27 junho 2026

O LEGADO DE JACÓ

(Comentário do 3⁰ tópico da Lição 13: O legado de Abraão, Isaque e Jacó)

Neste terceiro e último tópico, estudaremos o legado deixado pelo patriarca Jacó, marcado pela transformação operada pela graça de Deus. Embora fosse o filho mais novo e tivesse uma trajetória inicial marcada por atitudes equivocadas, o Senhor já havia revelado o seu propósito para sua vida (Gn 25.23).

O LEGADO DE ISAQUE

(Comentário do 2⁰ tópico da lição 13: O legado de Abraão, Isaque e Jacó)

Neste segundo tópico, estudaremos a respeito do legado de Isaque, o filho da promessa, concedido por Deus a Abraão e Sara. Seu nascimento foi resultado da intervenção divina, pois veio ao mundo quando Abraão tinha cem anos de idade e Sara, noventa anos (Gn 17.17; 21.1-7). Isaque representa a fidelidade de Deus em cumprir aquilo que promete, mesmo quando as circunstâncias humanas parecem impossíveis (Rm 4.18-21).

24 junho 2026

O LEGADO DE ABRAÃO

(Comentário do 1° tópico da Lição 13: O legado de Abraão, Isaque e Jacó)

No primeiro tópico, estudaremos o legado do patriarca Abraão, personagem que foi objeto de estudo nas lições 1 a 7 deste trimestre.

23 junho 2026

Introdução à Lição 13: O legado de fé de Abraão, Isaque e Jacó

Data: 28 de junho de 2026

TEXTO ÁUREO:

“Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.” (Hb 11.8).

VERDADE PRÁTICA:

Abraão, Isaque e Jacó deixaram um legado de fé em Deus para as futuras gerações. 

20 junho 2026

A FAMÍLIA DE JACÓ SEGUE SEU CAMINHO


(Comentário do 3⁰ tópico da Lição 12: A reconciliação de Jacó com Esaú)

Neste terceiro e último tópico, veremos o caminho percorrido por Jacó e sua família após o reencontro com seu irmão Esaú. Como já estudado, houve reconciliação entre ambos (Gn 33.4–11), mas, a partir desse momento, cada um seguiu sua própria trajetória, conforme o propósito e o contexto de suas vidas. 

O ENCONTRO ENTRE JACÓ E ESAÚ


(Comentário do 2⁰ tópico da lição 12: A reconciliação de Jacó com Esaú)

Neste tópico, estudaremos o encontro entre os irmãos Jacó e Esaú, após cerca de vinte anos de separação, ocasionada pelo conflito que surgiu quando Jacó recebeu a bênção destinada ao primogênito (Gn 27.41-45). Durante esse período, Esaú alimentou o propósito de vingar-se do irmão, o que levou Jacó a fugir para a casa de Labão. 

19 junho 2026

IRMÃOS EM CONFLITO

(Comentário do 1⁰ tópico da Lição 12: a reconciliação de Jacó com Esaú)

Neste primeiro tópico, trataremos do conflito entre os irmãos Esaú e Jacó. Embora esse assunto já tenha sido estudado detalhadamente na Lição 9, faz-se necessário retomá-lo para contextualizar a reconciliação entre ambos, tema central desta lição.

Inicialmente, abordaremos a transformação que Deus realizou no caráter de Jacó. Conforme vimos nas duas últimas lições, Jacó era conhecido por sua astúcia e por tirar vantagem das situações em benefício próprio (Gn 25.29-34; 27.1-29). Entretanto, ele teve dois encontros marcantes com Deus. O primeiro ocorreu em Betel, quando sonhou com uma escada que ligava a terra ao céu e ouviu pessoalmente as promessas divinas (Gn 28.10-22). O segundo aconteceu no vau de Jaboque, onde lutou com um ser celestial e teve seu nome mudado de Jacó para Israel, simbolizando uma profunda transformação espiritual (Gn 32.22-32).

Em seguida, veremos que Deus também operou no coração de Esaú. Anteriormente, ele havia prometido matar seu irmão em razão do episódio da bênção paterna (Gn 27.41). Esaú era um homem acostumado à caça e possuía grande influência, vindo ao encontro de Jacó acompanhado de quatrocentos homens (Gn 32.6). Diante dessa notícia, Jacó ficou profundamente temeroso e buscou a Deus em oração (Gn 32.7-12). Contudo, após a experiência transformadora no vau de Jaboque, ele descobriu que Deus já estava trabalhando na vida de seu irmão. Assim, o encontro entre ambos ocorreu em clima de paz e reconciliação (Gn 33.1-4).

