27 janeiro 2026

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 5: O DEUS FILHO

Data: 1 de fevereiro de 2026

TEXTO ÁUREO:

“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” (Mt 17.5b).

VERDADE PRÁTICA:

Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lucas 1.31,32,34,35; Mateus 17.1-8.

OBJETIVOS DA LIÇÃO:

I) Explicar a concepção virginal e a deidade absoluta de Jesus; 

II) Mostrar a centralidade de Cristo como cumprimento da Lei e dos Profetas; 

III) Enfatizar a exclusividade de Cristo como único mediador e salvador.

Palavra-Chave: CRISTO

A palavra “Cristo” é a transliteração do termo grego Christós, substantivo derivado do verbo chríō, que significa ungir, isto é, derramar óleo sobre uma pessoa ou objeto, consagrando-o para um serviço ou finalidade específica. Desse modo, Christós significa “Ungido” (cf. Lc 4.18; At 10.38).

Em referência a Jesus, esse título aparece frequentemente precedido do artigo definido ho (ὁ), formando a expressão “O Cristo”, o que indica não apenas um ungido entre outros, mas o Ungido exclusivo e prometido por Deus (cf. Mt 16.16; Jo 1.41).

No Antigo Testamento, o termo correspondente ao grego Christós é o hebraico Mashíach (Messias), que também significa “ungido”. Aplicado a Jesus, esse título aparece acompanhado do artigo definido ha, resultando na expressão Yeshua Ha Mashíach (Jesus, o Messias), destacando sua identidade messiânica prometida nas Escrituras (cf. Sl 2.2; Dn 9.25).

A unção, no Antigo Testamento, era determinada por Deus e aplicada exclusivamente a três ofícios específicos:

  • Reis (cf. 1Sm 16.13),
  • Profetas (cf. 1Rs 19.16),
  • Sacerdotes (cf. Êx 29.7).

No Novo Testamento, Jesus foi ungido pelo Espírito Santo (cf. Mt 3.16; At 10.38) e cumpriu de maneira plena e perfeita esses três ofícios:

  • Rei, governando com justiça e autoridade (cf. Ap 19.16);
  • Profeta, revelando plenamente a vontade de Deus (cf. Dt 18.15; At 3.22);
  • Sumo Sacerdote, oferecendo a si mesmo como sacrifício perfeito e eterno (cf. Hb 4.14; 9.11–12).

O evangelista Mateus, escrevendo especialmente ao público judeu, demonstrou por meio do cumprimento das profecias do Antigo Testamento que Jesus é o Ha Mashíach, o Ungido prometido a Israel, em quem se cumprem as promessas messiânicas (cf. Mt 1.1; 1.22–23; 2.4–6). 

INTRODUÇÃO 

Dando continuidade ao estudo da doutrina da Santíssima Trindade, nesta lição iniciaremos o segundo bloco deste trimestre, que trata da Pessoa e obra do Filho de Deus. Esta é a primeira de três lições sobre a Pessoa do Filho: O Deus Filho, O Filho como o Verbo de Deus e A Obra do Filho.

Com base nos relatos do anúncio do nascimento de Jesus, e do episódio da transfiguração, falaremos da divindade de Jesus, da centralidade de Cristo e da sua missão redentora. Jesus Cristo é o Filho Unigênito de Deus, que sempre existiu e possui a mesma essência e natureza do Pai. Por amor à humanidade e obediência voluntária ao Pai, Ele esvaziou-se da Sua glória e se fez humano. Mas nunca deixou de ser Deus. 

TÓPICOS DA LIÇÃO 

I. A DIVINDADE DO FILHO

Neste primeiro tópico, estudaremos a divindade de Cristo, tomando por base a Sua concepção virginal e os Seus atributos divinos, os quais evidenciam a Sua plena divindade (Mt 1.18,23; Jo 1.1).

Inicialmente, abordaremos a concepção virginal de Jesus como um ato miraculoso operado pelo Espírito Santo. Esse fato foi profetizado por Isaías cerca de setecentos anos antes do nascimento de Cristo, demonstrando o cumprimento das profecias messiânicas (Is 7.14; Mt 1.18-25; Lc 1.26-35).

