06 julho 2024

TRIBUTO AO AMADO PRESBÍTERO ISAÍAS SOARES DA SILVA

“Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e ele deleita-se no seu caminho. Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustém com a sua mão.” (Salmo 37.23,24).


Durante a nossa a vida, há pessoas que marcam as nossas vidas para sempre: Os pais, os irmãos, os amigos de infância, a primeira professora, os colegas da escola, uma namorada, a esposa, os filhos, os netos, os colegas do trabalho, etc. 


Na vida cristã, também temos as pessoas que nos evangelizaram, o primeiro pastor, o professor da Escola Dominical, os regentes do coral/grupo de louvor, o pastor que nos batizou, o pastor que nos levou ao Ministério, etc. Na minha vida, também há muitas pessoas que foram inesquecíveis. Uma destas pessoas é o Pb. Isaías Soares da Silva, da Fazenda Curral Novo, em Cabrobó-PE. 


Filho do saudoso casal Joaquim Soares da Silva e Maclina Pereira da Silva, o irmão Isaías nasceu em um berço evangélico, na histórica Igreja Batista do Carreiro de Pedras, pastoreada pelo saudoso Pastor Rubens José de Carvalho, que era casado com uma irmã do seu pai. Com a chegada da Assembléia de Deus a Cabrobó, vários irmãos da Igreja Batista creram na Doutrina Pentecostal e mudaram-se para a Assembléia de Deus, entre eles a irmã Maclina e família.


O irmão Isaías casou-se com a saudosa irmã Adalva Gomes Soares, que junto com ele e os filhos foram pioneiros da Assembléia de Deus em Curral Novo e Terra Nova, minha cidade natal. Os meus pais José Lopes e Maria Eunice nasceram na Igreja Católica e, até aos meus cinco anos, permaneceram lá. Os meus pais sempre foram católicos praticantes e até o ano de 1978 não havia crentes em Terra Nova. O Pastor Rubens chegou a evangelizar no local, mas, não implantou nenhuma Igreja. Aqueles tempos eram muito difíceis, pois, havia muita dificuldade financeira e de locomoção, e o catolicismo era muito forte na região. 


No ano de 1978, o irmão Isaías, juntou alguns irmãos de Curral Novo e começou a realizar cultos na Praça Coronel Jeremias Parente de Sá, em Terra Nova. Era uma novidade, pois, a população nunca tinha visto um culto, exceto aqueles que já tinha ido a outras cidades. Em um destes cultos, o meu pai ouviu a Palavra e foi impactado pelo Espírito Santo. 


Meu pai continuou ouvindo os cultos e pegou uma Bíblia emprestada do seu compadre, que era o meu padrinho, e passou a comparar o que ouvia, com a Bíblia. Em pouco tempo, converteu-se ao Evangelho e em poucos dias, a minha mãe também se converteu. Com a conversão da minha família, do irmão Lourival e dos saudosos irmãos João Francisco, Isaura Souza e Pópulo Calaça, o irmão Isaías alugou um salão da família do irmão Lourival, na Rua Antonio Joaquim Neto e os trabalhos passaram para lá, permanecendo até 1987. 


Nessa época, havia muitos cultos de oração e vigílias em nossa casa na Fazenda Angico, dirigidos pelo irmão Isaías, que trazia muitos irmãos do Curral Novo, Bananeira, Campo Alegre, Cachoeirinha e Cabrobó. Entre estes irmãos, eu me lembro bem da sua mãe, a saudosa irmã Maclina, os seus irmãos Eliseu (in memórian) e Elísio, os filhos Quinca, Gedida, Uziel e Hermi, os sobrinhos Ledjane, Jane e Janilson, o irmão Agnelo e família, Elesbão e família, Franco Felix e família, Luiz Salú e família, irmã Odaíza e filhos, a família do irmão João Noca da Tapera, a irmã Eremita e família e muitos outros. 


Por serem os primeiros crentes e terem sidos discipulados pelo Pb. Isaías, a minha família se tornou muito próxima da família deles. Embora nunca tenha sido ordenado pastor, o Pb. Isaías foi na prática, o pastor da Assembléia de Deus em Terra Nova desde a fundação até 1996, se não me engano, quando o Pb. Antonio Pedro assumiu o trabalho. Sempre foi um pastor muito amoroso e dedicado à Obra de Deus. 


O Irmão Isaías se deslocava muitas vezes de Curral Novo a Terra Nova (cerca de 18 km) de bicicleta, para dirigir o culto e voltava no mesmo dia após o culto, pois, a irmã Adalva era doente e ele não a deixava dormir só. Insistíamos para ele dormir, mas, ele não queria. Seguia de bicicleta, sob a luz da lua, alegre e cantando. Nunca o vi triste ou reclamando de alguma coisa. Tinha muita graça de Deus na vida. Lembro com muita saudade das suas pregações fervorosas, dos hinos que ele cantava em dupla com a irmã Adalva e da sua alegria contagiante. Como disse o apóstolo Paulo, ele “sofreu as dores de parto, até que Cristo fosse gerado em nós.”


