24 setembro 2025

A QUESTÃO DOUTRINÁRIA

(Comentário do 1⁰ tópico da lição 13: A Assembleia de Jerusalém)

Ev. WELIANO PIRES 

No primeiro tópico, trataremos da questão doutrinária envolvida na assembleia realizada pela Igreja de Jerusalém. Inicialmente, veremos falaremos do relatório missionário sobre a primeira viagem missionária, apresentado por Paulo e Barnabé. Em seguida, falaremos do legalismo judaizante, apregoado por um grupo de cristãos judeus, que pertenciam ao partido dos fariseus e insistiam na judaização dos gentios convertidos. 

1. O relatório missionário. Após o chamado do Espírito Santo na Igreja de Antioquia da Síria, Barnabé e Saulo partiram em sua primeira viagem missionária, levando consigo João Marcos, como um cooperador da equipe (At 13.5). Esta primeira viagem missionária aconteceu entre os anos 46 e 48 d.C. Muitas coisas aconteceram durante esta viagem: milagres, conversões de muitos judeus e gentios ao Evangelho, mas também intensa perseguição por parte dos judeus. 

De volta a Antioquia da Síria, Paulo e Barnabé relataram à Igreja que os enviara, tudo o que o Senhor havia feito por meio deles entre os gentios (At 14.27). Muitas almas foram salvas, sinais e maravilhas aconteceram e muitas Igrejas foram plantadas. Mesmo sofrendo grandes perseguições, os servos do Senhor chegaram à sua base missionária, regozijantes e com a sensação de dever cumprido. Após o retorno dessa primeira viagem, os missionários ficaram um bom tempo com os discípulos em Antioquia. 

A mensagem pregada por Paulo e Barnabé entre os gentios era baseada na justificação pela fé em Cristo, sem a exigência das obras da lei. Apesar de todo o seu conhecimento das Escrituras hebraicas e das culturas gregas e romanas, Paulo teve como o ponto central da sua pregação o Cristo crucificado, expondo para judeus e gentios a importância da morte de Cristo no processo de salvação. Paulo pregava que Jesus Cristo é o Filho de Deus, que veio a este mundo, para padecer pelos pecadores, dos quais, ele se considerava o principal. 

2. O legalismo judaizante. Este relatório da obra missionária, apresentado por Paulo e Barnabé à Igreja de Antioquia, no entanto, desagradou ao grupo dos judaizantes. Apesar de todas as maravilhas relatadas pelos missionários, mostrando o que Deus fizera entre os gentios, este grupo não ficou contente, por causa da mensagem pregada por Paulo e Barnabé aos gentios.

Este grupo seguiu de Jerusalém a Antioquia, ao que tudo indica, com o objetivo de confrontar Paulo e Barnabé, por causa da sua mensagem aos gentios. Eles não aceitavam a Salvação pela graça, mediante a fé e insistiam na exigência das ordenanças da Lei como condição para a salvação: “Se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos”. (At 15.1).

Não se tratava apenas de guardar os princípios morais da Lei, como não servir a outros deuses, honrar aos pais, não cobiçar as coisas do próximo, não matar, não furtar, etc. Eles ensinavam que os cristãos, inclusive os gentios, deveriam ser circuncidados, guardar o sábado e seguir as regras dietéticas previstas na Lei. 

Os judaizantes eram maioria na Igreja de Jerusalém que era majoritariamente formada por judeus. Eles se tornaram ferrenhos opositores do apóstolo Paulo, que os chamava de “falsos irmãos”. Este grupo se apresentava nas Igrejas como “enviados da Igreja de Jerusalém”, mas Tiago, que era o líder da Igreja em Jerusalém, negou esta informação: "Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras…”. (At 15.24). 

O ensino judaizante representa um complemento ao sacrifício de Cristo na Cruz. Quando se coloca algo a mais como condição para a Salvação, isso anula o sacrifício de Cristo. Se houvesse a possibilidade de algum ser justificado pelas obras da Lei, não haveria necessidade de Jesus vir a este mundo e padecer em nosso lugar. Bastaria o ser humano se converter ao Judaísmo e praticar os preceitos da Lei Mosaica. Mas tudo aquilo eram apenas sombras e figuras do que estava por vir na Nova Aliança. 

Na atualidade ainda vemos grupos de que se dizem cristãos, propagando o ensino judaizante como condição para a salvação. O principal deles é a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que exige a guarda do sábado e a abstinência de certos tipos de alimentos, como condição para a salvação. Estas exigências configuram-se em “outro evangelho”, como disse Paulo aos Gálatas (Gl 1.9). Nem Jesus, nem os apóstolos nunca ensinaram estas coisas (Cl 2.16,17). 

