhos (Rm 8.15,16; 1 Jo 4.18).
III. A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI
No terceiro tópico, trataremos da experiência do amor do Pai. Inicialmente, compreendemos que o amor do Pai é aperfeiçoado no crente. Essa obra é realizada pelo Espírito Santo, mediante a nossa comunhão com Deus e a obediência à Sua Palavra.
Veremos também que o amor é a marca distintiva dos filhos de Deus. É por meio do amor que somos reconhecidos como discípulos de Jesus. Quando nos amamos uns aos outros, o mundo vê em nós a manifestação do amor de Deus.
Por último, aprenderemos que fomos amados primeiro pelo Pai. Isso significa que Deus nos amou quando ainda estávamos em nosso pior estado, sendo nós pecadores, sem quaisquer méritos ou movimento em Sua direção da nossa parte. Foi Ele quem tomou a iniciativa de nos amar e nos buscar para a salvação.
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