O Pb. Isaías foi o meu primeiro pastor. Foi com ele que aprendi as primeiras letras do Evangelho. Foi em um culto na casa do irmão Jaime, aos oito anos, que ele pregou e eu decidiu seguir a Cristo. O Pb. Isaías fez a minha confissão de fé para o batismo nas águas, em agosto de 1985. Sempre me aconselhou como um pai. Mesmo quando me afastei da Igreja em 1989, aos dezesseis anos, ele sempre me aconselhava, sem julgamentos e com imenso amor. 


A semente plantada por ele em meu coração, nasceu, cresceu, floresceu e deu frutos. Estive afastado da Igreja durante alguns anos, mas, no ano 2000 eu voltei e me mantenho firme, servindo ao Senhor. Fui cooperador, diácono, presbítero e desde 2022, sou evangelista da Assembléia de Deus, no estado de São Paulo, firmado naquilo que aprendi. Assim aconteceu também com muitos outros irmãos que foram pastoreados pelo Pb. Isaías e se tornaram obreiros. 


O Pb. Isaías é para mim uma referência como cidadão, como pai, como esposo, com pastor e como amigo. Posso dizer que um dos homens mais íntegros e tementes a Deus que eu já conheci. Na ocasião da comemoração dos seus 80 anos, recebi um convite feito pela sua família, para estar presente na festa de aniversário pelos seus 80 anos. Infelizmente, não pude estar presente para abraçá-lo, naquele momento tão importante da sua vida, para rever o meu primeiro pastor, que tenho como um pai, e assistir as homenagens prestadas pelos seus inúmeros parentes, amigos, irmãos em Cristo e admiradores espalhados pelo Brasil. 


Hoje, recebi a notícia de que o Senhor o chamou para a sua eterna morada. Mesmo sabendo que esta separação é provisória, pois somos peregrinos e forasteiros aqui e em breve estaremos juntos para todo o sempre, o nosso coração sofre com a separação do nosso pai na fé, pastor e grande amigo. 


Mais do que nunca, a Igreja brasileira precisa de obreiros com perfil do Pb. Isaías Soares da Silva. A sociedade brasileira precisa de bons cidadãos, pacificadores e cumpridores dos seus deveres, como ele sempre foi. As famílias também precisam de esposos e pais como o Pb. Isaías Soares da Silva.


Rogo a Deus que dê conforto aos seus filhos, genro, noras, netos, bisnetos, familiares em geral e irmãos em Cristo. 


Do seu discípulo e eterno admirador, 


Ev. Weliano Pires Neto

São Carlos - SP

MULHERES DE DEUS COMO PROTAGONISTAS DA HISTÓRIA

(Comentário do 3º tópico da Lição 01: Duas importantes mulheres na história de um povo)

Ev. WELIANO PIRES


No terceiro tópico, destacaremos o protagonismo feminino de Rute e Ester, como mulheres de Deus nas sociedades em que viveram. Veremos também que é preciso tomar cuidado, para não inverter os papéis estabelecidos por Deus para homem e mulher. Rute e Ester foram protagonistas e usadas por Deus, mas nunca usurparam o papel masculino. Por último, falaremos da educação familiar recebida por Ester do seu pai adotivo Mardoqueu, que foi fundamental para moldar o seu caráter e capacitá-la para enfrentar grandes desafios. 

1. O protagonismo feminino. Na Bíblia está claro que Deus estabeleceu o homem como líder da família. Quando Deus criou o homem, colocou-o como dominador de todos os animais. Depois Deus formou a mulher da costela do homem, para que fosse a sua adjutora ou auxiliar (Gn 2.19). Após a Queda, o Senhor deixou claro para a mulher, a liderança do seu marido: “... O teu desejo será para o teu marido e ele te dominará.” (Gn 3.16). No Novo Testamento, esta liderança foi reafirmada pelo apóstolo Paulo: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.”. (Ef 5.22-24). 

Eu sei que muitas mulheres não aceitam isso, mas é a Palavra de Deus. O fato de Deus ter concedido a liderança familiar ao homem não anula o protagonismo das mulheres em muitas situações. A história destas duas servas de Deus tem muito a ensinar à nossa geração, que tem sido influenciada pelo movimento feminista, com a idéia de empoderamento feminino e disputas entre homens e mulheres.

Estas e outras servas de Deus mencionadas na Bíblia foram usadas por Deus em missões especiais, sem no entanto, usurpar ou afrontar a liderança dos seus pais ou maridos. Elas foram usadas por Deus como mulheres e não exercendo o papel do homem. Rute, em todo tempo manteve-se em submissão e respeito à liderança da sua sogra e posteriormente do seu esposo. Ester, por sua vez, seguiu todas as orientações do seu pai adotivo e após tornar-se rainha cumpriu o seu papel na preservação do seu povo, sem nunca desrespeitar a liderança do seu esposo que era o rei. 