Há também outros grupos que adotam práticas típicas do Judaísmo, como a liturgia da sinagoga e o uso do kippar, do shofar e do manto para oração, mesmo não as colocando como condição para a salvação. Ora, não faz sentido algum um cristão brasileiro querer se vestir como judeu, seguir a liturgia das sinagogas ou orar em hebraico. Nós vivemos na dependência do Espírito e não estamos sob o jugo da lei. 

23 setembro 2025

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 13: A ASSEMBLEIA DE JERUSALÉM

TEXTO ÁUREO:

“Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias.” (At 15.28).

VERDADE PRÁTICA:

Em sua essência, a Igreja é tanto um organismo quanto uma organização e, como tal, precisa seguir princípios e regras para funcionar plenamente.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Atos 15.22-32.

Objetivos da Lição: 

I) Mostrar o contexto e os motivos que levaram à controvérsia sobre a salvação dos gentios; 

II) Relatar os argumentos apresentados pelos apóstolos, especialmente por Pedro e Tiago, sobre a inclusão dos gentios na Igreja; 

III) Reconhecer a importância da direção do Espírito Santo na resolução dos conflitos e na preservação da unidade da Igreja.


Palavra-Chave: assembleia


A palavra portuguesa assembleia deriva do termo francês medieval “assemblée”, que significava o ajuntamento ou reunião de pessoas para analisar, discutir e deliberar sobre assuntos de interesse da sociedade. Os gregos usavam a palavra Ekklēsia, que significa assembleia ou congregação. Esta palavra é formada por dois termos: Ek (fora de) e kaleo (chamar). Ekkesia, portanto, era um grupo de homens, com status de cidadãos elegíveis, chamados para fora das suas casas, para deliberar sobre determinado assunto. Este termo grego deu origem à palavra portuguesa Igreja.


No latim, há dois termos equivalentes a assembléia: concilium, de “Com” (junto) e “Calare” (chamar, conclamar) e synodus, transliteração do grego synodo, (caminhar juntos). Estes termos deram origem, respectivamente, às palavras portuguesas concílio e sínodo. Estas palavras originalmente eram sinônimas e a variação ocorria por conta da etimologia, sendo que assembléia deriva do francês, sínodo do grego e concílio do latim. 


Com o passar dos anos, estas palavras passaram a ter diferenças entre si, de acordo com a abrangência e a denominação que a utilizava. A nossa denominação usa o termo convenção, para se referir às reuniões de líderes da Igreja. As reuniões das convenções nas Assembleias de Deus podem ser: Assembléia Geral Ordinária (AGO), que são acontecem a cada dois anos; e Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que são convocadas para deliberar sobre assuntos excepcionais. Outras denominações evangélicas usam os termos sínodo, concílio, presbitério e conselho, que variam de acordo com a abrangência e a jurisdição da reunião. 


INTRODUÇÃO

Nesta última lição do terceiro trimestre de 2025 estudaremos sobre a primeira assembleia ou concílio da Igreja de Jerusalém. A liderança da Igreja já havia se reunido anteriormente para resolver um problema que surgiu na assistência social, que resultou na instituição dos diáconos. Naquela ocasião, era um problema de natureza administrativa e os apóstolos, sob a direção do Espírito Santo, orientaram a Igreja a escolher sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para administrarem os recursos destinados ao socorro dos necessitados.


Agora, a questão era de ordem doutrinária e envolvia não apenas a Igreja de Jerusalém, mas em todos os lugares. Um grupo de cristãos, que antes pertenciam ao partido dos fariseus e haviam se converteram ao Cristianismo, insistiam na ideia de que os gentios até poderiam ser aceitos na comunidade cristã, mas antes precisariam se converter ao Judaísmo, passando pelo ritual da circuncisão e guardar as demais ordenanças da Lei Mosaica, como condição para serem salvos (At 15.5). 


Era um grupo bastante influente e barulhento, que causou grande contenda. Esta tese dos chamados judaizantes, que queriam reduzir a fé cristã a um mero melhoramento do Judaísmo, seguia na contramão do Evangelho pregado por Paulo e Barnabé aos gentios, que consistia na justificação pela fé em Cristo. Paulo já havia exposto esta questão anteriormente na Epístolas aos Gálatas, que segundo os especialistas, é anterior a este concílio. Ele já havia, inclusive, repreendido a Pedro pessoalmente, por tentar agradar a esse grupo (Gl 2.11-14). 


Diante desse impasse entre aqueles que insistiam em judaizar os gentios e os que defendiam a salvação pela graça, mediante a fé, independente da prática da Lei, a Igreja de Jerusalém convocou uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para analisar, discutir e deliberar sobre o assunto. Paulo e Barnabé compareceram a esta assembleia e foram recebidos pelos apóstolos e pelo presbitério da Igreja. Inicialmente, Paulo e Barnabé fizeram uma relatório da obra missionária, contando as maravilhas que Deus fizera por meio deles entre os gentios. Nesse momento, o grupo dos judaizantes se levantou, insistindo na tese de que os gentios deveriam guardar a lei, como condição para a salvação.


