15 dezembro 2025

O ESPÍRITO HUMANO E O ESPÍRITO DE DEUS


(Subsídio da Revista Ensinador Cristão/CPAD).

No estudo desta lição, veremos a ação do Espírito Santo na vida do crente. Quando o pecador aceita a fé, recebe o Espírito Santo que opera em sua consciência, convence-o do pecado e aponta a necessidade de perdão. Em seguida, na trajetória da vida cristã, o Espírito atua como um professor, ensinando e trazendo à memória todas as coisas que o convertido aprende com Cristo por meio das Escrituras Sagradas (Jo 14.26). O resultado desse processo é a maturidade espiritual e uma vida cristã profícua e frutífera na presença de Deus (Gl 5.22). Nesse sentido, a ação do Espírito de Deus no interior humano tem o poder de transformá-lo e moldá-lo conforme a vontade de Deus. Trata-se de um processo de santificação que é impossível de ser alcançado apenas pelo esforço humano. Sem a ação do Espírito não podemos ser santificados e trazidos a uma intimidade profunda com Deus (Rm 8.26,27).

Conforme explica Lawrence O. Richards em seu livro Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento (CPAD), sobre a santificação na verdade, ensinada por nosso Senhor Jesus (Jo 17.17): “Três conceitos teológicos críticos se encontram neste único versículo. ‘Verdade’, ‘Santificação’ e a ‘Palavra’ de Deus. ‘Santificar’ significa tornar santo, e/ou separar para uso sagrado. A ‘verdade’ é a realidade como Deus a entende e a revela por meio das Escrituras e do Filho. A ‘Palavra’ é o meio, escrito e encarnado, pelo qual Ele rompe o véu da confusão humana e revela a realidade como Ele — como Criador e Redentor — conhece. Quando colocarmos a nossa confiança na revelação de Deus e agirmos de acordo com ela, nós nos moveremos sob o campo da realidade, em que sentiremos a transformação e seremos úteis para o Senhor. [...] No AT, a santificação é uma questão de isolamento. No NT, a santificação é uma questão de transformação — uma obra dinâmica e purificadora do Espírito Santo dentro de nós que nos capacita a viver vidas santas enquanto desempenhamos nossos papéis numa sociedade que é basicamente corrupta e hostil a Deus”. (2007, pp.237,238).

Destarte, assim como os discípulos sentiram a necessidade de alguém que os continuasse a guiar com a partida do Mestre, nós também precisamos do Espírito Santo para nos ensinar, instruir e revelar o que agrada a Deus. A promessa do paracleto não ficou restrita aos discípulos do primeiro século. Ela também se estende até os nossos dias. O Espírito continua a cumprir a incumbência de capacitar a sua igreja, seja por meio da inspiração das Sagradas Escrituras ou por intermédio dos dons espirituais, a cumprir os propósitos de Deus para alcançar esta geração (Mt 28.20).

FONTE: Revista Ensinador Cristão. RIO DE JANEIRO; CPAD, 2025, Ed. 103, p.42. 

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