23 setembro 2022

COMPROMETIDOS COM UMA VIDA CHEIA DO ESPÍRITO


(Comentário do 3º tópico da Lição 13: Resistindo as sutilezas de satanás) 

A terceira forma do crente se precaver contra as sutilezas do adversário é ter uma vida cheia do Espírito Santo, ser conduzido e dirigido por Ele. Existem ataques do inimigo que são tão sutis e imperceptíveis, que somente com o discernimento de espíritos é possível detectá-los. O Espírito Santo ensina, revela, intercede, santifica, alegra, fortalece e capacita o crente para fazer obra do Senhor. Jesus sabia que a presença do Espírito Santo é indispensável na vida dos seus discípulos. Por isso, antes de subir ao Céu, Ele disse que não os deixaria órfãos, mas mandaria “outro" [Gr. allos, outro da mesma espécie] "consolador” [Gr. parakletos, alguém que está ao lado de outrem e o representa em um tribunal], para ficar para sempre com eles (Jo 14.16). Falou também que eles não se ausentassem de Jerusalém, até que fossem revestidos de poder (Lc 24.49). 


1- O Espírito Santo no plano da redenção. No primeiro trimestre de 2021, estudamos sobre o verdadeiro pentecostalismo. Na lição 2 daquele trimestre vimos a atuação do Espírito Santo na obra da redenção. Na eternidade passada, antes da fundação do mundo, Deus sabia que o ser humano iria pecar e, portanto, elaborou o plano de salvação. O plano redentor de Deus é perfeito e foi elaborado pelo Pai, Filho e Espírito Santo. Neste plano estava contida a vinda do Messias para pagar o preço da redenção. A sua vinda foi anunciada pelos profetas por todo o Antigo Testamento e incluía também o envio do Espírito Santo (Is 32.15; 42.1,2; Is 61.1).


O Espírito Santo, portanto, participou ativamente da obra da redenção, desde o seu planejamento. Entretanto, a obra do Espírito Santo na redenção não se limita  ao planejamento do Plano redentor e ao anúncio da vinda do Salvador. O Espírito Santo atua também no mundo para persuadir ou convencer os pecadores da sua situação de perdidos e da necessidade de um Salvador, que é Jesus Cristo. De forma poderosa, o Espírito Santo atua no coração do homem, para que ele compreenda a mensagem do Evangelho. Por isso, não podemos substituir a ação do Espírito Santo na Igreja, por técnicas humanas. Sem a ação do Espírito Santo, ninguém jamais se converteria. 


2- A vida cheia do Espírito. É preciso compreender também que a atuação do Espírito Santo não termina quando Ele nos convence do pecado e nos leva a Cristo. Mesmo após a conversão, continuamos neste corpo mortal, com uma natureza inclinada para as obras da carne. Portanto enfrentamos uma luta diária, para não sucumbirmos diante das concupiscências da carne. O apóstolo Paulo nos deu a receita para vencermos esta batalha: "Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gl 5.16). A palavra grega traduzida por "concupiscência" é  "epithumia", que significa "ânsia por coisas proibidas". Todos os seres humanos, sem exceção, têm esta inclinação desde a queda. Já nascemos com esta natureza pecaminosa e somente o Espírito Santo é capaz de nos fazer mortificá-la. 


O Espírito Santo atua também na vida do crente no sentido de capacitá-lo para fazer a obra do Senhor, evangelizando, curando enfermos, expulsando demônios e edificando a Igreja, através do exercício dos dons espirituais. Sabendo da necessidade do poder do Espírito Santo na vida dos discípulos, Jesus antes de subir ao Céu, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, antes de serem revestidos de poder (Lc 24.49; At 1.8). A palavra grega traduzida por “poder” é "dynamis", que significa “ser capaz” ou “ter força”.  Esta palavra deu origem à palavra portuguesa "dinamite". É uma referência à operação de milagres (At 3.12; 4.7; 6.8), ousadia para testemunhar de Cristo (At 1.8; 4.33) e autoridade sobre os demônios (At 10.38).