Por fim, trataremos de Raquel, a esposa amada de Jacó. Ao preparar-se para encontrar Esaú, Jacó elaborou uma estratégia peculiar. Colocou à frente as servas e seus filhos; em seguida, Leia e seus filhos; e, por último, Raquel e seu filho José (Gn 33.1-2). Essa disposição revela a preferência afetiva de Jacó por Raquel e José, demonstrando sua intenção de protegê-los diante de um possível conflito.

1. Jacó. A história do conflito entre Jacó e Esaú teve início ainda no ventre de Rebeca. As Escrituras relatam que os gêmeos lutavam entre si antes mesmo de nascerem. Sem compreender o significado daquela situação, Rebeca consultou o Senhor, que lhe revelou haver duas nações em seu ventre e que o maior serviria ao menor (Gn 25.21-23).

Após o nascimento, a rivalidade entre os irmãos tornou-se ainda mais evidente. A disputa pela primogenitura e pela bênção paterna gerou divisão, ressentimento e desejo de vingança (Gn 25.29-34; 27.1-41). Em certa ocasião, Jacó aproveitou-se da fragilidade momentânea de Esaú, que retornava faminto do campo, e negociou com ele o direito da primogenitura. Embora essa atitude pareça estranha à cultura contemporânea, a primogenitura possuía grande valor familiar, social e espiritual no contexto patriarcal.

Após muitos anos de separação, Deus preparou um reencontro que revelou Sua graça e Seu poder transformador. A mudança ocorrida na vida de Jacó não foi resultado de sua capacidade pessoal nem de sua astúcia, mas da ação divina. Com o passar do tempo, ele compreendeu que sua prosperidade e proteção provinham da bênção de Deus e não de seus próprios esforços (Gn 31.42; 32.9-12).

A experiência de Jacó no vau de Jaboque marcou profundamente sua vida espiritual (Gn 32.22-32). Naquela ocasião, ele foi levado a reconhecer sua total dependência de Deus. O homem que durante muitos anos procurou resolver seus problemas por meio de seus próprios recursos aprendeu que a verdadeira vitória é alcançada quando se busca o auxílio do Senhor.

Assim como Jacó, os cristãos também enfrentam lutas espirituais e desafios que exigem dependência de Deus. A verdadeira transformação não ocorre por meio de métodos meramente humanos, mas pela ação divina na vida daqueles que perseveram em oração, adoração e fé. Somente Deus pode transformar o coração humano, restaurar relacionamentos e fortalecer a vida familiar e espiritual.

2. Esaú. Não era apenas Jacó que necessitava da intervenção divina. Esaú também carregava profundas mágoas em seu coração. Depois que Jacó recebeu a bênção destinada ao primogênito, Esaú passou a nutrir ressentimento contra o irmão e planejou matá-lo após a morte de seu pai (Gn 27.41).

É importante observar que Esaú não perdeu a primogenitura apenas por causa da astúcia de Jacó. As Escrituras mostram que ele desprezou esse privilégio ao trocá-lo por um prato de lentilhas, revelando pouco apreço pelas bênçãos associadas à sua posição de primogênito (Gn 25.29-34; Hb 12.16). Dessa forma, suas próprias escolhas contribuíram para as consequências que enfrentou ao longo dos anos.

Após cerca de vinte anos de separação, ocorreu o reencontro entre os irmãos. Embora Jacó estivesse apreensivo e temesse uma reação violenta, Esaú surpreendeu-o com uma atitude de acolhimento. Ao vê-lo, correu ao seu encontro, abraçou-o, lançou-se sobre o seu pescoço, beijou-o, e ambos choraram juntos (Gn 33.4). Aquele gesto demonstrou que o desejo de vingança havia dado lugar à reconciliação.

A mudança observada na atitude de Esaú nos lembra que Deus é capaz de agir nos corações e remover barreiras que parecem intransponíveis. Jacó enviou presentes ao irmão como demonstração de humildade e boa vontade (Gn 32.13-21), mas a reconciliação ocorrida entre eles revela, acima de tudo, a providência e a graça de Deus.

