29 abril 2021

Estudo da lição 05: Dons de elocução


 

O DOM DE INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS


Imagem: Portal EBD


Conforme vimos no tópico anterior, através do dom de variedade de línguas, o crente é capacitado pelo Espírito Santo a entregar uma mensagem de Deus, em uma língua desconhecida dele. Por isso, há a necessidade do dom de interpretação de línguas, que complementa o dom de variedade de línguas. 

1. Definição do dom. É a capacidade concedida pelo Espírito Santo, para interpretar no próprio idioma, uma mensagem pronunciada em língua estranha. É importante destacar que interpretar não é traduzir. É decifrar ou decodificar uma mensagem transmitida em língua desconhecida. A tradução está relacionada às palavras, frases e idiomas. A interpretação está relacionada à mensagem. 
A interpretação é algo sobrenatural, tanto quanto o dom de variedade. Assim como falar em línguas não é ser poliglota e sim, falar línguas que a pessoa desconhece, interpretar não é ser um tradutor. É trazer o significado de uma mensagem do Espírito, que foi transmitido em uma linguagem que a pessoa desconhece, tanto quem fala, como aquele que interpreta. 

2. Diferença entre o dom de interpretação e o de profecia. Os dons de interpretação e o de profecia são parecidos, pois ambos trazem uma mensagem de Deus à Igreja.
A diferença é que no dom de profecia, a mensagem vem diretamente no idioma de quem a ouve e no dom de interpretação, primeiro a mensagem é transmitida em língua estranha e depois interpretada. 

Pb Weliano Pires


28 abril 2021

O DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS

 

Imagem do blog Sal e luz

A evidência inicial do Batismo do Espírito Santo é falar em línguas, conforme o Espírito Santo concede. (At 2.4). No dia de Pentecostes, todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar novas línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Depois, na casa de Cornélio, enquanto Pedro pregava, o Espírito Santo desceu sobre os ouvintes e eles falaram em línguas. (At 10.46). Em Éfeso também, Paulo falou sobre o batismo no Espírito Santo a um grupo de doze crentes que conheciam apenas o batismo de João. Após Paulo impor as mãos sobre eles, foram cheios do Espírito Santo e falaram línguas e profetizaram (At 19.1-7).

Entretanto, o falar em línguas do batismo no Espírito Santo é diferente do dom de variedade de línguas, que faz parte dos dons de elocução. Este dom não é dado a todos, como o batismo no Espírito Santo, mas, é dado a cada um, para aquilo que for útil. (1 Co 12.11,30). Segundo escreveu o saudoso missionário e escritor, Eurico Bergstén, na Revista Lições Bíblicas, do 1º trimestre de 2004, “...Enquanto as línguas como sinal são concedidas a todos os que são batizados com o Espírito Santo (At 2.4; 10.46; 19.6), o dom de variedade de línguas não é dado a todos os que são batizados; tudo depende da soberania, do propósito e da vontade do Espírito Santo (1Co 12.11) e em resposta à busca zelosa do crente (1Co 12.31; 14.1).”  

1. O que é o dom de variedades de línguas? É uma capacidade sobrenatural, concedida pelo Espírito Santo, para falar em uma língua desconhecida da pessoa que fala. Esta fala pode conter uma oração, glorificação a Deus, ou uma mensagem profética. 

Existem dois aspectos do dom de variedade de línguas: Glossolalia e Xenolalia. Glossolalia é uma língua sobrenatural e desconhecida de quem fala e de quem ouve. Xenolalia é uma língua humana, desconhecida apenas de quem fala, mas que pode ser conhecida de outra pessoa que ouve. Entretanto, ambas não são aprendidas. 

2. Qual é a finalidade do dom de variedade de línguas? A Bíblia demonstra pelo menos cinco finalidades do dom de variedade de línguas. O Pr. Elinaldo Renovato de Lima as descreve em detalhes, no livro de apoio. Segue abaixo um resumo destas finalidades: 

a. Edificação pessoal. O dom de variedade de línguas edifica a princípio, o espírito da pessoa que fala. (1 Co 14.4). 

b. Edificação da Igreja. Serve também para a edificação de outras pessoas, mas, para isso, é necessário que haja o dom de interpretação. (1 Co 14.26).

c. Glorificação a Deus. No dia de Pentecostes, as pessoas ouviam em sua própria língua, os discípulos “falando das grandezas de Deus.” (At 2.11).

d. Comunicação sobrenatural com Deus. Na oração em línguas, o crente pode se comunicar com Deus, na língua dos anjos. (1 Co 13.1).

e. Sinal para os descrentes. O dom de variedade de línguas também é um sinal para os descrentes, desde que haja interpretação. Paulo recomenda que, se não houver intérprete, a pessoa deve falar consigo mesmo e com Deus, para a edificação própria. (1 Co 14.28). 

