12 outubro 2024

A PROMESSA DE SALVAÇÃO PARA ISRAEL

(Comentário do 3º tópico da Lição 02: As Promessas de Deus para Israel)

Ev. WELIANO PIRES

No terceiro tópico, falaremos da promessa de salvação do povo de Israel. Trataremos inicialmente da queda de Israel, que não conseguiu cumprir o seu papel de nação sacerdotal perante as outras nações. Na sequência, falaremos da tristeza do apóstolo Paulo, descrita no capítulo 9 da Epístola aos Romanos, por causa do povo de Israel, por não terem reconhecido a Cristo. Por último, falaremos da promessa escatológica de salvação de Israel. 

1- A queda de Israel. Israel falhou como nação sacerdotal, para levar a mensagem de Deus e ser exemplo para outras nações. Deus lhes enviou o Messias para salvar não apenas a eles, mas a toda a humanidade. Entretanto, Israel não reconheceu o seu Messias. Por causa disso, este papel profético e sacerdotal foi dado à Igreja. Entretanto, precisamos tomar cuidado para não abraçar a chamada teologia da substituição, que ensina que Israel foi substituído pela Igreja e, portanto, as promessas de Deus para Israel se cumprirão na Igreja. Isto não tem fundamento bíblico. 

Israel e a Igreja são dois povos distintos e após o arrebatamento da Igreja, Deus voltará a tratar com Israel. Deus não rejeitou o povo de Israel. As promessas incondicionais que foram feitas por Deus a Abraão, continuam de pé e serão cumpridas no Milênio. Deus concederá a Israel todo o território que prometeu a Abraão, que vai desde o Egito até o Iraque. Haverá também a construção do novo templo e Israel voltará a ser uma nação sacerdotal para todo o mundo. 

2- A tristeza de Paulo por Israel. O capítulo 9 de Romanos menciona a tristeza do apóstolo Paulo por causa da incredulidade de seu povo, por terem rejeitado o Messias. Em sua profunda tristeza, o apóstolo chega a dizer que desejaria estar separado de Cristo, por amor dos seus irmãos israelitas. Na sequência, Paulo faz menção às bênçãos dos Israelitas como a adoção de filhos, a glória, a aliança, a Lei, o culto e as promessas. Entretanto, isso não lhes confere a salvação. Do ponto de vista espiritual, Israel está na mesma situação dos demais incrédulos de outras nações que rejeitam a Cristo. 

Atualmente, embora Israel tenha promessas de Deus para o futuro, na questão da salvação, eles não serão salvos apenas por serem israelitas. A Bíblia deixa muito claro que a salvação é somente pela Graça de Deus, mediante a fé em Cristo. Também não será obtida pelas obras ou por merecimento (Ef 2.8-10). Sendo assim, o fato de ser israelita, não confere nenhum privilégio para a salvação. Os israelitas que não receberem a Cristo como Senhor e Salvador, infelizmente, serão condenados. 

3- Promessa de salvação a Israel. No livro do profeta Ezequiel, capítulo 37, o profeta descreveu a visão que ele teve de um vale de ossos secos. O Senhor lhe perguntou se aqueles ossos poderiam voltar a viver e Ezequiel respondeu: “Senhor Jeová, Tu o sabes”. O Senhor, então, mandou que ele profetizasse àqueles ossos secos, para que nascessem carnes e nervos sobre eles e assim aconteceu. Entretanto, estes corpos permaneceram sem vida e  imóveis. O Senhor mandou que Ezequiel profetizasse para que entrasse espíritos naqueles corpos e eles reviveram. 

Depois disso, o Senhor disse a Ezequiel que aqueles ossos eram a casa de Israel. A primeira parte da profecia refere-se à restauração de Israel como nação, que já começou em 1948 com a criação do Estado de Israel e será concluída no Milênio. Na última parte da profecia, o Senhor diz: “E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra, e sabereis que eu, o Senhor, disse isso e o fiz, diz o Senhor.” (Ez 37.14). Esta parte é uma referência à restauração espiritual da nação de Israel, que ocorrerá também no Milênio, quando acontecerá a conversão nacional de Israel. Nesse tempo Israel irá reconhecer Jesus como o Seu Messias e serão salvos. 

10 outubro 2024

Outras promessas a Israel

(Comentário do 2° tópico da Lição 02: As Promessas de Deus para Israel). 

Ev. WELIANO PIRES 

No segundo tópico, falaremos de outras promessas que foram feitas a Israel, sendo três delas aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, e outra através do profeta Isaías. A primeira destas promessas foi o filho prometido a Abraão, sendo ele e sua esposa avançados em idade e ela estéril. A segunda promessa foi um filho prometido a Isaque, cuja esposa também era estéril, do qual viria a nação de Israel. Veremos também a renovação da promessa a Jacó, o filho mais novo de Isaque, que teve dois filhos, mas o primogênito vendeu o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Por último, falaremos da promessa do Reino do Messias, feita através do profeta Isaías. 

1- A promessa de um filho a Abraão. Deus iniciou o Seu projeto de nação, chamando um idoso de 75 anos, que vivia na Antiga Mesopotâmia, na cidade de Ur dos Caldeus, chamado Abrão (Gn 12.1). Para tornar a situação ainda menos provável, a esposa deste homem tinha 65 anos e era estéril. Qualquer pessoa que recebesse uma promessa de ser pai de uma grande nação, estando nestas condições, diria que seria impossível. 

Um homem de 75 anos ser pai, embora seja raro, é possível. Mas, no caso da mulher, segundo os especialistas, o período reprodutivo se encerra com a menopausa, que acontece em média entre os 45 e 50 anos. No caso de Sara, além da idade avançada, ela era estéril, pois nunca teve filhos antes. Deus pretendia deixar claro para o casal que a criação desta nação era algo extraordinário, que só ocorreria por um milagre de Deus.

Dez anos se passaram, desde a chamada de Abrão e nada de filhos. A esposa de Abrão acabou se precipitando e sugeriu que ele tivesse um filho com Hagar, a sua escrava egípcia, que era um costume daquela época. Abraão aceitou a proposta sem questionar e teve um filho, a quem deu o nome de Ismael (Gn 16.1-16).

Deus apareceu novamente a Abrão, mudou o seu nome para Abraão e o nome de sua esposa Sarai, para Sara, e enfatizou a promessa de que ele seria pai de um filho da sua esposa (Gn 17.5-19). O nome da criança seria Isaque e dele viria a descendência da promessa. Abraão creu na promessa e isso lhe foi imputado por justiça. Quando Abrão estava com 100 anos e a sua esposa, Sara, com 90 anos, Isaque nasceu (Gn 21.5), cumprindo-se a promessa de Deus. 

2- A promessa de um filho a Isaque. Isaque, o filho da promessa, ainda era solteiro, quando Sara sua mãe faleceu. Abraão casou-se novamente com uma mulher chamada Quetura e teve seis filhos dela, que deram origem a outras nações. Mas a promessa de Deus de fazer de Abraão uma grande nação, seria através de Isaque. Por isso, em sua velhice, Abraão chamou o seu mordomo Eliezer, o servo de confiança da casa, e fez um juramento com ele, para que fosse aos seus parentes na Mesopotâmia e trouxesse de lá, uma esposa para Isaque. 

O damasceno Eliezer reuniu um grupo de camelos e presentes e se dirigiu à terra natal de Abraão, não em Ur dos Caldeus, pois a família dele havia saído de lá e se mudado para Harã. No meio do caminho, Eliezer fez uma oração e um voto a Deus, para que Deus lhe mandasse a moça certa ao seu encontro. Tudo aconteceu conforme ele havia falado com Deus e ele encontrou Rebeca, filha de Betuel e Milca, ambos sobrinhos de Abraão. 

Rebeca se dispôs a acompanhar Eliezer e ir ao encontro de Isaque para casar-se com ele, sem conhecê-lo, nem mesmo por foto, pois isso ainda não existia. Isaque e Rebeca se casaram, mas assim como Sara, ela também era estéril. Isaque orou a Deus durante 20 anos para que Ele abrisse a madre de Rebeca. 

Não temos no Gênesis, de forma explícita, Deus prometendo um filho a Isaque, como Ele fez a Abraão em mais de uma ocasião. Entretanto, Deus prometeu a Isaque que multiplicaria a sua descendência, da mesma forma que havia feito a Abraão. Isaque creu nas promessas de Deus e perseverou na oração. Diferente dos seus pais, ele não tentou outros meios de gerar um filho e foi o único monogâmico dos três patriarcas, tendo apenas Rebeca como esposa. 

Deus ouviu a oração de Isaque e concedeu ao casal, os gêmeos Esaú e Jacó. Ainda no ventre, os gêmeos lutavam entre si e Rebeca foi perguntar ao Senhor o que significava aquilo. Deus respondeu que havia duas nações em seu ventre e o maior seria servo do menor. Isso significa que Deus havia escolhido Jacó, o filho menor, para dar continuidade ao Seu projeto de fazer de Abraão uma grande nação. 

3- A promessa renovada. Deus falou Isaque e reafirmou as promessas feitas ao seu pai Abraão, de que ele seria pai de uma grande nação e que daria todas aquelas terras aos seus descendentes. Assim como Abraão, Isaque também viveu como nômade, habitando em tendas e não teve terras, durante a sua vida. 

