18 dezembro 2024

JESUS, A FONTE DE VIDA ABUNDANTE

(Comentário do 1º tópico da Lição 12: A promessa de vida abundante)


Ev. WELIANO PIRES 


No primeiro tópico, falaremos de Jesus como a fonte de vida abundante. Jesus é a fonte da verdadeira vida, pois Ele é a própria vida (Jo 14.6; 11.25). Veremos também que Jesus é a fonte de vida abundante. Enquanto o nosso adversário tem como objetivo destruir a nossa vida em todos os aspectos, o Senhor Jesus é o doador e sustentador da nossa vida. Por último, veremos que Jesus é a fonte do amor. Jesus apresenta-se como o Bom Pastor, que dá a Sua vida pelas ovelhas. Por isso, o Seu relacionamento com as suas ovelhas é baseado no amor.

1. A fonte de verdadeira vida. A Bíblia de Estudo Pentecostal, em sua introdução ao Evangelho segundo João, mostra sete declarações de Jesus (Eu Sou), registradas neste Evangelho, que comprovam a sua infinita superioridade e comprovam que Ele é Deus: Eu sou o pão da vida (Jo 6.35); Eu sou a luz do mundo (8.12); Eu sou o bom Pastor (Jo 10.11); Eu sou a ressurreição e a vida (Jo 11.25); Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14.6); Eu sou a videira verdadeira (Jo 15.1). Há muitas declarações de Jesus neste livro que somente Deus poderia fazer, como Eu sou a Verdade, Eu sou a Vida, Antes que Abraão existisse Eu Sou, etc. 

No capítulo 10 de João, que é o objeto do nosso estudo, Jesus fez um contraste entre os falsos pastores que são mercenários e não protegem o rebanho e se apresentou como o Bom Pastor, que dá a sua vida pelas suas ovelhas. Jesus se apresentou também como a porta do curral das ovelhas. Como o Bom Pastor, Jesus se relaciona com as suas ovelhas, protege, alimenta e as guia, indo adiante delas. A metáfora da porta do curral das ovelhas indica que Jesus é o único meio de se ter acesso a Deus. Ele é o único caminho que conduz o homem a Deus (Jo 14.6). Sem Jesus é impossível alguém chegar a Deus e a verdadeira vida está em Deus, pois Ele é o doador da vida no aspecto físico, emocional e espiritual. 

2. A fonte de vida abundante. Este subtópico é muito semelhante ao anterior e é uma continuidade do que foi dito. Jesus além de ser a fonte da vida verdadeira, oferece esta vida em abundância, de forma plena. Eu não pretendo explicar aqui o significado desta vida abundante, pois este será o assunto do próximo tópico. Nos versículos 8-10, do capítulo 10 de João, Jesus se contrapõe aos mercenários e falsos pastores, que são ladrões e destruidores do rebanho. Jesus, ao contrário destes, veio trazer vida abundante. 

Neste contexto, Jesus não está falando do diabo e sim dos maus pastores, conforme descrito em Ezequiel 34. Entretanto, conforme colocou o comentarista, podemos sim fazer uma aplicação da afirmação de Jesus às ações de Satanás, pois ele é ladrão, mentiroso e destruidor. Ele rouba a paz, a alegria, a saúde, a vida e a salvação das pessoas. Os falsos pastores estão a serviço dele. Mas Jesus veio dar vida aos que estavam mortos espiritualmente, trazer a cura aos enfermos, libertar os cativos, perdoar os nossos pecados e nos reconciliar com Deus. 

3. A fonte de amor. Jesus é a fonte do verdadeiro amor. O seu relacionamento com as suas ovelhas é baseado no amor. No capítulo 10 de João, Jesus afirmou mais de uma vez: “Eu sou o bom pastor” (Jo 10.11,14). O adjetivo “bom”, usado por Jesus para qualificar a Si mesmo como pastor, no grego é “kalos” e aparece três vezes no capítulo 10 de João, sendo duas no versículo 11 e uma no versículo 14. Esta palavra significa “bom” no sentido ético e indica a nobreza de Cristo para cumprir apropriadamente o seu ofício de pastor, em contraste com os maus pastores de Israel, que eram mercenários, não cuidavam das ovelhas e queriam apenas servir-se delas. 

Jesus é o Pastor ideal segundo o padrão de Deus, tanto em seu caráter como em sua obra. Ele é único em sua categoria, pois não há outro igual a Ele. Jesus como Pastor é bom, por pelo menos três motivos, que são apresentados no capítulo 10 de João: 

a. Ele dá a Sua vida pela Salvação das ovelhas (v.11). Jesus não foi um mártir, assassinado por defender uma causa. Ele ofereceu a sua vida para o resgate das suas ovelhas. A sua morte foi voluntária, sacrificial e vicária. Ou seja, Ele se ofereceu, voluntariamente, como sacrifício a Deus em nosso lugar.

b. Ele conhece as suas ovelhas e delas é conhecido (v.14). As ovelhas conhecem a voz do seu pastor e não seguem a estranhos. Jesus, como o bom pastor, é o dono das ovelhas, conhece-as profundamente. Elas também o conhecem e, por isso, o seguem. 

c. Ele ama as ovelhas, protege-as e supre-lhes as necessidades. (vs. 15,16). O mercenário não ama as ovelhas e quer apenas o que elas lhe proporcionam: lã, carne, gordura e laticínios. Mas, Jesus nos amou incondicionalmente, sem que nós o merecêssemos. Nos versículos 15 e 16, Jesus compara o seu relacionamento com as suas ovelhas, com o relacionamento dele com o Pai. Ele também supre as nossas necessidades, nos protege e nos dá vida em abundância (Jo 10.10). 

17 dezembro 2024

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 12: A PROMESSA DE VIDA ABUNDANTE

Ev. WELIANO PIRES 


Nesta lição falaremos da promessa de vida abundante aos que se relacionam com Jesus neste mundo (Jo 10.10). Ao contrário do que pregam os teólogos da prosperidade, esta vida abundante prometida por Jesus, não está relacionada ao ter e sim ao ser. Não é a vida que este mundo promete, que se fundamente na fama, no poder e nas riquezas. É uma vida de profunda comunhão com Deus, que nos traz alegria, paz e contentamento em qualquer circunstância. Para quem tem esta vida abundante, Jesus lhe é suficiente e preenche todas as suas necessidades. 


No primeiro tópico, falaremos de Jesus como a fonte de vida abundante. Jesus é a fonte da verdadeira vida, pois Ele é a própria vida (Jo 14.6; 11.25). Ele é também o único caminho que conduz o homem a Deus (Jo 14.6). Sem Ele é impossível alguém chegar a Deus e a verdadeira vida está em Deus. Veremos também que Jesus é a fonte de vida abundante. Enquanto o nosso adversário tem como objetivo destruir a nossa vida em todos os aspectos, o Senhor Jesus é o doador e sustentador da nossa vida. Por último, veremos que Jesus é a fonte do amor. Jesus apresenta-se como o Bom Pastor, que dá a Sua vida pelas ovelhas. Por isso, o Seu relacionamento com as suas ovelhas é baseado no amor.


