28 março 2021

RESUMO DO 2º TRIMESTRE DE 2021

Imagem: CPAD


Graças a Deus, chegamos ao final do primeiro trimestre de 2021, em nossa Escola Bíblica Dominical. Estudamos sobre O Verdadeiro Pentecostalismo - A Atualidade da Doutrina Bíblica sobre a Atuação do Espírito Santo. Estudamos uma matéria da teologia chamada pneumatologia, que é o estudo da pessoa e obra do Espírito Santo. 

Logo na primeira lição, falamos sobre a personalidade, divindade, atributos e obra do Espírito Santo. Depois, estudamos sobre a atualidade das operações do Espírito Santo, da mesma forma que aconteceu no dia de Pentecostes e na Igreja Primitiva. Estudamos sobre os dons do Espírito Santo, o Fruto do Espírito, a cura divina, a liberdade e reverência no culto pentecostal, a evangelização e discipulado e, por último, falamos a respeito da “Bendita Esperança” da Igreja, que é a Vinda de Jesus para nos buscar. 

Iniciamos agora, um novo trimestre de estudos, com o tema: Dons Espirituais e Ministeriais — Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. O Comentarista deste trimestre é o renomado pastor e escritor Elinaldo Renovato de Lima, autor de diversos livros publicados pela CPAD, comentarista de Lições Bíblicas, pastor presidente da Assembleia de Deus em Parnamirim - RN e professor universitário.

A revista deste trimestre é a repetição da revista do 2º trimestre de 2014. O tema estudado será um aprofundamento do assunto do primeiro trimestre, pois, estudamos apenas de forma genérica sobre os dons do Espírito Santo. Agora, estudaremos dois dos três grupos de dons descritos no Novo Testamento: Os dons espirituais (1 Co 12.4-7), os dons ministeriais (Ef 4.11) e os dons de serviço (Rm 12.3-8). Estudaremos apenas os dons espirituais e ministeriais.

Na primeira lição, teremos uma introdução ao assunto do trimestre, com o tema: “E deu dons aos homens”. A lição traz os conceitos da palavra dom, no Antigo e no Novo Testamento; uma conscientização de que os dons espirituais são atuais e bíblicos; uma breve análise sobre os dons de serviço, espirituais e ministeriais; e os problemas da igreja de Corinto na administração dos dons espirituais. 

Em seguida, na lição 2, estudaremos o verdadeiro propósito dos dons espirituais, que não são para elitizar o crente. Os dons devem ser utilizados para edificar a si mesmo e aos outros. O verdadeiro propósito dos dons é a edificação do Corpo de Cristo.

Para melhor estudar o assunto, os dons espirituais foram divididos em três categorias: dons de revelação, de elocução e de poder. 

Na lição 03, estudaremos os dons de revelação: palavra de sabedoria, palavra do conhecimento e discernimento de espíritos. Esta categoria de dons revela o conhecimento e a sabedoria de Deus. 

Continuando o estudo dos dons espirituais, na Lição 04 veremos os dons de poder, que são: o dom da fé, dons de curar e dons de operação de maravilhas. Estes três dons revelam o poder de Deus e corroboram com a pregação do Evangelho. 

O tema seguinte, na Lição 05, são os dons de elocução: dom de profecia, de variedades de línguas e de interpretação das línguas. Este três dons tem como propósito edificar, exortar e consolar a Igreja de Cristo (1Co 14.3). 

Na lição 06, iniciaremos o estudo dos dons ministeriais, descritos em Efésios 4.11: Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres ou doutores. Começaremos falando sobre o Ministério de apóstolo. Nesta lição analisaremos biblicamente o colégio apostólico; veremos os detalhes do ministério apostólico de Paulo; e a respeito da existência de apóstolos na atualidade. 

Em seguida, na lição 07, veremos o ministério de profeta. Nesta lição veremos a função do profeta no Antigo Testamento; o ofício do profeta no Novo Testamento; e algumas características, que diferenciam o verdadeiro do falso profeta.

Na lição 08, estudaremos o ministério de evangelista. Esta lição destaca o envio dos setenta discípulos por Jesus, para uma missão evangelística; a grande comissão dada por Jesus à sua Igreja, após a ressurreição em Mateus 28.18-20; e as características do dom ministerial de evangelista. 

