TEXTO ÁUREO:
“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Rm 8.16).
VERDADE PRÁTICA:
Além do seu testemunho em nosso espírito, o Espírito Santo age no íntimo de nosso ser intercedendo, edificando e produzindo o seu fruto.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Romanos 8.14-16; 1 Coríntios 14.14; Gálatas 5.22,23
Neste trimestre, estudamos três lições relacionadas ao espírito humano. Na Lição 10, refletimos sobre o espírito como o âmago, ou a parte mais profunda do ser humano, conforme a Escritura afirma que é no interior do homem que Deus opera (Pv 20.27).
Na Lição 11, analisamos a relação entre o espírito e as disciplinas da vida cristã, destacando a necessidade do exercício espiritual para uma vida piedosa (1Tm 4.7,8).
Esta é a última lição desta série e nela abordaremos a relação entre o Espírito de Deus e o espírito humano. À luz das Escrituras, veremos a multiforme obra do Espírito Santo na vida do crente, desde a conversão, quando somos regenerados pelo Espírito (Jo 3.5–6), passando pelo processo contínuo de santificação (2Ts 2.13), até a capacitação espiritual para vivermos uma vida cristã autêntica, frutífera e agradável a Deus (Gl 5.16,22).
PALAVRA-CHAVE: COMUNHÃO
A palavra comunhão deriva do termo latino communio, formado por com (junto) e munus (dever, serviço, encargo, dom). O termo expressa a ideia de algo comum, partilhado e vivido em conjunto, indicando compromisso e participação mútua.
No Novo Testamento, a palavra traduzida por comunhão é o termo grego κοινωνία (koinonía), cujo significado envolve fraternidade, comunhão, participação e relacionamento. Biblicamente, koinonía não se limita a um sentimento de amizade, mas descreve uma relação espiritual viva, produzida pela ação do Espírito Santo na vida do crente.
As Escrituras apresentam a comunhão em três aspectos fundamentais:
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A comunhão entre os crentes, evidenciada pela perseverança na doutrina, no partir do pão e nas orações, bem como na partilha dos bens com os necessitados (At 2.42–45);
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A comunhão do crente com Deus e com Cristo, resultado do chamado divino e da obra redentora realizada em Cristo Jesus (1Co 1.9);
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A comunhão na Ceia do Senhor, na qual o crente participa espiritualmente do corpo e do sangue de Cristo, reafirmando sua união com Ele e com o Corpo (1Co 10.16).
No contexto desta lição, a comunhão refere-se especialmente ao relacionamento profundo e contínuo entre o espírito do crente e o Espírito Santo, conforme ensina o apóstolo Paulo: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).
TÓPICOS DA LIÇÃO
I. A OBRA INICIAL DO ESPÍRITO
Neste primeiro tópico, estudaremos a obra inicial do Espírito Santo na vida do crente. Veremos que é o Espírito quem desperta a consciência espiritual e gera a fé salvadora no coração humano (Jo 16.8; Ef 2.8).
Em seguida, abordaremos a pedagogia do Espírito Santo, conforme a promessa de Jesus de que o Consolador nos ensinaria todas as coisas e nos faria lembrar de tudo quanto Ele disse (Jo 14.26).
Na sequência, veremos que o Espírito Santo promove a renovação da mente, conduzindo o crente a uma transformação progressiva, conforme Romanos 12.2.
Por fim, trataremos da voz e da luz do Espírito Santo, que ilumina o entendimento do crente para compreender as Escrituras e dirige o coração na vontade de Deus (1Co 2.10–12; Sl 119.105).
II. TESTEMUNHO, INTERCESSÃO E EDIFICAÇÃO
No segundo tópico, analisaremos a atuação contínua do Espírito Santo no interior do crente. Inicialmente, veremos o testemunho do Espírito ao nosso espírito, confirmando nossa filiação divina, conforme Romanos 8.16.
Em seguida, estudaremos a intercessão do Espírito Santo, que intercede por nós com gemidos inexprimíveis, segundo a vontade de Deus, fortalecendo-nos em nossas fraquezas (Rm 8.26,27).
Embora a edificação seja mencionada no título deste tópico, o comentarista a desenvolverá de forma mais específica no tópico seguinte.
III. EDIFICAÇÃO E FRUTO DO ESPÍRITO
No terceiro e último tópico, estudaremos a edificação do espírito e o Fruto do Espírito Santo. Inicialmente, veremos que o falar em línguas contribui para a edificação pessoal, conforme o ensino do apóstolo Paulo: “O que fala em língua estranha edifica-se a si mesmo” (1Co 14.4,14).
Por fim, abordaremos as virtudes do Fruto do Espírito, descritas em Gálatas 5.22, que representam o caráter de Cristo sendo formado no crente e constituem o ponto culminante de uma vida conduzida pelo Espírito Santo.
Ev. WELIANO PIRES
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