Data: 3 de maio de 2026
TEXTO ÁUREO:
“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.” (Gn 18.32).
VERDADE PRÁTICA:
Deus é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 18.23-32.
Objetivos da Lição:
I) Mostrar que Deus enviou seus anjos para visitarem a tenda de Abraão;
II) Explicar que Deus anunciou a Abraão o que iria acontecer com Sodoma e Gomorra;
III) Refletir a respeito do juízo de Deus contra Sodoma e Gomorra.
Palavra-Chave: JUÍZO
A palavra juízo deriva do latim judicium, que significa ação de julgar, o ofício de um juiz ou decisão judicial. Na atualidade, trata-se de um termo polissêmico, ou seja, possui diversos significados, que variam de acordo com o contexto em que é utilizado.
O termo juízo pode referir-se à sanidade mental ou à capacidade de agir com raciocínio, como quando dizemos que alguém “tem juízo”. Pode também indicar uma opinião formada sobre algo ou alguém, como em “juízo de valor”. No contexto jurídico, refere-se a um tribunal, a uma vara judicial ou ao próprio ato de julgar, como, por exemplo, em “pagamento feito em juízo”.
No Antigo Testamento, “juízo” está relacionado ao ato de estabelecer a ordem divina, distinguindo o certo do errado, protegendo o inocente e corrigindo o transgressor. Entre as palavras hebraicas traduzidas por juízo, destacam-se:
a) Shepheṭ: derivada do verbo shâphaṭ, que significa julgar, governar, vindicar e punir (Nm 33.4).
b) Mishpât: significa justiça no sentido de imparcialidade e equidade (Sl 119.7). Essa palavra aparece diversas vezes no Salmo 119, sendo traduzida como juízo, em referência à Lei de Deus.
No Novo Testamento, utiliza-se o termo grego krísis, que significa julgamento, juízo ou condenação. Dessa palavra derivam termos da língua portuguesa como crise, crítica e critério. Há também o termo kríma, que se refere à sentença ou ao resultado do julgamento, dando origem à palavra crime.
No contexto desta lição, juízo refere-se à sentença condenatória, acompanhada da devida punição, proferida por Deus, o justo Juiz, sobre uma pessoa, cidade ou nação.
INTRODUÇÃO
Esta é a última lição relacionada ao patriarca Abraão. Na sequência dos fatos estudados nas lições passadas, quando Deus mudou os nomes de Abrão e Sarai, fez uma aliança com Abraão e confirmou as promessas anteriormente estabelecidas, o Senhor apareceu na tenda de Abraão, acompanhado de dois anjos, e anunciou o nascimento de Isaque.
Durante essa visita, o Senhor também revelou que havia decidido destruir não apenas as cidades de Sodoma e Gomorra, mas cinco cidades da região, que o Pr. Ciro Zibordi denominou de “pentápole do pecado”: Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Zoar. Esta última foi poupada porque Ló pediu permissão para refugiar-se ali.
Quando se separou de seu tio Abrão, Ló escolheu habitar nas proximidades de Sodoma (Gn 13), uma cidade conhecida pela depravação moral de seus habitantes, que chegaram ao extremo de tentar abusar sexualmente dos anjos que foram à casa de Ló para retirá-lo e livrá-lo da destruição iminente. Esse episódio nos ensina que nem toda escolha aparentemente vantajosa é espiritualmente saudável.
Na atualidade, muitas pessoas enfatizam o amor de Deus, mas ignoram a sua justiça e o fato de que Ele aborrece o pecado. A Bíblia deixa claro que Deus é amor, mas também é justo. Ele é misericordioso para com o pecador arrependido, porém exerce juízo severo sobre aqueles que persistem na prática do pecado
Ev. WELIANO PIRES
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