Continuando o estudo dos dons ministeriais, na lição 09 estudaremos sobre o ministério de pastor. Nesta lição são expostas as características de Jesus como o sumo pastor; as características de um verdadeiro pastor; e os detalhes da missão polivalente do ministério pastoral.

Na Lição 10, o nosso tema será o ministério de mestre ou doutor. Veremos que Jesus é o nosso mestre por excelência: Jesus ordenou à igreja do primeiro século que ensinasse a Palavra de Deus e ela o fez com persistência; a importância do dom ministerial de mestre para a Igreja local, principalmente no discipulado.  

Na lição 11 veremos o ministério de presbítero, bispo ou ancião. Estudaremos sobre a escolha dos presbíteros; o significado do termo presbítero; a importância e os deveres do presbitério. 

Na Lição 12, trataremos de outro do Diaconato. A lição fala do estilo de vida de Jesus, como um autêntico diácono, que é aquele que se dispõe a servir ao próximo por amor; sobre a instituição do ministério do diácono no capítulo 6 do Livro de Atos dos Apóstolos; e sobre as qualificações e funções dos diáconos, na Igreja Primitiva e nos dias atuais.

Por último, na lição 13, estudaremos sobre a multiforme Sabedoria de Deus. A lição faz uma conclusão do tema estudado no trimestre, falando sobre o caráter diverso dos dons espirituais e ministeriais; as qualidades dos bons despenseiros dos mistérios divinos; e a relação dos dons espirituais com o fruto do Espírito.

Bons estudos! 

Pb. Weliano Pires

Assembleia de Deus

Ministério do Belém

São Carlos-SP

Revista Adulto – 2° TRIMESTRE 2021



Título: Dons Espirituais e Ministeriais — Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

Lição 01 – E deu dons aos homens
Lição 02 – O propósito dos Dons Espirituais
Lição 03 – Dons de Revelação
Lição 04 – Dons de Poder
Lição 05 – Dons de Elocução
Lição 06 – O Ministério de Apóstolo
Lição 07 – O Ministério de Profeta
Lição 08 – O Ministério de Evangelista
Lição 09– O Ministério de Pastor
Lição 10 – O Ministério de Mestre ou Doutor
Lição 11 – O Presbítero, Bispo ou Ancião
Lição 12 – O Diaconato
Lição 13 – A multiforme Sabedoria de Deus.

Fonte: CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus)

24 março 2021

VIVENDO COM FIDELIDADE




Quando falamos de fidelidade, o que nos vem à mente é o relacionamento entre um casal, onde há exclusividade de um para com o outro e não há traição. A fidelidade é um dos atributos morais de Deus. Deus é o maior exemplo de fidelidade e Ele espera  que o crente em Jesus também seja fiel. Viver a vida com fidelidade é adotar um estilo de vida, de forma a estar pronto para a vinda do Senhor. 


1. Definição. Na Bíblia, as palavras fidelidade, verdade e lealdade pertencem ao mesmo campo semântico. A palavra grega “pistis” é traduzida em alguns textos por fé e em outros por fidelidade ou lealdade. No Antigo Testamento a palavra hebraica para fidelidade é ‘emunah’, ou ‘munah’ de forma abreviada  que significa “certeza”, “confiabilidade” ou “fidelidade”. Esta palavra é usada em Hc 2.4 e traduzida na maioria das versões bíblicas em português por “fé”. “...O justo viverá pela sua fé”. A Nova Versão Internacional, no entanto, esta palavra por fidelidade. Ser fiel é honrar os compromissos assumidos, custe o que custar. Em Deuteronômio 32.4, é usada a mesma palavra para se referir à fidelidade de Deus. “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto.” 


Jesus falou várias vezes sobre crer nEle. Mas, em todas as ocasiões, Ele não se referia apenas a acreditar nEle e sim, ser fiel incondicionalmente. Fidelidade é a crença comprovada pelas obras, como defende Tiago. “A fé sem obras é morta''. (Tg 2.20).