Diferente de Abraão, que Deus confirmou que o filho da promessa era Isaque, no caso de Isaque ele tinha a promessa de seria pai de uma grande nação, mas ele tinha dois filhos da sua esposa: Esaú e Jacó. Isaque amava a Esaú, por ser o primogênito e por ser um habilidoso caçador, que lhe fazia pratos saborosos. Rebeca, por sua vez, preferia Jacó, o filho mais novo, talvez por causa da informação dada por Deus de que Jacó seria o escolhido para ser o pai da nação mais forte. 

Percebendo que Isaque tinha preferência por Esaú e iria dar-lhe a bênção da primogenitura, Rebeca arquitetou um plano maquiavélico, para que Isaque desse a bênção Jacó a bênção. Isaque chamou Esaú e pediu que ele fosse ao campo buscar uma caça da sua preferência e lhe preparasse um saboroso prato e, na ocasião, ele receberia a benção. 

Rebeca ouviu a conversa e tramou um plano maquiavélico para enganar Isaque e fazê-lo abençoar Jacó, em vez de Esaú (Gn 27.5-10). Rebeca mandou, então, que Jacó lhe trouxesse um cabrito, para que ela o preparasse para Isaque. Em seguida, vestiu Jacó com um couro peludo de animais para ficar parecido com Esaú. Assim, ambos enganaram Isaque.  Por direito, a primogenitura pertencia a Esaú, porém, ele a havia desprezado e vendido ao seu irmão por um prato de lentilhas.

Por causa deste engano de Jacó, Esaú planejou matá-lo. Orientado por seus pais, Jacó deixou a terra dos seus pais e fugiu para Padã-Arã, onde moravam os parentes da mãe dele. No caminho, Jacó teve um sonho, no qual ele via uma escada que a terra ao Céu e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. Em seguida, ouviu a voz de Deus, que reafirmou a ele as promessas feitas a Abraão e Isaque, e disse que daria aquela terra que ele estava deitado aos seus descendentes. 

Jacó seguiu o seu caminho e foi-se a Padã Arã, morar com o seu tio materno Labão. Logo no primeiro momento, encantou-se por Raquel, a filha mais nova do seu tio. Labão propôs que ele trabalhasse sete anos para casar-se com Raquel. Jacou cumpriu a proposta, mas foi enganado por seu tio e teve que casar-se primeiro com Lia e trabalhar outros sete anos por Raquel. Das duas filhas de Labão, Lia e Raquel, e das respectivas servas delas, Zilpa e Bila, Jacó teve doze filhos e uma filha. 

Depois de ser enganado por Labão várias vezes, Jacó seguiu a orientação de Deus e voltou para a terra dos seus pais junto com a numerosa família. Viveu lá por vários anos e depois mudaram-se para o Egito, onde o seu filho José se tornou o governador. Após a morte de José, os descendentes de Jacó foram escravizados por 430 anos, mas Deus os libertou e os conduziu à terra prometida. Os doze filhos deram origem às doze tribos de Israel. A tribo de Levi foi a tribo sacerdotal e não teve herança na terra que Deus deu a Abraão, Isaque e Jacó. A tribo de José se dividiu em duas: Manassés e Efraim. A tribo de Judá foi escolhida por Deus para ser a tribo, através da qual viria o Messias. 

4- Promessa do Reino do Messias.  Conforme vimos no tópico anterior, Deus prometeu a Abraão que na sua descendência seriam benditas todas as famílias da terra. Esta promessa seria reafirmada muitos séculos depois pelos profetas, que falaram sobre o seu nascimento, os seus sofrimentos e o seu Reino eterno. Evidentemente, o povo de Israel não entendeu estas profecias, pois pensavam se tratar de um reino político, para guerrear contra os seus inimigos. 

O profeta que mais falou sobre esta promessa, com muitos detalhes, foi o profeta Isaías. Por isso, ele é chamado de “Profeta Messiânico”. O profeta Isaías profetizou o nascimento virginal do Messias, dizendo: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um Filho e será chamado Emanuel”. (Is 7.14). Mateus citou o cumprimento desta profecia no nascimento de Jesus (Mt 1.23). Isaías profetizou também que o Messias nasceria da descendência de Jessé: “Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará.” (Is 11.1). Por fim, Isaías profetizou também vários detalhes dos sofrimentos do Messias (Is 53).

08 outubro 2024

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 02 – PROMESSAS DE DEUS PARA ISRAEL


Ev. WELIANO PIRES

Nesta segunda lição, estudaremos as promessas de Deus relacionadas à nação de Israel. Deus chamou um homem chamado Abrão, que vivia em Ur dos Caldeus, na antiga Mesopotâmia, e ordenou que ele saísse da sua terra e do meio dos seus parentes, para ir a uma terra que Deus iria lhe mostrar. Em contrapartida, Deus prometeu fazer da sua descendência uma grande nação, na qual seriam benditas todas as famílias da terra. Assim, Deus conduziu todo o processo de formação da nação de Israel e a estabeleceu como uma nação sacerdotal entre todas as demais. 


No primeiro tópico, falaremos da promessa divina de criar uma grande nação, que foi a nação de Israel. Primeiro, falaremos da promessa feita a Abrão de fazer dele uma grande nação. Segundo, veremos a promessa de Deus de abençoar Abrão, engrandecer o seu nome e fazer dele uma benção. Não era apenas uma promessa materialista, mas um testemunho para todos os povos. Terceiro, falaremos da promessa de Deus de abençoar aos que abençoarem a Israel e de amaldiçoar os que o amaldiçoarem. Por último, falaremos da promessa feita a Abrão, de que nele seriam benditas todas as famílias da terra, que é uma referência à vinda do Senhor Jesus a este mundo. 


No segundo tópico, falaremos de outras promessas que foram feitas a Israel, sendo três delas aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, e outra através do profeta Isaías. A primeira destas promessas foi o filho prometido a Abraão, sendo ele e sua esposa avançados em idade e ela estéril. A segunda promessa foi um filho prometido a Isaque, cuja esposa também era estéril, do qual viria a nação de Israel. Veremos também a renovação da promessa a Jacó, o filho mais novo de Isaque, que teve dois filhos, mas o primogênito vendeu o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Por último, falaremos da promessa do Reino do Messias, feita através do profeta Isaías. 


No terceiro tópico, falaremos da promessa de salvação do povo de Israel. Trataremos inicialmente da queda de Israel, que não conseguiu cumprir o seu papel de nação sacerdotal perante as outras nações. Na sequência, falaremos da tristeza do apóstolo Paulo, descrita no capítulo 9 da Epístola aos Romanos, por causa do povo de Israel, por não terem reconhecido a Cristo. Por último, falaremos da promessa escatológica de salvação de Israel, que ocorrerá no Milênio. 


REFERÊNCIAS:

RENOVATO, Elinaldo. As promessas de Deus: Confie e viva as bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024. 
ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2024, Ed. 99, p. 37. 
LONGMAN III, Tremper. Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 407.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD , 2009, pp. 282, 283.

06 outubro 2024

TIPOS E PROPÓSITOS DAS PROMESSAS DE DEUS

(Comentário do 3º tópico da Lição 01: As Promessas de Deus). 

Ev. WELIANO PIRES 

No terceiro tópico, falaremos dos tipos e propósitos das promessas de Deus. Primeiro, falaremos das promessas incondicionais, que são aquelas que independem de circunstâncias, de tempo ou da ação humana. Depois, falaremos das promessas condicionais, que são aquelas que estão condicionadas a vários fatores como a obediência, o tempo e circunstâncias. Por último, falaremos de três propósitos das promessas de Deus, que são estabelecer alianças de Deus com o ser humano, oferecer novas oportunidades aos seres humanos por meio de pessoas justas e zelar pelo cumprimento da Palavra. 

1- Promessas incondicionais. Muitas pessoas dizem que tem promessas de Deus e, “quem tem promessa, não morre.” É preciso tomar cuidado com esse tipo de afirmação, pois na Epístola aos Hebreus, lemos que “muitos morreram sem alcançar a promessa.” (Hb 11.39). Quando estudamos sobre as promessas de Deus, precisamos ter em mente que há dois tipos de promessas da parte de Deus: as promessas incondicionais e as condicionais.

As promessas incondicionais são promessas, cujo cumprimento, não depende de nenhuma circunstância, como o tempo, ou as atitudes do destinatário dessas promessas. As promessas condicionais, por sua vez, dependem de condições que foram estabelecidas pelo próprio Deus, como veremos no próximo subtópico. 

Neste subtópico, falaremos das promessas incondicionais, mostrando alguns exemplos delas na Bíblia. As promessas incondicionais foram feitas por Deus para atender aos seus desígnios e se cumprirão no tempo determinado por Ele, independente das ações do homem. Todas as promessas incondicionais serão cumpridas, aconteça o que acontecer, pois foram garantidas por Deus, sem a imposição de condições. O comentarista citou vários exemplos de promessas incondicionais que estão na Bíblia. 

A primeira destas promessas incondicionais, mencionada na Bíblia, é a vinda do Salvador ao mundo. Em Gênesis 3.15, na sentença que Deus decretou contra a serpente, Ele prometeu que nasceria um descendente da mulher que iria ferir a cabeça da serpente. Esta promessa foi repetida por todo o Antigo Testamento, com mais detalhes, como por exemplo, em Isaías 7.14: “Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e chamará o seu nome EMANUEL”. Muitas promessas incondicionais na Bíblia estavam relacionadas a esta, como a chamada de Abrão, a formação da nação de Israel, a preservação da descendência de Davi, etc. Estas promessas se cumpriram e não estavam condicionadas à obediência do homem. 