2. Cumprindo os papéis. Do ponto de vista bíblico, homem e mulher são criaturas de Deus, com o mesmo valor e dignidade, pois Deus não faz acepção de pessoas. A palavra hebraica adam traduzida por homem não se refere ao sexo masculino e sim, ao ser humano, homem e mulher. A palavra homem, no sentido do sexo masculino, em hebraico é ish e a palavra hebraica para mulher é Ishá. 

Entretanto, mesmo sendo iguais perante Deus, como seres humanos, homem e mulher são diferentes nos aspectos físico e emocional, e têm papéis diferentes na família e na sociedade. Deus deu ao homem e à mulher, estruturas física e emocional diferentes, para cumprirem papéis diferentes na família. Isso não torna um melhor ou pior do que outro, como dizem o machismo e o feminismo. O machismo acha que o homem é superior à mulher e que ela é propriedade dele. O feminismo, por sua vez, acha que a mulher é superior ao homem e não precisa dele para nada. 

Deus não espera que o homem faça proezas no papel da mulher, ou que a mulher se destaque no papel de homem. Ele é sábio e fez cada um com características específicas para exercer o seu respectivo papel. Tudo aquilo que a humanidade quer fazer diferente do padrão que Deus estabeleceu, evidentemente, não dará certo. A Bíblia diz que a mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a destrói com as suas próprias mãos (Pv 14.1). O mesmo vale para a liderança da Igreja. Uma mulher de pastor que é sábia, ajuda o seu esposo a edificar a Igreja, exercendo o seu papel de mulher. Mas se for tola, ela destrói o ministério do marido, querendo dirigir a Igreja. 

A liderança espiritual foi concedida por Deus ao homem, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Miriã, Hulda e as filhas de Filipe são exemplos de mulheres que eram profetisas. Mas não havia nenhuma sacerdotisa no tabernáculo ou no templo oferecendo sacrifícios. No Novo Testamento, Jesus escolheu doze apóstolos e todos eram homens. Os apóstolos deram continuidade ao trabalho iniciado por Jesus e estabeleceram os bispos, presbíteros e diáconos nas Igrejas. Não há registro de nenhuma mulher exercendo a liderança das Igrejas no Novo Testamento. 

As mulheres dos sacerdotes também não eram chamadas de sacerdotisas e não ministravam no templo. Da mesma forma, as mulheres dos apóstolos, bispos  e presbíteros não eram chamadas, respectivamente, de apóstolas, bispas e presbíteras, e não interferiam nas decisões da liderança da Igreja. Por isso, na Assembleia de Deus, Ministério do Belém, não existem pastoras e as mulheres dos pastores não são pastoras ou co-pastoras. 

3. Educação familiar. Geralmente, o pai e a mãe trabalham fora, estudam, demoram no trajeto do trabalho para casa e têm pouco tempo para ficar com os filhos. Quando chegam em casa estão exaustos e ainda usam parte do tempo assistindo TV, ou navegando na internet. Por conta disso, os filhos pequenos ficam sob os cuidados de babás, das creches, ou entregues a aparelhos eletrônicos para se distraírem.

Entretanto, mesmo sendo iguais perante Deus, como seres humanos, homem e mulher são diferentes nos aspectos físico e emocional, e têm papéis diferentes na família e na sociedade. Deus deu ao Deus não espera que o homem faça proezas no papel da mulher, ou que a mulher se destaque no papel de homem. Ele é sábio e fez cada um com características específicas para exercer o seu respectivo papel. Tudo aquilo que a humanidade quer fazer diferente do padrão que Deus estabeleceu, evidentemente, não dará certo. A Bíblia diz que a mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a destrói com as suas próprias mãos (Pv 14.1). O mesmo vale para a liderança da Igreja. Uma mulher de pastor que é sábia, ajuda o seu esposo a edificar a Igreja, exercendo o seu papel de mulher. Mas se for tola, ela destrói o ministério do marido, querendo dirigir a Igreja. 

A liderança espiritual foi concedida por Deus ao homem, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Miriã, Hulda e as filhas de Filipe são exemplos de mulheres que eram profetisas. Mas não havia nenhuma sacerdotisa no tabernáculo ou no templo oferecendo sacrifícios. No Novo Testamento, Jesus escolheu doze apóstolos e todos eram homens. Os apóstolos deram continuidade ao trabalho iniciado por Jesus e estabeleceram os bispos, presbíteros e diáconos nas Igrejas. Não há registro de nenhuma mulher exercendo a liderança das Igrejas no Novo Testamento. 

As mulheres dos sacerdotes também não eram chamadas de sacerdotisas e não ministravam no templo. Da mesma forma, as mulheres dos apóstolos, bispos  e presbíteros não eram chamadas, respectivamente, de apóstolas, bispas e presbíteras, e não interferiam nas decisões da liderança da Igreja. Por isso, na Assembleia de Deus, Ministério do Belém, não existem pastoras e as mulheres dos pastores não são pastoras ou co-pastoras. 