No Livro de Atos dos Apóstolos, vemos a ação continua do Espírito Santo na vida da Igreja. Os apóstolos foram usados pelo Espírito Santo para curar enfermos, ressuscitar mortos, expulsar demônios e pregar ousadamente a Palavra de Deus, diante de ferrenha oposição dos judeus e autoridades. Foram libertos milagrosamente de prisões e eram guiados o tempo todo pelo Espírito Santo. A Igreja da atualidade continua necessitando do poder do Espírito Santo para cumprir a sua missão. Somos uma Igreja Pentecostal, pois cremos na atualidade dos dons espirituais. Conforme vimos na lição 8 o inimigo atua de forma sutil para enfraquecer a nossa identidade pentecostal. Ele sabe perfeitamente que sem o poder do Espírito Santo a Igreja não avança. 


REFERÊNCIAS:

SOARES, Esequias. O verdadeiro pentecostalismo: a atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Editora CPAD, 1ª Ed. 2021. 

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 626-627.

LOPES, Hernandes Dias. Atos: A ação do Espírito Santo na vida da Igreja. Editora Hagnos. pag. 37-38.

KISTEMAKER, Simon J. Comentário do Novo Testamento Atos. Editora Cultura Cristã. pág. 88-90.


Siga o nosso blog, deixe o seu comentário e compartilhe os nossos textos com outras pessoas.


Pb. Weliano Pires


22 setembro 2022

COMPROMETIMENTO COM AS ESCRITURAS


(Comentário do 2º tópico da Lição 13: Resistindo as sutilezas de satanás) 


O segundo passo para o cristão se precaver contra as sutilezas de Satanás é comprometer-se fielmente com a Bíblia Sagrada, reconhecendo-a como a revelação escrita de Deus, produzida por inspiração do Espírito Santo, absolutamente isenta de erros e de falhas, única regra de fé e conduta do cristão. Um cristão comprometido com a Palavra de Deus não se deixa enganar pelos enganos de Satanás. O inimigo enganou Eva no Jardim do Éden, primeiro porque ela deu lugar, abrindo canal de diálogo com o adversário. Segundo, porque ela deu ouvidos às suas mentiras e distorções em relação ao que Deus havia falado. 


1- Bíblia, a revelação de Deus. Na lição 7 deste trimestre, estudamos sobre "A sutileza da relativização da Bíblia". Na ocasião vimos os aspectos da desconstrução e da relativização da Bíblia. Nesta perspectiva, surgem novas interpretações da Bíblia e, consequentemente, novas teologias que negam que a Bíblia é a Palavra de Deus, e negam a sua autoridade, inerrância e infalibilidade. Quando afirmamos que a Bíblia é inerrante, significa que ela não falha, não erra e é a verdade em tudo quanto afirma. Nos textos bíblicos originais não há qualquer erro, seja histórico, geográfico, doutrinário, espiritual, moral ou científico. Também não há qualquer contradição nos textos bíblicos. A razão para isso é óbvia, pois, o autor da Bíblia é Deus e Ele não erra e não falha. 


A Bíblia não é uma produção literária da mente humana com relatos históricos antigos e belos ensinos morais, como sugere a chamada teologia narrativa. A Bíblia é a revelação escrita de Deus à humanidade. Conforme já vimos em várias lições, Deus se revelou de duas formas: na revelação geral, que é manifesta através das coisas criadas; e na revelação especial, através das Escrituras e da pessoa de Jesus Cristo. É nas páginas da Bíblia que encontramos as revelações de Deus sobre a criação e queda da raça humana; as profecias sobre o plano redentor de Deus e a sua consumação através de Cristo. Encontramos também as profecias sobre o futuro da humanidade e sobre a eternidade. Portanto, todo o conteúdo das Escrituras foi produzido por Deus. 