Há ainda outras promessas incondicionais que foram feitas no Antigo Testamento, que ainda não se cumpriram, mas certamente irão se cumprir, como por exemplo, a restauração espiritual de Israel e a posse de toda a terra que Deus prometeu a Abraão, Isaque e Jacó. Embora Israel já tenha conquistado boa parte daquela terra nos de Josué, e ampliado durante os reinados de Davi e Salomão, nunca conquistaram a totalidade do território prometido por Deus aos patriarcas. Isso só acontecerá durante o Milênio, quando Jesus estabelecer o seu Reino e todo o Israel se converter. 

No Novo Testamento também há várias promessas incondicionais de Deus à Sua Igreja, que irão acontecer, mesmo que muitos não creiam e desobedeçam à Palavra de Deus. A primeira destas promessas é o arrebatamento da Igreja, que acontecerá a qualquer momento. Como disse o apóstolo Pedro, “o Senhor não retarda a Sua promessa, mas é longânimo para convosco, pois não quer que alguns se percam”. (2 Pe 3.9). Não sabemos quando Jesus virá, mas certamente Ele virá buscar a Sua Igreja. 

Além da promessa do Arrebatamento da Igreja, há outras que virão junto com esta, como a ressurreição dos mortos em Cristo e a transformação dos salvos que estiverem vivos nesta ocasião. Há também outras promessas que virão depois desta, como as bodas do Cordeiro no Céu, a Grande Tribulação na terra, o Milênio, a prisão de Satanás, a sua soltura temporária para enganar as nações, o Juízo Final e a Vida Eterna. Todas estas coisas acontecerão, independente das ações do homem. 

2- Promessas condicionais. As promessas condicionais são promessas que Deus faz e impõe condições para que elas se cumpram. Se os requisitos colocados por Deus não forem cumpridos pelos destinatários destas promessas, elas não se cumprirão. Isso não significa, de forma alguma que Deus tenha falhado, pois Ele é absolutamente infalível, como vimos no tópico anterior. 

Há muitas promessas condicionais registradas na Bíblia. Algumas se cumpriram, pois os destinatários cumpriram as condições estabelecidas, mas outras não foram cumpridas pois as pessoas não seguiram o que Deus estabeleceu. Por exemplo, Deus prometeu saúde plena ao povo de Israel (Êx 15.26). Mas esta promessa estava condicionada a Israel ouvir atentamente a voz do Senhor, fazer o que é reto e guardar todos os seus mandamentos. Como os israelitas não fizeram isso, muitas enfermidades vieram sobre eles e a promessa não foi cumprida. É importante também esclarecer que esta promessa foi feita a Israel e não à Igreja. 

Em Deuteronômio 28 há uma série de promessas feitas a Israel, condicionadas também à obediência aos mandamentos do Senhor. Deus prometeu abençoá-los na cidade e no campo, abençoar a produção agrícola e os animais, livrá-los dos inimigos, colocá-los como cabeça e não como cauda, etc. Tudo isso aconteceria, se eles obedecessem aos mandamentos do Senhor. Como eles não obedeceram, estas promessas não se cumpriram. No mesmo capítulo há as promessas de punição, em caso de desobediência, como a maldição em todas as áreas, o surgimento de várias enfermidades, a derrota perante os inimigos e o cativeiro. Estas promessas, tanto as relacionadas à obediência quanto à desobediência, também não foram destinadas à Igreja e sim a Israel, como veremos na próxima lição. 

No Novo Testamento, há também promessas condicionais, como o perdão dos pecados, que está condicionado ao arrependimento e ao perdão das ofensas do próximo. A promessa de permanecer no amor de Deus, também está condicionada à guarda dos mandamentos do Senhor. Vale lembrar que estes mandamentos não são os dez mandamentos, como querem os adventistas, pois aqueles mandamentos e os demais mandamentos da Lei (que não são apenas dez) foram dados a Israel e não à Igreja. 

3- O propósito das Promessas de Deus. Deus não faz promessas por acaso, ou para satisfazer o ego humano. As promessas de Deus cumprem propósitos específicos traçados por Ele mesmo. O comentarista colocou aqui três propósitos das promessas de Deus: 
a) Fazer alianças com o ser humano. Ao longo dos séculos, Deus fez várias alianças com o ser humano. Deus fez aliança com o primeiro casal no Éden, que chamamos de Aliança Edênica. Após a Queda, veio a Aliança feita com Adão, chamada de Aliança Adâmica. Depois do Dilúvio, Deus fez outra aliança com Noé, chamada de Aliança Noética. Fez também a aliança com Abraão, que é chamada de Aliança Abraâmica, ou Patriarcal. Vieram também outras alianças, como a Aliança Mosaica, feita com Moisés no Sinai, e a Aliança Davídica, feita com Davi. Por último, Deus fez a Nova Aliança estabelecida por Cristo, que é superior a todas as outras e é sempiterna. 

b. Oferecer novas oportunidades ao ser humano. Em todas estas Alianças, há promessas de Deus, que são cumpridas fielmente. É sempre o homem que falha em uma aliança com Deus. Após a falha humana, Deus em sua infinita misericórdia, reconsidera o destino do ser humano e faz outras promessas, dando-lhe oportunidade de salvação por meio de uma aliança feita com um justo, como no caso de Noé, para não exterminar totalmente o gênero humano. A última destas alianças foi feita através do Seu Filho Jesus Cristo. Esta jamais será reconsiderada, pois não há outra oportunidade de salvação fora de Cristo (Jo 14.6; At 4.12).

c. Zelar pelo cumprimento da Sua Palavra e aprofundar o relacionamento com o homem. Conforme vimos no tópico anterior, Deus tem compromisso com a Sua Palavra e nada do que Ele falou cairá por terra. Deus conhece o futuro por antecipação e quando promete algo, Ele sabe que irá cumprir. Não é como o ser humano que promete as coisas, mas está sujeito aos imprevistos, que fogem do seu controle. 

As promessas de Deus também aprofundam o relacionamento de Deus com o ser humano. O nosso Deus é um Ser Pessoal, que se relaciona com a Sua criação. O Deus da Bíblia não é como o deus do Deísmo, que criou o Universo, estabeleceu leis para este funcionar sozinho e se afastou dele. Não! O nosso Deus fala conosco e se envolve com os nossos problemas. Não é também um deus impessoal e insensível como o deus do Panteísmo, que é apenas uma energia boa, que está presente no universo. 

REFERÊNCIAS: 

RENOVATO, Elinaldo. As promessas de Deus: Confie e viva as bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024. 
ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2024, Ed. 99, p. 36. 
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD,2012, p. 22. 
PFEIFFER, Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 1611. 
BÍBLIA DE ESTUDO PALAVRAS-CHAVE: HEBRAICO E GREGO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2009 

05 outubro 2024

AS PROMESSAS E SEUS FUNDAMENTOS

(Comentário do 2° tópico da Lição 01: As Promessas de Deus) 

Ev. WELIANO PIRES 

No segundo tópico, falaremos dos fundamentos das promessas de Deus. Primeiro veremos que a palavra promessa está presente em toda a Bíblia. Na sequência, veremos que as promessas bíblicas se fundamentam na infalibilidade de Deus, que é um dos seus atributos incomunicáveis. Por último, veremos que Deus zela por Sua Palavra e garante o cumprimento das suas promessas. 

1- A Promessa na Bíblia. Segundo o dicionário Michaelis, a palavra promessa deriva do latim “promissa” e significa o compromisso assumido consigo mesmo ou com alguém de fazer algo. Na contabilidade, há um documento chamado “nota promissória” que é uma promessa de pagamento de uma dívida, contendo o valor da dívida, os nomes e as assinaturas do emitente e do beneficiário, e a data em que a dívida será paga. Do ponto de vista humano, as promessas dependem de muitos fatores para serem cumpridas, pois o homem é limitado e falível e há muitas coisas que não estão sob o seu controle. 

Na Bíblia as promessas estão presentes por toda parte, pois a Bíblia é um livro de promessas. No Antigo Testamento, não há uma palavra específica para “promessa”. A palavra mais usada é “dabhar”, que significa falar, responder, declarar, prometer, manifestar, relatar, etc. O Novo Testamento usa a palavra grega “epangelia”, que significa anúncio, promessa ou mensagem (Hb 10.23). Esta palavra tem a mesma raiz da palavra euangelio (Evangelho), que significa “boa notícia”.

Em relação a Deus, promessa é um compromisso assumido por Ele de que fará alguma coisa no futuro. Em sua presciência, Deus se refere ao futuro como se fosse presente, pois Ele conhece todas coisas. Há uma longa discussão no meio teológico sobre isso. Há teólogos que dizem que Deus apenas conhece antecipadamente o que irá acontecer, mas não determina os acontecimentos. Outros pensam que Ele não apenas conhece o futuro por antecipação, mas determina tudo o que o que irá acontecer. 

Seja como for, o fato é que a presciência de Deus é um grande mistério para nós, que somos seres limitados. As promessas de Deus são, na verdade, a garantia de que elas serão cumpridas. Deus não precisa de nada ou de ninguém para cumprir aquilo que Ele prometeu, pois tudo depende única e exclusivamente dele. Se Deus prometeu, não há porque duvidar ou desconfiar do cumprimento. Entretanto, como veremos no próximo tópico, há promessas para as quais o próprio Deus estabeleceu condições e circunstâncias para que elas se cumpram. 