TÓPICOS DA LIÇÃO

I. A QUESTÃO DOUTRINÁRIA


No primeiro tópico, trataremos da questão doutrinária envolvida na assembleia realizada pela Igreja de Jerusalém. Inicialmente, falaremos do relatório missionário sobre a primeira viagem missionária, apresentado por Paulo e Barnabé. Em seguida, falaremos do legalismo judaizante, apregoado por um grupo de cristãos judeus, que pertenciam ao partido dos fariseus e insistiam na judaização dos gentios convertidos. 


II. O DEBATE DOUTRINÁRIO


No segundo tópico, falaremos dos detalhes deste primeiro debate doutrinário da Igreja de Jerusalém. Veremos a questão crucial a ser tratada neste debate, que era o relacionamento dos cristãos gentios com a Lei mosaica. Na sequência, abordaremos o argumento inicial de Pedro, que foi a experiência do Pentecostes na fé dos gentios, na casa de Cornélio. Por último, falaremos da argumentação de Tiago, o irmão de Jesus, sobre a aceitação dos gentios, que teve como base a profecia de Amós 9.11 e 12, que faz menção à restauração do tabernáculo de Davi e menciona a inclusão dos gentios. 


III. A DECISÃO DA ASSEMBLEIA DE JERUSALÉM


No terceiro tópico, falaremos da decisão da assembleia de Jerusalém. Inicialmente, falaremos do papel do Espírito Santo nesta assembleia, com base nas palavras da carta enviada pelos apóstolos e anciãos de Jerusalém, aos líderes das Igrejas gentílicas: “[...] pareceu bem ao Espírito Santo e a nós”. Na sequência, falaremos da forma de orientação do Espírito Santo nesta assembleia. Por fim, trataremos do parecer final aprovado pela assembleia de Jerusalém sobre esta questão doutrinária, envolvendo o legalismo judaizante.   

RESUMO DO 3º TRIMESTRE DE 2023

Imagem do site: Coisa de Irmão

Ev. WELIANO PIRES

Com a graça de Deus, chegamos ao final do 3º trimestre do ano de 2025. O tema estudado foi: A Igreja em Jerusalém: Doutrina, comunhão e fé, a base para o crescimento da Igreja em meio às perseguições. Estudamos os primeiros quinze capítulos do Livro de Atos dos Apóstolos, tratando especificamente sobre a Igreja de Jerusalém, que é a Igreja mãe de toda a Cristandade e o primeiro modelo de Igreja apresentado no Novo Testamento. Não era perfeita e também tinha os seus problemas, pois era formada por crentes imperfeitos como nós. Mas, teve um crescimento extraordinário, em um contexto de ferrenha perseguição, dos judeus e do Império romano. 


Ao longo deste trimestre estudamos algumas características e virtudes da Igreja de Jerusalém e vimos como ela enfrentou os seus problemas. O estudo destas lições são fundamentais para a Igreja atual. O título da Revista aborda três pontos fundamentais como base para o crescimento da Igreja em meio à perseguição: Doutrina, comunhão e fé, que estão descritos no texto de Atos 2.42-47, junto com a oração e o temor a Deus. 


A Igreja de Jerusalém perseverava "na Doutrina dos Apóstolos", que é uma referência ao conjunto de ensinos ministrados por Jesus, que os apóstolos receberam do Mestre e transmitiram à Igreja. O ensino da doutrina dos apóstolos à Igreja continua sendo fundamental para o crescimento saudável da Igreja. Uma Igreja que cresce sem o ensino da Palavra de Deus, adoece e pode até se tornar uma seita.


Perseverava também na comunhão, que é a união dos irmãos em todos os sentidos. Eles tinham uma comunhão tão profunda que, os que tinham mais de uma propriedade decidiram, voluntariamente, vender uma e doar o dinheiro para a liderança da Igreja suprir a necessidade dos mais pobres. Esta atitude generosa fez com que não houvesse nenhum necessitado entre eles.


Embora não apareça no texto de Atos 2.42-47, a fé também fazia parte da base para o crescimento da Igreja de Jerusalém. A fé em Deus é provada nas adversidades e confirmada através da fidelidade a Deus. É preciso passar pelas provações e manter a sua fidelidade a Deus, até mesmo com o sacrifício da própria vida, para comprovar a fé em Deus. Quem realmente tem fé em Deus, precisa está disposto a morrer pela sua fé e abrir mão de tudo por amor à Deus. Era exatamente assim que vivia a Igreja de Jerusalém. 