No segundo tópico, falaremos da vida abundante. Inicialmente veremos o conceito de vida abundante, que preenche todas as partes do ser humano: espírito, alma e corpo. Na sequência, com base no episódio da conversão do carcereiro de Filipos, veremos que a vida abundante também influencia a nossa família: “...tu e a tua casa” (At 16.31). Por último, falaremos de diversas bênçãos provenientes da vida abundante, como a paz com com Deus, a tranquilidade nas decisões, a prática do amor, a unidade cristã, a esperança e a paciência. 


No terceiro tópico, veremos o que identifica a vida abundante. Em primeiro lugar está a alegria do Senhor, que faz parte da identidade daqueles que se relacionam com Deus. Em segundo lugar, a vida abundante é caracterizada pela gratidão a Deus por tudo. Quem tem a vida abundante, tem a virtude da gratidão e não vive murmurando e reclamando de tudo. Por último, quem tem vida abundante tem vida no Espírito e vida de oração. Quem vive no Espírito vence as obras da carne e tem inclinação e tem o Fruto do Espírito em sua vida. Quem vive no Espírito cultiva uma vida de oração, pois tem prazer em falar com Deus. 


14 dezembro 2024

A PROVISÃO DAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS

(Comentário do 3º tópico da Lição 11:  A promessa de  provisão). 


Ev. WELIANO PIRES


No terceiro tópico, falaremos da promessa de provisão das necessidades espirituais. Falaremos da maior necessidade espiritual do ser humano que é a salvação. Toda a humanidade necessita de Salvação, pois todos pecaram. Na sequência, falaremos da segunda necessidade espiritual do ser humano que é a presença e direção de Deus para nos orientar a tomar decisões, fazer escolhas e agir. Por último, falaremos da terceira necessidade que é a habitação do Espírito Santo em nós para nos consolar, nos ensinar a orar, interceder por nós, nos alegrar e nos capacitar para a Obra de Deus. 


1. Necessidade de salvação. Quando o primeiro casal desobedeceu a Deus no Jardim do Éden, toda a sua posteridade herdou a natureza pecaminosa. Todos os seres humanos, sem exceção, nascem pecadores e necessitam de Salvação. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos disse: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. (Romanos 3.23). O ser humano sem Deus está espiritualmente morto e é incapaz de salvar-se por seus próprios esforços e méritos. 

Deus, que é riquíssimo em misericórdia, sabendo que o primeiro casal iria pecar, elaborou um plano de salvação na eternidade passada, muito antes da criação. Ele é onisciente e nunca é pego de surpresa, pois, conhece o futuro antecipadamente e planejou o meio de salvação muito antes do pecado acontecer. Logo após Adão e Eva consumarem o seu pecado, Deus prometeu salvar a humanidade, dizendo que o descendente da mulher que é Cristo, iria ferir a cabeça da Serpente que é Satanás (Gn 3.15). Temos aqui, a primeira promessa de salvação da humanidade após a Queda. Por isso é chamada de “Proto Evangelho”. 

Jesus, o Cordeiro de Deus, foi sacrificado por nós, para nos salvar dos efeitos deletérios do pecado. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, ou seja, Ele é o Único meio de nos tornar aceitos por Deus. O apóstolo Pedro, em um dos seus discursos no início da Igreja Primitiva, disse: “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do Céu nenhum nome há dado entre os homens, pelo qual possamos ser salvos”. (At 4.12). Somente Jesus pode satisfazer a necessidade humana de salvação. Aliás, o Seu Nome hebraico é Yehoshua, que significa “Yahweh é a Salvação”, ou Yeshua, na forma abreviada em aramaico. 


2. Necessidade da presença e direção de Deus. O Como seres humanos mortais e falíveis, nós vivemos neste mundo totalmente dependentes de Deus para tudo. Somos como um deficiente visual que necessita de alguém para guiá-lo, ou de sinais palpáveis para não cair em precipícios e se ferir. Nós precisamos da presença de Deus para nos mostrar a direção correta neste mundo. O comentarista citou o texto de Êxodo 33.15, que trata da ocasião imediatamente após Israel construir um bezerro de ouro e o adorar. Deus, então falou que enviaria um anjo para guiá-los, mas a Sua Presença não iria com eles, por causa da dura cerviz. Moisés intercedeu perante Deus pelo povo e disse: “Se a tua presença não for conosco, não nos faça subir daqui”. (Êx 33.15). 

Andar sem a presença e a direção de Deus neste mundo é como andar na escuridão sem saber o que há à nossa volta. Jesus, sendo Deus, tomou a forma humana e conviveu pessoalmente com os seus discípulos por três anos. Eles desfrutaram da presença de Deus, lhes ensinando, curando enfermidades, acalmando tempestades e oferecendo segurança. No episódio da transfiguração, Pedro ficou abismado e disse que seria bom construir três tendas ali para que pudessem permanecer naquele estado glorioso. É a presença gloriosa de Deus que faz com que a pessoa se sinta assim. 

Quando Jesus lhes disse que voltaria para o Pai, eles se encheram de tristeza. Mas Jesus prometeu que não os deixaria órfãos, mas enviaria “Outro Consolador” para ficar com eles para sempre. A  expressão grega traduzida por “Outro Consolador” é muito significativa e vai muito além de alguém que apenas nos consola. A expressão grega “Allos Parakletos”, significa outro da mesma espécie, colocado ao lado de um réu em um tribunal para fazer a sua defesa. A palavra grega Parakletos é polissêmica, ou seja, possui vários significados. Pode ser um advogado, consolador, assistente, intercessor, etc. O que Jesus prometeu aos seus discípulos é que Ele iria para o Pai, mas a presença de Deus continuaria com eles. 


3. Necessitados do Espírito Santo. O Espírito Santo é esta Pessoa prometida por Jesus aos seus discípulos para ficar para sempre com eles. Ele é Deus e convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Além disso, Ele nos ilumina para compreendermos a Palavra de Deus; ajuda-nos em nossas fraquezas e intercede por nós diante do Pai com gemidos inexprimíveis; produz em nosso interior o Fruto do Espírito Santo; e nos capacita com dons espirituais para fazermos a obra de Deus com ousadia e sabedoria. 

A presença do Espírito Santo é indispensável em nós, individual e coletivamente. Paulo disse que se alguém não tem o Espírito de Deus, esse tal não é dele. O Espírito Santo, que é Deus, penetra todas as coisas até as profundezas de Deus. Ele conhece também o nosso interior, as intenções do nosso coração e preenche todas as nossas necessidades espirituais. 

Coletivamente, uma Igreja sem o Espírito Santo não tem condições de fazer a Obra do Senhor. Por isso, antes de subir ao Céu, Jesus advertiu os seus discípulos para que ficassem em Jerusalém, até que do alto fossem revestidos de poder. Após o revestimento do Poder do Espírito, eles pregaram ousadamente a Palavra de Deus sem temer as ameaças das autoridades judaicas, faziam grandes prodígios entre o povo e milhares de pessoas se convertiam a Cristo. A presença do Espírito Santo faz toda a diferença na vida de um crente e na comunidade dos salvos. 