2- Deus é infalível. O principal fundamento de que as promessas de Deus não falham é a infalibilidade de Deus. O nosso Deus possui atributos exclusivos, que nenhum outro ser os possui, chamados de atributos incomunicáveis, que são: onipotência, onipresença, onisciência, autoexistência, unicidade, eternidade, infinitude, soberania e imutabilidade. 

Sendo Deus imutável em sua natureza e caráter, Ele não pode falhar jamais. As suas promessas também não podem falhar, pois se falhasse, seria a negação da imutabilidade de Deus. Quando Deus promete que fará alguma coisa, Ele está colocando o Seu próprio Nome como garantia, pois Ele é infalível e imutável. Este assunto será expandido na última lição, quando falaremos da infalibilidade das promessas de Deus. 

3- Deus zela (vela) por sua Palavra. Neste subtópico, falaremos do segundo fundamento para o cumprimento das promessas de Deus, que é a infalibilidade da Sua Palavra. No texto de Isaías 55.11, o Senhor falou: “assim será a palavra que sair da minha boca ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.” Isto nos mostra que Deus não promete alguma coisa por acaso, ou para satisfazer o ego humano. As suas promessas tem propósitos específicos, que atendem aos seus desígnios, conforme veremos no próximo tópico. 

O comentarista menciona também a garantia dada por Deus a Jeremias de que Ele vela por Sua Palavra para cumprir. O profeta Jeremias teve a visão de uma vara de amendoeira e o Senhor lhe perguntou o que ele estava vendo. Jeremias respondeu que via uma vara de amendoeira e o Senhor lhe respondeu: “Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.11,12). 

Devemos nos perguntar, qual a relação que há entre uma vara de amendoeira e o Senhor velar pelo cumprimento da Sua Palavra. Há uma relação muito próxima entre as palavras hebraicas traduzidas por amendoeira e velar. As palavras hebraicas shaqad (amêndoa) e shaqed (velar, vigiar) têm a mesma raiz e são muito parecidas na escrita e na pronúncia. Assim, o Senhor usa um jogo de palavras, para explicar a Jeremias que Ele mantém total vigilância para que as suas palavras se cumpram. O Senhor Jesus reafirmou a infalibilidade da Palavra de Deus quando disse: “passarão o Céu e a terra, mas as minhas Palavras não hão de passar”. (Mt 24.35). 

REFERÊNCIAS:

RENOVATO, Elinaldo. As promessas de Deus: Confie e viva as bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024. 
ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2024, Ed. 99, p. 36. 
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD,2012, p. 22. 
PFEIFFER, Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 1611. 
BÍBLIA DE ESTUDO PALAVRAS-CHAVE HEBRAICO E GREGO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2009. 

04 outubro 2024

UM CONVITE DE DEUS

(Comentário do primeiro tópico da Lição 01: As promessas de Deus).

Ev. WELIANO PIRES

No primeiro tópico, tomando como base o capítulo 55 do Livro do profeta Isaías, discorreremos sobre o tema “um convite de Deus”. O capítulo 55 de Isaías é um convite de Deus a Israel, para que desfrute das suas bênçãos e ao mesmo tempo, uma promessa de salvação. Na sequência, com base no versículo 06 do mesmo capítulo, veremos que é preciso buscar ao Senhor, enquanto há a possibilidade de achá-lo. Por último, com base no versículo 07, falaremos da necessidade de arrependimento. O arrependimento foi a base das pregações de João Batista, de Jesus e dos apóstolos. 


1- Um convite, uma promessa. Neste tópico, o comentarista faz um comentário expositivo do texto de  Isaías 55.6-13, que é o texto da Leitura bíblica em classe. O profeta Isaías filho de Amoz, cujo nome significa “Yahweh é salvação”, profetizou no Reino do Sul (Judá), durante quatro reinados: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. Foi o profeta que mais falou sobre o Messias e por isso é conhecido como “profeta messiânico”. Isaías foi chamado por Deus para profetizar, no ano em que morreu o rei Uzias, aproximadamente 740 a.C. Não se sabe se Isaías já pregava publicamente antes deste chamado divino. Segundo a tradição judaica, Isaías era primo do rei Uzias e teria sido morto “serrado ao meio” durante o reinado de Manassés. 


O Livro do profeta Isaías contém várias profecias de julgamentos, do capítulo 1.1 a 35.10. Entretanto, entre estes julgamentos há também várias profecias de esperança, relacionadas à vinda do Messias (Is 9.1-7; 10.20-11.16; 35.1-10; 42.1-25; 49.1-26; 50.1-11; 52.13-15; 53.1-12). Dos capítulos 36 ao 39 é dedicado um espaço ao reinado de Ezequias, falando das ameaças do rei da Assíria, a destruição do exército de Senaqueribe, a doença e cura de Ezequias e a vinda dos embaixadores da Babilônia a Jerusalém. 


Nos capítulos 40 ao 66 há promessas de consolo, salvação e restauração de Jerusalém, no final do cativeiro babilônio. Dentro deste espaço, abre-se um parêntese para falar do Servo do Senhor, que é o Messias, e dos seus sofrimentos (49.1-26; 50.1-11; 52.13-15; 53.1-12). O mais importante é que estas promessas referentes à restauração de Jerusalém no final do cativeiro bailônico, foram feitas cerca de 100 anos antes do povo ir ao cativeiro. Isaías profetizou entre os anos 740 e 680 a.C. e o cativeiro babilônio teve início em 605 a.C. 


O capítulo 55 de Isaías inicia-se com um convite de Deus a todos os que têm sede, para que venham às águas e comprem, sem dinheiro, vinho e leite (Is 55.1). Inicialmente, este convite em linguagem figurada, foi dirigido aos exilados da Babilônia, mas este convite foi reiterado pelo Senhor Jesus a todos, dizendo: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mt 11.28). Em João 7.37, novamente, o Senhor convida os sedentos a virem a Ele e saciarem a sua sede: “...Se alguém tem sede, venha a mim, e beba”. No final do Apocalipse, o Senhor faz novamente o convite aos sedentos, depois de ressuscitado e glorificado: “...Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.” (Ap 22.17).


Os convites de Deus vem sempre acompanhados de uma promessa, seja para esta vida ou para a eternidade. É interessante notar que os convites de Deus e as suas promessas nestes casos são feitos de forma gratuita. Deus chama o povo sedento para que venham às águas e comprem “sem dinheiro e sem preço”. Da mesma forma, Jesus oferece a água da vida, “de graça”. Lamentavelmente, muitas pessoas aparecem vendendo as bênçãos de Deus ou exigindo coisas para alcançá-las, que Deus nunca exigiu. A Igreja Católica exigia ofertas em troca de indulgências ou perdão de pecados na Idade Média. Atualmente também, muitos que se dizem evangélicos, oferecem bênçãos em troca de votos, ofertas, sacrifícios e compras de produtos “ungidos”. Mas, as bênçãos de Deus nunca estiveram à venda. 


O comentarista destaca o versículo 11, que faz menção ao poder da Palavra de Deus: “assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei”. É na Palavra de Deus que as Suas promessas estão firmadas, pois a Sua Palavra não pode voltar atrás, sem cumprir o propósito para o qual ela foi enviada. Em tempos de eleições, vemos muitas promessas mirabolantes feitas por políticos, que sabemos que nunca serão cumpridas. Muitos maridos e esposas também fazem promessas que serão descumpridas, por motivos diversos. Mas com Deus não é assim. Quando Deus fala, Ele cumpre, pois Ele não pode mentir. Falaremos mais sobre este assunto no próximo tópico. 


2- É preciso buscar ao Senhor. Na continuidade do capítulo 55, o comentarista fala sobre o versículo 6, que é bem conhecido: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Em toda a Bíblia, há vários textos conclamando o povo de Deus a buscá-lo, garantindo que aqueles que o buscam, encontram. O nosso Deus está acessível em qualquer horário e lugar, a todos os que o buscam. Esta busca deve ser feita através da oração e relacionamento sincero com Deus. 


O Senhor falou ao profeta Jeremias: “Clama a mim e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes” (Jr 33.3). Em outra parte do Livro de Jeremias, o Senhor diz: “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13). O Senhor prometeu responder, perdoar e sarar a terra, se o seu povo o buscasse: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (2 Cr 7.14). 


No Novo Testamento, a recomendação para o povo de Deus buscá-lo em oração também está presente em muitos textos. O Senhor Jesus recomendou aos seus discípulos para buscarem a Deus em oração: “E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á.” (Lc 11.9,10). O apóstolo Paulo também recomendou os Tessalonicenses a orarem sem cessar (I Ts 5.17). Orientou também os Efésios a “orarem em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito…” (Ef 6.18).


É interessante destacar que a recomendação bíblica é para buscar ao Senhor e não apenas as suas bênçãos, como muitos fazem atualmente. Muitas pessoas não querem saber de buscar a Deus e ter relacionamento com Ele. Mas quando a situação se complica e não sabem mais o que fazer, correm para a Igreja para pedir oração e fazer campanhas para receber milagres de Deus. Quem ama a Deus não age assim, pois busca a Deus pelo que Ele é e não apenas pelo que Ele pode oferecer. 


3- É preciso se arrepender. Depois de orientar o povo a buscar a Deus enquanto se pode achar no versículo 6, no versículo 7 o Senhor estabelece como deve ser esta busca: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” Quando buscamos a Deus de forma sincera, a primeira coisa que o Espírito Santo faz em nosso coração, é nos convencer do pecado e da necessidade de arrependimento e conversão. 


