Data: 30 de agosto de 2026.
Após a despedida dos presbíteros em Mileto, Paulo prosseguiu a sua viagem rumo a Jerusalém, determinado a chegar à cidade antes do dia de Pentecostes (At 20.16). Em Jerusalém, ele foi preso e algemado e, por pouco, não foi linchado. Diante de uma multidão enfurecida, em vez de enxergar apenas uma ameaça, Paulo viu uma oportunidade para testemunhar de Cristo.
TEXTO
ÁUREO
“Porque
hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido.”
(At 22.15).
VERDADE
PRÁTICA
Todo
aquele que teve um encontro real com Cristo é chamado a testemunhar dEle com
fidelidade, mesmo em meio à oposição e ao sofrimento.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE: Atos 21.27,28,30,31,33,39,40; 22.1-7.
OBJETIVOS
DA LIÇÃO:
I)
Analisar a prisão de Paulo e compreender a fidelidade em meio à oposição;
II)
Interpretar a defesa do apóstolo e reconhecer a sabedoria no testemunho
público;
III)
Aplicar o poder do testemunho pessoal à vivência cristã cotidiana.
Palavra-Chave:
CORAGEM
A
palavra coragem deriva do francês antigo corage, relacionado a cœur
(“coração”), cuja origem remonta ao latim cor, cordis, “coração”. Ao longo da
história, o coração não foi compreendido apenas como órgão físico, mas também
como símbolo da vida interior, das emoções, da vontade e da força de uma
pessoa.
Atualmente,
coragem significa disposição para enfrentar uma situação difícil, perigosa ou
dolorosa. Ter coragem não significa ausência de medo, mas a capacidade de agir
apesar do medo, enfrentando o perigo, a dificuldade ou a adversidade com
firmeza.
No
contexto desta lição, é importante associarmos coragem à palavra testemunhar. A
coragem, enquanto virtude, não consiste simplesmente em enfrentar o perigo, mas
em fazê-lo a serviço daquilo que é verdadeiro, justo e agradável a Deus. Não há
mérito moral em enfrentar uma situação de perigo para praticar aquilo que é
reprovável aos olhos de Deus.
No
Novo Testamento, o termo grego martys traduzido por “testemunha” (At
1.8) está na origem da palavra portuguesa mártir, cujo sentido passou a estar
associado aos cristãos que permaneceram fiéis ao seu testemunho mesmo diante da
possibilidade de morte.
Por
isso, testemunhar de Cristo exigia coragem. Paulo estava diante de uma multidão
hostil e corria sério risco de ser morto. Ainda assim, não se calou. Pediu
permissão para falar e aproveitou aquela oportunidade para testemunhar de
Cristo, relatando sua experiência de conversão e seu chamado.
Assim,
a coragem de Paulo não era simples bravura diante do perigo. Era a firme
disposição de permanecer fiel à verdade e cumprir sua missão de testemunhar de
Cristo, mesmo quando isso colocava sua própria vida em risco.
INTRODUÇÃO
Esta
lição dá continuidade ao assunto estudado na lição passada, que abordou a
despedida do apóstolo Paulo dos líderes da Igreja de Éfeso, em uma reunião
realizada em Mileto. Depois daquela emocionante despedida, Paulo prosseguiu sua
viagem rumo a Jerusalém, determinado a chegar à cidade antes do dia de
Pentecostes (At 20.16).
Partindo
de Mileto, Paulo e seus companheiros passaram por Cós, Rodes e Pátara e
chegaram a Tiro, onde permaneceram sete dias com os irmãos (At 21.1-6). Depois,
passaram por Ptolemaida e chegaram a Cesareia, onde ficaram na casa de Filipe,
o evangelista. Ali, o profeta Ágabo anunciou, por direção do Espírito Santo,
que Paulo seria preso em Jerusalém (At 21.7-11). Diante disso, os irmãos
tentaram convencê-lo a não prosseguir viagem, mas Paulo respondeu: “... eu
estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do
Senhor Jesus” (At 21.13).
Paulo
chegou a Jerusalém e, depois de relatar aos irmãos tudo o que Deus havia feito
entre os gentios, foi acusado pelos judeus da Ásia e preso pelos soldados
romanos (At 21.17-36). O apóstolo estava preso, mas a sua missão não estava
presa. Deus transformaria aquela situação de sofrimento em uma oportunidade
para que Paulo testemunhasse de Cristo.
Mesmo
preso, algemado e diante de uma multidão enfurecida, em vez de enxergar apenas
uma ameaça, Paulo viu uma oportunidade para testemunhar. Quando recebeu
autorização para falar, o apóstolo não se limitou a fazer a própria defesa, mas
contou como havia sido alcançado por Cristo e chamado para servi-lo (At
22.1-21).
Paulo
não procurou aquele sofrimento, por se meter em confusões. Aquilo era
consequência da sua fidelidade a Cristo. Ele, porém, não permitiu que a
oposição o impedisse de testemunhar do Evangelho. A verdadeira coragem cristã
não consiste em buscar o perigo, mas em permanecer fiel a Cristo quando o
perigo surge.
Se você tivesse apenas alguns minutos para falar de Jesus a uma multidão que desejasse a sua morte, o que diria? O testemunho de Paulo nos ensina que, mesmo em circunstâncias adversas, devemos aproveitar as oportunidades que Deus nos concede para anunciar o Evangelho (At 22.15; Rm 1.16).
Ev. WELIANO PIRES
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