2. A fidelidade de Deus. A fidelidade é um dos atributos comunicáveis de Deus. (Dt 7.9; Hb 10.23). Deus  é fiel em seu caráter (Sl 33.4) em Sua Palavra (Jr 1.12; Mt 24.35) e em seus atos. Deus é fiel a si mesmo e a sua fidelidade independe da fidelidade humana (2 Tm 2.13). Deus cumpre integralmente aquilo que Ele promete. Nenhuma das suas palavras jamais cairá por terra. Os salmistas, em vários salmos, louvaram a Deus por sua fidelidade. (Sl 34.4; 100.5; 119.90). Deus é o Deus da Verdade e não pode mentir, trair ou falhar, pois, Ele é fiel aos seus princípios e digno de toda confiança. Quem confia em Deus jamais se decepcionará. “Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido.” (Rm 10.11).


3. A fidelidade como virtude cristã. A fidelidade também é uma das virtudes do fruto do Espírito em Gl 5.22. Algumas versões da Bíblia traduzem a palavra grega "pistis" neste texto por “fé”. Mas, pelo contexto, fidelidade é a melhor tradução, pois está associada às palavras bondade e benignidade. Muitas pessoas se enganam achando que ser salvo pela fé é muito pouco e querem acrescentar obras e sacrifícios para ‘merecerem’ a salvação. Outros acham que simplesmente acreditar em Jesus é suficiente para ser salvo. Mas, ter fé em Cristo não significa apenas acreditar que Ele existe, pois, os demônios também o fazem. (Tg 2.19). Crer em Cristo significa ser fiel a Ele, até mesmo com o sacrifício da própria vida. “Porque para mim, o viver é Cristo e o morrer é ganho”. (Fp 1.21).


4. Tempos e estações. Israel era dominado pelos romanos, quando Jesus viveu nesta terra. Quando Ele ressuscitou, falou para os seus discípulos que iria para o Céu, mas, em breve voltaria para buscá-los. Os discípulos imaginavam que Ele seria um líder político, que libertaria o seu povo do domínio dos romanos e perguntaram se Jesus restauraria nesse tempo o reino a Israel. (At. 1.6). Jesus respondeu que não lhes competia saber os ‘tempos’ e ‘estações’ que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder (At 1.7). 


Tempos e estações no grego são, respectivamente, chronos e kairós. Chronos significa a extensão do tempo e Kairós significa a qualidade do tempo ou oportunidades. Jesus estava falando que haveria um espaço de tempo (chronos) entre o início da Igreja e Sua segunda vinda e haveria ocasiões (kairós) com sinais que aconteceriam durante o estabelecimento do Reino de Deus. Paulo também usa as mesmas expressões em 1 Ts 5.1, para responder às perguntas sobre os últimos acontecimentos: “Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva”. Jesus deixa claro que tanto o chronos (tempo decorrido) quanto o kairós (ocasiões e acontecimentos) pertencem única e exclusivamente a Deus. 



Pb. Weliano Pires

Assembléia de Deus

Ministério do Belém

São Carlos - SP


REFERÊNCIAS:

LIÇÕES BÍBLICAS. Rio de Janeiro: CPAD. 1° Trimestre de 2021.

ENSINADOR CRISTÃO. Rio de Janeiro: CPAD. 1° Trimestre de 2021.

BÍBLIA DE ESTUDO PALAVRA CHAVE. 4 Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.





23 março 2021

A NECESSIDADE DE VIGILÂNCIA

 

Foto: Estilo Adoração

Precisamos estar vigilantes quanto a vinda do Senhor, porque não sabemos o dia, nem a hora em que Ele há de vir. Devemos também nos prevenir contra os falsos alarmes.

1. Exortação à vigilância

Vigiar significa ficar atento aos possíveis ataques, para não ser apanhado de surpresa. A vigilância consiste em estar acordado e alerta para todos os lados, fechando as brechas e vulnerabilidades, para evitar o elemento surpresa. Um ladrão que pretende furtar alguma coisa, age sempre nos descuidos e falhas da vigilância. 

Jesus comparou o momento da sua vinda com o ataque repentino de um ladrão a uma residência, durante a noite. (Mt. 24.42,43)

a. O crente deve vigiar com as suas fraquezas. Cada um de nós tem os seus pontos fracos e seremos tentados nessas áreas. Portanto, devemos vigiar para não cairmos. 

b. O crente não deve menosprezar o inimigo. Muitos crentes erram ao subestimar a astúcia do inimigo, dizendo que ele está amarrado. Mas, isso é um equívoco. O inimigo é mais esperto do que muita gente pensa. Ele também é ousado e chegou ao ponto de exigir que Jesus o adorasse. 

c. O crente não deve se auto superestimar. O outro extremo é dar ao diabo um poder que ele não tem. O inimigo é astuto e perigoso. Mas, ele não é soberano, nem onipotente. Ele só pode agir até onde Deus permitir. Há crentes que vivem apavorados com medo do diabo  e vêem demônios para todos os lados. Não podemos viver assim. Maior é o que está conosco. 