13 dezembro 2024

A PROVISÃO DAS NECESSIDADES EMOCIONAIS

(Comentário do 2° tópico da Lição 11:  A promessa de provisão)


Ev. WELIANO PIRES


No segundo tópico falaremos da promessa de provisão das nossas necessidades emocionais. Veremos que somos seres integrais, formados por espírito, alma e corpo. Falaremos também da ansiedade no mundo atual, que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. O Brasil lidera este ranking. Por último, falaremos da solução para a ansiedade, que é a confiança plena em Jesus. Devemos lançar sobre Ele as nossas preocupações, pois ele tem cuidado de nós (1 Pe 5.6,7).


1. Somos seres integrais. Quando falamos que o ser humano é um ser integral, significa dizer que ele é formado por três partes: espírito, alma e corpo. O espírito é a parte imaterial, cujas faculdades são a fé e a consciência. É a parte do ser humano que é capaz de responder a Deus e sem Deus, ele está morto. A alma, por sua vez, é a sede do intelecto, das emoções e das vontades do ser humano. O corpo é a parte material do ser humano, formada do pó da terra e se tornará em pó novamente, após a morte. 

O espírito e a alma são distintos, mas inseparáveis. O corpo, sem a alma e o espírito está morto. A teologia chama esta tríplice composição do ser humano de tricotomia. Alguns teólogos defendem que o homem é formado por apenas duas partes, uma material (o corpo) e outra imaterial (espírito/alma). Esta tese é chamada de dicotomia. Nós da Assembleia de Deus defendemos a tricotomia (1 Ts 5.23).

Assim como o corpo tem as suas necessidades, como vimos no tópico anterior, a alma e o espírito também as tem. Evidentemente, a alma possui inúmeros problemas e necessidades, que seria impossível tratarmos de todos eles em um único tópico. Neste tópico, o comentarista aborda um grave problema da alma, que está relacionado ao tema da provisão e afeta milhões de pessoas em todo o mundo, que é a ansiedade. No próximo tópico, ele tratou das necessidades do espírito. 


2. A ansiedade no mundo. Assim como acontece outros sentimentos da alma humana, a ansiedade é um sentimento natural do ser humano. Todos nós temos preocupações com o futuro, com o prazo curto para realizar algo importante, etc. O transtorno da ansiedade, no entanto, é a ansiedade em níveis excessivos, que ocorre com frequência e por períodos longos, a ponto de atrapalhar a vida da pessoa. Os transtornos de ansiedade podem ser de diferentes tipos como fobia social, síndrome do pânico, transtorno de estresse pós-traumático, transtorno de ansiedade generalizada, etc. Podem também atingir níveis diferentes e trazerem vários problemas à sua física também. 

Conforme nos informou o comentarista, os transtornos de ansiedade atingem cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. Este ranking é liderado pelo Brasil, com 18,6 milhões de pessoas atingidas. Estes números devem ser bem maiores, pois muitas pessoas que sofrem destes transtornos não procuram ajuda e sofrem em silêncio. Segundo “a pesquisa do ano”, que é realizada anualmente pelo Instituto de Pesquisa Ideia, a ansiedade foi escolhida como a palavra do ano de 2024 no Brasil, por 22% dos brasileiros. 

A ansiedade atinge todas as idades, mas é fato que na atualidade os jovens e adolescentes são os mais atingidos. Com a correria dos tempos pós-modernos e o advento da internet, especialmente as redes sociais, este problema se a agravou. O consumismo, a busca incessante pela fama e por atingir os padrões de beleza impostos levam muitos à frustração, depressão e ansiedade. As pessoas buscam desesperadamente obter reconhecimento, likes, seguidores, etc. e se comparam o tempo todo com os famosos querendo imitá-los. As estratégias de marketing fazem com que as pessoas pensem que os seus pertences estão ultrapassados e que devem comprar outros mais sofisticados, que logo estarão também obsoletos. Evidentemente, as condições financeiras de uma pessoa comum não lhe permitirá isso e ela desenvolverá transtornos psicológicos.


3. A solução para a ansiedade. Quando Jesus disse não andeis ansiosos, evidentemente, Ele não estava dizendo que não devemos nos preocupar com as necessidades futuras e nos acomodar. Jesus disse para não nos preocuparmos de forma exagerada, como aqueles que não tem fé na provisão de Deus. Devemos lançar as nossas ansiedades (naturais) sobre Ele, pois Ele tem cuidado de nós (1 Pe 5.7). Toda ansiedade é fruto de inquietação com alguma coisa. Sobre isso, o apóstolo Paulo disse: “Não vos inquieteis por coisa alguma. Antes, as vossas petições sejam conhecidas diante de Deus, pela oração, súplicas e ações de graças”. (Fp 4.7). 

Em relação à ansiedade como um transtorno, ela é uma doença emocional como muitas outras. Quando dizemos que Jesus é a solução para a ansiedade, não estamos desprezando a doença das pessoas, ou dizendo que não se deve procurar tratamento. Jesus pode curar ansiedade, como pode curar qualquer outra doença. No caso das doenças emocionais como os transtornos de ansiedade, Jesus é tanto a vacina como o remédio. Uma pessoa que vive em comunhão com Ele, orando e meditando na Palavra de Deus diariamente, pode evitar a ansiedade. Se por acaso desenvolver algum transtorno de ansiedade, Jesus pode curar. Entretanto, isso não impede a pessoa de procurar ajuda de psicólogos e psiquiatras, de acordo com a gravidade da situação. 

12 dezembro 2024

A PROVISÃO DAS NECESSIDADES BÁSICAS

(Comentário do 1º tópico da Lição 11: A promessa de provisão)


Ev. WELIANO PIRES


No primeiro tópico, falaremos da provisão das necessidades básicas do ser humano, do ponto de vista do corpo. Inicialmente, veremos que Jesus ensinou aos seus discípulos para não viverem ansiosos e preocupados excessivamente com as suas necessidades básicas, pois Deus sabe que necessitamos delas. Na sequência, falaremos da provisão do alimento diário. Usando o exemplo dos animais, que Deus os sustenta, Jesus prometeu que o Pai Celestial também provê o nosso sustento. Por último, falaremos da provisão da nossa vestimenta. Jesus fez menção aos lírios do campo, para mostrar que Deus também proverá as nossas vestes. 


1. Não fiqueis ansiosos! O capítulo 6 do Evangelho segundo Mateus faz parte do famoso discurso de Jesus, conhecido como Sermão da Montanha. Neste Sermão, o Senhor Jesus falou aos seus discípulos, sobre cinco temas principais: as Bem-aventuranças (5.3-12); as figuras do Sal e luz (5.13-16); Jesus e o cumprimento da Lei (5.17-48); os atos de justiça (6.1-18); por fim, fez diversas declarações de sabedoria (6.19-7.27).