2- Bíblia, regra de fé e conduta. Sendo a Bíblia a revelação escrita de Deus à humanidade, completamente isenta de erros ou falhas, ela é o nosso único manual de fé e prática. Portanto, não podemos admitir nenhum outro manual de doutrina além da Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. Todas as nossas doutrinas precisam, obrigatoriamente, estar fundamentadas na Palavra de Deus. 

Conforme vimos no ponto anterior, a Bíblia é a revelação de Deus. Entretanto, existe também o fator humano, pois ela foi escrita por seres humanos. Não basta ler a Bíblia, é preciso compreender o que está escrito, mediante a correta interpretação. Na lição 5, do 1º trimestre deste ano, estudamos o tema: Como ler as Escrituras. Vimos em um dos tópicos daquela lição, que a Bíblia precisa ser interpretada. 


Ora, todo texto lido deve ser interpretado, para uma devida compreensão. Porém, no caso da Bíblia, não é uma tarefa tão simples. Nós, brasileiros do século XXI, estamos muito distantes dos textos originais da Bíblia, no tempo, no idioma e na cultura. Neste aspecto, a exegese bíblica nos ajuda a buscar o significado e a intenção original do texto bíblico e trazê-los ao leitor atual. A palavra "exegese" vem de dois termos gregos "ex" (fora) e "agein" (guiar). Significa, portanto, literalmente "guiar para fora". Portanto, a palavra exegese significa extrair de um texto o seu sentido ou intenção original. Para se fazer uma exegese do texto bíblico, o leitor deve esvaziar-se completamente das suas ideologias e convicções pessoais e deixar que o texto fale por si mesmo. 


Além da exegese, que extrai o sentido original do texto, temos também as regras da hermenêutica, que é a ciência de interpretar textos. Há várias regras para a interpretação correta das Escrituras, que o espaço não me permite comentar todas aqui. Por isso, quero destacar apenas três pontos fundamentais, que o intérprete da Bíblia deve se atentar:


a. A Bíblia interpreta-se a si mesma. Conforme vimos no item anterior, esta é a primeira e fundamental regra para a correta interpretação bíblica.

b. Os textos bíblicos devem sempre manter o seu sentido literal. Deve-se considerar também os recursos literários (poesia, figuras de linguagem, narrativas, profecia, etc.), mas é preciso ter cuidado com expressões simbólicas e alegóricas. 

c. O texto deve sempre ser lido dentro do respectivo contexto. Devemos sempre considerar que um texto é formado por uma sequência de palavras e frases, que não podem ser lidas separadamente, sob pena de se perder ou deturpar a intenção do autor. As palavras ou frases também podem ter sentidos diferentes, de acordo com o contexto em que estão situadas.    


Muitas seitas dizem que crêem na Bíblia, mas negam a sua autoridade e inerrância. Outras colocam no mesmo patamar da Bíblia, a palavra dos seus líderes, as publicações da sua religião, a tradição ou visões e revelações. Os reformadores, acertadamente, estabeleceram o princípio fundamental "Sola Scriptura", que afirma que somente as Escrituras têm autoridade inquestionável para estabelecer doutrinas para a Igreja. Jesus afirmou que a Palavra de Deus é a Verdade (Jo 17.17) e que são as Escrituras que testificam dele (Jo 5.39). Portanto, é impossível ser cristão, sem adotar a Bíblia como o único manual de fé e prática.


REFERÊNCIAS:


GONÇALVES, José. Os ataques contra a Igreja de Cristo. As sutilezas de Satanás neste dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1° Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2 006, pp.84 ,85).

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 55.


Clique no link abaixo e leia o texto completo. Siga o nosso blog, deixe o seu comentário e compartilhe os nossos textos com outras pessoas.