2. Os alarmes falsos.

Ao longo da história da Igreja, várias pessoas marcaram a data da volta de Cristo, mas, como era de se esperar, todas elas erraram. Guilherme Miller, fundador do Movimento adventista, marcou a volta de Jesus para 22 de outubro de 1844. O nome aventista vem de “advento”, pois este grupo aguardava o advento ou a vinda de Jesus. O dia marcado chegou e nada aconteceu. 

Charles Taze Russell, fundador do movimento Estudantes da Bíblia, que depois veio a se tornar Testemunhas de Jeová, marcou o retorno de Cristo para 1914. Também não aconteceu nada na data marcada. Os seus sucessores na organização remarcaram a data para 1925, 1975, 1984 e 2000. Mas, todos erraram. 

Recentemente, outros grupos marcaram a data para 2018, contando uma geração de setenta anos, após o ressurgimento de Israel como nação, que aconteceu em 1948. A “apóstola” Neuza Itioka, do Ministério Ágape assim escreveu: “De acordo com alguns estudiosos e profetas e incluindo o rabino Ben Samuel que  profetizou, que provavelmente, em 2017 ou 2018, o Messias Jesus estaria inaugurando o seu reinado do milênio.  Sim, de acordo com os acontecimentos, a figueira que representa Israel floresceu em 1947 e o Senhor disse que, a geração que assistiu o florescimento não passaria, até que todas estas coisas acontecessem. Uma geração dura 70 anos.  De 1947 mais 70 anos corresponde a 2017. (Lc. 21; 29-33). Aparentemente, o Messias está para voltar, logo e logo. Você e eu poderemos estar no meio desta igreja que sobe ou fica”. O ano de 2018 passou e nada aconteceu. 

Há ainda em nossos dias, muitos que afirmam que "esta é a geração do arrebatamento". Isto significa dizer que Jesus voltará nos próximos 100 anos, pois, certamente daqui a 100 anos nenhum de nós estaremos aqui. Se por um lado sabemos que a volta do Senhor está próxima, por causa dos sinais que estão acontecendo, não podemos jamais marcar o tempo da sua vinda, seja o dia, o ano ou o século, pois, nem Jesus marcou o tempo da sua vinda e disse que não nos compete saber "o tempo e as estações, que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. 

Todos esses ‘profetas’, videntes e grupos falharam e outros que marcarem a volta do Senhor também irão falhar. É um erro tentar adivinhar os tempos e as estações (At 1.7), a respeito dos acontecimentos futuros, pois só Deus sabe o dia e hora (Mt 24.36; Mc 13.32). Quando estudamos escatologia, que é a doutrina das últimas coisas, é apenas para estarmos preparados e não para sabermos o tempo em que as coisas acontecerão. 


Pb. Weliano Pires
Assembléia de Deus
Ministério do Belém
São Carlos - SP


22 março 2021

BREVE O SENHOR VIRÁ

A vinda de Jesus é certa e está próxima. Ele prometeu que virá (Jo 14.1-3; Ap 3.10) os anjos (At 1.11) e os apóstolos (1 Ts 4.16,17; 2 Pe 3) também reafirmaram a promessa da sua vinda. Logo, a vinda do Senhor não é uma probabilidade, é uma certeza que temos, pois, fiel é o que prometeu. A vinda de Jesus traz esperança ao crente fiel e ao mesmo tempo, pavor aos que não estão firmes com Ele.

1. A vinda de Cristo. A vinda de Cristo é tão certa quanto os dias e estações do ano, porque o nosso Senhor prometeu em Sua Palavra que voltará. Há abundância de textos bíblicos falando sobre a vinda de Jesus, tanto no Novo, quanto no Antigo Testamento. Entretanto, no Novo Testamento está mais claro, pois, no Antigo Testamento havia mais profecias a respeito da primeira vinda do Messias. (Zc 14.4; Jo 14.1-3; 1 Ts 4.16-18; 2 Pe 3; Ap 3.10; 22.20). 