3. Educação familiar. Um dos graves problemas da sociedade atual é a falta de Muitos pais esperam que a escola e a Igreja eduquem os seus filhos. Mas este papel é dos pais e não da escola e da Igreja. A escola tem a responsabilidade de alfabetizar e transmitir o conhecimento aos nossos filhos. A Igreja, por sua vez, tem a obrigação de ensinar a Palavra de Deus, na linguagem deles. Cabe aos pais ensinar aos seus filhos os seus valores, tanto na teoria como na prática, através do exemplo. 

Se as crianças não aprenderem em casa com os pais a obediência às autoridades constituídas, o amor ao próximo, o respeito às leis e às normas estabelecidas, e os valores cristãos, eles crescerão egoístas e darão trabalho onde chegarem. Ester foi criada em condições desfavoráveis. Ela perdeu os pais na infância e o seu povo vivia no cativeiro. Mas ela teve a felicidade de ter uma boa educação familiar, recebida do seu primo e pai adotivo, Mardoqueu. Isso foi fundamental para que ela se tornasse uma mulher virtuosa e chegasse onde chegou, sendo humilde, obediente e prudente. 


REFERÊNCIAS: 
QUEIROZ, Silas. O Deus que governa o Mundo e cuida da Família: Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa geração. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024.
REVISTA ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 3º Trimestre de 2024. Nº 98, pág.36.
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2004, p.354
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.RIO DE JANEIRO: CPAD, 2004, p.692
Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2: Josué a Ester. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2005.
CABRAL, Elienai. RELACIONAMENTOS EM FAMÍLIA: Superando Desafios e Problemas com Exemplos da Palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.


04 julho 2024

ESTER: A MULHER QUE AGIU PARA A SOBREVIVÊNCIA DOS JUDEUS

(Comentário do 2° tópico da Lição 01: Duas importantes mulheres na história de um povo) 

Ev. WELIANO PIRES


No segundo tópico, faremos também um resumo da biografia de Ester, uma judia que viveu cerca de cinco séculos depois de Rute. Ester nasceu no cativeiro babilônico, era órfã e foi criada por seu primo Mardoqueu. 

Na sequência, falaremos da ascensão da jovem Ester ao posto de rainha do império persa. Por causa da recusa da rainha Vasti a participar de um banquete do rei Assuero, este resolveu destituí-lo do posto de rainha e fez um concurso e convocou todas as virgens do reino para escolher dentre elas a nova rainha. Seguindo as orientações do seu pai adotivo, Ester participou da seleção e foi a escolhida. 

Por último veremos que, em qualquer circunstância da nossa vida, seja no campo ou no palácio, vale a pena confiar em Deus e ser fiel a Ele, pois os seus princípios são imutáveis. 


1. De Belém para Susã. Partimos da história de Rute, que aconteceu  Belém de Judá, no período dos juízes, e vamos para a história de outra mulher notável, que foi usada por por Deus para livrar do extermínio os descendentes de Abraão. Trata-se da rainha Ester, que viveu em Susã, na Pérsia, cerca de cinco séculos depois de Rute. 

O contexto de Ester era o oposto de Rute. Enquanto Rute era uma estrangeira que se casou com um israelita, Ester era uma judia que se casou com um estrangeiro. A história de Rute aconteceu no campo, em condições de extrema pobreza. A história de Ester, por sua vez, aconteceu no palácio do império persa, durante o reinado de Assuero (Xerxes I, que sucedeu Dario I, em 485 a.C). 

O nome hebraico de Ester era Hadassa, que significa “Murta”, uma planta de folhas perfumadas e belas flores, que eram usadas para confeccionar grinaldas e perfumar os ambientes dos nobres. Ester era o nome persa e significa “estrela”. Ester fazia parte de um grupo de judeus nascidos no cativeiro babilônico. Este cativeiro durou setenta anos e teve o seu fim decretado pelo imperador Ciro, mas muitos judeus não retornaram à sua terra. 


2. De órfã a rainha. Temos poucas informações sobre as origens de Ester. Sabemos apenas que ela era filha de um homem chamado Abiail, que era tio de Mardoqueu (Et 2.14), que ela perdera os pais na infância, e que fora criada por seu primo Mardoqueu (Et 2.7). O texto bíblico nos informa que Mardoqueu era da tribo de Benjamim, filho de Jair e neto de Simei, cujo pai se chamava Quis. Provavelmente era da descendência de Saul, pois o pai de Saul também se chamava Quis e era tribo de Benjamin (Et 2.5).

Ester vivia com o seu pai adotivo em Susã, uma fortaleza do império persa, de onde o rei Assuero governava cento e vinte e sete províncias. No terceiro ano do seu reinado, este rei fez um enorme banquete para as autoridades e os nobre do reino, a fim de mostrar-lhes as glórias do seu reino. Esta festa durou cento e oitenta dias. No final destes dias de festa, o rei fez outro banquete de sete dias para todo povo e se encheram de vinho. 

Tomado pelo vinho, o rei Assuero mandou chamar a rainha Vasti, para que se apresentasse no palácio, a fim de exibir a sua beleza. A rainha se recusou a comparecer e, passado o efeito do vinho, o rei foi aconselhado pelos sábios e destituiu a rainha do seu cargo. Falaremos deste assunto na lição 07.

