SUBSÍDIO DA REVISTA ENSINADOR CRISTÃO / CPAD
A Igreja de Cristo é um organismo vivo com propósito espiritual neste mundo, mas que requer organização. Há grupos que argumentam que a igreja não deve se institucionalizar, pois isso retira dela sua identidade espiritual. Entretanto, essa é uma afirmação equivocada. Jesus ensinou Seus discípulos acerca da necessidade de organização para pregação do Evangelho. Foi assim quando os enviou de dois em dois ou mesmo quando ordenou que a multidão se assentasse sobre a relva antes de operar a multiplicação de pães e peixes (Mt 10; 14.13-21). Com o surgimento da igreja, não fazia sentido que os discípulos pregassem o Evangelho sem organização. Naquele contexto, os irmãos se reuniam nas casas e em cada lugar havia líderes responsáveis pela instrução da Palavra de Deus às congregações.
A formalidade institucional sempre existiu, mesmo que de forma menos robusta como é notório atualmente. Stanley M. Horton, na obra Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal (CPAD), discorre sobre os três tipos de governo eclesiásticos: “A forma episcopal de governo eclesiástico é normalmente considerada a mais antiga. O próprio título é derivado da palavra grega episkopos, que significa ‘supervisor’. A tradução mais frequente desse termo é ‘bispo’ ou ‘superintendente’. Os que apoiam essa forma de constituição eclesiástica acreditam que Cristo, como Cabeça da Igreja, tenha confiado o controle de sua Igreja na terra a uma ordem de oficiais chamados bispos, que seriam sucessores dos apóstolos. [...] A forma presbiteriana de constituição eclesiástica deriva seu nome do cargo e funções bíblicos do presbuteros (‘presbítero’ ou ‘ancião’). Este sistema de governo tem um controle menos centralizado que o modelo episcopal: confia na liderança de representação. [...] A terceira forma de governo eclesiástico é o sistema congregacional. Conforme sugere o nome, seu enfoque de autoridade recai sobre o corpo local de crentes. Entre os três tipos principais de constituição eclesiástica, é o sistema congregacional que mais controle coloca nas mãos dos leigos e mais se aproxima da pura democracia” (1996, pp.558-560).
Deus é organizado e estabeleceu a disciplina, a prudência e a organização desde o princípio da Sua criação. Foi assim no Jardim do Éden (Gn 1 — 2), na saída dos hebreus do Egito (Êx 14), na peregrinação e entrada dos hebreus na Terra Santa (Dt 31), bem como na organização do Reino de Israel (1Sm 8). Logo, era apropriado que na organização da Igreja Primitiva esses mesmos princípios fossem aplicados. Importa que a igreja atual preserve o mesmo compromisso com a organização para a realização de um trabalho com excelência.
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