3. Atualidade do dom. O Livro de Atos dos Apóstolos mostra em abundância, não apenas o ensino como a prática dos dons espirituais na Igreja. Na história da Igreja, também há inúmeros relatos da manifestação do dom de variedade de línguas. Este relato a seguir, publicado pelo Pr. Isael de Araújo, é um exemplo marcante disso: 

“Em sua obra “História das Assembleias de Deus no Brasil”, página 67, Emílio Conde relatou que no primeiro batismo nas águas na cidade de Macapá (AP), em 25 de dezembro 1917, a nova convertida Raimunda Paula de Araújo, ao sair das águas foi batizada com o Espírito Santo: Ela falou em línguas estranhas com tanto poder, que os assistentes encheram-se de temor de Deus. Os judeus negociantes da cidade haviam comparecido ao batismo. Um deles, Leão Zagury, ficou tão emocionado e maravilhado com a mensagem que ouvira que não se conteve e clamou em alta voz no meio da multidão: ‘Eis que vejo a glória do Deus de Israel, pois esta mulher está falando a minha língua’. O judeu não era crente. Porém, Deus, através da crente Raimunda, falou-lhe em hebraico”. (ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal. RJ: CPAD, 2007, p.332).

Assim como os outros dons espirituais, o dom de variedade de línguas continua sendo atual. Deus continua usando os seus servos em variedade de línguas para a edificação pessoal, na adoração, oração e louvor e também para a edificação da Igreja, junto com o dom de interpretação de línguas, que veremos no próximo tópico.  

Pb. Weliano Pires

27 abril 2021

DOM DE PROFECIA (1Co 12.10)

Imagem: Biblioteca dos Pregadores

 

1. Definição etimológica. A palavra profeta em hebraico é “nabi”, que significa alguém que proclama uma mensagem recebida, sob orientação de outra pessoa; um porta-voz; um mensageiro. Esta palavra ocorre cerca de 300 vezes no AT e pode se referir aos profetas do Senhor, ou aos falsos profetas. Em grego, a palavra usada para profeta é “prophetes”, de “pro” (antes) e “phemi” (falar), portanto, alguém que anuncia antecipadamente, eventos futuros. 

2. A profecia no Antigo Testamento. Segundo o saudoso pastor Antonio Gilberto, cerca de 30% do texto bíblico consiste em profecia, preditiva ou proclamativa. O Ministério profético do Antigo Testamento durou cerca de 400 anos. Havia duas categorias principais de profetas: os literários e os não literários. Os profetas literários ou canônicos são os que deixaram as suas profecias escritas e fazem parte do texto bíblico. Os não literários são aqueles que entregaram as suas mensagens verbalmente e, se deixaram escritos, são desconhecidos. Entre os não literários temos os profetas nominados, como Abraão, Gade, Micaías, Aías, etc. Os anônimos são chamados na Bíblia de um profeta, um homem de Deus, etc. 

3. A profecia no Novo Testamento. No Novo Testamento temos o dom ministerial de profeta (Ef 4.11), que vamos estudar na lição 07 e o Dom de profecia, que é o nosso assunto neste tópico. Estes dons, embora sejam parecidos, não são a mesma coisa. O ministério de profeta no Novo Testamento não consiste em prever o futuro e sim “em proclamar e interpretar a Palavra de Deus, por vocação divina, com vistas à admoestação, exortação, ânimo, consolação e edificação da igreja.” (At 3.12-26; 1Co 14.3). (Bíblia de Estudo Pentecostal).

O Dom de profecia, por sua vez, é uma capacidade concedida pelo Espírito Santo, para falar uma mensagem verbal, em nome de Deus, em um idioma conhecido de quem fala e de quem ouve, com o objetivo de edificar, exortar e consolar. 

2. A relevância do dom de profecia. O dom de profecia não cessou com o fechamento do cânon, como dizem os cessacionistas. Deus continua usando os seus servos em profecia, para falar com a sua Igreja, em casos particulares que não são alcançados especificamente pela pregação bíblica. Entretanto, é preciso ter cuidado para não considerar a profecia como um acréscimo à Bíblia, como fazem algumas seitas. 