Ainda hoje, existem relacionamentos marcados por feridas, ressentimentos e afastamentos. Embora nem sempre seja possível controlar a reação das outras pessoas, o cristão deve fazer a sua parte na busca pela paz (Rm 12.18). Além disso, jamais deve desistir de orar por aqueles que parecem resistentes à mudança, confiando que Deus continua operando onde os recursos humanos não alcançam.

3. Raquel. Neste ponto, o comentarista abre um parêntese para tratar de Raquel e do problema do favoritismo no ambiente familiar. Esse tema já foi abordado na Lição 9, quando estudamos o conflito entre Esaú e Jacó. A própria narrativa bíblica demonstra que a preferência de Isaque por Esaú e de Rebeca por Jacó contribuiu para o surgimento de tensões e conflitos entre os irmãos (Gn 25.28).

Quando soube que Esaú vinha ao seu encontro acompanhado de quatrocentos homens, Jacó temeu que sua família fosse atacada. Por essa razão, organizou seus familiares estrategicamente, colocando as servas e seus filhos à frente, Lia e seus filhos em seguida, e, por último, Raquel e José, que ocupavam a posição de maior proteção (Gn 33.1,2).

Essa atitude evidencia o amor especial que Jacó nutria por Raquel, a esposa que mais amava (Gn 29.18,20,30), e o apreço que demonstrava por José, o filho de sua velhice (Gn 37.3). Embora tais sentimentos sejam compreensíveis do ponto de vista humano, o tratamento diferenciado contribuiu para o agravamento das tensões familiares. Ao perceberem a preferência do pai por José, os demais irmãos passaram a nutrir inveja e ressentimento contra ele (Gn 37.4).

Entretanto, o conflito não pode ser atribuído exclusivamente ao favoritismo de Jacó. A narrativa bíblica também mostra que os sonhos de José despertaram ainda mais a hostilidade dos irmãos (Gn 37.5-11). Além disso, a atitude pecaminosa deles revelou sentimentos de inveja e ódio que culminaram na venda de José como escravo (Gn 37.11,28). Assim, a história demonstra como decisões equivocadas e pecados pessoais podem comprometer a harmonia familiar.

A Bíblia ensina que o favoritismo pode produzir profundas feridas emocionais e sérios conflitos nos relacionamentos. Pais e mães devem manifestar amor, atenção e cuidado de maneira equilibrada, evitando distinções que provoquem sentimentos de rejeição ou inferioridade entre os filhos. Esse tipo de comportamento pode resultar em ciúmes, rivalidade, competição e conflitos duradouros, comprometendo a paz no lar (Tg 3.16).

A família cristã deve refletir os valores do Reino de Deus, pautando-se pela justiça, pelo amor e pela imparcialidade. O Senhor não faz acepção de pessoas (Rm 2.11; Ef 6.9), e esse princípio deve servir de referência para os relacionamentos familiares. Embora Deus, em sua soberania, tenha transformado os erros daquela família em instrumento para a preservação de Israel e o cumprimento de seus propósitos (Gn 45.5-8; 50.20), a narrativa bíblica não aprova o favoritismo praticado por Jacó. Pelo contrário, evidencia os prejuízos que tal atitude causou dentro de seu próprio lar.

Diante disso, cada cristão deve examinar sua conduta no ambiente familiar, avaliando se tem tratado seus familiares com amor, equilíbrio e justiça ou se, ainda que involuntariamente, tem demonstrado preferência por alguns em detrimento de outros.

Ev. WELIANO PIRES 

18 junho 2026

Parabéns à Assembleia de Deus pelos 115 anos de fundação.

Foto: AD Belém São Carlos/SP

Na Rua Azusa, em Los Angeles
Um fenômeno atípico aconteceu
Em um velho templo abandonado
Uma reunião de crentes ocorreu
Foram cheios do Espírito Santo
E a notícia pelo mundo correu.

Por todo o país se espalhou
Este Movimento Pentecostal
Várias Igrejas foram avivadas
Com grande fervor espiritual
Os crentes foram despertados
Para a missão internacional.

Nesse clima de avivamento
Dois jovens foram impactados
Daniel Berg e Gunnar Vingren
Por Deus foram direcionados
Eles viviam nos Estados Unidos
E para o Brasil foram enviados.

No ano de mil novecentos e dez
Em Belém do Pará chegaram
Não conheciam o nosso idioma
Muitas dificuldades enfrentaram
A Igreja Batista já existia aqui
E nela eles se congregaram.