Por fim, a Igreja de Jerusalém vivia em constante oração. Antes do Pentecostes, eles perseveraram em oração, até serem revestidos do poder do Espírito (At 1.14). Mas continuaram orando todos os dias após a descida do Espírito Santo. Oravam pedindo direção a Deus (At 1.23,24); oravam constantemente no templo (At 3.1); oravam diante das ameaças e perseguições (At 4.24-31); oravam antes de separar obreiros (At 6.6). O Senhor respondia às suas orações, salvando muitas almas e operando maravilhas no meio da Igreja.


COMENTARISTA

O comentarista deste trimestre foi o renomado pastor José Gonçalves, presidente da Assembleia de Deus em Água Branca/PI. Pr. José Gonçalves é articulista, escritor, conferencista e comentarista de Lições Bíblicas de adultos da Escola Dominical da CPAD há vários anos. É Mestre em Teologia pela Faculdade Batista do Paraná (FABAPAR) e especialista em Interpretação bíblica por essa mesma Instituição. É graduado em Teologia pelo Seminário Batista de Teresina (1995) e licenciado em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí (2001). Ensinou grego, hebraico e Teologia Sistemática na Faculdade Evangélica do Piauí. Autor de mais de uma dezena de livros, dentre os quais: Por que Caem os Valentes? (2009); Defendendo o Verdadeiro Evangelho (2009); Davi: Vitórias e Derrotas de Um homem de Deus (co-autor, prêmio Areté, 2009); Maravilhosa Graça (2016), A Supremacia de Cristo (2017) e O Carisma Profético e o Pentecostalismo Atual (2021), todos publicados pela CPAD.

