terça-feira, 24 de novembro de 2015

Os erros doutrinários dos adventistas do sétimo dia

Os erros doutrinários dos adventistas do sétimo dia

Breve histórico
A Igreja Adventista do Sétimo Dia teve início nos Estados Unidos, com o pastor batista Guilherme Miller. Miller nasceu em fevereiro de 1782, em Pittsfield, no estado de Massasachussetts (EUA).
Ao ler Daniel 8.13,14: “Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”, Miller interpretou que ‘a purificação do santuário’ referia-se à Vinda de Jesus, que segundo os seus cálculos, se daria em março de 1943.
Porém, chegando o dia previsto, nada aconteceu. Miller refez os seus cálculos e concluiu que havia errado, marcando nova data para a Volta de Cristo, em 22 de outubro de 1844. Novamente, nada aconteceu. Miller, arrependido, confessou publicamente o seu erro e pediu perdão.
Entretanto, o amigo e discípulo de Miller, Hiram Edson disse que teve uma ‘revelação’, segundo a qual, Miller havia errado apenas o local do santuário, que seria celestial e não terreno. Portanto, Jesus teria entrado no Santuário Celestial em 1844 e o teria ‘purificado’.
Uniram-se a Hiram Edson, outros grupos liderados por Joseph Bates, um conhecido sabatista da época, e Ellen Gould Witte, que era adepta dos dons espirituais. A partir daí, estava tudo preparado para a fundação da seita. Hiram Edson, daria ênfase à doutrina da Volta de Cristo no Tabernáculo Celestial; Joseph Bates instituiu a doutrina da guarda do sábado e Éllen G. Witte, por sua vez, deu ênfase ao dom da profecia, considerando-se mensageira de Deus. Os seus escritos são considerados ‘inspirados por Deus’ e têm o mesmo valor das Escrituras para os adeptos do adventismo.
As principais heresias do adventismo:
a) A expiação incompleta. Esta doutrina é também chamada de ‘juízo investigativo’. Segundo este ensino, a obra de Cristo na Cruz não foi completa e Jesus teria entrado no santuário celestial em 1844, para purificá-lo e cancelar os pecados dos crentes. Os textos abaixo da profetiza Éllen Gould Witte afirmam isso:
“O sangue de Cristo, ao mesmo tempo que livraria da condenação da lei o pecador arrependido, não cancelaria o pecado; este ficaria registrado no santuário até à expiação final”. (Patriarcas e Profetas, p. 357).
"Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo." O Grande Conflito, p. 623.
A Bíblia, no entanto, afirma que o sacrifício de Cristo foi perfeito e suficiente:
“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” (João 19:30)
“Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas.” (Hebreus 10:10)
“Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado." (1 João 1:7)
b) Nossos pecados lançados sobre Satanás. Segundo os adventistas, o bode emissário de Levítico 16, era um tipo de Satanás e, portanto, os nossos pecados foram lançados sobre ele. Afirmam que Cristo irá realizar o tal ‘juízo investigativo’ e a ‘purificação do santuário celestial’ e, então, o diabo será expulso para sempre da presença de Deus e do seu povo. Assim, serão destruídos, ele e os pecados.
A Bíblia, porém, afirma que Cristo levou sobre si os nossos pecados: “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.” (1 Pedro 2.24);
“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.” (Isaías 53.4).
Afirma ainda, que Deus jamais lembrará dos nossos pecados: “E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades.” (Hebreus 10.17); “Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.” (Hebreus 8.12).

c) O Sono da Alma. Os adventistas pregam que após a morte a alma fica dormindo e inconsciente. Este ensino contraria o texto de Lucas 16, onde a Bíblia fala que Lázaro estava no seio de Abraão e o rico conversou com Abraão: “E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.” (Lucas 16.24,25).