Não é possível alguém buscar a Deus sem reconhecer os próprios pecados e abandoná-los, pois o pecado separa-nos de Deus (Is 59.2). O pecador arrependido reconhece perante Deus que pecou, sente-se indigno de estar em sua presença e implora o seu perdão. O arrependimento, no entanto, só se torna possível, mediante a ação poderosa do Espírito Santo em nosso interior. É Ele que nos convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11). Nenhum ser humano, por si mesmo, iria reconhecer que é pecador e pedir o perdão de Deus.


Infelizmente, muitos não sabem o que é arrependimento e pensam que o fato de confessar que errou e pedir perdão significa que se arrependeu. Mas, não basta reconhecer o erro e pedir perdão para haver arrependimento. A palavra arrependimento no grego é "metanoia", que é a junção de duas palavras gregas, “meta” (mudança) e “nous” (pensamento). Portanto, arrependimento significa mudança de pensamento, tristeza pelo pecado praticado e disposição interior para mudar. 


Se a pessoa não reconhece o pecado, não se entristece por ter pecado, ou não está disposta a mudar de atitude, significa que não houve arrependimento. Às vezes, há apenas o medo das consequências, ou fingimento para obter perdão. Quando há arrependimento verdadeiro acontece a conversão que é a mudança de direção. A conversão é o resultado prático do arrependimento. Quando a pessoa se arrepende muda o pensamento e, consequentemente, muda as atitudes. 


REFERÊNCIAS 


RENOVATO, Elinaldo. As promessas de Deus: Confie e viva as bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024. 

ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2024, Ed. 99, p. 36. 

RICHARDS, Lawrence O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD,2012, p. 22. 

PFEIFFER, Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 1611. 

02 outubro 2024

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 01: AS PROMESSAS DE DEUS


Ev. WELIANO PIRES

Nesta primeira lição temos uma abordagem introdutória do tema do trimestre. Apresentaremos os conceitos básicos das promessas de Deus, os tipos de promessas de Deus que aparecem na Bíblia e os propósitos destas promessas. Por não conhecerem estas coisas muitas pessoas interpretam erroneamente algumas promessas bíblicas, querendo aplicá-las às suas próprias vidas e acabam se frustrando, esperando aquilo que Deus não lhes prometeu. 

No primeiro tópico, tomando como base o capítulo 55 do Livro do profeta Isaías, discorreremos sobre o tema “um convite de Deus”. Veremos que o capítulo 55 de Isaías é um convite de Deus a Israel, para que desfrute das suas bênçãos. Ao mesmo tempo, é uma promessa de salvação. Na sequência, com base no versículo 06 do mesmo capítulo, veremos que é preciso buscar ao Senhor, enquanto há a possibilidade de achá-lo. Por último, com base no versículo 07, falaremos da necessidade de arrependimento. O arrependimento foi a base das pregações de João Batista, de Jesus e dos apóstolos. 

No segundo tópico, falaremos dos fundamentos das promessas de Deus. Primeiro veremos que a palavra promessa está presente em toda a Bíblia e apresentaremos vários exemplos de promessas  no Antigo e no Novo Testamento. Na sequência, veremos que as promessas bíblicas se fundamentam na infalibilidade de Deus, que é um dos seus atributos incomunicáveis. Deus cumpre o que Ele promete, porque Ele é infalível. Por último, veremos que Deus zela por Sua Palavra e garante o cumprimento das suas promessas. 

No terceiro tópico, falaremos dos tipos e propósitos das promessas de Deus. Primeiro, falaremos das promessas incondicionais, que são aquelas que independem de circunstâncias, de tempo ou da ação humana. Depois, falaremos das promessas condicionais, que são aquelas que estão condicionadas a vários fatores como a obediência, o tempo e circunstâncias. Por último, falaremos dos propósitos das promessas de Deus, que são diversos, entre eles salvar a raça humana do pecado, estabelecer alianças de Deus com o ser humano, oferecer novas oportunidades aos seres humanos por meio de pessoas justas, etc. 

REFERÊNCIAS 

RENOVATO, Elinaldo. As promessas de Deus: Confie e viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024. 
ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2024, Ed. 99, p. 36. 
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD,2012, p. 22. 
PFEIFFER, Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 1611. 

01 outubro 2024

RESUMO DAS LIÇÕES BÍBLICAS / 4° TRIMESTRE DE 2024

Escola Bíblica Dominical 4º Trimestre 2024 | Revista Lições Bíblicas TVCPAD  EBD As promessas de Deus - YouTube 

TEMA DO TRIMESTRE: As Promessas de Deus: Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu.

 
COMENTARISTA: Pr. Elinaldo Renovato de Lima. Ex-presidente da Assembléia de Deus em Parnamirim/RN e atualmente é o 1º vice-presidente da Convenção Estadual de Ministros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Rio Grande do Norte (Cemadern). É bacharel em Teologia e Economia; mestre em Administração; articulista dos periódicos da CPAD; comentarista de Lições Bíblicas há vários anos e autor de vários livros publicados pela CPAD como: Ética Cristo, Os Perigos da Pós-Modernidade, Dons Espirituais e Ministeriais, Células Tronco, Tempos Bens e Talentos, O Caráter do Cristão, O Final de Todas as Coisas, A Família Cristã e os ataques do Inimigo, Comentário bíblico Colossenses, Deus e a Bíblia, As Ordenanças de Cristo nas Cartas pastorais, entre outros.  

 

INTRODUÇÃO


Graças a Deus, estamos iniciando o último trimestre de estudos da nossa Escola Bíblica Dominical, neste ano de 2024. Para este trimestre, a CPAD nos trouxe um tema muito importante que são as promessas de Deus para o seu povo, contidas em Sua Palavra. 

No 4° Trimestre de 2007, há exatamente 17 anos, estudamos este mesmo assunto, com o título: As promessas de Deus para a sua vidaNão temais, Deus vos tem dado um tesouro. (Gn 43.23), com comentários do Pr. Geremias do Couto. 

Agora retornamos ao tema, com outro comentarista e outra abrangência, embora haja também semelhança em algumas lições. Não há nenhum problema em repetir os assuntos, até porque muitas pessoas que hoje estudam estas lições, não estudaram aquelas. 

A Bíblia é um Livro de promessas. Existe uma edição da Bíblia no Brasil, denominada “Bíblia Edição de Promessas”, que destaca mais de mil promessas, de vários temas, contidas nas Escrituras, em cores diferentes, para que o leitor possa identificá-las. 

Há muitas promessas divinas na Bíblia que já se cumpriram, outras estão se cumprindo atualmente e muitas ainda irão se cumprir. O fato é que nenhuma delas cairá por terra, porque fiel é o que prometeu. 

É importante esclarecer que as promessas de Deus têm destinatários diferentes. Algumas delas foram feitas a pessoas específicas, em um determinado tempo. Outras promessas foram dirigidas apenas à nação de Israel. Há também promessas que foram feitas coletivamente para a Igreja. Muitas destas promessas são para esta vida e outras para a eternidade. 

Infelizmente, muitas pessoas ignoram as regras da hermenêutica bíblica e querem aplicar todas as promessas à Igreja ou a si mesmo em particular. Sendo assim, dizem que Deus estar obrigado a cumprir promessas que estão na Bíblia, em suas próprias vidas. 

Nas treze lições deste trimestre, discorreremos sobre os conceitos gerais e os fundamentos das promessas divinas. Conheceremos também os destinatários das promessas divinas, que podem ser Israel, a Igreja, ou o povo de Deus em qualquer época e lugar. Veremos também os tipos de promessas divinas, que podem ser condicionais ou incondicionais. É muito importante ter em mente que as promessas de Deus são infalíveis e têm propósitos específicos definidos por Ele. 

RESUMO DAS LIÇÕES


01 – AS PROMESSAS DE DEUS


Nesta primeira lição temos uma abordagem introdutória do tema do trimestre. Apresentaremos os conceitos básicos das promessas de Deus, os tipos de promessas de Deus que aparecem na Bíblia e os propósitos destas promessas. Por não conhecerem estas coisas muitas pessoas interpretam erroneamente algumas promessas bíblicas, querendo aplicá-las às suas próprias vidas e acabam se frustrando, esperando aquilo que Deus não lhes prometeu. 


No primeiro tópico, tomando como base o capítulo 55 do Livro do profeta Isaías, discorreremos sobre o tema “um convite de Deus”. Veremos que o capítulo 55 de Isaías é um convite de Deus a Israel, para que desfrute das suas bênçãos. Ao mesmo tempo, é uma promessa de salvação. Na sequência, com base no versículo 06 do mesmo capítulo, veremos que é preciso buscar ao Senhor, enquanto há a possibilidade de achá-lo. Por último, com base no versículo 07, falaremos da necessidade de arrependimento. O arrependimento foi a base das pregações de João Batista, de Jesus e dos apóstolos. 


No segundo tópico, falaremos dos fundamentos das promessas de Deus. Primeiro veremos que a palavra promessa está presente em toda a Bíblia e apresentaremos vários exemplos de promessas  no Antigo e no Novo Testamento. Na sequência, veremos que as promessas bíblicas se fundamentam na infalibilidade de Deus, que é um dos seus atributos incomunicáveis. Deus cumpre o que Ele promete, porque Ele é infalível. Por último, veremos que Deus zela por Sua Palavra e garante o cumprimento das suas promessas. 