Os sábios também o aconselharam a convocar todas as moças virgens das províncias e, dentre elas, escolher a nova rainha. O rei acatou o conselho dos sábios, depôs a rainha e fez um decreto convocando as moças virgens de todo o seu reino. Ao saber desta convocação, Mardoqueu preparou Ester, que era muito bela, para também participar e orientou-a a não revelar a sua origem judaica. 

Ester fez como Mardoqueu lhe orientou e, por providência divina, foi escolhida para ser a nova rainha. Esta escolha não foi por acaso, ou simplesmente por sua beleza, pois certamente haviam muitas moças belas, filhas dos nobres. A escolha de Ester foi uma providência de Deus, para salvar o seu povo do extermínio que foi decretado anos depois, como veremos em lições posteriores. 


3. No campo ou no palácio. Rute e Ester viveram em épocas e situações muito diferentes. Enquanto uma era uma pobre viúva, não israelita e que passou por muitas dificuldades, a outra era uma belíssima moça judia, que apesar de ser órfã e viver em terra estranha, tornou-se a rainha de um dos impérios mais poderosos da antiguidade. Estas duas mulheres experimentam a provisão de Deus em tempos de crise e esboçaram as mesmas virtudes. Seja no campo ou no palácio, na extrema pobreza ou no centro do poder, Deus está no controle de tudo e conduz os passos daqueles que lhe são fiéis.  


REFERÊNCIAS: 


QUEIROZ, Silas. O Deus que governa o Mundo e cuida da Família: Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa geração. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024.

REVISTA ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 3º Trimestre de 2024. Nº 98, pág.36.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2004, p.354

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.RIO DE JANEIRO: CPAD, 2004, p.692

Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2: Josué a Ester. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2005.

CABRAL, Elienai. RELACIONAMENTOS EM FAMÍLIA: Superando Desafios e Problemas com Exemplos da Palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

03 julho 2024

RUTE: UMA MULHER IMPORTANTE PARA A LINHAGEM DE DAVI

(Comentário do 1º tópico da Lição 01: Duas mulheres importantes na história de um povo)

Ev. WELIANO PIRES

No primeiro tópico, apresentaremos um breve relato da biografia de Rute. Rute era natural de Moabe, um povo descendente de um relacionamento incestuoso de Ló com sua filha primogênita, que eram inimigos históricos de Israel. Na sequência, falaremos da família de Elimeleque e Noemi, uma família que migrou de Belém de Judá para Moabe, por causa da fome. Em Moabe, morreu Elimeleque e os seus filhos se casaram com moabitas, sendo Rute uma de suas noras. Depois, morreram também os dois filhos de Elimeleque e Noemi, e esta decidiu voltar à sua terra. Rute insistiu e mudou-se também com a sua sogra para a terra de Israel. Por último falaremos do matrimônio de Rute com Boaz, do qual nasceu Obede, o avô do rei Davi.  

1. Uma moabita. O texto bíblico não fala nada sobre a vida pregressa de Rute, antes de se casar com um israelita. Diz apenas que ela era uma mulher moabita. Os moabitas eram descendentes de um relacionamento incestuoso entre Ló e uma das suas filhas (Gn 19.37). Depois de embriagar o pai, a filha mais velha de Ló teve relações com ele e desta relação, nasceu Moabe, o ancestral dos moabitas. 

O povo de Moabe não servia ao Deus de Israel. Ao contrário, eram extremamente idólatras e tinham práticas religiosas abomináveis. Adoravam a Astarote e a Baal-Peor, deuses da fertilidade. Adoravam também a Quemós, deus da guerra e outras divindades pagãs (Nm 22.40; 23.2; 25.1-3,16). Em suas oferendas aos seus deuses, os moabitas ofereciam sacrifícios de ovelhas e bois e até sacrifícios humanos (2 Rs 3.27). 

Os moabitas eram extremamente hostis ao povo de Israel. Quando Israel atravessava o deserto, tanto os amonitas, como os amalequitas e os moabitas foram hostis a Israel, negando-lhe até água (Dt 23.3,4). Por causa disso, Deus proibiu que eles entrassem na Congregação do Senhor. Balaque, rei de Moabe, contratou até um falso profeta da Mesopotâmia, chamado Balaão, para amaldiçoar o povo de Deus (Nm 22-23). 

Como Deus não deixou Balaão amaldiçoar a Israel e ainda o forçou a abençoar, ele deu conselhos a Balaque para que mandasse as mulheres de Moabe convidar os israelitas para o culto a Baal-Peor, que envolvia a imoralidade sexual (Nm 25.1-3; Ap 2.14). Por causa desta abominação, morreram vinte e quatro mil israelitas (Nm 25.4-9). Sendo uma moabitas, Rute foi criada nesse ambiente de idolatria e abominações. Do ponto de vista humano, era praticamente impossível que ela se casasse com um israelita e entrasse para a descendência do Messias. Mas os planos de Deus são infinitamente superiores aos nossos.