Pb. Weliano Pires

21 setembro 2022

COMPROMETIMENTO COM UMA VIDA CENTRADA EM CRISTO


(Comentário do 1º tópico da Lição 13: Resistindo as sutilezas de satanás 


Neste primeiro tópico falaremos sobre o primeiro passo para  se precaver contra as sutilezas do inimigo, que é estar comprometido inteiramente com Cristo, reconhecendo-o não apenas como único e suficiente Salvador, mas também como Senhor absoluto das nossas vidas. O cristão verdadeiro tem convicção de que não há outro Salvador, além de Cristo (Jo 14.6; At 4.12). E não apenas isso, mas que Jesus Cristo, sendo Deus, é o Senhor absoluto de todo o Universo. 


1- Cristo, o Salvador. Infelizmente, muitas pessoas têm ideias equivocadas sobre Jesus e o seu ministério terreno. Alguns acham que Ele foi um revolucionário, que veio a este para contestar o sistema político e promover a justiça social. Outros pensam que Jesus foi alguém que veio a este mundo apenas para realizar sinais sobrenaturais, especialmente a cura divina, com o objetivo de aliviar o sofrimento humano. Há ainda os que pensam que Jesus foi um grande filósofo, que trouxe grandes ensinamentos morais, com a autoridade de quem vivia na prática estes ensinos. Todas estas concepções acerca do ministério de Jesus estão erradas, mesmo que algumas tenham um pouco de verdade.


Quando o Anjo Gabriel anunciou o nascimento de Jesus, ele disse para José dar-lhe o nome JESUS, porque Ele salvaria o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21). O nome JESUS é a transliteração do nome grego IESOUS, que por sua vez, é a transliteração do nome hebraico YEHOSHUA, que significa "Yahweh é a salvação". Portanto, o próprio nome de Jesus indica que Ele veio trazer a salvação dos pecados. 


Quando Jesus teve um encontro com Zaqueu, chefe dos publicanos em Jericó, resolveu ir à  casa dele. Zaqueu recebeu-o com alegria e, enquanto estavam à mesa, Jesus lhe disse: "Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido." (Lc 19.9,10).  


Em outra ocasião, Jesus entrou com os seus discípulos em uma aldeia de samaritanos e não foi recebido por eles. Os dois filhos de Zebedeu, Tiago e João, perguntaram se Jesus queria que eles fizessem descer fogo do Céu para os consumir, como fez Elias. Jesus lhes respondeu: "Vós não sabeis de que espírito sois.” (Lc 9.55). 


Os apóstolos também pregavam Jesus como o Único Salvador. Pedro, em seu discurso após a cura de um coxo disse: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." (At 4.12). O apóstolo Paulo também tinha como centro da sua mensagem, Jesus como o Salvador dos pecadores: "Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." (1 Tm 1.15). 


Portanto, o Evangelho não é uma solução para os problemas dessa vida como doenças, finanças, casamentos, emprego, empresas, emoções, etc. O grande problema da humanidade é o pecado, que afasta inevitavelmente o ser humano de Deus. Só existe uma pessoa que pode salvar a humanidade deste problema e esta pessoa é Jesus Cristo, o Filho de Deus. O cristão precisa estar comprometido com esta verdade para não cair nos enganos do inimigo. 


2- Cristo, o Senhor. Muitas pessoas até não tem dificuldades em aceitar Jesus como Salvador, ou como alguém que realiza milagres. Entretanto, não o aceitam como Senhor, pelo menos na prática. Afirmam a crença em Jesus, mas não se submetem aos seus ensinamentos. 


A palavra "senhor" em português é um pronome de tratamento, que usamos para nos referir a um homem, de forma respeitosa, independente da idade e da posição social. O sentido bíblico, no entanto, é outro.  Em hebraico, a palavra "Senhor" é "Adon" e se refere a um dominador, ou alguém que possui controle absoluto, como um dono de escravos (Gn 24 14,27); um governador (Gênesis 45.8); ou o marido que era o senhor de sua esposa e líder absoluto da sua casa, na sociedade patriarcal (Gn 18.12). A forma plural desta palavra hebraica é "adonai". Para evitar pronunciar o nome de Deus em vão, os judeus passaram a usar "Adonai", em substituição ao tetragrama (YHWH). 