Nessa parte final do capítulo 6, Jesus ensinou a respeito do relacionamento dos seus discípulos com os bens materiais. O Mestre contrapôs os tesouros deste mundo com os do Céu e recomendou aos seus seguidores que não ajuntassem tesouros neste mundo, pois, eles estão sujeitos à deterioração da traça, da ferrugem e à ação dos ladrões. Mas – disse Ele – ajuntai tesouros no Céu, pois estes são perenes e jamais poderão ser corrompidos ou roubados. Na sequência, Jesus ensinou também aos seus discípulos que não andassem ansiosos, por causa das suas necessidades básicas, como a comida e as vestes, pois o Pai Celestial sabe que precisamos delas e provê o nosso sustento. 

Deus não é apenas o Criador do Universo, Ele é também o sustentador do Universo e provedor de todas as coisas. Tudo vem dele, pois é Ele que dá nos a vida e todos os recursos naturais indispensáveis à nossa sobrevivência. Um dos títulos de Deus que aparece no Antigo é Yahweh Yireh (O SENHOR Proverá) (Gn 22.14). Portanto, se Deus é o Criador, sustentador e provedor de todas as coisas, os seus filhos não tem nenhum motivo para se desesperarem em relação às suas necessidades básicas de sobrevivência. 


2. Provisão do alimento diário. Para explicar aos seus discípulos que o Pai Celestial proverá o seu alimento diário, o Senhor Jesus se valeu do exemplo das aves do céu que não plantam, não colhem alimentos e não os ajuntam em celeiros, mas Deus as alimenta. Ele alimenta todos os animais e dá a chuva e o sol para os vegetais se manterem vivos. Se os animais e vegetais encontram dificuldades para sobreviver e algumas espécies são extintas é por causa do pecado e das ações do homem, não por culpa de Deus. 

Jesus lembrou aos seus discípulos que se Deus alimenta os animais, quanto mais os seres humanos que têm muito mais valor do que eles! Neste trecho, muitos daqueles que querem humanizar os animais e coisificar o ser humano, certamente irão torcer o nariz. Mas esta é a verdade, os animais são inferiores ao ser humano. Embora Deus tenha criado também os animais e nós devemos cuidar deles, não devemos colocá-los no mesmo patamar do ser humano, que foi criado à imagem e semelhança de Deus. 

Deus é o provedor do nosso alimento. No modelo de oração que Jesus ensinou aos seus discípulos, o Mestre ensinou-lhes a pedir a Deus “o pão nosso de cada dia”. Em muitos outros textos bíblicos está claro que é Deus quem dá o alimento ao ser humano, inclusive aos ímpios. Vale lembrar que Deus proverá os meios necessários para a nossa sobrevivência, mas Ele não mandará o nosso alimento diretamente do Céu, exceto em situações especiais, como no caso do povo de Israel no deserto.  Não é porque Deus prometeu prover o nosso sustento, que vamos esperar que as coisas caiam do Céu e fugir da responsabilidade de trabalhar, administrar os nossos recursos, além de dizimar e ofertar ao Senhor. A Bíblia é muito clara em relação a isso. Após a Queda do primeiro casal, Deus disse a Adão: “Do suor do teu rosto comerás o teu pão” (Gn 3.19). Com relação ao preguiçoso, a Bíblia manda ir ter com a formiga, pois esta trabalha e ajunta o seu alimento no verão (Pv 16.6). Paulo disse ainda: “Quem não quiser trabalhar, também não coma”. (2 Ts 3.10).


3. Provisão da vestimenta. A segunda necessidade básica do ser humano mencionada por Jesus são as vestimentas. Para explicar a promessa de que Deus providenciaria também as nossas vestes, Jesus usou o exemplo dos lírios do campo, que não plantam algodão e não produzem tecidos, mas Deus os veste de forma tão bela, que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Não devemos, portanto, ficar desesperados com medo de nos faltar as vestes.

Evidentemente, Jesus não prometeu excesso de roupas de grife e de todas as combinações possíveis. A promessa é de que não faltará o necessário para nos cobrirmos. Há pessoas que reclamam que não têm roupa para irem a uma festa, mas se abrirmos o seu guarda-roupa encontraremos dezenas de roupas seminovas. Isso é puro consumismo e exibicionismo. Podemos nos vestir bem, de acordo com as nossas condições mas sem extravagâncias. 

Desde a entrada do pecado no mundo, o ser humano passou a ter a necessidade de vestir, para cobrir as suas intimidades. Depois que pecaram, o primeiro casal sentiu vergonha da sua nudez e buscaram folhas de figueira para se cobrirem, mas isso era insuficiente. Deus, então, tomou a pele de um animal e confeccionou a primeira vestimenta para eles. Através deste ato, Deus estava mostrando que um inocente morreria por causa do pecado do homem. Aquele animal morto para fornecer a sua pele para a roupa do primeiro casal apontava tipologicamente para Cristo, o inocente que seria morto pelos nossos pecados. 

Se por um lado, Deus criou as vestes para cobrir a nudez dos seres humanos, por outro lado o inimigo luta para acabar com as vestes que estão cada dia mais curtas, apertadas e indecentes. Já há os chamados naturalistas, que defendem que as pessoas deveriam andar completamente despidas como os animais. Há um hino antigo da saudosa irmã Vera Lúcia (Verinha) que dizia: “O mundanismo está se aumentando; Deus fez a roupa para vestir o nudismo e agora a roupa está se acabando”. 


09 dezembro 2024

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 11 – A PROMESSA DE PROVISÃO

Ev. Weliano Pires 

Nesta lição estudaremos sobre a promessa divina de provisão das necessidades básicas dos seus filhos. Com base no texto de Mateus 6.25-33, onde Jesus recomenda aos seus discípulos para não viverem ansiosos quanto ao que hão de comer, beber e vestir, veremos que Deus promete estas coisas aos seus filhos, assim como sustenta as aves e as plantas. Evidentemente, isso não nos isenta da responsabilidade de trabalhar e administrar os nossos recursos, além de dizimar e ofertar ao Senhor. Não é porque Deus prometeu prover o nosso sustento, que vamos esperar que as coisas caiam do Céu. 

No primeiro tópico, falaremos da provisão das necessidades básicas. Inicialmente, veremos que Jesus ensinou aos seus discípulos para não viverem ansiosos e preocupados excessivamente com as suas necessidades básicas, pois Deus sabe que necessitamos delas. Na sequência, falaremos da provisão do alimento diário. Usando o exemplo dos animais, que Deus os sustenta, Jesus prometeu que o Pai Celestial também provê o nosso sustento. Por último, falaremos da provisão da nossa vestimenta. Jesus fez menção aos lírios do campo, para mostrar que Deus também proverá as nossas vestes. Evidentemente, Jesus não está falando ostentação e desperdício e sim de necessidade. 

No segundo tópico falaremos da promessa de provisão das nossas necessidades emocionais. Veremos que somos seres integrais, formados por espírito, alma e corpo. Sendo assim, as coisas que atingem a nossa alma, repercutem no espírito e no corpo. Falaremos também da ansiedade no mundo atual, que atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. O Brasil lidera este ranking, com cerca de 18,6 milhões de pessoas ansiosas. Por último, falaremos da solução para a ansiedade, que é a confiança plena em Jesus. Devemos lançar sobre Ele as nossas preocupações (1 Pe 5.6,7).