2. A família belemita. Rute entrou para a história de Israel através de uma família da cidade de Belém de Judá, que saiu para os campos de Moabe, por causa da fome. Esta família era formada por Elimeleque, a sua esposa Noemi e os filhos Malom e Quiliom. O primeiro versículo do Livro de Rute situa o período em que se deu os fatos, de forma vaga, informando apenas que foi no período em que os juízes julgavam. É difícil precisar a época exata em que isso aconteceu, pois o período dos juízes durou cerca de 300 anos, desde a morte de Josué, até os dias do profeta Samuel.  

A família de Elimeleque era uma família abastada, pois possuía terras e bens. Entretanto, com as constantes invasões e saques dos inimigos e a seca que sobreveio à terra de Israel, como juízo de Deus, a crise econômica atingiu a todos. Diante da crise, Elimeleque decidiu buscar meios de sobrevivência para a sua família em Moabe. Do ponto de vista material, a solução que lhe pareceu mais racional, foi ir para as terras planas de Moabe, do outro lado do Mar Morto, no território que hoje corresponde à Jordânia. 

A cidade de Belém, cujo nome significa “Casa do pão”, era uma grande produtora de grãos. Belém ficava a uma distância de 8 km ao sul de Jerusalém e a 80 km de Moabe. Esta cidade é também chamada de Efrata e quando alguém é chamado na Bíblia de efrateu, significa que é natural de Belém. Foi nesta cidade que nasceram Jessé, Davi, Miquéias e Jesus. 

Parece até um contrassenso, a casa de pão, se tornar  um lugar de fome, carestia, seca e escassez. Entretanto, após a morte de Josué, por falta de uma liderança piedosa, o povo de Israel caiu em uma situação de anarquia e cada um fazia o que bem entendia. Em pouco tempo se entregaram à idolatria e adotaram práticas abomináveis aos olhos do Senhor. A seca, a fome, as crises econômicas, as doenças e o domínio dos inimigos eram instrumentos que Deus usava para punir e disciplinar o seu povo por causa do pecado. 

Pelo significado do seu nome, “Deus é meu Rei”, é de se supor que Elimeleque era de uma família que servia a Deus. Não temos nenhum relato de que ele ou Noemi tenham abandonado a sua fé em Deus e se dado à idolatria, como muitos da sua geração. Entretanto, não vemos Elimeleque buscando a direção de Deus antes de deixar a terra de Israel, ou buscando o socorro de Deus para esta crise.

Ao chegarem a Moabe, em vez de encontrar a prosperidade, a família de Elimeleque encontrou a enfermidade e, consequentemente, a morte. O patriarca da família adoeceu e veio a óbito, deixando a viúva com dois filhos, em terra estrangeira. Naqueles tempos, em que não havia previdência social, as viúvas ficavam desamparadas, exceto se tivessem filhos para sustentá-las. Os dois filhos de Noemi cresceram e se casaram com mulheres moabitas, porém, sem que tivessem filhos, acabaram morrendo também. 

3. Matrimônio e maternidade. Diante deste quadro desolador, Noemi ouviu que o Senhor tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão, e decidiu voltar à sua terra. Ela disse às suas duas noras para voltarem aos seus parentes. Orfa, uma das noras atendeu à sua sogra e voltou. Mas Rute, insistiu que não voltaria e iria com a sua sogra aonde quer que ela fosse. Vendo a convicção de Rute de ir com ela para a terra de Israel, e que não conseguiria fazê-la mudar de ideia, Noemi seguiu com a sua nora para Belém de Judá, de onde havia saído com a família havia dez anos. 

A generosidade e lealdade de Rute para com a sua sogra Noemi, chamou a atenção de Boaz, um parente próximo de Elimeleque que era dono daqueles campos. Boaz perguntou aos seus trabalhadores quem era aquela moça e, ao ser informado que era a moabita, nora de Noemi, ele lhe ofereceu proteção e alimento em sua propriedade e ordenou que os seus trabalhadores também a tratassem bem. 

Boaz era um homem íntegro, rico e influente em Belém. Desde o primeiro dia, ele se encantou por Rute e ela sabia disso. Pela declaração posterior dele, percebemos também que Rute chamou a atenção de toda a comunidade por suas virtudes, principalmente, pelo seu amor e dedicação à sua sogra Noemi: “Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa.” (Rt 3.11). 

Depois que descobriu que Boaz era um dos remidores da família e, percebendo que ele já estava encantado por Rute, Noemi elaborou um plano, para que o casamento acontecesse. Rute seguiu todas as orientações da sua sogra e casou-se com Boaz. Deste casamento, nasceu um filho e as vizinhas deram-lhe o nome de Obede, que significa “adorador”. Este foi o pai de Jessé e avô do rei Davi. Assim, Rute, a moabita, entrou para a genealogia de Jesus Cristo. 