Entretanto, a mensagem pregada 
Incomodou aos irmãos batistas
A liderança ficou contrariada 
Pois eram cessacionistas
Uma reunião foi marcada
E desligaram os avivalistas 

Junho de mil novecentos e onze
Dezenove crentes se reuniram
Após saírem da Igreja
Por unanimidade decidiram
Criar uma nova denominação
Da obra de Deus não desistiram.

Missão da Fé Apostólica
Foi este o nome escolhido
Para a nova denominação
Pelo Espírito Santo dirigidos
Se espalharam pela nação
Pregando aos oprimidos.

Depois, outros missionários
Ao nosso Brasil chegaram
Para apoiar esta grande obra
Com coragem desbravaram
Os mais longínquos rincões
Cantaram, oraram e pregaram.

Em mil novecentos e dezoito
Mudaram o nome da missão
Tornou-se Assembleia de Deus
Firmada na doutrina e na oração
Pregavam os dons, cura divina
Batismo no Espírito e salvação.

Em mil novecentos e vinte e dois
Foi lançada a primeira edição
Com cem hinos de doutrina sã
O novo hinário da denominação
Que foi chamado Harpa Cristã
Usado no louvor e adoração.

No ano mil novecentos e trinta
A Convenção Geral foi criada
Visando a união e crescimento
Para que a obra fosse divulgada
Decidiram lançar o jornal oficial
Na primeira reunião realizada.

Dez anos depois foi criada
A nossa Casa Publicadora
Pela demanda apresentada
Na expansão evangelizadora
Várias obras foram publicadas
Com mensagens consoladoras

Devido à grande expansão
Surgiram divisões regionais
Chamadas de ministérios
Com suas lideranças locais
Porém estavam vinculadas
Com as diretrizes nacionais.

Com o passar dos anos surgiram
Muitos ministérios e convenções
Que se tornaram independentes
Cada um com suas convicções
Chamam-se Assembleia de Deus
Mas com ela não têm ligações.

Pela Igreja Assembleia de Deus
Eu nutro respeito e gratidão
Foi nela que eu ouvi o Evangelho
Fui criado e aprendi a ser cristão.
Hoje, eu quero parabenizá-la
Pelo aniversário de fundação.

Ev.  Weliano Pires
Assembléia de Deus
Ministério do Belém
São Carlos-SP.



16 junho 2026

Introdução à Lição 12: A reconciliação de Jacó com Esaú

Data: 21 de junho de 2026

TEXTO ÁUREO:

“Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram.” (Gn 33.4).


VERDADE PRÁTICA:

Em Deus, sempre há possibilidade de perdão e reconciliação.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 33.1-10.


Objetivos da Lição: 

I) Explicar que Jacó e Esaú tinham sérios conflitos; 

II) Mostrar o encontro de Jacó e Esaú;

III) Saber que, depois do encontro com seu irmão, Jacó segue seu caminho.


INTRODUÇÃO 

Estamos nos aproximando do final deste trimestre, e esta penúltima lição será a última dedicada ao estudo da vida do patriarca Jacó. Nesta oportunidade, veremos o reencontro dos irmãos Esaú e Jacó, após cerca de vinte anos de separação, desde que Jacó obteve a bênção da primogenitura e despertou a ira de seu irmão (Gn 27.41).

Dando continuidade à lição anterior, observaremos que Jacó ainda estava apreensivo diante da possibilidade de um confronto com Esaú, que vinha ao seu encontro acompanhado de quatrocentos homens (Gn 32.6,7). Contudo, após sua experiência transformadora com Deus em Peniel (Gn 32.24-30), Jacó demonstrou humildade e disposição para reconciliar-se com seu irmão.

O encontro dos dois não resultou em vingança, mas em perdão e restauração (Gn 33.3,4). Assim, esta lição nos ensina que a graça de Deus pode restaurar relacionamentos rompidos e produzir reconciliação entre aqueles que se dispõem a andar segundo a vontade divina.

Palavra-Chave: RECONCILIAÇÃO


A palavra reconciliação deriva do latim reconciliatio, formada pelo prefixo re (“de novo”, “novamente”) e pelo verbo conciliare (“unir”, “harmonizar”, “promover a concórdia” ou “tornar favorável”). Portanto, a palavra reconciliação significa o restabelecimento de uma relação rompida, a reaproximação entre pessoas ou grupos, ou a restauração da amizade e da harmonia após um desentendimento.