No terceiro tópico, falaremos da promessa de provisão das necessidades espirituais. Falaremos da maior necessidade espiritual do ser humano que é a salvação. Toda a humanidade necessita de Salvação, pois todos pecaram. Na sequência, falaremos da segunda necessidade espiritual do ser humano que é a presença e direção de Deus para nos orientar a tomar decisões, fazer escolhas e agir. Por último, falaremos da terceira necessidade que é a habitação do Espírito Santo em nós para nos consolar, nos ensinar a orar, interceder por nós, nos alegrar e nos capacitar para a Obra de Deus. 

REFERÊNCIAS: 

RENOVATO, Elinaldo. As promessas de Deus: Confie e viva as bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. RIO DE JANEIRO : CPAD, 1ª Ed. 2024.  
ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2024, Ed. 99, p. 41. 
Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.105; 1397.


07 dezembro 2024

PROMESSAS E PROTEÇÃO

(Comentário do 3 tópico da Lição 10: A promessa de proteção divina)

Ev. WELIANO PIRES


No terceiro tópico, falaremos de promessas e proteção. Inicialmente, falaremos da promessa de que os inimigos da Igreja serão derrotados, a qual se cumprirá integralmente no final de todas as coisas. Na sequência, falaremos da promessa de segurança e vitória para os que temem ao Senhor. Devemos fazer a nossa parte e cuidar da nossa segurança, mas sabendo que se o Senhor não nos proteger, não estaremos seguros. Por último, falaremos da abrangência da proteção divina. Esta promessa abrange a nossa vida e a nossa família, onde quer que estejamos.

1- Os inimigos serão derrotados. Conforme vimos no tópico anterior, Deus prometeu proteção, cura e livramento ao seu povo. No contexto do Antigo Testamento ainda não havia sido revelada a vida eterna e a esperança do povo de Deus se limitava a esta vida. Para a Igreja, no entanto, foi revelado que a sua vitória não será neste mundo, pois a nossa Pátria está nos Céus (Fp 3.20,21). O Senhor Jesus prometeu aos seus discípulos que eles seriam odiados por todos, perseguidos e mortos por causa do Nome dele (Mt 24.9). Mas Ele prometeu estar conosco todos os dias, até à consumação dos séculos (Mt 28.20). 


Desde a sua fundação, a Igreja do Senhor tem enfrentado cruéis perseguições e tentativas de extermínio. No primeiro século, a Igreja foi perseguida inicialmente pelos judeus e depois pelo Império Romano. O primeiro mártir desta perseguição judaica foi o diácono Estevão (At 7.54-60). Após a execução dele por apedrejamento, a perseguição se intensificou e a Igreja foi obrigada a se dispersar (At 8.1). 


Saulo de Tarso empreendeu uma caçada violenta aos cristãos, na tentativa de deter o avanço do Cristianismo (At 8.1-3; 9.1,2). Mas, o Senhor Jesus o encontrou pessoalmente no caminho de Damasco e ele se converteu(At 9.3-18). Depois disso, ele foi enviado pelo Senhor ao deserto da Arábia, onde passou três anos, recebendo revelações diretamente do Senhor Jesus e tornou-se o maior missionário do Cristianismo (Gl 1.17,18). O ex-perseguidor Saulo, conhecido como Paulo no Império Romano, também passou a ser perseguido por causa do Evangelho e sofreu açoites, apedrejamento e prisões (2 Co 11-13-28), até finalmente ser executado em Roma por ordem do imperador Nero. 


Nos séculos seguintes, outros perseguidores se levantaram contra a Igreja e na atualidade não é diferente. Quando lemos a história dos mártires do Cristianismo, a impressão que temos é que os inimigos triunfaram, mas não é bem assim. As portas do inferno nunca irão prevalecer contra a Igreja de Cristo e ela se manterá triunfante, cumprindo a sua missão. Além disso, como disse o comentarista, há uma promessa gloriosa de que em breve o Senhor Jesus colocará todos os inimigos debaixo de seus pés, inclusive o último deles, a morte (1 Co 15.24-26). As forças do mal estão com os seus dias contados e a sua derrota já está decretada. 


2- Segurança e vitória para os que temem o Senhor. O fato de vivermos no contexto da Igreja, enfrentando ferrenha oposição do mundo e aguardando a vida eterna, não significa que estamos abandonados à própria sorte. Podemos contar com a proteção do Senhor e temos também diversas promessas de vitórias nesta vida. Devemos buscar ao Senhor em oração e pedir a Sua proteção para nós, para a nossa família, para a Igreja e para a sociedade onde vivemos. Deus é o nosso guarda fiel e se Ele não nos guardar, todo o nosso esforço será em vão. É Ele que nos dá o sustento diário, pois tudo vem dele. 


Naturalmente, há males e infortúnios que acontecem aos justos e aos ímpios neste mundo. Não podemos imaginar que pelo fato de sermos crentes estamos livres da violência, assaltos, enfermidades e morte. Enquanto estivermos neste mundo, sofreremos as consequências do pecado como as demais pessoas. Entretanto, precisamos entender que nenhum mal poderá atingir um crente fiel, sem que Deus o permita. Deus permite que situações dolorosas nos atinjam, mas Ele as converte em bênçãos a longo prazo, como fez com José e Daniel. Podemos também ser submetidos a situações adversas como prova da nossa fé, ou para aprendermos lições importantes. De modo geral, como disse Paulo, “todas as coisas cooperam juntas para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28).


Outro ponto importante é sabermos que o fato de contarmos com a proteção de Deus não significa que podemos viver de forma irresponsável e imprudente. Há situações que algumas pessoas atravessam que não era propósito de Deus, mas, a própria pessoa procurou. Por exemplo, uma pessoa que discute por qualquer coisa, acaba encontrando alguém para agredi-la e até matá-la. Se não cuidarmos da nossa segurança pessoal e familiar, nos tornaremos alvos potenciais de criminosos que buscam facilidades. Da mesma forma, se formos negligentes e irresponsáveis com o nosso corpo, estaremos suscetíveis às doenças e até à morte precoce. Se não trabalharmos e não cuidarmos da nossa fonte de renda, ficaremos desempregados e passaremos por dificuldades financeiras.


3- A abrangência da proteção de Deus. A proteção e o cuidado de Deus não tem limites. Quando olhamos para os atributos incomunicáveis de Deus como onipotência, onisciência, onipresença, soberania, infininude, eternidade, etc., podemos confiar plenamente nele, pois nada é impossível ao nosso Deus. Ele nos ama e está no controle de tudo. Quando Deus ordena, o vento, o mar, o fogo, as tempestades e até os demônios têm que obedecer. Temos inúmeros exemplos na Bíblia de pessoas arrogantes como Faraó, Senaqueribe, Nabucodonosor e Herodes, que além de perseguir o povo de Deus, ousaram desafiar a Deus e foram humilhados. 