ESBOÇO DAS LIÇÕES

LIÇÃO 01: A IGREJA QUE NASCEU NO PENTECOSTES

I. A NATUREZA DO PENTECOSTES BÍBLICO

II. O PROPÓSITO DO PENTECOSTES BÍBLICO

III. CARACTERÍSTICAS DO PENTECOSTES BÍBLICO


LIÇÃO 02: A IGREJA DE JERUSALÉM: UM MODELO A SER SEGUIDO

I. UMA IGREJA COM SÓLIDOS ALICERCES

II. UMA IGREJA OBSERVADORA DOS SÍMBOLOS CRISTÃOS

III. UMA IGREJA MODELO


LIÇÃO 03: UMA IGREJA FIEL À PREGAÇÃO DO EVANGELHO

I. A IGREJA QUE PREGA AS ESCRITURAS

II. A IGREJA QUE PREGA NO PODER DO ESPÍRITO

III. A IGREJA QUE PREGA A ESPERANÇA VINDOURA


LIÇÃO 04: UMA IGREJA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO

I. UMA IGREJA PERSEVERANTE

II. UMA IGREJA QUE ORA COM PODER

III. UMA IGREJA OUSADA NO SEU TESTEMUNHO


LIÇÃO 5: UMA IGREJA CHEIA DE AMOR

I. O AMOR MANIFESTADO NA COMUNHÃO CRISTÃ

II. O AMOR COMO MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA

III. A MANIFESTAÇÃO DO AMOR NA SOLIDARIEDADE CRISTÃ


LIÇÃO 06: UMA IGREJA NÃO CONIVENTE COM A MENTIRA

I. O DIABO, O PAI DA MENTIRA

II. O CRISTÃO E A MENTIRA

III. A IGREJA QUE REPELE A MENTIRA


LIÇÃO 07: UMA IGREJA QUE NÃO TEME A PERSEGUIÇÃO

I. A IGREJA PERSEGUIDA

II. A IGREJA PROTEGIDA

III. A IGREJA DESTEMIDA


LIÇÃO 08: UMA IGREJA QUE ENFRENTA OS SEUS PROBLEMAS

I. A IDENTIFICAÇÃO DOS CONFLITOS

II. A DELEGAÇÃO DE TAREFAS

III. SEGUINDO OS PRINCÍPIOS CRISTÃOS


LIÇÃO 09: UMA IGREJA QUE SE ARRISCA

I. ESTÊVÃO E A IGREJA QUE TEM SUA FÉ CONTESTADA

II. ESTÊVÃO E A IGREJA QUE DEFENDE SUA FÉ

III. ESTÊVÃO E O MARTÍRIO DA IGREJA


LIÇÃO 10: A EXPANSÃO DA IGREJA

I. A IGREJA DIANTE DA PERSEGUIÇÃO

II. A IGREJA QUE EVANGELIZA

III. A IGREJA QUE DÁ SUPORTE À EVANGELIZAÇÃO


LIÇÃO 11: UMA IGREJA HEBREIA NA CASA DE UM ESTRANGEIRO

I. A REVELAÇÃO DE DEUS AOS GENTIOS

II. A SALVAÇÃO DOS GENTIOS

III. O ESPÍRITO DERRAMADO SOBRE OS GENTIOS


LIÇÃO 12: O CARÁTER MISSIONÁRIO DA IGREJA DE JERUSALÉM

I. UMA IGREJA COM CONSCIÊNCIA MISSIONÁRIA

II. UMA IGREJA COM VISÃO TRANSCULTURAL

III. UMA IGREJA QUE FORMA DISCÍPULOS


LIÇÃO 13: ASSEMBLEIA DE JERUSALÉM

I. A QUESTÃO DOUTRINÁRIA

II. O DEBATE DOUTRINÁRIO

III. A DECISÃO DA ASSEMBLEIA DE JERUSALÉM

22 setembro 2025

A ASSEMBLEIA DE JERUSALÉM

(SUBSÍDIO DA REVISTA ENSINADOR CRISTÃO/CPAD)

Nesta última lição, veremos detalhes da assembleia geral realizada pela Igreja Primitiva em Jerusalém (At 15.1-35). Este concílio ficou marcado na história cristã porque definiu quais seriam as exigências impostas aos gentios para ingressarem na plena comunhão com a igreja de Cristo. A questão foi levantada por um grupo de judeus convertidos ao Cristianismo que entendia ser necessário dar continuidade à observância de preceitos da Lei, mesmo após aceitarem a fé em Jesus. Dentre as práticas que deveriam ser preservadas estava a da circuncisão. No entanto, o entendimento dos apóstolos era de que os gentios foram chamados por Deus para a liberdade cristã. Impor aos gentios práticas que faziam parte da religião judaica não fazia sentido algum. Por essa razão, o Concílio foi de fundamental importância para que o Evangelho continuasse a ser pregado entre os gentios.

Ao final do Concílio, foram acordadas as exigências impostas ao gentios recém-convertidos. Como frisa o Dicionário Bíblico Beacon (CPAD), “somente quatro restrições foram colocadas para os gentios cristãos (v.20). Eles deveriam se abster das contaminações dos ídolos, isto é, das coisas oferecidas aos ídolos (cf. v.29; 21.25) — e da prostituição, do que é sufocado e do sangue. A primeira destas restrições se referia a uma preocupação real da Igreja Primitiva, da qual Paulo tratou em toda a sua extensão (1Co 8.1-10; 10.19). Os animais eram sacrificados aos deuses pagãos e depois a sua carne era vendida nos mercados. Alguns entenderam que, de acordo com a decisão do concílio, os gentios convertidos eram proibidos de comer esta carne conscientemente, e que Paulo adotou a mesma posição. A prostituição era um pecado extremamente comum entre os pagãos, e praticado muitas vezes como parte do seu culto. Os judeus se orgulhavam dos seus elevados padrões morais e a igreja, naturalmente, tinha toda razão de fazer esta exigência aos seus membros. Comer o que era sufocado era evidentemente proibido principalmente porque o sangue não era retirado da carne. Portanto, esta exigência estava muito ligada à quarta proibição de comer sangue. Este mandamento vem desde o tempo de Noé, quando os homens tiveram a primeira permissão de comer os animais (Gn 9.4), e foi repetido na lei mosaica (Lv 3.17; 7.26; 17.10,14; 19.26)” (2006, p.322).

Uma vez acordada a decisão em relação aos gentios, importava agora que estes vivessem uma vida sossegada e temente a Deus. O Senhor nos chama para viver na mesma liberdade do Espírito, adorando em servindo a Deus por meio dos dons espirituais e ministeriais, a fim de que o Evangelho continue a ser proclamado até os confins da Terra.

19 setembro 2025

UMA IGREJA QUE FORMA DISCÍPULOS

(Comentário do 3º tópico da Lição 12: O caráter missionário da Igreja de Jerusalém).

Ev. WELIANO PIRES

No terceiro tópico, veremos que a Igreja de Jerusalém era uma Igreja que formava discípulos. Inicialmente, falaremos do discipulado como a base para um crescimento saudável da Igreja. Não basta ganhar almas, é preciso ensinar-lhes a Palavra de Deus, para que tenham alicerce. Na sequência, veremos que os discípulos foram chamados pela primeira vez de cristãos em Antioquia e o significado desta denominação. Por último, falaremos da identidade cristã, que não se limita ao rótulo e sim à sua fé e estilo de vida.


1. A base do discipulado. A notícia de que os gentios haviam recebido o Evangelho chegou à Igreja de Jerusalém e Barnabé foi enviado a Antioquia para dar suporte ao novo trabalho. Barnabé era um levita, natural de Chipre, muito amoroso. Foi um dos primeiros a vender uma propriedade e doar o dinheiro para ajudar aos necessitados da Igreja (At 4.36,37).


