10 fevereiro 2026

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 7: A OBRA DO FILHO

TEXTO ÁUREO:

“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.” (Fp 2.9).

VERDADE PRÁTICA:

A humilhação voluntária de Cristo, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa revelam que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Filipenses 2.5-11; Hebreus 9.24-28.

Objetivos da Lição: 

I) Explicar a humilhação voluntária de Cristo e sua obediência até a cruz; 

II) Mostrar que a obra redentora do Filho é única, suficiente e vicária; 

III) Ressaltar a exaltação gloriosa de Cristo e sua soberania universal.

INTRODUÇÃO 

Chegamos à última de uma série de três lições que tratam da Pessoa e da obra do Filho de Deus.

Na Lição 5, estudamos a Pessoa do Deus Filho, destacando a sua divindade, a centralidade de Cristo no cumprimento da Lei e dos Profetas, bem como a sua exclusividade como o único Salvador e Mediador entre Deus e os homens.

Na lição anterior, refletimos acerca do Filho como o Verbo de Deus. Vimos a sua preexistência e divindade, sendo Ele distinto do Pai, mas da mesma essência. Também aprendemos que o Verbo é o Criador, a fonte da vida e a luz dos homens. Por fim, compreendemos que o Verbo que se fez carne é a perfeita revelação do Deus invisível, cheio de graça e de verdade.

Nesta lição, à luz dos textos de Filipenses 2.5-11 e Hebreus 9.24-28, estudaremos a obra redentora do Filho de Deus sob três aspectos fundamentais: a sua humilhação, ao assumir a natureza humana; a sua obra redentora, por meio do sacrifício vicário na cruz; e a sua exaltação gloriosa pelo Pai.

Palavra - Chave: OBRA

A palavra obra deriva do substantivo latino opera, que significa “trabalho”, “esforço” ou “atividade”. No latim clássico, opera está relacionada à ideia de trabalho ou tarefa realizada, e foi incorporada ao português como obra, mantendo o sentido de aquilo que é produzido ou executado por alguém.

No contexto desta lição, obra refere‑se ao conjunto de ações pelas quais Cristo se submeteu em favor da humanidade: desde a Sua encarnação, passando pela Sua humanização e pelo sacrifício vicário na cruz do Calvário, até a Sua ressurreição e gloriosa exaltação. Isso significa que toda essa realização foi o ato completo e eficaz de Deus para a redenção dos pecadores.

TÓPICOS DA LIÇÃO 

I. A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO

No primeiro tópico, estudaremos a primeira parte da obra do Filho de Deus: a sua humilhação voluntária. Isso revela a profundidade do amor de Cristo e o modelo de vida cristã a ser seguido.

Inicialmente, analisaremos a atitude de submissão de Cristo no cumprimento do plano da salvação. Tal atitude serve como exemplo para o crente, que é chamado a renunciar a toda forma de egoísmo, a buscar o bem do próximo e a viver para a glória de Deus.

Em seguida, refletiremos sobre o esvaziamento da glória de Cristo. Embora sendo Deus, o Filho “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo” (Fp 2.7a). Esse esvaziamento não significa que Ele tenha deixado de ser Deus, mas que, voluntariamente, abriu mão de seus privilégios divinos para cumprir a missão redentora.

Por fim, destacaremos a obediência sacrificial de Cristo ao Pai, desde a sua encarnação até a morte na cruz (Fp 2.8). Foi essa obediência perfeita que tornou possível a nossa salvação, e não quaisquer méritos humanos.

II. A OBRA REDENTORA DO FILHO

No segundo tópico, trataremos da segunda parte da obra do Filho de Deus, que é o processo da redenção por meio do Seu sacrifício na cruz do Calvário.

Inicialmente, abordaremos a ineficácia do sacerdócio levítico para a salvação. Esse era um sacerdócio imperfeito, cujos rituais precisavam ser repetidos, e apontava para o sacrifício perfeito de Cristo.

Veremos, ainda, que o sacrifício de Cristo foi único e suficiente para a purificação dos pecados do mundo inteiro, com a condição de que se creia n’Ele.

Por fim, trataremos da substituição vicária do pecador por Cristo. A palavra vicário significa “em lugar de outro”. A justiça divina exige a punição pelos pecados cometidos, e Cristo assumiu a nossa culpa e pagou o preço da nossa redenção. 

III. A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO

No terceiro e último tópico, trataremos da última etapa da obra de Cristo, que foi a Sua gloriosa exaltação pelo Pai.

Veremos que, após passar por todo o processo de humilhação voluntária — tornando-se humano e suportando o sacrifício vicário na cruz — Cristo foi recebido à destra do Pai e entronizado com glória eterna.

Veremos, ainda, que Cristo recebeu do Pai “um nome que é sobre todo o nome” (Fp 2.9b). Isso significa que nenhuma autoridade visível ou invisível pode se igualar à Sua autoridade suprema.

Por fim, abordaremos a soberania universal e o retorno triunfal de Cristo. O apóstolo Paulo afirma que, após a exaltação de Cristo, todas as criaturas se curvarão diante do nome de Jesus (Fp 2.10), e que Cristo retornará de forma triunfal como Rei e Senhor absoluto de todo o universo.

Ev. WELIANO PIRES 

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