Deus está cuidando do seu povo o tempo todo e nada foge do seu controle. Se formos fiéis ao Senhor, as lutas e  tribulações que nos ocorrerem serão para atender os seus propósitos e só ocorrerão mediante a sua permissão. Muitas coisas que nos acontecem aqui não serão compreendidas nesta vida, mas na eternidade iremos entender. Até a morte de um crente fiel é vista na Bíblia como uma forma de glorificar a Deus. Quando Jesus teve a sua última conversa com Pedro antes de subir ao Céu, Ele disse: “... Quando estiveres velho, outro te cingirá e irás para um lugar que tu não queiras”. Na sequência, João escreveu que Jesus disse isso, referindo ao tipo de morte que Pedro iria glorificar a Deus. (Jo 21.18,19).


REFERÊNCIAS: 

RENOVATO, Elinaldo. As promessas de Deus: Confie e viva as bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. RIO DE JANEIRO : CPAD, 1ª Ed. 2024.  

ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2024, Ed. 99, p. 41. 

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RIO DE JANEIRO: CPAD, pp. 1655,56.

SOARES, Esequias; SOARES, Daniele. Batalha Espiritual: O Povo de Deus e a Guerra Contra as Potestades do Mal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp. 33,34. 

Bíblia de Estudo Pentecostal. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2002, p.883.


05 dezembro 2024

A MARAVILHOSA PROTEÇÃO DE DEUS

(Comentário do 2° tópico da Lição 10: A Promessa de proteção divina). 

Ev. WELIANO PIRES 

No segundo tópico, falaremos da maravilhosa proteção de Deus. Com base no primeiro verso do Salmo 91, falaremos da proteção divina prometida a quem se relaciona com Deus. Em seguida, falaremos de Deus como o nosso refúgio e fortaleza, trazendo os significados de várias expressões que aparecem em sentido figurado, como “laço do passarinheiro”, “peste perniciosa”, espanto noturno e outras que aparecem no mesmo Salmo. Por último, falaremos da Onipotência de Deus, com base na palavra “Altíssimo” que aparece nos versos 1 e 7, deste Salmo. 

1- A proteção de quem se relaciona com Deus. O Salmo 91 é de autoria desconhecida, pois não possui título ou quaisquer informações que nos permitam identificar o autor, data ou circunstâncias em que foi escrito. Alguns estudiosos judeus sugerem que neste caso, podemos concluir que o autor é o mesmo do Salmo anterior. Se for este o caso, o autor seria Moisés, que é o autor identificado no Salmo 90. Este Salmo fala a respeito dos perigos que rondam a nossa vida, como armadilhas ocultas, pragas, terrores noturnos, flechas de adversários e ataques mortais de animais como cobras e leões. 
O primeiro verso do Salmo indica que a proteção de Deus é para aqueles que se relacionam com Ele: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará” (v.1). O verbo hebraico traduzido por habitar significa literalmente “sentar”. No contexto deste salmo significa “sentar-se em um local secreto na casa de alguém”, que no caso é Deus. Isso fala de comunhão e intimidade, pois, só pode sentar-se em um local assim na casa de alguém, quem tem intimidade com o dono da casa e desfruta da sua proteção. 
No caso de Deus, não se trata de um lugar físico e sim de uma linguagem simbólica para se referir ao acesso a Deus, mediante Jesus Cristo, o Único Mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5). Ninguém jamais conseguirá ter acesso a Deus se não for através de Cristo (Jo 14.6). Estar sob a proteção de Deus nos proporciona segurança e descanso. Jamais alguém conseguirá atingir aquele que está sob a proteção de Deus, exceto se Ele permitir. 

2- Deus, o nosso refúgio e fortaleza. No Verso 2 deste Salmo, o salmista faz três afirmações importantes sobre Deus, que analisaremos a seguir: 

a) Ele é o meu Deus. Esta afirmação demonstra o seu relacionamento pessoal com Deus (meu Deus). O salmista não se refere ao Deus dos seus pais ou de qualquer outra pessoa, mas ao seu próprio Deus. A palavra hebraica traduzida por Deus neste texto é Elohim, que é o plural de Eloah e pode se referir a qualquer deus, aos anjos ou mesmo a homens poderosos. Mas, aqui se refere ao Deus Criador. O salmista usa o pronome possessivo meu, pois,  ele conhecia a Deus por experiência própria.
b) O meu refúgio. Significa um esconderijo onde se tem proteção e segurança. Em muitos salmos, os compositores afirmaram que Deus é o nosso refúgio, como no Salmo 46, que diz: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”.
c. Fortaleza. Eram os quartéis generais, ou lugares de segurança máxima, que eram os últimos lugares a serem invadidos pelos inimigos. Em Deus nós estamos totalmente seguros, pois ninguém tem condições de invadir o esconderijo dos seus escolhidos. 
d) Em quem eu confio. Deus é absolutamente digno de confiança, porque Ele é Fiel e jamais falhará. Não há possibilidade de alguém ter relacionamento com Deus, sem que haja confiança ou fé nele. 

Nos versos 3 a 13, o salmista usa linguagem simbólica para falar da proteção de Deus em várias situações de perigo:
a) O laço do passarinheiro. Literalmente refere-se às armadilhas preparadas pelos caçadores para capturar passarinhos. Em sentido figurado se refere aos planos malignos do inimigo para nos tragar. O inimigo é ardiloso e prepara os seus laços para nos capturar e nos destruir, mas o nosso Deus conhece tudo e nos livra. 
b. A peste perniciosa, peste que anda na escuridão e mortandade que assola ao meio dia. Refere-se às doenças incuráveis. Conforme já estudamos na lição 6, o Senhor promete curar as nossas enfermidades. Mas, esta promessa só se cumprirá em sua plenitude, na glorificação do nosso corpo. 
c. Debaixo das suas asas estarás seguro. No verso 4, o salmista usa a simbologia de uma pássaro que abriga os seus filhotes debaixo das suas asas para aquecê-los e protegê-los da chuva e do sol. Em seguida, Ele faz a aplicação em relação à proteção de Deus e diz que a Sua Verdade é o nosso escudo e broquel, que é um escudo móvel que protegia dos ataques de espada. 
d. O terror noturno e seta que voe de dia. É uma referência aos medos e pavores que assustam a nossa alma. Quem está escondido em Deus não tem medo de assombração, gato preto, sexta-feira 13, feitiçaria e manifestações demoníacas. 
e. Seta que voe de dia. Refere-se aos perigos reais durante o dia, representados pelas flechas envenenadas lançadas pelos inimigos. 
f. Mil cairão ao teu lado e dez mil à tua direita. Deus promete proteção e livramento em meio a uma guerra com ataques de todos os lados. 
g. Verás a recompensa dos ímpios. Refere-se às ações de Deus contra os malfeitores. Quem está guardado em Deus não precisa se preocupar em agir com as próprias forças contra aqueles que nos perseguem. No tempo certo, Deus entrará com providência e dará a devida recompensa a todas as maldades praticadas. 
h. Proteção angelical. Nos versos 11 e 12 há a promessa de proteção dos anjos. Esta proteção, no entanto, não pode ser usada como desculpa para tentar a Deus, como o diabo sugeriu a Jesus. Os anjos são espíritos ministradores que cumprem ordens divinas em favor daqueles que servem a Deus. É importante saber que, mesmo trabalhando em nosso favor, os anjos não obedecem às nossas ordens. Portanto, não podemos jamais fazer orações aos anjos ou adorá-los. Lamentavelmente, em muitas igrejas há uma angelolatria e dão mais ênfase aos anjos que ao próprio Jesus. 
i. Proteção contra ataques de inimigos ferozes e mortais. O salmista usa a imagem do leão e da serpente, para falar da proteção de Deus contra os ataques do inimigo, que é a antiga serpente e brama como leão, buscando a quem possa tragar. Os versos finais concluem reafirmando que Deus protege aqueles que o amam. É também uma profecia messiânica e se refere ao Senhor Jesus.
 
