(SUBSÍDIOS DA REVISTA ENSINADOR CRISTÃO/CPAD)
Muitas decisões e reflexões são influenciadas por aquilo que pensamos e desejamos (Pv 4.23). Mas há também um aspecto da constituição humana que afeta diretamente nossas decisões e nosso comportamento: as emoções, a parte afetiva do ser humano, que é profundamente impactada por nossas experiências diárias.
Lidar com as emoções não é uma tarefa fácil. Por isso, é comum encontrar uma grande diversidade de conteúdos sobre esse tema na internet. A busca intensa por orientações sobre saúde emocional revela uma sociedade emocionalmente adoecida. Tem aumentado o número de pessoas com depressão, transtornos de ansiedade e fobias — resultados de um estilo de vida acelerado e consumista. O excesso de exposição a telas, o uso abusivo das redes sociais e as exigências de uma sociedade em que muitos se sentem obrigados a exibir boa aparência ou sustentar uma imagem de perfeição têm levado inúmeros indivíduos a sucumbirem emocionalmente.
Diante desse cenário, a igreja precisa aprender a lidar com a saúde emocional. Como servos de Deus, as Escrituras são nossa fonte de conhecimento e orientação para enfrentarmos as escolhas da vida (Fp 4.7). Para compreender melhor esse tema, o pastor Gil Dias aborda o papel da inteligência, faculdade dada por Deus, que se manifesta em diferentes áreas. Conforme explica em seu livro Um Alerta Contra a Ansiedade (CPAD):
O psicólogo e consultor corporativo Richard Griffiths define inteligência espiritual como: “Uma dimensão mais complexa de inteligência que ativa as qualidades e capacidades do verdadeiro ‘self’, na forma de sabedoria, compaixão, integridade, alegria, amor, criatividade e paz. É um senso de significado e propósito, que pode ser combinado ao desenvolvimento de habilidades pessoais e profissionais”. A definição de Griffith parte da ideia de que existem três dimensões ou tipos de inteligência:
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Inteligência racional: refere-se à capacidade de resolver problemas e ao pensamento lógico. É representada pelo Quociente de Inteligência (QI);
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Inteligência emocional: capacidade de reconhecer e lidar com as próprias emoções, além de responder adequadamente às emoções dos outros. É representada pelo Quociente Emocional (QE);
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Inteligência espiritual: capacidade de dar propósito às ações e significado à vida. É representada pelo Quociente Espiritual (QS). As dimensões não estão isoladas umas das outras no cérebro humano; pelo contrário, estão interligadas. Uma não existe sem a outra (2025, pp. 42–43).
O aprendizado contínuo dessas três inteligências é indispensável para lidarmos melhor com as emoções e encontrarmos o equilíbrio interior.
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