O seu nome era José, mas os apóstolos o chamavam de Barnabé que significa "Filho da Consolação". Era um obreiro cheio do Espírito Santo, que tinha como característica principal o acolhimento. Quando Saulo se converteu, todos fugiam dele, pois não acreditavam que ele tivesse se convertido de verdade. Mas Barnabé se aproximou dele, ouviu o relato da sua conversão e o aproximou dos apóstolos. 


Ao chegar a Antioquia, Barnabé viu o crescimento do Evangelho naquela cidade e exortou os novos convertidos para que permanecessem na fé. Em seguida, partiu para Tarso, em busca de Saulo. Durante um ano inteiro, Barnabé e Saulo ensinaram a palavra de Deus nesta Igreja e ela se tornou uma Igreja rica em líderes, com vários profetas e doutores.


Barnabé e Saulo se dedicaram a ensinar a Palavra de Deus aos novos crentes em Antioquia (At 11.26). Este discipulado e ensino bíblico fizeram da Igreja de Antioquia uma Igreja fervorosa, bem estruturada, com bons obreiros, dedicada à oração e sensível à voz do Espírito Santo. Isso fez com que esta igreja se transformasse em uma base de missões transculturais, que enviou missionários a várias partes do mundo. 


2. Denominados de “cristãos”. Conforme explicou o comentarista, os cristãos de Jerusalém já haviam sido chamados internamente de “irmãos” (At 1.16); “crentes” (At 2.44); “discípulos” (At 6.1) e “santos” (At 9.13). Externamente eram chamados “os que eram do Caminho” (At 9.2; 19.9,23; 22.4; 24.14,22); e “Seita dos nazarenos” (At 25.4). Para os judeus, os cristãos eram seguidores de um falso profeta chamado Jesus de Nazaré, a quem eles haviam crucificado em um passado recente. As autoridades romanas, no entanto, pensavam que o Cristianismo fosse mais um partido religioso dos judeus. 


Em Atos 11.26, lemos: “...e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”. (At 11.26). O termo grego traduzido por cristãos aqui é “christianós”, que significa pessoas de Cristo, ou seguidores de Cristo. Alguns sugerem que a denominação “cristãos” foi usada inicialmente em tom de zombaria, mas, não há nenhuma comprovação disso, até porque os próprios apóstolos a usaram depois. 


A palavra cristãos aparece apenas três vezes no Novo Testamento: Neste texto de Atos 11.26, onde as pessoas de Antioquia chamaram os seguidores de Cristo de “cristãos”; Depois, em Atos 26.28, foi usada pelo rei Agripa, quando se dirigiu a Paulo e disse: Por pouco me persuades a me fazer cristão; Por último, em I Pedro 4.6, o apóstolo Pedro escreveu aos seus leitores: “Se sofrer como cristão , não se envergonhe disso; antes , glorifique a Deus com esse nome.”


3. A identidade cristã. Não importa o rótulo ou a denominação que as pessoas nos dão. O importante é a nossa identidade como seguidores de Cristo. Se os discípulos de Jesus foram chamados de cristãos por zombaria ou não, isso não tem nenhuma importância. O mais importante é que as nossas palavras e atitudes nos identifiquem com Cristo. O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios disse: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo". (1Co 11.1).  


Em Jerusalém, após o discurso ousado de Pedro, quando foi interrogado pelas autoridades por causa da cura do coxo, os líderes religiosos, vendo a ousadia de Pedro e João, ficaram admirados e reconheceram que eles haviam estado com Jesus (At 4.13). Esta semelhança entre os discípulos de Jesus e o Seu Mestre não pode se limitar às palavras, mas deve se refletir também nas atitudes. Estêvão, por exemplo, ao ser apedrejado de forma covarde e injusta, fez como Jesus e pediu que o Senhor perdoasse os seus algozes. 


O que será que as pessoas que nos cercam falam sobre nós? Tudo bem que discordam da nossa fé e até nos caluniam, pois não temem a Deus. Mas será que vêem alguma semelhança entre nós e Jesus? Se alguém que não nos conhece conversar conosco, saberá que somos seguidores de Cristo, ou ficará surpreso se alguém lhes falar que somos cristãos? Que possamos testemunhar de Cristo não apenas com palavras, mas também com o nosso estilo de vida. 

18 setembro 2025

UMA IGREJA COM VISÃO TRANSCULTURAL

(Comentário do 2º tópico da Lição 12: O caráter missionário da Igreja de Jerusalém).

Ev. WELIANO PIRES

No segundo tópico, falaremos da visão transcultural da Igreja de Jerusalém. Primeiro, falaremos da cultura grega ou helênica, com base na expressão “falaram aos gregos”, que se refere aos cristãos judeus pregando o Evangelho aos gentios. Na sequência, falaremos da contextualização da mensagem. Os cristãos judeus não podiam simplesmente usar o Antigo Testamento e falar do Messias, pois os gentios não tinham esta compreensão como os judeus. 


