09 fevereiro 2026

A OBRA DO FILHO


SUBSÍDIO DA REVISTA ENSINADOR CRISTÃO

Nesta lição, veremos que a morte vicária do Senhor Jesus revela o propósito do Pai em conceder perdão aos pecadores e restaurar toda a criação. A humilhação, a redenção e a exaltação do Filho Unigênito de Deus manifestam a profundidade da obra que Ele realizou. Graças à Sua vida de obediência completa e justiça, bem como ao Seu sacrifício vivo e santo sobre a cruz, temos acesso à salvação eterna.

Enquanto esteve neste mundo, a vida de Jesus foi marcada pela total submissão à vontade do Pai. Não encontramos, em momento algum de Sua vida e ministério, qualquer comportamento que destoasse desse propósito. Pelo contrário, Ele obedeceu até a morte, e morte de cruz (Fl 2.8). Para assumir esse compromisso fiel de submissão, Cristo esvaziou-se da glória que compartilhava com Deus Pai desde a eternidade, antes mesmo que todas as coisas fossem criadas (Jo 17.5).

Conforme explica a Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global (CPAD), a expressão “Aniquilou-se a si mesmo” corresponde ao termo grego ekenōsen (do verbo kenoō, derivado de kenos, “vazio”, “vão”), que literalmente significa “ele esvaziou-se”. Isso não indica que Jesus renunciou à Sua divindade, ou seja, à Sua natureza plena como Deus, mas que voluntariamente deixou de lado Suas prerrogativas divinas.

Esse esvaziamento envolveu a renúncia temporária de Sua glória celestial (Jo 17.4), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riqueza (2Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e do uso independente de Seus atributos divinos (Jo 5.19; 8.28; 14.10). Não se tratou apenas de uma suspensão voluntária de privilégios, mas também da aceitação do sofrimento humano, dos maus-tratos, do ódio e, por fim, da maldição da morte na cruz.

Embora tenha permanecido totalmente divino, Cristo assumiu plenamente a natureza humana, com todas as tentações, humilhações e fraquezas inerentes à condição humana. Ainda assim, suportou tudo isso sem pecar (vv. 7,8; Hb 4.15). Ele jamais ofendeu ou desafiou a Deus Pai, nem praticou qualquer coisa contrária ao padrão perfeito de Deus.

Por essa razão, Cristo foi capaz de oferecer o sacrifício perfeito, pagando de forma definitiva e completa a pena pelos nossos pecados, de uma vez por todas (1Pe 3.18). Em resposta à Sua obediência e fidelidade, o Pai o exaltou sobremaneira e lhe deu um nome que está acima de todo nome (Fp 2.8-11).

A glória restaurada ao Filho é o sinal da aprovação divina de que Ele cumpriu fielmente todas as coisas. Essa mesma glória, Cristo prometeu compartilhar com aqueles que creram em Seu testemunho e permanecem fiéis a Ele, independentemente das circunstâncias. A esses, o Senhor Jesus prometeu conceder a coroa da vida e o galardão da herança (Ap 2.10; 3.21).

FONTE:

Revista Ensinador Cristão. RIO DE JANEIRO: CPAD, Ed. 104, p.39,

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