O dom de profecia é tão importante, que o apóstolo Paulo recomendou os Coríntios a buscá-lo e falou para a Igreja de Tessalônica não desprezar as profecias. (1 Co 14.1; 1 Ts 5.20). Por outro lado, Paulo alertou que deveria haver ordem e decência no exercício deste e dos demais dons espirituais. (1 Co 14.40); que a profecia seja feita uma de cada vez; e a Igreja deve julgá-la. (1 Co 14.29).

As profecias possuem três fontes distintas: Deus, o homem ou o Diabo. Precisamos buscar o discernimento de espíritos, como vimos em lição anterior, para saber a origem da profecia. As profecias hoje não são iguais às do Antigo Testamento e precisam ser julgadas, para saber se estão de acordo com a Palavra de Deus.

3. Propósitos do dom de profecia. O propósito do dom de profecia é tríplice (1 Co 14.3): 

a. Edificar (1 Co 3.9). Esta palavra no grego é "oikodome" e está relacionada a edificar no sentido de construir um edifício. Em sentido figurado, a palavra  é usada para se referir à formação espiritual do discípulo de Jesus, pois, a Igreja é comparada a um edifício. Paulo disse, no entanto, que ninguém pode por outro fundamento, além do que já foi posto, que é Cristo. 

b. Exortar. A palavra exortar no grego é “parakalao” e significa literalmente “chamar para fora”, para ajudar, encorajar, orientar e ensinar. Exortar, portanto, é motivar alguém a seguir a Cristo da maneira correta, aconselhando, ensinando e, se necessário for, repreendendo. A Nova Versão Internacional traduz esta palavra por encorajar. 

c. Consolar. A palavra consolação no grego é “paraklesis”, de “para” (ao lado de) e “Kaleo” (chamar) e tem o sentido de “consolar”, "ajudar'', "dar consolo”, estimular”. Jesus usou a palavra "parakletos", que tem a mesma origem e significa um mediador, ajudador, advogado ou conselheiro, para se referir ao Espírito Santo.

4. Equívocos que devem ser evitados em relação ao dom de profecia. O pastor Elinaldo Renovato de Lima, comentarista deste trimestre,  em seu livro de apoio, “Dons Espirituais e Ministeriais”, publicado pela CPAD, descreve quatro erros que devem ser evitados em relação ao Dom de Profecia, que eu os resumo abaixo: 

a. Usar o dom de profecia para liderar a Igreja. A liderança da Igreja foi outorgada aos pastores. Cabe a ele cuidar do rebanho do Senhor e tomar as decisões, conforme as orientações da Palavra de Deus. 

b. Usar o dom de profecia com oráculo. Muitas pessoas confundem o dom de profecia com vidência e passam a considerar alguém que tem este dom com algum guru, para fazer consultas. O mais grave é que muitos profetizam por dinheiro e presentes. 

c. Usar o dom de profecia para doutrinar a Igreja.  A Palavra de Deus é o nosso único manual de fé e conduta. Nenhuma profecia pode acrescentar, retirar ou alterar aquilo que está escrito. Todas as profecias precisam estar de acordo com a Palavra de Deus. Além disso, compete aos pastores e mestres da Igreja, a função de doutrinar a Igreja, como veremos em lições posteriores. 

d. Usar o de profecia desordenadamente. Em 1 Coríntios 14.40, falando sobre os dons espirituais, Paulo disse que “tudo deve ser feito com ordem e decência”. Infelizmente, muitas pessoas acham que não há limites para a profecia e a usam de forma desordenada, atrapalhando a pregação, a liderança da Igreja e criando confusão para as famílias. Há pessoas que profetizam mentiras sobre casamentos e curas de enfermidades, que depois confirma-se que era mentira. 


Assim como existem os verdadeiros profetas do Senhor, usados por Deus para edificar, exortar e consolar a Igreja, existem também os falsos profetas, que causam confusão na Igreja do Senhor. Os pastores precisam estar em constante oração e buscar o discernimento do Espírito Santo, para não se deixar enganar. Não podem permitir que a Igreja de Deus seja dirigida por profecias, ou que supostos profetas queiram doutrinar a Igreja.


Pb. Weliano Pires

26 abril 2021

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 05: DONS DE ELOCUÇÃO

Vimos na lição passada os três dons da categoria Dons de poder: o dom da fé, os dons de curar e o dom de operação de maravilhas. Explicamos o significado de fé, os diferentes tipos de fé, a fé como um dom espiritual e os exemplos bíblicos do dom da fé.