No terceiro tópico, falaremos dos tipos e propósitos das promessas de Deus. Primeiro, falaremos das promessas incondicionais, que são aquelas que independem de circunstâncias, de tempo ou da ação humana. Depois, falaremos das promessas condicionais, que são aquelas que estão condicionadas a vários fatores como a obediência, o tempo e circunstâncias. Por último, falaremos dos propósitos das promessas de Deus, que são diversos, entre eles salvar a raça humana do pecado, estabelecer alianças de Deus com o ser humano, oferecer novas oportunidades aos seres humanos por meio de pessoas justas, etc.

 

02 – PROMESSAS DE DEUS PARA ISRAEL


Nesta segunda lição, estudaremos as promessas de Deus relacionadas à nação de Israel. Deus chamou um homem chamado Abrão, que vivia em Ur dos Caldeus, na antiga Mesopotâmia, e ordenou que ele saísse da sua terra e do meio dos seus parentes, para ir a uma terra que Deus iria lhe mostrar. Em contrapartida, Deus prometeu fazer da sua descendência uma grande nação, na qual seriam benditas todas as famílias da terra. Assim, Deus conduziu todo o processo de formação da nação de Israel e a estabeleceu como uma nação sacerdotal entre todas as demais. 


No primeiro tópico, falaremos da promessa divina de criar uma grande nação, que foi a nação de Israel. Primeiro, falaremos da promessa feita a Abrão de fazer dele uma grande nação. Segundo, veremos a promessa de Deus de abençoar Abrão, engrandecer o seu nome e fazer dele uma benção. Não era apenas uma promessa materialista, mas um testemunho para todos os povos. Terceiro, falaremos da promessa de Deus de abençoar aos que abençoarem a Israel e de amaldiçoar os que o amaldiçoarem. Por último, falaremos da promessa feita a Abrão, de que nele seriam benditas todas as famílias da terra, que é uma referência à vinda do Senhor Jesus a este mundo. 


No segundo tópico, falaremos de outras promessas que foram feitas a Israel, sendo três delas aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, e outra através do profeta Isaías. A primeira destas promessas foi o filho prometido a Abraão, sendo ele e sua esposa avançados em idade e ela estéril. A segunda promessa foi um filho prometido a Isaque, cuja esposa também era estéril, do qual viria a nação de Israel. Veremos também a renovação da promessa a Jacó, o filho mais novo de Isaque, que teve dois filhos, mas o primogênito vendeu o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Por último, falaremos da promessa do Reino do Messias, feita através do profeta Isaías. 


No terceiro tópico, falaremos da promessa de salvação do povo de Israel. Trataremos inicialmente da queda de Israel, que não conseguiu cumprir o seu papel de nação sacerdotal perante as outras nações. Na sequência, falaremos da tristeza do apóstolo Paulo, descrita no capítulo 9 da Epístola aos Romanos, por causa do povo de Israel, por não terem reconhecido a Cristo. Por último, falaremos da promessa escatológica de salvação de Israel, que ocorrerá no Milênio. 


03 – PROMESSAS DE DEUS PARA A IGREJA


Nesta lição estudaremos sobre as promessas de Deus que foram feitas exclusivamente para a Igreja de Cristo. A Igreja foi idealizada por Deus, antes da fundação do mundo. Trata-se do conjunto de todos aqueles que foram salvos por Jesus, em qualquer época, independente da denominação. Nós os pentecostais cremos na atualidade de todas promessas que foram feitas para a Igreja do primeiro século. Jesus prometeu aos seus discípulos dar-lhes a Vida Eterna, revesti-los de poder para realizarem a missão que Ele lhes confiou e prometeu estar com eles todos os dias até à consumação dos séculos. Mas foram impostas condições para que estas promessas se cumpram. 


No primeiro tópico, o título fala da natureza da promessa de Deus à Igreja. Entretanto, o comentarista não discorre sobre a natureza da promessa de Deus à Igreja, que pode ser no aspecto espiritual ou material. Ele fala de três promessas bíblicas para a Igreja. A primeira delas é a promessa de sinais sobrenaturais que confirmam a pregação da Igreja. A segunda promessa é o revestimento de poder, como capacitação sobrenatural para a Igreja realizar a sua missão. Em terceiro lugar, o comentarista fala de promessas espirituais para uma instituição espiritual, que é a Igreja, e menciona três símbolos da Igreja: o Corpo de Cristo, o templo de Deus e a Noiva de Cristo. 


No segundo tópico, falaremos de três promessas de Deus à Igreja, sendo duas para a eternidade e uma para esta vida. A primeira promessa é a Vida Eterna, a todos aqueles que crerem em Jesus. A segunda promessa é a repetição de uma das promessas faladas no tópico anterior, que é o revestimento de poder. Aqui, o autor destaca a atualidade desta promessa. A terceira promessa é a glorificação do nosso corpo que ocorrerá no ato da ressurreição, ou na transformação do corpo dos que estiverem vivos, na ocasião do arrebatamento da Igreja. 


No terceiro tópico, falaremos das condições para a Igreja viver as promessas de Deus. A primeira condição é crer, pois as promessas de Deus não se cumprem na vida de incrédulos. Sem fé, é impossível agradar a Deus. A segunda condição é permanecer fiel ao Senhor, independente das circunstâncias. As promessas de Deus só se cumprem na vida dos que são fiéis a Ele. A terceira condição é obedecer a Deus. A fé genuína gera obediência, pois quem não obedece a Deus é porque não creu de verdade em Suas promessas. Deus valoriza mais a obediência do que os sacrifícios (1 Sm 15.22).


04 – PROMESSA E OBEDIÊNCIA


Nesta lição estudaremos a relação entre as promessas de Deus e a obediência. Conforme vimos na lição 01, há promessas de Deus que são incondicionais, ou seja, não há condições para que elas se cumpram e dependem única e exclusivamente de Deus. Entretanto, há as promessas condicionais, cujo cumprimento dependem de condições impostas pelo próprio Deus. A principal destas condições é a obediência à Palavra de Deus. 


No primeiro tópico, falaremos da obediência no Antigo Testamento. Inicialmente, trataremos do concerto de Deus com o povo de Israel feito no Monte Horebe ou Sinai. Nesta aliança, o Senhor exigia obediência do Seu povo, para cumprir as promessas. Depois, falaremos do concerto feito nas Campinas de Moabe, quando a geração que saiu do Egito já havia perecido no deserto, com exceção de Josué e Calebe. De novo, Moisés falou ao povo que as bênçãos prometidas a Israel estavam vinculadas à obediência. Por último, veremos as bênçãos provenientes da obediência, em todas as áreas da vida dos israelitas. 


No segundo tópico, falaremos da obediência no Novo Testamento. Inicialmente, falaremos do novo concerto estabelecido por Deus, no qual as palavras do Senhor são escritas no interior da pessoa. Na sequência, falaremos de Jesus Cristo como o Único Mediador deste novo pacto de Deus com o seu povo. Por último, falaremos da obediência no novo concerto. No Novo Testamento também, a fé e a obediência andam lado a lado, pois, como disse Tiago, “a fé sem obras é morta”. 


No terceiro tópico, falaremos das bênçãos provenientes da obediência a Cristo. Primeiro falaremos das bênçãos espirituais, resultantes de uma vida de obediência a Cristo. Na sequência destacaremos duas destas bênçãos que são a justiça e a paz. Quem obedece a Cristo, vive uma vida de retidão e tem paz com Deus e com o próximo. Por último, falaremos de outra bênção espiritual advinda da obediência a Cristo, que é a alegria no Espírito Santo. Esta alegria não está condicionada às circunstâncias ou ao ambiente em que vivemos, mas é o resultado da presença do Espírito Santo em nosso interior. 


05 – A PROMESSA DE SALVAÇÃO


Nesta lição, estudaremos sobre a mais importante promessa divina à humanidade que é a salvação eterna. As outras promessas são importantes, mas não se comparam à salvação que Deus nos dá, por Sua Graça, mediante a fé em Jesus Cristo. O próprio Jesus disse certa vez: “Do que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”. Lamentavelmente, em muitas Igrejas este tema perdeu a relevância, pois as pregações se limitam às bênçãos nesta vida. 


No primeiro tópico, falaremos mais detalhadamente sobre a promessa da Salvação. Inicialmente, veremos que a Salvação é um maravilhoso presente de Deus, concedido a todos os que crerem em Jesus. Na sequência, traremos a explicação da Obra da Salvação, que é uma providência de Deus para livrar o ser humano da condenação eterna. Por último, falaremos do Único Salvador, que é Jesus Cristo, o Filho de Deus. Fora dele não há salvação. 


No segundo tópico, falaremos da natureza da promessa da Salvação. Para isso, abordaremos três aspectos da Salvação. O primeiro deles é a justificação, que é a absolvição por Deus das nossas culpas, mediante a fé em Cristo. O segundo aspecto é a regeneração, ou novo nascimento, que é o processo de transformação interior, que o Espírito Santo realiza naqueles que se entregam a Cristo. O terceiro aspecto é a santificação, que é a separação de tudo o que é mau e a consagração a Deus. 


No terceiro tópico, falaremos da promessa e perseverança na Salvação. Veremos que a base da promessa da Salvação é Cristo, pois somente pelo seu sacrifício podemos ter os nossos pecados perdoados. Na sequência, falaremos da apostasia individual. A salvação não é algo incondicional e irresistível, como ensina o Calvinismo. Há diversos exemplos na Bíblia que confirmam isso. Por último, falaremos da promessa e segurança da Salvação. Aqueles que viveram com Cristo neste mundo, ao passarem pela morte estarão seguros para a vida eterna. 