No grego, a palavra "Senhor" é "Kyrios", e significa um mestre supremo, ou dominador. A Septuaginta (LXX), traduziu o tetragrama por "Kyrios" e usou sempre esta palavra para se referir a Yahweh, o Deus de Israel. Portanto, era um título divino. No império romano, o imperador exigia ser chamado de "Kyrios" (Senhor), uma reivindicação de divindade. Os cristãos, evidentemente, se recusaram e foram cruelmente perseguidos.


A sutileza do inimigo consiste em fazer as pessoas pensarem que podem ter Jesus apenas como Salvador, Mestre, exemplo moral, ou amigo, mas não como Senhor. Um certo líder de uma Igreja neopentecostal chegou a questionar o fato do primeiro milagre de Jesus ter sido transformar água em vinho, pois, segundo ele, havia outras coisas mais importantes. Infelizmente, até muitos que se dizem evangélicos têm aderido a essa moda de tratar Jesus como se ele fosse um "amiguinho" ou um "parceiro de futebol". Jesus até nos considera como amigos, mas continua sendo o Rei dos reis e Senhor dos Senhores. Ele é Deus e, como tal, deve ser adorado, obedecido e reverenciado. Quem tem Jesus como Senhor absoluto, não se deixa enganar pela astúcia do inimigo, que tenta reduzir Jesus a um mero psicólogo, líder religioso, profeta, rabino, ou coisa do tipo. 


REFERÊNCIAS:

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 940.

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios: Como resolver conflitos na Igreja. Editora Hagnos. pág. 35-37.

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 1339.

LOPES, Hernandes Dias. Colossenses: A suprema grandeza de Cristo, o cabeça da Igreja. Editora Hagnos. pag. 124-125.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 115.

LUTZER, Erwin. Cristo entre outros deuses: Uma defesa da fé cristã numa era de tolerância. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p.167).


Siga o nosso blog, deixe o seu comentário e compartilhe os nossos textos com outras pessoas.


Pb. Weliano Pires



19 setembro 2022

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 13: RESISTINDO AS SUTILEZAS DE SATANÁS


Com a Graça de Deus, chegamos ao final de mais um trimestre de estudos bíblicos, em nossa Escola Bíblica Dominical. Ao longo deste trimestre vimos diversas formas sutis, em que o inimigo ataca a Igreja de Cristo. Em regimes totalitários, como as teocracias islâmicas, os ataques à Igreja são diretos, com prisões e execuções de cristãos, explosões de templos, confisco de bens, etc. Entretanto, no Ocidente, onde a maioria dos países são democráticos (pelo menos dizem que são), o inimigo age de forma disfarçada, misturando elementos estranhos ao Cristianismo, para afastá-lo da sua essência. 


Esta última lição é uma conclusão dos assuntos estudados durante o trimestre e mostra o que cristão verdadeiro deve fazer, para se proteger das sutilezas do inimigo contra a Igreja do Senhor. As duas palavras-chaves desta lição são: resistência e comprometimento. A lição nos mostra quatro formas de comprometimento do cristão, para se precaver das sutilezas de Satanás contra a Igreja. 


O primeiro passo é estar comprometido inteiramente com Cristo, reconhecendo-o não apenas como único e suficiente Salvador, mas também como Senhor absoluto das nossas vidas. O cristão verdadeiro tem convicção de que não há outro Salvador, além de Cristo (Jo 14.6; At 4.12).


O segundo passo é comprometer-se fielmente com a Bíblia Sagrada, reconhecendo-a como a revelação escrita de Deus, produzida por inspiração do Espírito Santo, absolutamente isenta de erros e de falhas, única regra de fé e conduta do cristão. Um cristão comprometido com a Palavra de Deus não se deixa enganar pelos enganos de Satanás. O inimigo enganou Eva no Jardim do Éden, primeiro porque ela deu lugar, abrindo canal de diálogo com o adversário. Segundo, porque ela deu ouvidos às suas mentiras e distorções em relação ao que Deus havia falado. 