No Cristianismo, há divergências quanto à forma que Ele virá. Mas, todos concordam que Ele virá. Um Igreja Cristã genuína crê e espera pela volta do Senhor. Entretanto, no meio evangélico há pensamentos diferentes sobre o retorno de Cristo.

Alguns crêem que Ele arrebatará a Igreja ao Céu, onde acontecerá o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro. Depois de sete anos, se manifestará em glória, junto com a Igreja, para estabelecer o seu reino milenial. Nesse grupo está a Assembléia de Deus. Mesmo nesse grupo há diferentes pontos de vista, em relação à tribulação. Há os pré-tribulacionistas, que crêem que Jesus virá antes da tribulação; os midi-tribulacionistas, que acreditam que Ele virá no meio da tribulação e os pós-tribulacionistas, que crêem que Cristo virá após a tribulação. Há também os que crêem que não haverá arrebatamento, mas, haverá somente a manifestação de Jesus em glória. Todos estes, no entanto, acreditam na vinda de Jesus para buscar a sua Igreja.

2. Uma promessa de Jesus. Jesus prometeu em vários textos que voltará. (Mt 24.30; Jo 14.1-3; Ap 3.10;). No seu Sermão Profético, o Senhor alertou os seus discípulos sobre a vigilância e necessidade de estarem preparados para a sua vinda. No Apocalipse também, em várias ocasiões, o Senhor deixou claro para o apóstolo João, que há de vir buscar o seu povo. Isso nos dá certeza em relação à sua vinda, pois, sabemos que Ele é fiel e cumpre a sua Palavra (Mt 24.35).

Quando Jesus subiu ao Céu, os discípulos ficaram olhando para as alturas. Dois anjos apareceram e perguntaram-lhes por que estavam olhando para o Céu. Em seguida, prometeram que da mesma forma que Jesus subiu ao Céu, também virá outra vez. (At 1.11). Os Apóstolos também, inspirados pelo Espírito Santo, falaram em vários textos, sobre a Vinda de Jesus. Paulo (1 Ts 4.17; 1 Co 15.51,52) Pedro (2 Pe 3); Tiago (Tg 5.8). 

3. O dia se aproxima. Quando Jesus viveu aqui neste mundo, Ele disse várias vezes que iria para o Céu, mas, que em breve voltaria para buscar o seu povo. (Ap 3.10; Ap 22.20). Jesus também falou durante o seu ministério terreno, sobre vários sinais que antecederiam a sua vinda ou que demonstraram que ela se aproxima. 

Eis alguns sinais descritos na Bíblia, que antecedem a Vinda de Jesus:

  • A efusão do Espírito prometida para os últimos dias, que começou no Pentecostes e reascendeu no Movimento Pentecostal, no início do Século XX. (Jl 2.28-32; At 2.16-21).

  • O surgimento de falsos profetas, falsos mestres e falsos Cristos (Mt 24.5,11; 2 Pe 2). 

  • A multiplicação da iniquidade e esfriamento do amor (Mt 24.12)

  • Guerras, rumores de guerra e terremotos; (Mt 24.6) 

  • Fomes e doenças incuráveis (Mt 24.7)

  • O renascimento do Estado de Israel (Lc 21.29-31). 


Pb. Weliano Pires

Assembléia de Deus

Ministério do Belém

São Carlos - SP


INTRODUÇÃO À LIÇÃO 13



TEXTO ÁUREO:

“Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.”  (Tt 2.13)

VERDADE PRÁTICA: 

“A nossa esperança é algo vívido e real, não se baseia em utopia e nem em imaginação humana, mas em fatos revelados na Palavra de Deus e confirmados pela História.”

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Atos 1.6-11

6 - Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?

7 - E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.

8 - Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

9 - E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

10 - E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco,

11 - os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

HINOS SUGERIDOS: 451, 469, 514 da Harpa Cristã

PONTO CENTRAL: 

A esperança da Igreja é vívida e real.


REVISÃO DA LIÇÃO PASSADA

Tema – A Urgência do Discipulado

Falamos na lição passada sobre os conceitos de discípulo e discipular; Mostramos o tripé do discipulado: Palavra comunhão serviço; e falamos do discipulado como uma ferramenta indispensável para o crescimento espiritual e numérico da Igreja. 