Vemos aqui a importância de se honrar o casamento e a maternidade. Foi Deus que instituiu o casamento, para através dele, promover a felicidade do casal e dar origem a novas famílias. A honra ao casamento e à maternidade traz bênçãos não apenas para a nossa geração, mas também para as gerações futuras. Infelizmente, na sociedade pós-moderna tanto o casamento como a geração de filhos têm sido desprezados e atacados. As pessoas hoje não querem mais casar e preferem o sexo sem compromisso. Os poucos que se casam, já estão pensando na separação. Muitas pessoas na atualidade dão mais valor aos animais que aos filhos. Mulheres lutam para terem o direito de assassinar o próprio filho ainda no ventre. Mas, ninguém se engane: o julgamento de Deus será implacável contra aqueles que fazem estas coisas. 

REFERÊNCIAS: 

QUEIROZ, Silas. O Deus que governa o Mundo e cuida da Família: Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa geração. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024.

REVISTA ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 3º Trimestre de 2024. Nº 98, pág.36.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2004, p.354

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.RIO DE JANEIRO: CPAD, 2004, p.692

Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2: Josué a Ester. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2005.

CABRAL, Elienai. RELACIONAMENTOS EM FAMÍLIA: Superando Desafios e Problemas com Exemplos da Palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

02 julho 2024

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 01: DUAS IMPORTANTES MULHERES NA HISTÓRIA DE UM POVO

 


Ev. WELIANO PIRES

Nesta primeira lição, teremos uma introdução ao tema que será estudado no trimestre. É muito importante que o professor faça uma breve introdução ao trimestre, fazendo um resumo dos temas que serão estudados e apresente o comentarista da lição, Pr. Silas Queiroz, como está no plano de aula da revista. (Veja aqui uma introdução ao do trimestre, com um breve resumo de cada lição). Apresentaremos nesta lição, um breve histórico de Rute e Ester, duas mulheres que viveram em tempos muito difíceis, em contextos muito diferentes, mas que foram muito importantes na preservação povo judeu e da descendência de Abraão, através da qual, viria o Messias. Ester e Rute são os únicos livros da Bíblia que têm o nome de mulheres e têm mulheres como personagens principais. 

No primeiro tópico, apresentaremos um breve relato da biografia de Rute. Rute era de Moabe, um povo descendente de um relacionamento incestuoso de Ló com sua filha primogênita. Na sequência, falaremos da família de Elimeleque e Noemi, uma família que migrou de Belém de Judá para Moabe, por causa da fome. Em Moabe, morreu Elimeleque e os seus filhos se casaram com moabitas, sendo Rute uma de suas noras. Depois, morreram também os dois filhos de Elimeleque e Noemi, e esta decidiu voltar à sua terra. Rute insistiu e mudou-se também com a sua sogra para a terra de Israel. Em Belém, Rute casou-se com Boaz, o parente remidor da família de Elimeleque, e gerou a Obede, o avô do rei Davi. 

No segundo tópico, faremos também um resumo da biografia de Ester, uma judia que viveu cerca de cinco séculos depois de Rute. Ester nasceu no cativeiro babilônico, ra órfã e foi criada por seu primo Mardoqueu. Na sequência, falaremos da ascensão da ovem Ester ao posto de rainha do império persa. Por causa da recusa da rainha Vasti a articipar de um banquete do rei Assuero, este resolveu destituí-lo do posto de rainha e fez um concurso e convocou todas as virgens do reino para escolher dentre elas a nova rainha. Seguindo as orientações do seu pai adotivo, Ester participou da seleção e foi a escolhida. Por último veremos que, em qualquer circunstância da nossa vida, seja no campo ou no palácio, vale a pena confiar em Deus e ser fiel a Ele, pois os seus princípios são imutáveis.

No terceiro tópico, destacaremos o protagonismo feminino de Rute e Ester, como mulheres de Deus nas sociedades em que viveram. O fato de Deus ter concedido a liderança familiar ao homem não anula o protagonismo das mulheres em muitas situações. Veremos também que é preciso tomar cuidado, para não inverter os papéis estabelecidos por Deus para homem e mulher. Rute e Ester foram protagonistas e usadas por Deus, mas nunca usurparam o papel masculino. Por último falaremos da educação familiar recebida por Ester do seu pai adotivo Mardoqueu, que foi fundamental para moldar o seu caráter e capacitá-la para enfrentar grandes desafios. 

 

REFERÊNCIAS:

 

QUEIROZ, Silas. O Deus que governa o Mundo e cuida da Família: Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa geração. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024.
REVISTA ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 3º Trimestre de 2024. Nº 98, pág.36.
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2004, p.354
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2004, p.692
Comentário Bíblico Beacon. Vol.2: Josué a Ester. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2005.

30 junho 2024

LIÇÕES BÍBLICAS 3º TRIMESTRE DE 2024


INTRODUÇÃO 

Graças a Deus iniciamos mais um trimestre de estudos em nossa Escola Bíblica Dominical. O tema deste trimestre é: O Deus que governa o Mundo e cuida da Família: Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa geração. Estudaremos neste trimestre, os dois livros históricos da Bíblia, que levam o nome de mulheres e têm mulheres como personagens principais, que são os livros de Rute e Ester. Estas duas mulheres viveram em épocas e contextos muito diferentes, mas nos dois casos, temos duas mulheres de fé, cujas ações fizeram a diferença em sua geração e repercutiram também nas gerações futuras. 