Falamos também sobre os Dons de curar, explicando porque a expressão “dons de curar” está no plural; falamos sobre a relação entre a cura e a redenção e sobre a importância da cura divina nos dias atuais. 

Por último, explicamos o significado do Dom de operação de maravilhas. Mostramos alguns exemplos bíblicos deste dom e as distorções que se fazem na atualidade em relação aos dons de curar e de operação de maravilhas. 

Na lição desta semana, estudaremos os três da categoria dos dons de elocução: profecia, variedade de línguas e interpretação. Esta categoria de dons manifesta a mensagem de Deus à Igreja. Por isso, são chamados de "dons de expressão ou de elocução". O termo elocução segundo o dicionário significa a ação ou efeito de enunciar o pensamento por palavras; ou o modo de expressar-se, oralmente ou por escrito.

No primeiro tópico, falaremos a respeito do dom de profecia. Falaremos neste tópico, sobre o conceito bíblico do dom de profecia, estabelecendo a diferença entre o ministério profético do Antigo Testamento e o dom de profecia. 

Mostraremos também a relevância deste dom para a Igreja do Senhor. Paulo recomendou que esse dom fosse buscado pela Igreja de Corinto e falou para a Igreja de Tessalônica não desprezar as profecias. (1 Co 14.1; 1 Ts 5.20). Entretanto, o apóstolo alertou que deveria haver ordem e decência no exercício deste e dos demais dons espirituais. (1 Co 14.40) Paulo recomendou que a profecia seja feita uma de cada vez e a Igreja deve julgá-la. (1 Co 14.29).

Por último, ainda o primeiro tópico falaremos sobre os propósitos do dom de profecia, do ponto de vista bíblico, que é edificar, exortar e consolar a Igreja. O dom de profecia não tem o mesmo propósito das profecias canônicas do Antigo Testamento. Naquela época não existia ainda a Palavra de Deus escrita na íntegra, Havia apenas o pentateuco, que são os cinco primeiros livros do Antigo Testamento. Sendo assim, a palavra dos profetas, seja oral ou escrita era considerada a Palavra de Deus. O dom de profecia, no entanto, não tem a prerrogativa de doutrinar a Igreja ou liderá-la. A doutrina da Igreja é estabelecida pela Bíblia Sagrada e a sua liderança está a cargo do pastor da Igreja. 

No segundo tópico, falaremos sobre o dom de variedade de línguas. Mostraremos o conceito do dom de variedade de línguas, a finalidade deste dom e a sua atualidade.  Ao contrário do que dizem os cessacionistas, o dom de variedade línguas, assim como os outros dons espirituais não ficaram restritos ao período apostólico. 

No terceiro e último tópico, falaremos sobre o dom de interpretação de línguas, que é um complemento do dom de variedade de línguas. O dom de interpretação das línguas é a habilidade de interpretar, em nosso próprio idioma, aquilo que foi pronunciado em línguas. Porém, não se trata de tradução e sim de interpretação ou decifração da mensagem. 

Veremos ainda no terceiro tópico a diferença entre o dom de profecia e o de interpretação de línguas. Enquanto a profecia é transmitida diretamente na linguagem do ouvinte, o dom de interpretação depende que alguém esteja falando em línguas. 

Pb. Weliano Pires

 

18 Anos de Casados: Bodas de Turquesa


Nosso casamento atingiu a maioridade

Pela pedra turquesa é representado

Pedra preciosa, que em sua tonalidade 

É um símbolo do mar e do céu azulado


O mar, em dois extremos pode estar 

Agitado, com grande tempestade

Ou pode estar calmo e não ameaçar

Oferecendo brisa e serenidade.


O Céu pode estar azul e ensolarado

Ou encoberto por nuvens e chuvoso

À noite, pode estar azul e estrelado

Ou pode estar escuro e nebuloso.


Assim como nestas representações

Ao longo dos anos, nós passamos

Por turbulências, lutas e aflições

Mas, momentos bons desfrutamos


Nestes dezoito anos crescemos

Com as dificuldades enfrentadas

Muitas coisas, juntos aprendemos

E a nossa união foi aperfeiçoada


Reafirmo hoje o meu compromisso

De te amar sempre e eternamente

No amor a você, não serei omisso

Te amarei plena e intensamente. 


Com muito amor, 


Weliano Pires Neto


RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI

( Comentário do 2⁰ tópico da Lição 4: A Paternidade Divina) No segundo tópico, trataremos do reconhecimento da paternidade do Pai. Abordarem...