Concluímos dizendo que o discipulado é um mandamento bíblico e que o novo crente deve ser ensinado, com muito amor e cuidado, para desenvolver a sua nova identidade. 


INTRODUÇÃO À LIÇÃO 13

Tema: Voltados os olhos para a Bendita Esperança

O resumo da mensagem pregada pelos pioneiros da Assembleia de Deus no Brasil era: Jesus Cristo salva, Jesus Cristo cura, Jesus Cristo batiza no Espírito Santo e em breve voltará. Durante este 1° trimestre de 2021, falamos a respeito do verdadeiro pentecostalismo, a atualidade da Doutrina Bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Iniciamos o trimestre falando sobre a pessoa do Espírito Santo, enfatizando a sua personalidade e divindade. Depois falamos sobre a atuação do Espírito na obra da redenção da humanidade. Prosseguimos falando sobre a atualidades das diversas operações do Espírito Santo como o Batismo do Espírito Santo, os dons espirituais, o Fruto do Espírito Santo, a santificação, a liberdade e reverência no culto a Deus, a cura divina, o compromisso com a Palavra de Deus, a evangelização e o discipulado. 

Nesta última lição, trataremos do último item da mensagem pregada pelos pioneiros: Jesus Cristo em breve voltará. O apóstolo Paulo chama este evento de "Bendita Esperança". Conforme descrito em nossa verdade prática, esta esperança não é algo utópico, mas, real e vívido, revelado na Palavra de Deus, cujos sinais previstos podem ser claramente notados na história.

No primeiro tópico da lição falaremos a respeito da certeza e brevidade da vinda do Senhor. Todos os cristãos verdadeiros são unânimes em afirmar que Jesus em breve voltará. Há divergências quanto à forma em que Ele virá, mas, não resta dúvidas sobre o acontecimento, pois, Ele prometeu que virá (Jo 14.1-3; Ap 3.10) os anjos (At 1.11) e os apóstolos (1 Ts 4.16,17; 2 Pe 3) também reafirmaram a promessa da sua vinda. 

No segundo tópico, falaremos a respeito da necessidade de estarmos vigilantes, ante a proximidade da vinda de Senhor. O Senhor nos alertou, com várias parábolas, a estarmos sempre alertas e vigilantes, pois, não sabemos o dia nem a hora em que Ele virá. Entretanto, nessa vigilância devemos tomar cuidado com falsos alarmes daqueles que insistem em marcar a data da volta de Jesus. Ao longo da história da Igreja, várias pessoas marcaram a data da volta de Cristo, mas, como era de se esperar, todas elas erraram. Se por um lado sabemos que a volta do Senhor está próxima, por causa dos sinais que estão acontecendo, não podemos jamais marcar o tempo da sua vinda, seja o dia, o ano ou o século, pois, nem Jesus marcou o tempo da sua vinda e disse que não nos compete saber "o tempo e as estações, que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. 

No terceiro e último tópico, destacaremos a necessidade de aguardarmos a vinda do Senhor com fidelidade. Explicaremos neste tópico a definição bíblica do termo fidelidade. Mostraremos a fidelidade como um atributo comunicável de Deus. A fidelidade é também uma virtude do cristão verdadeiro, que reflete o caráter de Cristo. Por último, falaremos sobre as expressões "tempos e estações'', mencionadas por Jesus em Atos 1.7, respectivamente, "chronos" e "kairós" em grego, em resposta à pergunta dos discípulos, sobre quando iria acontecer a restauração do reino a Israel, que vivia sob o domínio romano. Eles esperavam que Jesus fosse um líder político como Davi, que iria guerrear contra os romanos e conquistar a independência do seu povo. Mas, Jesus já havia dito a eles que o seu reino não é deste mundo. Agora o Senhor lhes assegura que os tempos e as estações são prerrogativas do Pai. 


Pb. Weliano Pires

Assembléia de Deus

Ministério do Belém

São Carlos - SP.



A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI

(Comentário do 1⁰ tópico da Lição 4: A Paternidade Divina)   Neste primeiro tópico, trataremos da revelação da paternidade de Deus, o Pai. I...