1. A cultura grega (helênica). Os cristãos já haviam anunciado o Evangelho a pessoas de fala grega, como em Samaria e em Cesaréia. Inicialmente, como vimos na lição passada, eles pregavam apenas aos judeus. Com a perseguição, eles se espalharam e pregaram também em Samaria. Mas, os samaritanos eram uma mistura de Israelitas com outros povos. Em partes, a cultura deles estava relacionada ao povo de Israel. 


Depois de pregar em Samaria, por ordem do Espírito Santo, Filipe pregou também a um oficial da rainha dos Etíope (At 8.26-39). Mas este homem era um prosélito, ou seja, um gentio convertido ao Judaísmo, que tinha ido a Jerusalém para adoração. Pedro pregou aos gentios na casa de Cornélio, seguindo a orientação de Deus, mas estes gentios eram pessoas que viviam na terra de Israel e conheciam bem a cultura judaica. O próprio Cornélio era um homem piedoso, temente ao Deus de Israel, que dava esmolas ao povo e orava continuamente a Deus (At 10.1).


No caso de Antioquia, porém, o texto diz que eles “falaram aos gregos”. Esta expressão se refere aos gentios que adoravam a outros deuses e não aos gentios convertidos ao Judaísmo. A cultura grega era aberta ao diálogo e à diversidade de ideias. Aliás, a democracia surgiu com os gregos, através do legislador Clístenes.  Antes deles, os reis eram considerados deuses ou representantes deles. Os gregos criaram as cidades-estados, chamadas de "pólis". Esta palavra deu origem  à palavra política. 


No aspecto religioso, havia diversidade religiosa e politeísmo entre os gregos. Eles tinham uma infinidade de divindades, uma para cada área: fertilidade, prosperidade, beleza, sabedoria, guerra, etc. Os gregos acreditavam que no Olimpo, o monte mais alto da Grécia, habitavam vários deuses. Zeus era o líder desses deuses do Olimpo e responsável pelos céus e pela terra. Hera, sua mulher, era a deusa da maternidade. 


2. Contextualizando a mensagem. Diferente do monoteísmo judaico, que não tolerava outros deuses, no politeísmo grego havia a abertura para novas religiões. A enorme diferença cultural e religiosa que havia entre o povo judeu e os gregos representava um grande desafio para os cristãos de Jerusalém. No Evangelho anunciado aos judeus e samaritanos, os cristãos mostravam pelas Escrituras judaicas que Jesus, o Nazareno era o Messias prometido a Israel. Pedro, Estevão, Filipe e Paulo fizeram isso, pregando aos israelitas. 


Entretanto, no caso destes cristãos que chegaram a Antioquia e falaram aos gregos, a mensagem pregada dessa forma não faria sentido, pois eles não conheciam as Escrituras judaicas, eram politeístas e não aguardavam nenhum Messias. Fazia-se necessário, portanto, contextualizar a mensagem do Evangelho para aquela cultura. O que isso significa? Evidentemente, não se trata de modificar a mensagem do Evangelho para adequá-la àquela cultura. A mensagem continuou sendo a mesma. Entretanto, em vez de apresentar Jesus como o Messias prometido a Israel, eles o apresentaram como Senhor. 


Em nossos dias, não é diferente. Se vamos anunciar o Evangelho aos católicos, devemos considerar que já tiveram contato com a Bíblia e tem muitas crenças em comum conosco: eles crêem que Jesus é Filho de Deus e é Deus, assim como o Pai e o Espírito Santo, é muito diferente de pregar aos budistas, mulçumanos, hindus, etc. Isso é contextualizar a mensagem do Evangelho, mas sem abrir mão da sua essência. 

17 setembro 2025

UMA IGREJA COM CONSCIÊNCIA MISSIONÁRIA

(Comentário do 1⁰ tópico da Lição 12: o caráter missionário da Igreja de Jerusalém)

Ev. WELIANO PIRES 

No primeiro tópico, falaremos da Igreja com consciência missionária. Inicialmente, falaremos do avanço do Evangelho para além da fronteira de Israel. Na sequência, veremos que apesar de dispersos pela perseguição, os cristãos continuaram conscientes da sua missão de pregar o Evangelho a toda criatura. Por fim, falaremos dos cristãos que levaram o Evangelho a Antioquia, que eram leigos, ou seja, não faziam parte do grupo dos apóstolos e diáconos, mas eram capacitados pelo Espírito Santo. 

