Data: 8 de fevereiro de 2026
TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14).
VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: João 1.1-5,14.
OBJETIVOS DA LIÇÃO:
I) Explicar a preexistência e a divindade do Verbo;
II) Mostrar a atuação do Verbo na criação e como fonte de vida e luz;
III) Ressaltar que o Verbo encarnado é a plena revelação do Pai.
INTRODUÇÃO
Nesta segunda lição sobre o Deus Filho, estudaremos Jesus Cristo como o Verbo eterno de Deus, que é plenamente Deus e se fez plenamente humano. Tomando como base o prólogo do Evangelho segundo João (João 1.1-18), que é dos mais profundos tratados sobre a Pessoa de Cristo das Escrituras.
A abordagem de João é diferente dos Evangelhos Sinóticos, pois ele inicia o seu relato não com o nascimento histórico de Jesus, mas aborda a sua existência eterna e a sua relação com Deus Pai, antes da criação. João faz afirmações fundamentais sobre a Pessoa de Cristo neste trecho do Evangelho: Ele é eterno, distinto do Pai, divino, criador, revelador do Pai e encarnado, assumindo a humanidade sem deixar de ser Deus.
PALAVRA-CHAVE: VERBO
A palavra verbo deriva do latim verbum, que significa “palavra”, “termo” ou “expressão”. Inicialmente, o termo latino designava qualquer palavra, mas, posteriormente, passou a ser usado como classe gramatical que expressa ação, estado ou fenômeno. Na língua portuguesa, o verbo indica, portanto, ação, estado ou acontecimento, funcionando como o núcleo da oração.
No grego antigo, havia duas palavras traduzidas por “palavra” ou “verbo”: lógos e rhêma . O termo lógos possuía uma ampla variedade de significados para os gregos, muito além do sentido de “verbo” em português: podia indicar palavra, discurso, razão, argumento, sentido ou princípio racional. Já o termo rhêma significava aquilo que é dito, enunciado, fala em ato, ou, no contexto gramatical, verbo.
Nas Escrituras hebraicas, o termo dābār abrange os sentidos de palavra, fala, ação e evento. Na Septuaginta — versão grega do Antigo Testamento — dābār foi traduzido tanto por lógos quanto por rhêma, conforme o contexto. Para os judeus, dābār era o agente da criação, conforme explica o teólogo Matthew Henry, em seu comentário sobre o texto de João 1:
“Pela palavra [Dābār] do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca” (Sl 33.6).
Além de ser agente criador, dābār também era a fonte da mensagem de Deus ao seu povo, transmitida por intermédio dos profetas, como em Oséias 1.2:
“O princípio da palavra do Senhor por Oséias…”.
No Salmo 119.105, dābār representa a lei de Deus, ou seja, sua norma de santidade:
“Lâmpada para os meus pés é tua palavra [Dābār] e luz para o meu caminho”.
No contexto desta lição, estudaremos o sentido do termo lógos, usado por João no capítulo 1 do Evangelho. Enquanto para os gregos o Logos era um princípio racional que ordenava o mundo, para os judeus o Dābār era o agente criador e a própria Palavra de Deus. Diferentemente do conceito grego e hebraico, João apresenta o Verbo como preexistente, pessoal, divino, distinto do Pai e encarnado.
Assim, ao empregar o termo lógos, João estabelece uma ponte entre o pensamento hebraico e o grego, mas ao mesmo tempo revela uma verdade teológica única: o Verbo não é impessoal nem abstrato. Para os judeus, seria impossível conceber que Jesus pudesse ser o Dābār, e, para os gregos, seria absurda a ideia de humanizar o Logos. João, entretanto, mostra que o Verbo eterno se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14), revelando a encarnação de Deus em Jesus Cristo.
TÓPICOS DA LIÇÃO
I. O VERBO COMO DEUS ETERNO
No primeiro tópico, abordaremos o Verbo como Deus eterno. Inicialmente, trataremos da preexistência do Verbo, com base na expressão joanina: “No princípio, era o Verbo” (Jo 1.1a).
Em seguida, analisaremos a distinção entre o Verbo e o Pai, a partir da afirmação de João: “o Verbo estava com Deus” (Jo 1.1b), demonstrando que o Verbo não é o próprio Deus Pai, mas uma pessoa distinta.
Por fim, examinaremos a declaração final do versículo: “o Verbo era Deus” (Jo 1.1c), evidenciando que o Verbo possui a mesma essência divina do Pai.
II. O VERBO COMO CRIADOR
No segundo tópico, abordaremos o Verbo como Criador. Com base em João 1.3, demonstraremos que o Verbo é o agente da criação, o que comprova a sua divindade, uma vez que Gênesis 1 afirma que Deus é o Criador de todas as coisas.
Em seguida, à luz de João 1.4a, veremos que o Verbo é a fonte da vida, tanto física quanto espiritual e eterna. Essa verdade evidencia a sua autossuficiência, atributo que confirma a sua natureza divina.
Por fim, com base em João 1.4–5, veremos que o Verbo é a luz dos homens. Essa simbologia revela o seu caráter divino e afirma que as trevas não prevalecem contra Ele.
III. O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
No terceiro tópico, abordaremos o Verbo como a revelação do Pai. Inicialmente, trataremos da encarnação do Verbo, com base na afirmação de João: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (Jo 1.14a).
Em seguida, falaremos do Verbo como a plenitude da graça e da verdade, conforme a declaração: “Vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14b).
Por fim, apresentaremos o Verbo como o revelador do Deus invisível, com base em João 1.18, que afirma: “Deus nunca foi visto por alguém; o Filho unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”.
Bons estudos!
Ev. WELIANO PIRES
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