03 fevereiro 2026

O FILHO COMO O VERBO DE DEUS

(Subsídio da Revista Ensinador Cristão /CPAD)

Esta lição tem como finalidade apresentar maiores detalhes da Pessoa de Jesus como o Verbo de Deus encarnado. Ele é a revelação plena e visível de Deus neste mundo. A introdução do Evangelho de João ratifica a coexistência de Jesus e Sua participação com o Pai na criação (Gn 1.1,26). Cristo não veio a existir, mas sempre existiu e estava com o Pai na criação de todas as coisas (Jo 1.2,3). 

Essa é uma das verdades basilares da fé cristã que os hereges tentam distorcer. Há grupos, inclusive, que interpretam equivocadamente o capítulo 1 do Evangelho de João e afirmam que o Verbo era “um” deus, classificando o Senhor Jesus como uma Pessoa menor em relação a Deus Pai. Contudo, reafirmamos de forma contundente que o Senhor Jesus exerce Seu papel de Filho Unigênito como Pessoa da Trindade possuindo a mesma essência do Pai e é Deus em Sua totalidade. 

A importância de crer nesse ensino é indispensável para vida cristã, tendo em vista que a fé em Jesus é o meio pelo qual somos transformados pelo poder do Espírito Santo e recebemos o poder de sermos filhos de Deus (Jo 1.12). A Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal, publicada pela CPAD, discorre: 

Em João 1.12, lemos: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome”. Em outras palavras, Jesus estava redefinindo toda a realidade de alguém tornar-se filho de Deus. Até aquele momento, a pessoa precisava nascer especificamente no povo de Israel, chamado segundo a aliança (ou pelo menos afiliar-se a ele), para ter aquela oportunidade.

João, porém, enfatiza que a mensagem espiritual — o Evangelho poderoso — chegara às pessoas, e que elas haviam recebido Jesus, o Logos. Recebê-lo importava em obter o direito ou autoridade de se tornar filho de Deus. Alguns dos que o receberam eram judeus, e outros eram gentios. Jesus derrubou o muro divisório e franqueou a salvação a todos os que desejassem chegar a Ele e recebê-lo pela fé (Jo 1.13) (2021, p. 309).

Este critério foi definido pelo próprio Deus em Sua Palavra e é uma verdade inegociável. Se queremos ter e manter nossa comunhão com o Pai, precisamos preservar a fé e a comunhão com Seu Filho Unigênito, bem como nutrir a intimidade com a Pessoa do Espírito Santo.

À medida que conhecemos e desenvolvemos nosso relacionamento com Jesus, prosseguimos em conhecer o próprio Pai (Jo 14.8–9). E, como testemunhas do Seu amor, compartilhamos essa verdade com o mundo, para que todos conheçam que só podem ter o Pai se receberem e crerem em Seu Filho Unigênito (1Jo 2.23).

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