3- A Onipotência de Deus. O Salmo 91 nos apresenta alguns títulos de Deus que dão sustentação às suas promessas de proteção, cura e livramento, contidas ao longo de todo o Salmo. O primeiro destes títulos é “Altíssimo”. A palavra hebraica traduzida por Altíssimo é Elyon, que significa alto, elevado e exaltado. Quando este adjetivo é usado para se referir a Deus, automaticamente vai para o superlativo e significa altíssimo, muito elevado, superior a todos. Isto fala da grandeza, soberania e majestade de Deus, que domina sobre tudo e todos. 

O segundo título de Deus que aparece é Shaddai, que significa Todo-Poderoso, ou Totalmente Suficiente. Foi com este nome que Deus se revelou a Abraão, Isaque e Jacó. Este título fala da Onipotência, que é um dos atributos incomunicáveis de Deus. Este atributo exclusivo de Deus indica que Ele tem todo poder e não existe nenhum poder superior ou a Ele. Deus pode fazer tudo o que lhe apraz, sem ter que dar satisfação a ninguém. Não há ninguém que possa enfrentá-lo ou livrar-se da sua mão. “Ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos. Operando Eu, quem impedirá?” (Is 43.13).

O terceiro título que aparece é o tetragrama que corresponde às letras YHWH (Em hebraico, Yod, Hê, Vav, Hê). O significado deste nome é ser, existir e vir a ser, ou seja, enfatiza a imutabilidade, eternidade e fidelidade de Deus. Este nome divino foi transliterado para Yahweh (Javé) ou Yehowah (Jeová). Este último surgiu a partir de 1518, quando foram incluídas as vogais do nome Adonai ao tetragrama. Em nossas Bíblias em português, no lugar deste nome aparece o nome SENHOR, com letras maiúsculas. Este Nome é considerado sagrado pelos Judeus e eles pararam de pronunciá-lo, por volta do ano 300 a.C. Para não correr o risco de tomar o nome de Deus em vão os judeus o substituíram pelo nome Adonai, que significa Meu Senhor. Por causa disso, perdeu-se a pronúncia e não se sabe ao certo qual seria a pronúncia correta.  

04 dezembro 2024

PROTEÇÃO ESPIRITUAL CONTRA O INIMIGO

(Comentário do 1° tópico da Lição 10: A promessa de proteção divina)

Ev. WELIANO PIRES

No primeiro tópico, falaremos da proteção espiritual contra o inimigo. Primeiro, falaremos da proteção divina contra o nosso maior inimigo que é o diabo. Na sequência, falaremos de outros inimigos espirituais do crente, descritos em Efésios 6, que são os principados, potestades, príncipes das trevas deste século e hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais. Por último, falaremos das armas espirituais do crente contra estes inimigos, que foram descritas em Efésios 6 pelo apóstolo Paulo. 


1- Proteção contra o maior inimigo. A Igreja do Senhor está no meio do campo de batalha neste mundo. O primeiro grande inimigo do cristão nesta batalha é o diabo e seus anjos. O diabo é o arquiinimigo de Deus e, portanto, ele odeia o povo de Deus. Além disso, ele é um inimigo perigosíssimo, pois é mentiroso e pai da mentira. O seu modo de agir é caracterizado pela falsidade, sutileza e toda sorte de engano. 


Muitas pessoas no mundo atual negam a existência do diabo. Para os secularistas e ateus,  o diabo é apenas uma fantasia ou mito criado por pessoas que não querem assumir as suas culpas pelos próprios erros e os atribuem ao diabo. Os filósofos e psicólogos, por sua vez,  dizem que a figura do diabo faz parte do subconsciente do ser humano e está relacionada aos impulsos e desejos egoístas de pessoas que querem fugir das próprias responsabilidades e criam uma figura mitológica, responsável pela origem de todos os males. 


Os judeus reconhecem que o diabo é uma pessoa, mas dizem que ele não é um ser autônomo, inimigo de Deus e do seu povo, mas é um agente de Deus, criado exatamente para exercer o papel de acusador diante de Deus. Os Calvinistas têm posição semelhante à dos judeus. Embora creiam que o diabo é um ser maligno, inimigo do povo de Deus e que é já está condenado, ensinam que o diabo está a serviço de Deus e só faz aquilo que Deus decretou.


Quando falamos de batalha espiritual, precisamos tomar cuidado para não cairmos no erro de pensar que há um dualismo entre Deus e o diabo, como se fossem duas forças equivalentes que disputam para ver quem vai vencer. Isso não tem nenhum fundamento bíblico, pois, Deus é soberano sobre o Universo e tem o domínio de tudo. O inimigo já está derrotado e não há possibilidade alguma dele vencer a batalha. Por outro lado, precisamos ter cuidado para não cair no erro dos neopentecostais que acham que basta "amarrar o diabo" ou fazer algumas declarações que ele foge. O diabo é astuto e muitas vezes se disfarça de anjo de luz (2Co 11.14). 


2- Os inimigos espirituais em Efésios. O diabo não é o único inimigo espiritual do cristão. Ele é o chefe das forças do mal e o seu reino é organizado. O apóstolo Paulo disse: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”. (Ef 6.12). Este texto nos deixa claro que o reino das trevas é organizado e possui hierarquia, sob o comando do diabo. Jesus disse que “todo reino dividido contra si mesmo será destruído” (Mt 12.25).  Por isso, o reino das trevas não briga entre si. Quem faz isso são os crentes carnais, que promovem divisão no meio da Igreja e disputam posições. 


Há algumas recomendações na Bíblia para vencer o inimigo e as suas hostes espirituais. A primeira delas é conhecer a sua forma de atuação, pois é um erro fatal entrar em uma guerra sem conhecer o inimigo e as suas estratégias de guerra. Um exército que possui um armamento superior, pode ser facilmente derrotado, se entrar em um campo desconhecido. É preciso conhecer a Palavra de Deus, para cair nos enganos do inimigo. 


A Bíblia nos recomenda a nos revestimos do Senhor e da força do seu poder (Ef 6.10). Nenhum cristão consegue vencer o inimigo com a própria inteligência, influência política, oratória, experiência, etc. Se não estiver revestido do poder do Espírito Santo, será facilmente derrotado pelo inimigo. É preciso também ser sóbrio e vigiar, como disse Pedro (1 Pe 5.8), pois o inimigo é astuto e anda em derredor, brama do como leão, buscando a quem possa tragar.  Tiago nos recomendou sujeitar-se a Deus e resistir ao diabo, pois assim ele fugirá (Tg 4.7). A Bíblia não nos manda fugir do diabo, mas enfrentá-lo. Se estivermos cheios de Deus, o inimigo fugirá. Devemos fugir do pecado e das obras da carne, não do diabo. 