06 – A PROMESSA DE CURA DIVINA


Nesta lição estudaremos sobre a promessa de cura divina, como parte da obra redentora de Cristo no Calvário. Em seu ministério terreno, Jesus movido de íntima compaixão pelas pessoas doentes, curou muitos enfermos: leprosos, paralíticos, cegos, surdo, mudo, um homem com a mão mirrada, uma mulher com um fluxo de sangue, etc. Os apóstolos deram continuidade e, no Nome de Jesus, também realizaram muitas curas. 


No primeiro tópico, falaremos da promessa bíblica da cura divina. Inicialmente falaremos da promessa messiânica de Isaías, que diz que Jesus tomou sobre si as nossas enfermidades (Is 53.5,5). Na sequência, falaremos do cumprimento desta profecia no ministério de Jesus, quando Ele curou muitas pessoas em Cafarnaum, entre elas a sogra de Pedro (Mt 8.14-17). Por último, veremos que no Novo Testamento, os ministros do Evangelho são chamados a orar pelos enfermos e ungi-los com óleo em Nome do Senhor, para que sejam curados (Tg 5.14,15).


No segundo tópico, falaremos da origem e consequências das doenças no mundo. Inicialmente, veremos que a origem geral das doenças foi a entrada do pecado no mundo. As doenças e a morte são consequências da desobediência a Deus. Na sequência, falaremos da consequência do advento das doenças, que foi a diminuição paulatina do tempo de vida dos seres humanos. Por último, falaremos da proliferação das doenças, que podem ser de ordem física e mental. O comentarista não citou, mas há também doenças de ordem espiritual. 


No terceiro tópico, veremos que Jesus Cristo cura sim. A cura divina faz parte do plano de Deus, pois Ele se identificou aos Israelitas, quando eles saíram do Egito, como Yahweh Raphá (O SENHOR que te sara). Veremos também que Jesus continua curando, pois Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Por último, veremos o que podemos fazer para alcançar a cura divina. Há alguns princípios bíblicos que devemos observar. 


07 – A PROMESSA DE UM CORAÇÃO NOVO


Nesta lição, estudaremos sobre a promessa de Deus de conceder ao seu povo um coração novo. Evidentemente, não é uma referência ao músculo cardíaco, pois neste caso, bastaria a medicina efetuar um transplante de coração. A palavra coração aqui é usada em sentido figurado, para se referir ao centro da razão e das emoções humanas. Desde a Queda, o coração humano se tornou mau e enganoso. Sendo assim, é preciso passar por um novo nascimento que somente Deus pode realizar. 


No primeiro tópico, falaremos do coração na perspectiva bíblica. Inicialmente, falaremos dos significados da palavra coração na Bíblia, que varia de acordo com o contexto. Na sequência, falaremos da expressão “circuncisão do coração”, usada pelo apóstolo Paulo. Por último, falaremos da promessa de um coração novo, mencionada pelo apóstolo Paulo, que remonta uma profecia de Jeremias, na qual Deus promete escrever as suas palavras no coração humano. 


No segundo tópico, falaremos do coração de quem está em Deus. Veremos que uma pessoa que está em Cristo, tem um coração inclinado para Deus, pois passa pelo processo do novo nascimento. Na sequência, veremos que a pessoa que nasce de novo tem um coração consciente e procura fazer a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Por último, veremos que Deus contempla o coração humano, que é o lugar mais escondido da pessoa humana. Mas o nosso Deus é onisciente e vê todas as coisas. 


No terceiro tópico, falaremos das promessas de Deus para o coração. A primeira delas é a promessa de um coração feliz. Uma pessoa que nasceu de novo tem a alegria do Senhor. A segunda promessa é a de um coração cheio de amor, pois o amor de Deus é derramado em seu coração. A terceira promessa é o penhor do Espírito no coração. Este penhor é a garantia da nossa salvação por Deus. 


08 – A PROMESSA DE PAZ


Nesta lição falaremos da promessa de paz contida na Palavra de Deus. Jesus Cristo é descrito na profecia de Isaías como “Príncipe da Paz”. Após a Queda, o ser humano tornou-se inimigo de Deus e não tem paz com Deus, nem com os seus semelhantes. Jesus prometeu aos seus discípulos, deixar-lhes a paz, não a paz do mundo, mas a paz de Deus, que excede todo entendimento. 


No primeiro tópico, falaremos da paz no plano de Deus. Inicialmente, mostraremos o conceito de paz no dicionário, no Antigo Testamento e no Novo Testamento. Na sequência, falaremos da paz na bênção sacerdotal, que é um estado de plena satisfação em Deus. Por último, falaremos da Paz do Senhor Jesus, que traz quietude e tranquilidade ao nosso coração diante das aflições desta vida. 


No segundo tópico, falaremos da paz ilusória deste mundo. Veremos que a paz que o mundo oferece é uma paz enganosa, pois se limita ao que é terreno e humano. Falaremos também da suposta paz que muitos pensam ter, através da prática das obras da carne, que não passa de ilusão. Por último, falaremos da falsa paz que haverá durante a Grande Tribulação, que será superficial, frágil e de aparências. 


No terceiro tópico, falaremos da Paz prometida por Jesus. Veremos que Jesus é o Príncipe da Paz, como falou o profeta Isaías e somente Ele pode oferecer a verdadeira paz. Na sequência, falaremos da paz como uma promessa redentora. Com a entrada do pecado no mundo, o relacionamento do homem com o Seu Criador foi interrompido. Mas Deus prometeu que nasceria um da descendência da mulher, para redimir o ser humano e restabelecer a Paz com Deus. Por último, veremos que esta paz prometida por Deus excede todo entendimento, acalma o nosso coração e nos fortalece diante dos dissabores desta vida. 


09 – PROMESSAS PARA PAIS E FILHOS


Nesta lição estudaremos as promessas de Deus referentes ao relacionamento entre pais e filhos. Na sociedade pós-moderna este relacionamento tem sido bastante conturbado, com o excesso de separação de pais e, consequentemente, filhos criados sem a presença constante do pai ou da mãe. As promessas de Deus para os pais e filhos estão condicionadas à obediência aos princípios da Sua Palavra. 


No primeiro tópico, falaremos do relacionamento bíblico entre pais e filhos. Com base no Salmo 127, falaremos dos filhos como herança e galardão do Senhor, e da responsabilidade dos pais para com os filhos, em relação à educação e formação espiritual deles. Na sequência, falaremos da promessa para os filhos, que está condicionada à obediência aos pais. Por último, falaremos do mandamento e promessa para os pais, na criação dos seus filhos. 


No segundo tópico, falaremos do cuidado dos pais com os filhos. O primeiro cuidado que os pais devem ter, é cultivar o ensino da Palavra de Deus aos filhos, começando no lar e depois conduzindo-os à Igreja local. Na sequência falaremos das prioridades na vida familiar, enfatizando que o cristão deve priorizar a sua família, pois, se as famílias estiverem bem, a Igreja também estará. Por último, falaremos da disciplina e estímulo aos filhos, que deve ser equilibrada e baseada no amor. A disciplina deve ser feita através do ensino e do exemplo dos pais. 


No terceiro tópico, falaremos das bênçãos prometidas aos pais e filhos. Primeiro falaremos da promessa de bênçãos para a posteridade. Os pais devem orar para que as bênçãos do Senhor venham sobre os seus filhos. Depois, falaremos da família como um lugar onde os filhos deve ser abençoados, principalmente através do culto doméstico, para que eles se desenvolvam espiritualmente. Por último, falaremos da proteção dos pais aos filhos. Os pais devem fazer do lar um ambiente em que os filhos estejam protegidos em todos os aspectos: físico, emocional e espiritual. 


10 – A PROMESSA DA PROTEÇÃO DIVINA 

 

Nesta lição, com base no Salmo 91 e no texto de Efésios 6, estudaremos sobre a promessa divina de proteção ao seu povo. Não nos referimos à proteção contra inimigos humanos, mas à proteção espiritual contra o diabo e seus demônios. O próprio apóstolo Paulo escreveu que a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra as hostes espirituais da maldade, nas regiões celestiais. 


No primeiro tópico, falaremos da proteção espiritual contra o inimigo. Primeiro, falaremos da proteção divina contra o nosso maior inimigo que é o diabo. Na sequência, falaremos de outros inimigos espirituais do crente, descritos em Efésios 6, que são os principados, potestades, príncipes das trevas deste século e hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais. Por último, falaremos das armas espirituais do crente contra estes inimigos, que foram descritas em Efésios 6 pelo apóstolo Paulo. 


No segundo tópico, falaremos da maravilhosa proteção de Deus. Com base no primeiro verso do Salmo 91, falaremos da proteção divina prometida a quem se relaciona com Deus. Em seguida, falaremos de Deus como o nosso refúgio e fortaleza, com base nas expressões “laço do passarinheiro” e “peste perniciosa”, descritas no verso 4, do mesmo Salmo. Por último, falaremos da Onipotência de Deus, com base na palavra “Altíssimo” que aparece nos versos 1 e 7, deste Salmo. 