Em seguida, trataremos da deidade absoluta do Filho, demonstrando que Ele é o Filho eterno de Deus, da mesma essência do Pai, conforme revelam as Escrituras (Jo 1.1,2; Jo 10.30; Cl 2.9; Hb 1.3).

Por fim, veremos que Jesus possui os atributos incomunicáveis de Deus, isto é, aquelas características exclusivas da Divindade. Esses atributos confirmam, de maneira clara e bíblica, a natureza plenamente divina do Filho de Deus.

II. A CENTRALIDADE DO DEUS FILHO

No segundo tópico, estudaremos a centralidade do Deus Filho, tomando como referência o episódio da Transfiguração (Mt 17.1-9; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36).
Inicialmente, abordaremos a glória sobrenatural de Jesus no Monte da Transfiguração, na presença de Moisés e Elias, contemplada pelos discípulos Pedro, Tiago e João. O Seu rosto resplandeceu como o sol, e Suas vestes tornaram-se brancas como a luz. Esse evento prenunciava a glória futura que se manifestaria plenamente após a ressurreição de Cristo (Mt 17.2; Lc 9.29).

Em seguida, trataremos do testemunho da Lei e dos profetas, representados por Moisés e Elias. A presença desses personagens, altamente respeitados no Antigo Pacto, confirmou que Jesus veio cumprir a Lei e os profetas, estabelecendo a Nova Aliança. Assim, a Transfiguração evidencia a continuidade e o cumprimento das Escrituras, mostrando que Cristo é o centro da história da salvação (Lc 9.31; Hb 1.1-2).

Em seguida, trataremos do testemunho da Lei e dos profetas, representados, respectivamente, por Moisés e Elias. A presença desses personagens, altamente respeitados no Antigo Pacto, serviu como confirmação de que Jesus veio cumprir a Lei e os profetas, estabelecendo a Nova Aliança (Lc 9.31; Hb 1.1-2).

Por fim, analisaremos a aprovação do Pai, manifestada pela voz que se fez ouvir aos discípulos: “Este é o meu Filho amado, a Ele escutai” (Mt 17.5; Mc 9.7; Lc 9.35). Essa declaração autentica o ministério de Jesus e confirma Sua autoridade divina, da mesma forma que ocorrera no batismo, quando o Pai reconheceu publicamente o Filho (Mt 3.16-17; Mc 1.11; Lc 3.22).

III. A MISSÃO REDENTORA DO DEUS FILHO

No terceiro tópico, estudaremos a missão redentora do Deus Filho, tomando como referência o episódio da Transfiguração (Mt 17.1-9; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36).
Inicialmente, destacaremos o Filho como a revelação suprema do Pai. A voz do Pai que ordenou: “A Ele escutai” (Mt 17.5; Mc 9.7; Lc 9.35) confirma que Jesus é a plena manifestação de Deus e que é somente a Ele que devemos dar ouvidos. Assim, o Filho se apresenta como o centro da vontade divina e a autoridade máxima para ensinar e conduzir à salvação.
Em seguida, trataremos da exclusividade do Filho na redenção. Após Moisés e Elias desaparecerem, os discípulos “ergueram os olhos e não viram ninguém, senão a Jesus” (Mt 17.8). Esse detalhe evidencia que a salvação é única e exclusivamente por meio de Cristo, reforçando que nenhum outro mediador ou caminho é capaz de trazer redenção (Jo 14.6; At 4.12).
Por fim, analisaremos o impacto dessa revelação na vida dos discípulos. A experiência de contemplar o Cristo glorificado trouxe grande aprendizado e fortalecimento a Pedro, Tiago e João, preparando-os para o ministério que exerceriam como líderes e colunas da Igreja Primitiva (At 2.42-43; At 5.13).

Ev. WELIANO PIRES
AD BELÉM / SÃO CARLOS, SP.


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