Em terceiro lugar, é preciso o crente buscar uma vida cheia do Espírito Santo, ser conduzido e dirigido por Ele. Existem ataques do inimigo que são tão sutis e imperceptíveis, que somente com o discernimento de espíritos é possível detectá-los. O Espírito Santo ensina, revela, intercede, santifica, alegra e fortalece o crente. Jesus sabia que a presença do Espírito Santo é indispensável na vida dos seus discípulos. Por isso, antes de subir ao Céu, Ele disse que não os deixaria órfãos, mas mandaria “outro [Gr. allos, outro da mesma espécie] consolador” [Gr. Parakletos, alguém que está ao lado de outrem e o representa em um tribunal], para ficar para sempre com eles (Jo 14.16). Falou também que eles não se ausentassem de Jerusalém, até que fossem revestidos de poder (Lc 24.49). 


Em quarto lugar, o crente precisa estar comprometido com a Igreja local, como o Corpo de Cristo. Paulo comparou a Igreja ao corpo humano, que tem muitos membros e cada um tem a sua importância no funcionamento do corpo. O corpo humano é formado de três partes principais: cabeça, tronco e membros. A cabeça processa as informações e comanda o corpo. No tronco estão os principais órgãos vitais e os membros dão mobilidade ao corpo. Na ilustração usada por Paulo, Cristo é a cabeça, a Igreja é corpo e cada crente é membro do corpo. Sendo assim, não existe Igreja sem Cristo, pois um corpo sem cabeça morre. Também não pode existir membro desligado do corpo, pois membros amputados não servem para nada sozinhos e também morrem.


Siga o nosso blog, deixe o seu comentário e compartilhe os nossos textos com outras pessoas.


Pb. Weliano Pires

18 setembro 2022

Eu Sou o que Sou


Israel vivia na escravidão
Submetido a trabalhos forçados
Sofriam açoites e grande aflição
Se não cumprissem o ordenado. 

O povo de Israel aumentou
Sobremaneira a sua população
Este crescimento preocupou
O rei e o povo daquela nação.

Para deter este crescimento
Faraó tomou uma medida cruel
Mandou matar no nascimento
Todos os meninos de Israel.

Entretanto, as parteiras temeram
Cometer tamanha barbaridade 
Quando indagadas responderam:
– As hebréias tem sagacidade.

O rei Faraó sentindo-se traído
Em seu caráter insano e sombrio 
Ordenou que todo menino nascido
Sem demora, fosse jogado no rio.

Nesse interim um fato aconteceu
Dois jovens levitas se casaram
Um menino formoso lhes nasceu
E muito apreensivos eles ficaram.

Por três meses, sua mãe, o escondeu
Para evitar que fosse executado 
Entretanto, finalmente percebeu 
Que ele acabaria encontrado.

Desesperada, pensando em salvá-lo
A mãe em uma estratégia pensou
Em uma arca resolveu colocá-lo 
Mas a filha de Faraó o encontrou.

Todo este processo foi conduzido
Pela vontade soberana de Deus
Depois de ouvir o clamor e gemido
Que subiu dos lábios dos hebreus.
 
O menino foi chamado de Moisés  
Porquanto das águas fora tirado 
Foi criado no Palácio de Ramsés
E na ciência do Egito foi formado.

O tempo passou e Moisés cresceu
Certo dia, o seu povo ele foi visitar
Um egípcio espancava um hebreu
Inconformado, resolveu se vingar.

Por matar o egípcio, Moisés fugiu
Faraó descobriu e decidiu matá-lo
Para a terra de Midiã, Moisés sumiu
E Faraó não conseguiu encontrá-lo.