No terceiro tópico, falaremos de promessas e proteção. Inicialmente, falaremos da proteção de que os inimigos da Igreja serão derrotados, que se cumprirá integralmente no final de todas as coisas. Na sequência, falaremos da promessa de segurança e vitória para os que temem ao Senhor. Devemos fazer a nossa parte e cuidar da nossa segurança, mas sabendo que se o Senhor não nos proteger, não estaremos seguros. Por último, falaremos da abrangência da proteção divina. Esta promessa abrange a nossa vida e a nossa família, onde quer que estejamos. 


11 – A PROMESSA DE PROVISÃO


Nesta lição estudaremos sobre a promessa divina de provisão das necessidades básicas dos seus filhos. Com base no texto de Mateus 6.25-33, onde Jesus recomenda aos seus discípulos para não viverem ansiosos quanto ao que hão de comer, beber e vestir, veremos que Deus promete estas coisas aos seus filhos, assim como sustenta as aves e as plantas. Evidentemente, isso não nos isenta da responsabilidade de trabalhar e administrar os nossos recursos, além de dizimar e ofertar ao Senhor. Não é porque Deus prometeu prover o nosso sustento, que vamos esperar que as coisas caiam do Céu. 


No primeiro tópico, falaremos da provisão das necessidades básicas. Jesus ensinou aos seus discípulos para não viverem ansiosos e preocupados excessivamente com as suas necessidades básicas, pois Deus sabe que necessitamos delas. Usando o exemplo dos animais, que Deus os sustenta, Jesus prometeu que o Pai Celestial também provê o nosso alimento diário. Da mesma forma, Jesus fez menção aos lírios dos campo, para mostrar que Deus também proverá as nossas vestes. Evidentemente, Jesus não está falando de luxo e desperdício, como muitos imaginam atualmente.


No segundo tópico falaremos da promessa de provisão das nossas necessidades emocionais. Somos seres integrais, formados por espírito, alma e corpo. A nossa alma é a sede das nossas emoções e sentimentos. Sendo assim, as coisas que atingem a nossa alma, repercutem no espírito e no corpo.  Falaremos também da ansiedade no mundo atual, que atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. O Brasil lidera este ranking, com cerca de 18,6 milhões de pessoas ansiosas. Por último, falaremos da solução para a ansiedade, que é a confiança plena em Jesus. Devemos lançar sobre Ele as nossas preocupações (1 Pe 5.6,7).


No terceiro tópico, falaremos da promessa de provisão das necessidades espirituais. Assim como o corpo e a alma tem necessidades, o espírito humano também as tem. A maior necessidade espiritual do ser humano é a salvação. Com a Queda do ser humano no Éden, toda a humanidade necessita de Salvação. A segunda necessidade espiritual do ser humano é a presença e direção de Deus para nos orientar a tomar decisões, fazer escolhas e agir. A terceira necessidade é a habitação do Espírito Santo em nós. Ele nos consola, nos ensina a orar, intercede por nós, nos alegra e nos capacita para fazer a Obra de Deus. 


12 – A PROMESSA DE VIDA ABUNDANTE


Nesta lição falaremos da promessa de vida abundante aos que se relacionam com Jesus neste mundo (Jo 10.10). Ao contrário do que pregam os teólogos da prosperidade, esta vida abundante prometida por Jesus, não está relacionada ao ter e sim ao ser. Não é a vida que este mundo promete, que se fundamente na fama, no poder e nas riquezas. É uma vida de profunda comunhão com Deus, que nos traz alegria, paz e contentamento em qualquer circunstância. Para quem tem esta vida abundante, Jesus lhe é suficiente e preenche todas as suas necessidades. 


No primeiro tópico, falaremos de Jesus como a fonte de vida abundante. Jesus é a fonte da verdadeira vida, pois Ele é a própria vida (Jo 14.6; 11.25). Ele é também o único caminho que conduz o homem a Deus (Jo 14.6). Sem Ele é impossível alguém chegar a Deus e a verdadeira vida está em Deus. Veremos também que Jesus é a fonte de vida abundante. Enquanto o nosso adversário tem como objetivo destruir a nossa vida em todos os aspectos, o Senhor Jesus é o doador e sustentador da nossa vida. Por último, veremos que Jesus é a fonte do amor. Jesus apresenta-se como o Bom Pastor, que dá a Sua vida pelas ovelhas. Por isso, o Seu relacionamento com as suas ovelhas é baseado no amor.


No segundo tópico, falaremos da vida abundante. Inicialmente veremos o conceito de vida abundante, que preenche todas as partes do ser humano: espírito, alma e corpo. Na sequência, com base no episódio da conversão do carcereiro de Filipos, veremos que a vida abundante também influencia a nossa família: “...tu e a tua casa” (At 16.31). Por último, falaremos de diversas bênçãos provenientes da vida abundante, como a paz com com Deus, a tranquilidade nas decisões, a prática do amor, a unidade cristã, a esperança e a paciência. 


No terceiro tópico, veremos o que identifica a vida abundante. Em primeiro lugar está a alegria do Senhor, que faz parte da identidade daqueles que se relacionam com Deus. Em segundo lugar, a vida abundante é caracterizada pela gratidão a Deus por tudo. Quem tem a vida abundante, tem a virtude da gratidão e não vive murmurando e reclamando de tudo. Por último, quem tem vida abundante tem vida no Espírito e vida de oração. Quem vive no Espírito vence as obras da carne e tem inclinação e tem o Fruto do Espírito em sua vida. Quem vive no Espírito cultiva uma vida de oração, pois tem prazer em falar com Deus. 



13 – AS PROMESSAS DE DEUS SÃO INFALÍVEIS


Nesta última lição, como conclusão do tema estudado neste trimestre, estudaremos a infalibilidade das promessas de Deus. O nosso Deus possui atributos exclusivos, que nenhum outro ser os possui, chamados de atributos incomunicáveis, que são: onipotência, onipresença, onisciência, autoexistência, unicidade, eternidade, infinitude, soberania e imutabilidade. Nesta lição destacaremos a imutabilidade de Deus. Sendo Deus imutável em sua natureza e caráter, Ele não pode falhar jamais. Portanto, as suas promessas também não podem falhar. 


No primeiro tópico, veremos que Deus é infalível. Explicaremos do ponto de vista bíblico, a infalibilidade de Deus. A Bíblia nos revela que Deus é absoluto, infalível e imutável. Na sequência, falaremos de uma promessa infalível mencionada em 2 Pedro 3 que é a promessa da segunda vinda de Jesus. Pedro explica que o fato de Jesus ainda não ter voltado, não significa que a sua promessa não se cumprirá, mas que Ele é longânimo e não deseja que as pessoas se percam. Por último, falaremos da infalibilidade da Palavra de Deus. Se Deus é infalível, a Sua Palavra também é. Jesus disse que passarão os Céus e a terra, mas a Sua Palavra não há de passar (Mt 24.35). 


No segundo tópico, veremos que Deus não mente, nem se arrepende. Inicialmente, veremos o caso de Balaão, que recebeu a incumbência de Balaque para amaldiçoar Israel. Mas, quando começou a falar, disse que Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa (Nm 23.19). Em seguida, com base em Gênesis 6, falaremos da polêmica questão levantada por ateus: Deus se arrependeu? Por último explicaremos esta aparente contradição, pois em Números 23.19 diz que “Deus não se arrepende”, mas em Gênesis 6 e em outros textos diz que Deus se arrependeu. Trata-se de um antropopatismo, que é a atribuição de sentimentos humanos a Deus, para que a mensagem seja melhor compreendida. O “arrependimento” de Deus não é em relação ao fato de ter criado o ser humano, mas em relação à rebeldia da humanidade. 


No terceiro tópico, falaremos das infalíveis promessas de Deus. Ao criar o ser humano, Deus sabia que este iria desobedecê-lo e já tinha um Plano glorioso de salvação, por meio de Jesus Cristo. Na sequência, falaremos da promessa da vida eterna. Nós não fomos criados para morrer e sim para viver eternamente na presença de Deus. Por isso, na vinda de Jesus receberemos um corpo incorruptível e eterno. Por último, falaremos da esperança forjada na promessa infalível de Deus. A humanidade tem buscado ao longo dos séculos, maior expectativa de vida. Mas a velhice e a morte são inevitáveis. Por isso, a nossa esperança está fundamentada na promessa infalível de Deus, de redenção do nosso corpo, quando veremos ao Senhor face a face. Aleluia! 


CONCLUSÃO


Concluímos assim mais um trimestre de estudos em nossa Escola Bíblica Dominical. Ao longo destas treze lições aprendemos sobre as promessas de Deus, trazendo o conceito das promessas de Deus e a natureza destas promessas, que podem ser condicionais ou incondicionais.

Falamos também sobre os destinatários destas promessas que podem ser Israel, a Igreja ou algumas pessoas em particular. É importante não confundir isso, para não aplicar, indevidamente, promessas que não são para nós, à nossa própria vida. 

Estudamos vários tipos de promessas que foram feitas nas Escrituras para aqueles que temem ao Senhor e andam nos seus caminhos, como a cura divina, a paz, a proteção, a provisão, a vida abundante e por fim a vida eterna. As promessas de Deus são infalíveis, pois Fiel é o que prometeu.  


Deus abençoe e bons estudos! 


Ev. WELIANO PIRES

AD-BELÉM - SÃO CARLOS, SP



JESUS, O VERBO DE DEUS

(Comentário do 2º tópico da Lição 01: O Verbo que se tornou carne) Ev. WELIANO PIRES No segundo tópico, falaremos de Jesus como o Verbo de D...