d) A aniquilação de Satanás e dos ímpios. Assim como as Testemunhas de Jeová, os adventistas pregam a aniquilação de Satanás e dos ímpios na eternidade, ou seja, afirmam que os ímpios serão destruídos e deixarão de existir. Porém, não é isso que a Bíblia ensina: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.” (Apocalipse20.10);
“Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga”
(Marcos 9:44); “E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome.” (Apocalipse 14:11)
e) A guarda do sábado. Os adventistas dizem que o sábado é um mandamento de Deus e que, aqueles que o violarem, não serão salvos. Muitas pessoas chegam a passar necessidade, por se recusarem a trabalhar aos sábados, seguindo as orientações dos sabatistas.
Em primeiro lugar, é preciso destacar que nem os adventistas guardam, de fato, o sábado. Segundo a lei, era proibido trabalhar no sábado e, também, beneficiar-se do trabalho de outras pessoas. Para se guardar o sábado hoje, não se pode ir a restaurantes, andar de elevador, andar de ônibus, ir a hospitais, ou ir a qualquer outro lugar nos sábados, pois, estaria usando os serviços dos cozinheiros, motoristas, cobradores, taxistas, ascensoristas, porteiros, etc.
Em segundo lugar, o sábado é um mandamento que fazia parte da Antiga Aliança de Deus com Israel. Não é um mandamento dado à Igreja. Cristo nos libertou da Lei. “Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido. (2 Coríntios 3.14); “Mas agora alcançou ele (Jesus) ministério tanto mais excelente quanto é mediador de um melhor pacto (aliança ou concerto), o qual está firmado sobre melhores promessas” (Hb. 8:6). {Grifo meu}; ““Guardais dias (no caso o Sábado), e meses, e tempos, e anos. Temo a vosso respeito não haja eu trabalhado em vão entre vós… Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça decaístes”. (Gl.4:10-11; 5:4).{Grifo meu); “Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo” (Cl.2:16-17).
Não há um só versículo no Novo Testamento, onde Jesus ou os apóstolos ordenem a guardo do sábado ou de qualquer outro dia.
f) A proibição de alguns alimentos. Da mesma forma que a guarda do sábado, a proibição de certos alimentos como a carne de porco e de outros animais que não têm unhas fendidas e não remoem, faz parte da Lei e a Igreja não está debaixo da Lei. Nós vivemos na dispensação da Graça e Cristo nos libertou das ordenanças, costumes e normas da Lei. Os preceitos morais que devem ser guardados pela Igreja foram repetidos no Novo Testamento, como o amor ao próximo, honra aos pais, pureza sexual, respeito à propriedade, não ter inveja, não cobiçar, não matar, adorar somente a Deus, etc.
Quanto aos alimentos, Paulo chama de ‘fracos na fé’ os que não comem certos alimentos e dá as seguintes recomendações:
“Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.” (Romanos 14.2); “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” (Romanos 14.17); Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência.” (1 Coríntios 10.25). “Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo” (Colossenses 2.16-17).
g) Afirmam que Jesus é o Arcanjo Miguel. Este é, sem dúvida, o maior erro dos adventistas. Assim como as Testemunhas de Jeová, os adventistas dizem que Jesus não é Deus, mas, é criatura. Os adventistas dizem que Jesus e o Arcanjo Miguel são a mesma pessoa.
A Bíblia, no entanto, afirma a divindade de Cristo em vários textos e mostra que Miguel não é Jesus. Vejamos:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.
Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (João 1:1-3). Este texto mostra claramente, que Jesus estava com o Pai na criação, que Ele é Deus e que Ele é Criador. Em lugar algum da Bíblia, se afirma isso a respeito de Miguel ou qualquer outro anjo. Miguel é um arcanjo (chefe de anjos), não é Deus. Ele foi criado por Deus, não é criador.
Miguel não ousou repreender a satanás, mas, disse: “O Senhor te repreenda”. “Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda”. (Judas v.9). Jesus, no entanto, várias vezes repreendeu a satanás: “Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.” (Mateus 4.10); “E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás.” (Lucas 4.8); “E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele.” (Marcos 1.25).
Os anjos nunca permitiram ser adorados. “E eu lancei-me a seus pés para adorá-lo; mas, ele (o anjo) disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.” (Apocalipse 19.10, grifo meu ). Jesus, no entanto, foi adorado pelos discípulos e pelos anjos e a Bíblia diz para os anjos o adorarem. “E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram.” (Mateus 28.17); “E, indo elas a dar as novas aos seus discípulos, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram.” (Mateus 28.9); “E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.” (Hebreus 1.6)
Conclusão
A Palavra de Deus nos afirma, que se alguém vier ter conosco e não trouxer esta doutrina, não devemos ter comunhão com o tal. (2 João 2.10). Diz ainda, que mesmo que um dos apóstolos ou mesmo um anjo do céu pregar outro evangelho, devemos considera-lo ‘anátema’ ou maldito (Gálatas 1.8). O que os adventistas pregam não é o Evangelho de Cristo. Eles pregam outro evangelho, negando e distorcendo doutrinas fundamentais da Bíblia. São legalistas, exclusivistas e hereges. Não se deixem enganar. Procurem se aprofundar na Bíblia, para não se deixarem levar por ventos de doutrinas, pois, o dia da Vinda do Senhor está próximo. A Bíblia já nos alertou que nos últimos dias surgiriam falsos mestres pregando heresias de perdição e doutrinas de demônios. Estejamos, pois, alertas.
Deus os abençoe,
Vosso irmão,
Pb. Weliano Pires.

NOTAS:
CACP (Centro apologético cristão de pesquisas);
Bíblia de Estudo apologética (ICP).
Bíblia Online, Versão Almeida Revista e Corrigida e NVI.



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