Com Jetro, Moisés encontrou abrigo 
E com a sua filha Zípora se casou
Agora ele não corria mais perigo
E o pastor das ovelhas se tornou.

Por quarenta anos, Moisés ali ficou
Trabalhando sob o calor do deserto 
Até que um dia uma sarça incendiou
E ele resolveu averiguar de perto.

A sarça em chamas não se consumia
Do meio do fogo, uma voz bradou:
- Moisés, Moisés! A voz lhe dizia.
- O Deus dos teus pais, Eu Sou!

Meu povo no Egito está em aflição 
Eles clamaram a mim e eu vou livrar 
Das mãos de Faraó e da escravidão
E você será a pessoa que vou usar.

Moisés, sentiu-se incapaz e relutou
Argumentou que não sabia falar
Mas Deus as desculpas não aceitou
E disse que Aarão iria lhe ajudar 

Mas, e se perguntarem quem és?
Como identificar quem me enviou?
Mais uma vez, questionou Moisés.
Deus falou: EU SOU O QUE SOU.

O significado desta identificação
Mostra que Deus é autossuficiente 
Ele não precisa de cooperação
Pois de nada Ele é dependente.

(Weliano Pires)


17 setembro 2022

O FUNDAMENTO DA ESPIRITUALIDADE HOLÍSTICA


(Comentário do 3º tópico da Lição 12: A sutileza da espiritualidade holística).


A base da espiritualidade holística é o panteísmo, ou seja, a ideia de que não há um Deus pessoal, mas uma energia cósmica que está presente em tudo na natureza. Se não há um Deus pessoal, também não há uma verdade absoluta. A espiritualidade holística também nega os conceitos de verdade, certo e errado. Segundo dizem, cada um tem a sua verdade. 


1- Não há um Deus pessoal. Conforme falamos no primeiro tópico, panteísmo é a crença de que Deus é tudo e tudo é Deus. Segundo o panteísmo não existe um Deus pessoal e sim uma energia cósmica impessoal, da qual todo o Universo faz parte, inclusive os seres humanos. As religiões orientais, em sua grande maioria são panteístas e outras são politeístas. 


O panteísmo é uma estratégia diabólica para enganar as pessoas, com ideia de que não há um Deus pessoal e santo com o qual terão de prestar contas um dia. As religiões panteístas são atrativas, pois pregam apenas formas da pessoa sentir-se bem. O Evangelho de Cristo, no entanto, mostra que o ser humano é um miserável pecador, incapaz de mudar a sua condição por seus próprios méritos. Portanto, necessita urgente do Único Salvador que é Cristo (Jo 14.6; At 4.12). 

 

2- Não há uma verdade factual. Como não crêem em um Deus pessoal que se relaciona com as suas criaturas, os adeptos da espiritualidade holística negam também a existência de verdade factual ou absoluta. Relativizam o conceito de verdade e dizem que a verdade está em todas as religiões. É o velho engano de que todos os caminhos levam a Deus. 

 

A estratégia do inimigo desde o princípio é enganar as pessoas, com falsas afirmações, que contrariam o que a Palavra de Deus. No Éden, ele enganou a Eva, com duas promessas falsas:  1) Que eles não morreriam, se comessem do fruto proibido; 2) Que eles seriam como Deus. As duas promessas eram falsas, pois contrariavam a Palavra de Deus. Deus havia alertado que se eles comessem do fruto morreriam. Além disso, nem um ser humano jamais será como Deus. 


Da mesma forma, o inimigo continua enganando a humanidade, com as suas mentiras e distorções da Palavra de Deus. Jesus disse que ele é mentiroso e pai da mentira (Jo 8.44). O inimigo usa várias religiões para negar a vida após morte; negar a existência do inferno; negar a existência da verdade absoluta e assim passar a ideia de que em qualquer religião a pessoa estará salva; etc. 