Ev. WELIANO PIRES

13 junho 2026

JACÓ NO VAU DO JABOQUE


(Comentário do terceiro tópico da lição 11: Jacó – De enganador a homem de honra)

Neste terceiro tópico, abordaremos o ponto culminante da trajetória de Jacó: sua passagem pelo vau de Jaboque, onde teve um encontro pessoal com Deus e sua vida foi transformada.

Depois de se reconciliar com Labão, Jacó seguiu o seu caminho em direção à terra de seus pais. Contudo, ainda carregava em seu coração angústia e temor por causa do reencontro com seu irmão Esaú. Ao saber que Esaú vinha ao seu encontro com quatrocentos homens, Jacó ficou preocupado diante daquela situação (Gn 32.6).

Diante disso, Jacó enviou mensageiros e presentes ao seu irmão, buscando uma atitude de paz. Depois de atravessar sua família pelo ribeiro de Jaboque, ficou sozinho e teve um encontro com um ser em forma humana, identificado posteriormente como o próprio Deus, com quem lutou até o amanhecer (Gn 32.24,30; Os 12.3,4).

Ao perceber que não prevaleceria contra Jacó, o Senhor tocou-lhe na articulação da coxa, deixando-o marcado fisicamente. Mesmo ferido, Jacó não desistiu e pediu uma bênção, demonstrando sua dependência de Deus (Gn 32.26). Naquele momento, seu nome foi mudado de Jacó para Israel (Gn 32.28), indicando uma nova identidade e uma transformação realizada pelo Senhor.

1. A angústia e o medo de Jacó. Depois de se reconciliar com seu sogro Labão, Jacó seguiu em direção à terra de seus pais. No caminho, teve uma experiência marcante ao ver um exército de anjos e reconheceu aquele lugar como “Maanaim”, o acampamento de Deus (Gn 32.1,2). Apesar dessa manifestação divina, Jacó ainda estava angustiado e temeroso por causa do reencontro com seu irmão Esaú, que vinha ao seu encontro com quatrocentos homens (Gn 32.6).

O temor de Jacó se justificava, pois vinte anos antes ele havia enganado seu irmão Esaú, tomando-lhe a bênção, e este havia prometido matá-lo. Agora, diante daquela situação, Jacó temia pela sua vida e pela sua família. Sua reação revela que, mesmo tendo experimentado a proteção e a fidelidade de Deus ao longo de sua caminhada, ainda enfrentava momentos de medo e insegurança.

Diante dessa angústia, Jacó decidiu buscar a Deus em oração, reconhecendo sua total dependência do Senhor e pedindo-lhe proteção. Ele também tomou atitudes para tentar promover a reconciliação com seu irmão, enviando presentes e preparando o encontro com Esaú. 

Todos nós estamos sujeitos a passar por momentos que ameaçam nossa segurança e nos causam medo. Entretanto, nas crises, o melhor caminho é buscar o socorro de Deus e não se desesperar. Assim como Jacó, devemos reconhecer nossa dependência do Senhor, pois Ele é o nosso refúgio, fortaleza e socorro nos momentos de angústia.

2. Jacó ficou só e lutou com o anjo. Depois de conduzir sua família para além do ribeiro de Jaboque, Jacó ficou sozinho e teve um encontro com Deus, lutando com Ele até o amanhecer (Gn 32.24,30; Os 12.3,4). Aquele momento representou um confronto espiritual decisivo, no qual Jacó foi conduzido a reconhecer sua total dependência do Senhor.

Ao perceber a perseverança de Jacó, o Senhor tocou na articulação de sua coxa, deixando uma marca física daquele encontro. Mesmo ferido, Jacó não desistiu e clamou por uma bênção, demonstrando sua dependência de Deus: “Não te deixarei ir, se me não abençoares” (Gn 32.26).

Naquele momento, seu nome foi mudado de Jacó para Israel (Gn 32.28), simbolizando uma nova identidade e a transformação espiritual realizada pelo Senhor em sua vida. O texto bíblico revela que aquela experiência envolvia o próprio Deus, pois Jacó declarou: “Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva” (Gn 32.30).

A atitude de Jacó, em uma noite marcada por angústia e incertezas, nos ensina sobre a importância da perseverança na oração, da dependência de Deus e da disposição para permitir que o Senhor opere as mudanças necessárias em nosso caráter.