3- As armas espirituais do crente. Se a nossa batalha é espiritual, as armas que devemos usar nesta batalha também são armas espirituais. Escrevendo aos Coríntios, o apóstolo Paulo disse que “as armas da nossa milícia não são carnais, mas são poderosas em Deus, para a destruição das fortalezas”. (2 Co 10.4). Paulo usou a simbologia da armadura do soldado romano, para descrever a armadura do cristão. O apóstolo recomendou que o cristão deve tomar “toda a armadura de Deus” e não apenas uma parte dela. A armadura de Deus é completa e tem as armas de defesa e ataque. As armas espirituais mencionadas por Paulo são: 

a) O cinto da verdade. O soldado romano usava um cinturão de couro que prendia a sua roupa ao corpo durante a luta, evitando que a sua espada caísse, ou que o seu corpo ficasse sem a proteção. Este cinto representa a verdade de Cristo e a integridade do caráter do cristão.

b) A couraça da justiça. Era uma vestimenta de couro que protegia os órgãos vitais do soldado durante o combate. Representa a Justiça de Cristo que nos é atribuída por Deus e também a vida santa que o Espírito Santo produz em nós.

c) O escudo da fé. O escudo era uma arma de defesa, feita de couro e madeira, com a qual, o soldado se protegia de flechas inflamadas, lançadas contra ele. Representa a confiança inabalável em Deus. Quem confia plenamente em Deus não se abate com as investidas do inimigo.  

d) Os pés calçados da preparação do Evangelho da paz. O soldado romano usava uma bota com cravas, para dar estabilidade e evitar que ele escorregasse. O Evangelho de Cristo, nos traz a paz com Deus, pois somos reconciliados com Ele mediante a fé em Cristo. Isto nos proporciona firmeza e impede que caiamos nos enganos do diabo. 

e) A espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. As lutas naqueles tempos eram travadas na espada cara a cara. O soldado precisa ter habilidade tanto para se defender com a espada, quanto para atacar. Qualquer vacilo, seria fatal. A espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, é uma arma indispensável ao Cristão, pois serve para se defender dos ataques do inimigo e também para atacar o pecado. Jesus usou a Palavra de Deus para vencer as investidas do inimigo no deserto (Mt 4.1-11). A Palavra de Deus é uma arma muito poderosa, mas é preciso saber manejá-la bem (12 Tm 2.15)


Por último, o apóstolo recomenda o cristão a “buscar a Deus com toda a oração e súplica no Espírito, em todo o tempo.” (Ef 6.18). Para vencer a batalha espiritual é indispensável o cristão manter-se em vigilância, oração e perseverança. Estas coisas precisam caminhar juntas, uma não exclui a necessidade das outras. Há crentes que oram muito, mas não vigiam e não perseveram em oração. Por isso, são vencidos. 


REFERÊNCIAS: 


RENOVATO, Elinaldo. As promessas de Deus: Confie e viva as bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. RIO DE JANEIRO : CPAD, 1ª Ed. 2024.  

ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2024, Ed. 99, p. 41. 

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RIO DE JANEIRO: CPAD, pp. 1655,56.

SOARES, Esequias; SOARES, Daniele. Batalha Espiritual: O Povo de Deus e a Guerra Contra as Potestades do Mal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp. 33,34. 

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta: O caminho da Salvação, santidade e perseverança para chegar ao Céu. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024.

Bíblia de Estudo Pentecostal. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2002, p.883.


03 dezembro 2024

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 10: A PROMESSA DA PROTEÇÃO DIVINA

Ev. WELIANO PIRES

Nesta lição, estudaremos sobre a promessa divina de proteção ao seu povo. Não nos referimos à proteção contra inimigos humanos, mas à proteção espiritual contra o diabo e seus demônios. O apóstolo Paulo escreveu que a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra as hostes espirituais da maldade, nas regiões celestiais.

Apesar do tema da lição ser promessa de proteção, o comentarista enfatizou bastante o tema da batalha espiritual. Muitos crentes na atualidade vivem apavorados com medo do diabo, de trabalhos de feitiçaria, de maldições e de qualquer coisa ligada ao ocultismo. Precisamos ter em mente que o Senhor nos deu poder sobre o inimigo e aquele que está em nós é maior que tudo. Em relação ao inimigo das nossas almas, precisamos evitar dois equívocos: subestimar as suas artimanhas e achar que ele está “amarrado”; ou superestimá-lo a ponto de achar que está medindo forças com Deus. 

No primeiro tópico, falaremos da proteção espiritual contra o inimigo. Primeiro, falaremos da proteção divina contra o nosso maior inimigo que é o diabo. Na sequência, falaremos de outros inimigos espirituais do crente, descritos em Efésios 6, que são os principados, potestades, príncipes das trevas deste século e hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais. Por último, falaremos das armas espirituais do crente contra estes inimigos, que foram descritas em Efésios 6 pelo apóstolo Paulo. 

No segundo tópico, falaremos da maravilhosa proteção de Deus. Com base no primeiro verso do Salmo 91, falaremos da proteção divina prometida a quem se relaciona com Deus. Em seguida, falaremos de Deus como o nosso refúgio e fortaleza, trazendo os significados de várias expressões que aparecem em sentido figurado, como “laço do passarinheiro”, “peste perniciosa”, espanto noturno e outras que aparecem no mesmo Salmo. Por último, falaremos da Onipotência de Deus, com base na palavra “Altíssimo” que aparece nos versos 1 e 7, deste Salmo. 

No terceiro tópico, falaremos de promessas e proteção. Inicialmente, falaremos da promessa de que os inimigos da Igreja serão derrotados, que se cumprirá integralmente no final de todas as coisas. Na sequência, falaremos da promessa de segurança e vitória para os que temem ao Senhor. Devemos fazer a nossa parte e cuidar da nossa segurança, mas sabendo que se o Senhor não nos proteger, não estaremos seguros. Por último, falaremos da abrangência da proteção divina. Esta promessa abrange a nossa vida e a nossa família, onde quer que estejamos. 


REFERÊNCIAS: 

RENOVATO, Elinaldo. As promessas de Deus: Confie e viva as bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. RIO DE JANEIRO : CPAD, 1ª Ed. 2024.  
ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2024, Ed. 99, p. 41. 
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RIO DE JANEIRO: CPAD, pp. 1655,56.
SOARES, Esequias; SOARES, Daniele. Batalha Espiritual: O Povo de Deus e a Guerra Contra as Potestades do Mal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp. 33,34. 
Bíblia de Estudo Pentecostal. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2002, p.883.

JESUS, O VERBO DE DEUS

(Comentário do 2º tópico da Lição 01: O Verbo que se tornou carne) Ev. WELIANO PIRES No segundo tópico, falaremos de Jesus como o Verbo de D...