02 maio 2026

A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA

(Comentário do 3º tópico da Lição 5: O Juízo contra Sodoma e Gomorra)

Neste terceiro e último tópico, trataremos do momento da destruição de Sodoma, Gomorra e das cidades circunvizinhas. Logo após a saída de Ló, de sua esposa e de suas duas filhas, caiu do céu fogo e enxofre, consumindo completamente aquelas cidades.

Veremos que o nosso Deus é amoroso e bondoso, mas também é justo, punindo severamente os pecadores que rejeitam o arrependimento e ultrapassam todos os limites da maldade. O escritor da Epístola aos Hebreus afirma que o nosso Deus é “fogo consumidor”, evidenciando o seu juízo santo.

Na sequência, observaremos que a destruição daquelas cidades foi uma catástrofe sem precedentes. À semelhança do que ocorreu no dilúvio, quando apenas Noé e sua família foram salvos, em Sodoma escaparam somente Ló e suas duas filhas. Seus genros, bem como sua esposa, pereceram.

Por fim, abordaremos a história da esposa de Ló. Embora não tenha sido alcançada diretamente pelo fogo, pois saiu de Sodoma com seu esposo e suas filhas, ela pereceu por causa de sua desobediência a Deus, sendo transformada em uma estátua de sal.

1. Deus “é fogo consumidor”. Algumas pessoas, inclusive entre as que se dizem cristãs, têm dificuldades em aceitar certos atributos de Deus, especialmente a sua justiça. Dão grande ênfase ao amor, à misericórdia e à bondade divinas, mas rejeitam a ideia do juízo e da punição. Esse tipo de pensamento tem dado origem a doutrinas equivocadas, como o universalismo — que ensina que todos serão salvos — e o aniquilacionismo, que nega a realidade do castigo eterno, afirmando que os ímpios simplesmente deixarão de existir.

A Bíblia, no entanto, não respalda tais ensinos. Desde o princípio, Deus exerce juízo sobre o pecado. Os primeiros a sofrerem as consequências da rebelião foram o diabo e os anjos que com ele se insurgiram. Expulsos do Céu, estão reservados para o juízo eterno no lago de fogo.

Após esse evento, o primeiro casal humano, ao pecar, também experimentou a punição e as consequências de sua desobediência. Foram expulsos do Jardim do Éden, tornaram-se mortais e passaram a experimentar enfermidades, degeneração e morte física. Além disso, tiveram sua natureza corrompida pelo pecado e foram separados de Deus.

Depois da Queda, a iniquidade multiplicou-se sobre a Terra, corrompendo a criação divina. Por essa razão, Deus trouxe o juízo do Dilúvio sobre a humanidade. Contudo, em sua graça, preservou Noé e sua família, garantindo a continuidade da raça humana por meio da arca.

Após o Dilúvio, Deus prometeu que não destruiria novamente toda a humanidade. Todavia, isso não significa que Ele não execute juízo sobre os ímpios. Foi o que ocorreu com aquelas cidades, cuja pecaminosidade atingiu níveis intoleráveis, levando Deus a destruí-las.

O padrão de Deus permanece o mesmo: Ele é amoroso, compassivo e longânimo, desejando que os pecadores se arrependam. A iniciativa da salvação parte sempre de Deus, pois o ser humano, por si só, não pode alcançá-lo. Entretanto, o Senhor é o justo Juiz de todo o Universo e punirá aqueles que praticam o mal e se recusam a abandonar o pecado.

2. Uma catástrofe sem igual. O texto bíblico afirma que, assim que Ló entrou em Zoar — lugar para onde pediu ao Senhor que pudesse ir —, o Senhor fez chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra, destruindo completamente aquelas cidades, seus moradores e toda a vegetação (Gn 19.24,25). Não sabemos quantas pessoas foram exterminadas nessa destruição, porém é evidente que se tratava de cidades densamente povoadas.

O comentarista chama a atenção para o reduzido número de pessoas que se salvaram, tanto no episódio do Dilúvio quanto na destruição de Sodoma e Gomorra. Em ambos os casos, houve zombaria por parte daqueles que foram advertidos. Noé, pregoeiro da justiça, anunciou o juízo divino durante longo tempo — cerca de cento e vinte anos —, mas não foi ouvido, e apenas sua família foi salva. De modo semelhante, Ló procurou alertar seus genros, porém estes não deram crédito às suas palavras e zombaram dele.

Nos dias atuais, a mensagem do Evangelho continua sendo proclamada, advertindo que Jesus Cristo voltará para buscar a sua Igreja. Aqueles que não se arrependerem enfrentarão a perdição eterna. Contudo, muitos insistem em permanecer no pecado e, não raramente, desprezam a mensagem, considerando os cristãos como ignorantes, retrógrados ou fundamentalistas. A Palavra de Deus, entretanto, é clara ao afirmar que o juízo divino virá. Infelizmente, o número dos que se salvam é reduzido, pois, conforme ensinado por Cristo, a porta é estreita, o caminho é apertado, e poucos são os que o encontram.

3. Transformada em estátua de sal. Ló saiu de Sodoma quase à força, acompanhado de sua esposa e de suas filhas. Seus genros, porém, não creram em suas palavras e se recusaram a acompanhá-lo. A ordem do anjo do Senhor era clara: deveriam sair sem olhar para trás. Ló e suas filhas obedeceram à ordem, mas sua esposa, apegada a Sodoma e às coisas que ali ficaram, olhou para trás e foi transformada em uma estátua de sal.

Assim como Ló, também fomos chamados por Deus para abandonar a vida de pecado. Estamos a caminho do nosso lar eterno e não podemos voltar o olhar para aquilo que ficou para trás. O apóstolo Paulo de Tarso exortou os colossenses: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Cl 3.1,2).

Da mesma forma, o escritor da Epístola aos Hebreus orienta a Igreja a deixar “todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia” e a correr “com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hb 12.1,2).

Portanto, a vida cristã exige decisão, renúncia e perseverança. Não há espaço para retroceder. Aqueles que foram alcançados pela graça devem prosseguir firmes, com os olhos fitos em Cristo, avançando sempre em direção ao alvo.

Avante, servos de Jesus! (Hino 310).

Ev. WELIANO PIRES

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