3. Jacó é transformado. Depois do encontro com Deus no vau de Jaboque, houve uma mudança decisiva na história de Jacó. O seu nome foi mudado de Jacó — relacionado ao sentido de “agarrado ao calcanhar” e associado à ideia de suplantador — para Israel, que expressa a ideia de alguém que prevalece com Deus. Conforme observamos em lições anteriores, na cultura bíblica o nome possuía um significado profundo, estando frequentemente relacionado à identidade e à história da pessoa.

Portanto, Deus não mudou apenas o nome de Jacó, mas também trabalhou o seu caráter e reafirmou o propósito que havia estabelecido para sua vida. A transformação de Jacó demonstra que o Senhor não apenas abençoa circunstâncias externas, mas opera uma mudança interior na vida daqueles que têm um encontro verdadeiro com Ele.

O encontro no vau de Jaboque nos ensina que Deus trabalha no interior do ser humano, transformando seu caráter e conduzindo-o ao cumprimento dos seus propósitos (2 Co 5.17; Fp 1.6). Aquele que experimenta uma verdadeira comunhão com Deus não permanece dominado pelos antigos padrões de vida, pois o Espírito Santo produz uma nova maneira de viver, refletindo as virtudes do fruto do Espírito (Gl 5.22).

Obs.: Houve um equívoco na sinopse deste tópico, na revista do professor, pois foi repetida a do terceiro tópico da lição anterior, que não tem nada a ver com o assunto deste tópico. 

Podemos substituir pelo seguinte: 

“Jacó passou o vau de Jaboque em profunda angústia e teve um encontro com Deus. Este encontro revela a sua transformação”.

Ev. WELIANO PIRES 

12 junho 2026

JACÓ DESEJA RETORNAR À SUA TERRA

(Comentário do 2º tópico da Lição 11: Jacó - De enganador a homem de honra) 

Neste segundo tópico, abordaremos o desejo de Jacó de retornar à terra de seus pais após vinte anos vivendo na casa de seu tio Labão. Quando chegou àquela região, Jacó nada possuía; entretanto, prosperou grandemente, porque o Senhor o abençoou (Gn 30.43; 31.9). Essa prosperidade despertou a inveja e o descontentamento de Labão e de seus filhos contra ele (Gn 31.1,2).

Diante dessa situação, Jacó manifestou o desejo de voltar à casa de seus pais e solicitou a Labão que o liberasse juntamente com suas esposas e seus filhos (Gn 30.25,26). Contudo, esse propósito não partiu apenas de uma iniciativa pessoal. Deus estava conduzindo Jacó de volta à terra de Canaã, em cumprimento às promessas que lhe havia feito anteriormente (Gn 28.13-15; 31.3).

Ao tomar conhecimento da intenção de Jacó, Labão procurou convencê-lo a permanecer em sua casa e propôs um acordo para que continuasse trabalhando para ele (Gn 30.27,28). Após um período adicional de serviço, o Senhor ordenou que Jacó retornasse à sua parentela, prometendo estar com ele nessa jornada (Gn 31.3).

Em obediência à voz de Deus, Jacó partiu com sua família. Quando Labão soube da partida, saiu em sua perseguição, mas o Senhor interveio e não permitiu que ele causasse qualquer dano a Jacó (Gn 31.22-24). Assim, Deus demonstrou sua fidelidade, protegendo o patriarca e conduzindo-o de volta ao lugar onde cumpriria seus propósitos em sua vida.

1. Jacó almeja retornar para sua casa.

Conforme abordamos no tópico anterior, Jacó chegou a Padã-Arã solteiro, a pé e sem possuir bem algum. Entretanto, o Senhor o abençoou grandemente e, após vinte anos, ele havia constituído família e adquirido muitos bens. Nessa ocasião, Jacó já possuía duas esposas, onze filhos e uma filha — Benjamin ainda não havia nascido —, além de numerosos rebanhos, servos, servas, camelos e jumentos (Gn 30.43).

Toda essa prosperidade despertou a inveja dos filhos de Labão, que diziam: “Jacó tem tomado tudo o que era de nosso pai; e do que era de nosso pai fez ele toda esta glória” (Gn 31.1). Além disso, Jacó percebeu que a atitude de Labão para com ele já não era a mesma de antes (Gn 31.2).

Contudo, o desejo de Jacó de retornar à sua terra não era motivado apenas pela saudade ou pelo desgaste do relacionamento com a família de Labão. Tratava-se também da ação de Deus, que, em sua soberania, dirigia seus passos de volta à terra da promessa. Ali, o Senhor cumpriria as promessas da aliança feitas a Abraão, Isaque e ao próprio Jacó em Betel (Gn 28.13-15; 31.3,13).