O ecumenismo é uma sutileza diabólica para espalhar essa ideia de forma disfarçada. Sob o argumento de tolerância religiosa, o inimigo tem desencorajado muitas Igrejas de pregarem a verdade bíblica. Ocupam - se com discursos politicamente corretos para não serem perseguidos ou taxados de fundamentalistas. Enquanto isso, bilhões de pessoas em todo o mundo permanecem no erro, seguindo a passos largos para a perdição eterna. A verdade de Deus está expressa nas páginas da Bíblia: Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo. Fora dele não há salvação. (1 Tm 2.5; Mc 16.15,16; At 4.12). 


REFERÊNCIAS:

LOPES, Hernandes Dias. Colossenses. A suprema grandeza de Cristo, o cabeça da Igreja. Editora Hagnos. pag. 28-29.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 116.

CHAMPLIN, Russell Norman  Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 6. 11 ed. 2013. pag. 596-597.

PFEIFFER, Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. 2 Ed. 2007. pag. 1990.

Sinclair B. Ferguson, David F. Wright. Novo Dicionário De Teologia. Editora Hagnos. pag. 1187.


Siga o nosso blog, deixe o seu comentário e compartilhe os nossos textos com outras pessoas.


Pb. Weliano Pires


3⁰ Domingo de Setembro: Dia da Escola Dominical

 

Na Inglaterra, numa média cidade
No período pós revolução industrial
Crianças expostas à criminalidade
Devido à ociosidade dominical.

Esta cidade era bastante procurada 
Devido as indústrias de tecelagem
Até às crianças eram empregadas
E aos domingos ficavam na vadiagem

No dia de folga, sem lazer ou ocupação
Ficavam nas ruas na criminalidade
Robert Raikes, um jornalista cristão 
Resolveu mudar esta triste realidade 

Conhecia o sistema penitenciário
E pretendia os presos regenerar 
Era um jornalista cristão visionário 
Teve uma ideia e resolveu implantar.

Criou uma escola multidisciplinar
Funcionando em período integral 
Para a mente das crianças ocupar
No período da folga dominical.

O trabalho de Raikes deu resultado 
Reduziu os índices de criminalidade
O modelo se expandiu e foi adotado
Por pessoas de outras comunidades.

No Brasil, a primeira Escola Dominical
Foi em Petrópolis, no Rio de Janeiro
Robert e Sara, um abnegado casal
Foram os missionários pioneiros

Na Assembleia de Deus chegou também
Com apenas dois meses de fundação 
A primeira aula foi na cidade de Belém
No bairro Outeiro, na casa de um irmão.

Anos depois, o Jornal Boa Semente
Publicava os estudos dominicais
Era um suplemento para os crentes
Este foi o embrião das revistas atuais 

Em mil novecentos e trinta foram criadas
As primeiras lições bíblicas oficiais
Por missionários suecos comentadas 
Samuel Nystron, Kastberg e outros mais.

Com a criação da Casa Publicadora
A Escola Dominical foi modernizada 
Tornando-se a principal propagadora
Das doutrinas bíblicas sistematizadas. 

Escritores, teólogos e professores 
Trouxeram importantes contribuições 
Elaborando projetos promissores
E também os comentários das lições. 

Antonio Gilberto, indubitavelmente 
Foi o maior estusiasta deste ensino 
Treinando professores e superintendentes
Cumpriu fielmente o seu chamado divino.

Desde a infância vou à Escola Dominical 
Nela, a Palavra de Deus aprendi a amar 
Hoje sou professor desta escola sem igual 
O que aprendi, aos outros vou ensinar. 


Weliano Pires

Presbítero da Assembleia de Deus em São Carlos-SP e professor da Escola Dominical há 22 anos ininterruptos. 

MURMURAÇÃO: UM PECADO QUE NOS IMPEDE DE ENTRAR NA CANAÃ CELESTIAL

(Comentário do 3º tópico da Lição 07: O perigo da murmuração) Ev. WELIANO PIRES No terceiro tópico, veremos que a murmuração também nos impe...