1. O Evangelho para além da fronteira de Israel. Este texto de Atos 11.19 tem um paralelo com o texto de Atos 8.1-4. Em ambos os casos, os cristãos se dispersaram por causa da perseguição após a morte de Estevão. No caso de Atos 8.1-4, os cristãos que fugiram de Jerusalém anunciavam a o Evangelho onde chegavam, mas somente aos judeus. Filipe, que era um dos sete diáconos, chegou a Samaria, pregou Cristo naquela cidade e muitos se converteram. Os samaritanos eram inimigos históricos dos judeus, mas eram também descendentes de Abraão, embora tenham se misturado com outros povos e adotado alguns costumes pagãos. Eles criam na Torah ou Pentateuco e aceitavam apenas esta parte do Antigo Testamento como Escrituras Sagradas. 

No caso de Atos 11.19, os cristãos ultrapassaram as fronteiras de Israel e pregaram aos gentios em Antioquia da Síria. Há duas cidades mencionadas na Bíblia com o nome de Antioquia: Antioquia da Síria e Antioquia da Pisídia. Além disso, há outras cidades com este nome no mundo greco-romano, que não foram mencionadas na Bíblia. Estas cidades chamadas de Antioquia foram construídas pelo general Seleuco Nicátor, filho de Antíoco e fundador do reino dos Selêucidas na Síria.

A cidade de Antioquia, mencionada aqui, é a Antioquia da Síria. Nos tempos do Novo Testamento, Antioquia da Síria era a capital da província romana da Síria e uma das maiores cidades do Império Romano, com uma população de aproximadamente quinhentos mil habitantes. Ficava atrás apenas de Roma, que era a capital do Império, e de Alexandria, que era o maior centro cultural do mundo da época. 

Era uma cidade bem estruturada e com belas construções, por isso, ficou conhecida como “a bela e dourada”. Tinha também uma localização privilegiada, que lhe rendeu o apelido de "Rainha do Oriente”. Antioquia da Síria era uma cidade cosmopolita, ou seja, havia pessoas ali de várias partes do mundo e de várias culturas. Por isso, a cidade foi usada estrategicamente por Deus, para ser a base missionária, de onde saíram os missionários transculturais, que levariam o Evangelho por todo o Império Romano.

2. Cristãos dispersados, mas conscientes de sua missão. Conforme vimos na lição 10, mesmo perseguida e dispersa, a igreja de Jerusalém não se desorganizou nem se fragmentou, mas continuou uma igreja forte e unida. Os cristãos tiveram que fugir de Jerusalém por causa da perseguição, mas não perderam a consciência da sua missão de levar o Evangelho a toda criatura. Os perseguidores da Igreja pensavam que pararem a marcha da Igreja com a perseguição em Jerusalém. Mas o efeito foi inverso, pois cada cristão que saiu de Jerusalém se tornou um missionário. 

Que nós também não nos afastemos jamais desta responsabilidade que o Senhor nos confiou, que é ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda criatura (Mc 16.15). Jesus não nos deu uma opção de pregar o Evangelho ou não. Ele nos deu uma ordem e esta ordem deve ser cumprida por toda a Igreja em todos os lugares e épocas, independentemente das pessoas ouvirem ou não. Se vierem lutas, hostilidades e perseguições de qualquer tipo, a Igreja deve continuar a sua missão de proclamar o Evangelho em todo o mundo.  

3. Cristãos leigos, mas capacitados pelo Espírito. Estes cristãos que iniciaram a pregação do Evangelho na grande cidade de Antioquia eram cristãos comuns. Não tiveram sequer os seus nomes escritos nos anais da história da Igreja, mas o seu trabalho está registrado nos céus. Eram leigos, ou seja, não faziam parte do colégio apostólico, dos presbíteros, nem dos diáconos. Mesmo não tendo nenhum cargo de destaque ou fama e sem serem enviados pela Igreja, saíram pelo mundo anunciando o Evangelho e alcançando vidas. O mais importante eles tinham: a capacitação do Espírito Santo. A mão do Senhor era com eles. 

Em muitos lugares do Brasil, a Assembléia de Deus começou desta forma. Homens e mulheres simples, com pouquíssimos recursos e pouca instrução, iniciavam um ponto de pregação em suas próprias casas. Buscavam a Deus em oração e testificavam do que Deus havia feito em suas vidas. Milagres aconteciam e as pessoas iam se convertendo. Em pouco tempo, era preciso alugar um salão e era empossado um diácono ou presbítero para dirigir o trabalho. 

A Igreja pode até começar com leigos, falando de Jesus aos que não o conhecem. Entretanto, é indispensável que, após a conversão, seja iniciado o processo de discipulado e ensino da Palavra de Deus, para que os novos crentes conheçam de fato o Evangelho. Sem este trabalho de educação cristã, as pessoas não permanecem na fé e podem se tornar presas fáceis dos falsos mestres.

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