2. O acordo entre Labão e Jacó.

Na sociedade patriarcal da época, cabia ao chefe do clã tomar as principais decisões da família. Assim, não bastava que Jacó desejasse partir; era necessário tratar da questão com Labão, seu sogro e patrão. Reconhecendo que havia sido abençoado por causa de Jacó, Labão procurou convencê-lo a permanecer e propôs que continuasse trabalhando para ele (Gn 30.27,28).

Jacó, então, sugeriu um acordo: os animais salpicados, malhados e escuros que nascessem entre os rebanhos seriam o seu salário (Gn 30.32,33). Labão aceitou a proposta, e Jacó continuou servindo ao sogro. A partir daquele momento, passou a trabalhar para formar o patrimônio de sua própria casa (Gn 30.34-36).

O Senhor, porém, abençoou o trabalho de Jacó, fazendo com que seus rebanhos crescessem de forma extraordinária (Gn 30.43; 31.9-12). Dessa maneira, Deus compensou os prejuízos causados pelos anos de exploração e pelas constantes mudanças de salário impostas por Labão (Gn 31.7,41,42).

Essa experiência ensina que há momentos em que Deus nos chama para permanecer e outros em que nos conduz a uma nova etapa de sua vontade. O mais importante não é ficar ou sair, mas discernir e obedecer à direção do Senhor (Ec 3.1; Sl 32.8).

Também devemos compreender que Deus conduz cada pessoa segundo os seus propósitos. A Abraão, o Senhor ordenou que deixasse sua terra e sua parentela para seguir rumo ao desconhecido (Gn 12.1-4). A Jacó, porém, determinou que retornasse à terra de seus pais (Gn 31.3). Em ambos os casos, a bênção estava vinculada à obediência à voz de Deus.

3. Deus manda Jacó retornar à casa de seus pais.

O ambiente na casa de Labão tornou-se cada vez mais hostil para Jacó. Os filhos de Labão o acusavam injustamente de enriquecer às custas de seu pai, quando, na realidade, havia sido Labão quem o explorara durante vinte anos, alterando repetidas vezes o seu salário (Gn 31.1,7,41). Contudo, a prosperidade de Jacó não era resultado apenas de seu trabalho, mas, sobretudo, da bênção de Deus sobre a sua vida (Gn 31.9,12).

Nesse contexto, o Senhor falou claramente a Jacó, ordenando-lhe que retornasse à terra de seus pais: “Torna-te à terra dos teus pais e à tua parentela, e eu serei contigo” (Gn 31.3). Mais adiante, Deus relembrou a experiência de Betel e confirmou que havia visto todas as injustiças praticadas por Labão (Gn 31.12,13).

Sabendo que seu sogro dificilmente aceitaria sua partida, Jacó aproveitou a ausência de Labão, que havia saído para tosquiar suas ovelhas, e partiu com suas esposas, filhos e bens (Gn 31.17-21). Ao saber da fuga, Labão reuniu seus parentes e perseguiu Jacó por sete dias, alcançando-o na montanha de Gileade (Gn 31.22,23).

Entretanto, antes do encontro, Deus advertiu Labão em sonho, dizendo: “Guarda-te, que não fales com Jacó nem bem nem mal” (Gn 31.24). Assim, o Senhor protegeu seu servo e impediu que lhe fosse causado qualquer dano.

Durante esse episódio, Raquel furtou os ídolos domésticos de seu pai sem o conhecimento de Jacó (Gn 31.19). Embora Labão os procurasse insistentemente, não conseguiu encontrá-los (Gn 31.33-35). Ao final, ambos fizeram uma aliança de paz, e Labão retornou à sua terra, enquanto Jacó prosseguiu sua jornada rumo a Canaã (Gn 31.44-55).

A experiência de Jacó nos ensina que, quando Deus nos dirige por um caminho, também cuida de nós durante a caminhada. O Senhor abriu o caminho diante de Jacó, protegeu-o de seus adversários e o conduziu em segurança ao cumprimento de seus propósitos. Da mesma forma, aqueles que obedecem à direção divina podem confiar no cuidado e na fidelidade de Deus (Sl 37.23,24; Is 41.10).

Ev. WELIANO PIRES

Introdução à Lição 1: O chamado para os gentios

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