(SUBSÍDIO DA REVISTA ENSINADOR CRISTÃO/CPAD)
Nesta lição, veremos que no Filho habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Ele é a revelação plena do Pai que se manifestou em carne sem abandonar a natureza divina. Assim, Ele é o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5,6). Por isso, os estudiosos declaram que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Essa doutrina é conhecida como união hipostática. Para compreendermos melhor esse aspecto importante da Cristologia, precisamos nos ater às características de Jesus, tanto as que evidenciam Sua natureza humana quanto as que ratificam Sua natureza divina em Sua única Pessoa.
De acordo com a Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal, editada pela CPAD, “O ensino bíblico aceca da humanidade de Jesus revela-nos que, na encarnação, Ele tornou-se plenamente humano em todas as áreas da vida, menos na prática de um eventual pecado. [...] Jesus era capaz de sentir em profundidade as emoções humanas. Conforme vemos nos evangelhos, Ele sentia dor, tristeza, alegria e esperança. Assim acontecia porque Ele compartilhava conosco a realidade da alma humana. [...] Os escritores do Novo Testamento atribuem divindade a Jesus em vários textos importantes. Em João 1.1, Jesus, como o Verbo existia como o próprio Deus. É difícil imaginar uma afirmação mais clara do que esta acerca da divindade de Cristo. [...] As informações do Novo Testamento a respeito desse assunto levam-nos a reconhecer que Jesus não deixou de ser Deus durante a encarnação. Pelo contrário, abriu mão apenas do exercício independente dos atributos divinos. Ele ainda era plena Deidade no seu próprio ser, mas cumpriu o que parece ter sido imposto pela encarnação: limitações humanas reais, não artificiais” (2021, pp.325-327).
Isto posto, conhecer as especificidades dessa doutrina é imprescindível para que tenhamos a compreensão de que a fé cristã está centralizada no Filho de Deus, aquEle que possui em Sua Pessoa os atributos divinos e humanos em plena harmonia. Qualquer ensinamento que nega as naturezas divina e humana na Pessoa de Jesus é falso e, portanto, deve ser rejeitado. Cristo é e sempre será Deus. Ele próprio, por meio de Sua morte, nos abriu um novo e vivo caminho que nos leva ao Santo dos Santos para que possamos desfrutar da comunhão plena com o Criador (Hb 10.19-22). Devemos reconhecer Seu senhorio, pois o Pai exaltou-O como Senhor e lhe concedeu um nome que é sobre todo nome (Fp 2.9-11).
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