07 maio 2026

INTRODUÇAO À LIÇÃO 6: O NASCIMENTO DE ISAQUE


Data: 10 de maio de 2026

TEXTO ÁUREO: 

“Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho.” (Gn 18.14).

VERDADE PRÁTICA:

Deus é Onipotente e não há nada que Ele não possa realizar segundo a Sua vontade.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 21.1-7.

OBJETIVOS DA LIÇÃO: 

I) Mostrar que Sara teve de lidar com as consequências de sua impaciência; 

II) Refletir a respeito da atitude tomada por Abraão em relação a Agar e Ismael; 

III) Expor a condição em que Agar e Ismael deixaram a casa de Abraão.

INTRODUÇÃO

Na lição passada, estudamos sobre o juízo de Deus contra as cidades de Sodoma, Gomorra e outras circunvizinhas. Na mesma ocasião em que anunciou a destruição dessas cidades, o Senhor também anunciou a Abraão o nascimento de Isaque, estabelecendo o prazo de um ano para o cumprimento da promessa (Gn 18.10). Sara estava com oitenta e nove anos, e Abraão, com noventa e nove. Por isso, ao ouvir tal promessa, Sara riu consigo mesma, não por zombaria ou incredulidade deliberada para com Deus, mas diante das limitações físicas de ambos, já avançados em idade e sem condições naturais de gerar filhos.

Na lição desta semana, veremos o cumprimento dessa promessa no tempo determinado por Deus. Abraão estava agora com cem anos, e Sara, com noventa. Do ponto de vista humano, mesmo considerando a longevidade daquela época, era impossível que o casal tivesse um filho. O texto bíblico afirma que Sara já havia cessado “o costume das mulheres”, isto é, já não possuía o ciclo menstrual, e que o corpo de Abraão já estava amortecido quanto à capacidade de gerar filhos (Gn 18.11,12; Rm 4.19).

Entretanto, Deus não depende das condições físicas do ser humano para cumprir as suas promessas, pois Ele é onipotente, e nada lhe é impossível. Convém esclarecer, contudo, que a onipotência divina não significa que Deus realize atos contrários à sua própria natureza apenas para demonstrar poder. As ações de Deus estão sempre em perfeita harmonia com o seu caráter santo, justo e verdadeiro. Assim, Deus não pode mentir, cometer injustiça nem praticar qualquer coisa que contradiga a sua santidade (Nm 23.19; 2Tm 2.13; Tg 1.13).

Palavra-Chave: MILAGRE

No Antigo Testamento, a palavra hebraica traduzida por milagre é môwphêth, que significa maravilha, sinal, milagre, prodígio, como uma demonstração especial do poder de Deus. O termo grego correspondente, usado no Novo Testamento, é sēmeion, que significa literalmente aquilo pelo qual uma pessoa ou algo é distinto de outros e é conhecido. O Novo Testamento usa o termo para se referir a um sinal, prodígio, ou ocorrência incomum, que transcende o curso normal da natureza.

Milagres são acontecimentos sobrenaturais que transcendem a compreensão humana e somente podem ocorrer mediante a intervenção divina, acima das leis naturais. Não são acontecimentos corriqueiros, como muitos imaginam na atualidade. Infelizmente, há pessoas que apresentam certos “tristemunhos” como se fossem milagres, quando, na verdade, não passam de situações comuns da vida cotidiana. 

Há crentes relatando que deixaram de pagar dívidas e, após determinado período, tiveram o nome retirado dos órgãos de proteção ao crédito, considerando isso um milagre. Entretanto, tal fato ocorre naturalmente conforme a legislação vigente, não podendo ser classificado como uma intervenção sobrenatural de Deus. 

Há ainda aqueles que simulam milagres e exageram relatos com o objetivo de atrair pessoas para determinados grupos religiosos. Outros mais ousados, chegam a programar ou agendar milagres, como se pudessem controlar o poder de Deus. Ora, Deus é soberano e age se quiser, quando Ele quer e da forma que Ele quer.

É importante destacar que existem também manifestações sobrenaturais de origem maligna, cujo propósito é enganar as pessoas. Nesses casos, o dom de discernimento de espíritos é indispensável para identificar a verdadeira origem da manifestação. Contudo, existem sinais que somente Deus pode realizar, como a ressurreição de mortos e a criação de algo a partir do nada. Precisamos ter cuidado para não atribuir ao inimigo obras realizadas pelo Espírito Santo, pois isso pode caracterizar blasfêmia contra o Espírito Santo, pecado considerado imperdoável pelas Escrituras Sagradas.

Ev. WELIANO PIRES 

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