Comentarista


O comentarista deste trimestre é Pr. Silas Queiroz. Silas Rosalino de Queiroz é pastor na Assembleia de Deus em Ji-Paraná (RO) e procurador-geral no mesmo município. É jornalista e membro do Conselho de Comunicação e Imprensa da CGADB. Especialista em Direito Público, Direito Processual Civil e Docência Universitária, formado em Direito pela Universidade Luterana do Brasil. É também bacharel em Teologia pela Faculdade de Teologia Logos (FAETEL). O Pr. Silas Queiroz foi o comentarista das Lições Bíblicas de Jovens, do 1º Trimestre de 2022 e 3º Trimestre de 2023.  É autor das seguintes obras: Jesus, o Filho de Deus – Os sinais e ensinos de Cristo no Evangelho de João; Sejam Firmes – Ensino sadio e santo nas cartas pastorais; Maturidade espiritual do líder – Orientações bíblicas para um ministério eficaz. Todas publicadas pela CPAD. É casado com Jocineide Machado de Almeida Queiróz e pai de Silas Junior, Gabriel e Ana Carolina.


Resumo da história de Rute


O pequeno livro de Rute tem apenas quatro capítulos e conta uma dramática história de uma família da cidade de Belém de Judá, formada pelo casal Elimeleque e Noemi, e os filhos, Malom e Quiliom. Era uma família abastada, pois possuía terras e bens. Entretanto, com as constantes invasões e saques dos inimigos e a seca que sobreveio à terra de Israel, como juízos de Deus, a crise econômica atingiu a todos. A narrativa situa o período em que se deu os fatos, de forma vaga, informando que foi no período em que os juízes julgavam.

Chegando a Moabe, os filhos Malom e Quiliom, casaram-se com as moabitas Orfa e Rute. Entretanto, em vez de encontrar a prosperidade, a família de Elimeleque encontrou a enfermidade e, consequentemente, a morte. O patriarca da família adoeceu e veio a óbito, deixando a viúva com dois filhos, em terra estrangeira. Depois, morreram também os filhos Malom e Quiliom, deixando agora três mulheres viúvas e sem filhos para ampará-las: Noemi, Orfa e Rute. 

Diante deste quadro desolador, Noemi ouviu que o Senhor tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão, e decidiu voltar à sua terra. As suas noras gostavam muito dela e quiseram acompanhá-la. Mas, ela explicou que não tinha mais filhos para se casarem com elas e, ainda que se casasse novamente e os tivesse, elas não iriam esperá-los crescer. Orfa, uma das noras, resolveu ficar e voltar para os seus parentes. Entretanto, Rute, a outra nora de Noemi, apegou-se tanto a ela que não quis ficar em sua terra e decidiu acompanhar a sogra aonde quer que ela fosse e servir ao Seu Deus.  

O povo de Moabe não servia ao Deus de Israel. Adoravam a Astarote e Baal-Peor, deuses da fertilidade; Quemos, deus da guerra; e outras divindades pagãs (Nm 22.40; 23.2; 25.1-3,16). Os moabitas ofereciam sacrifícios de ovelhas e bois e até sacrifícios humanos em oferendas aos seus deuses (2 Reis 3:27). Rute era uma moabita e, como tal, foi criada nesse ambiente de idolatria e abominações. Entretanto, no convívio com a sua sogra Noemi, Rute conheceu o Seu Deus, descobriu que Ele é o Único Deus Verdadeiro e resolveu servi-lo. Na terra de Israel, nora e  sogra se uniram contra a crise e recomeçaram a vida, contemplando o agir de Deus. 


Resumo da história de Ester


Ester, ao contrário de Rute, era uma judia, órfã de pai e mãe, criada pelo seu primo Mardoqueu ou Mordecai, que acabou se tornando a rainha do império persa por providência divina, para salvar os judeus do extermínio. 

O  livro de Ester, contém 10 capítulos, é de autoria desconhecida e relata a história da sobrevivência do povo judeu no cativeiro, sob o domínio dos persas, durante o reinado de Assuero (Xerxes I, que sucedeu Dario I, em 485 a.C). 

O rei fez um grande banquete e convidou todos os seus súditos, grandes e pequenos, para mostrar as suas riquezas e a glória do seu reino. Após sete dias de banquete, embriagado, o rei mandou chamar a rainha Vasti, para mostrar aos seus súditos a sua beleza. 

A rainha recusou-se a comparecer e o rei ficou tão irado que a destituiu do posto de rainha. Para a substituição, convocou todas as moças do reino para, dentre elas, escolher a nova rainha. Diante desta convocação do rei Assuero para escolher a nova rainha, Mardoqueu, o pai adotivo de Ester, preparou-a para que ela também comparecesse ao palácio. Ester era muito educada e bela e foi escolhida como a nova rainha do império persa. 

Posteriormente, Mardoqueu descobriu uma conspiração contra o rei e a denunciou. Os conspiradores foram executados e o fato foi registrado nas crônicas do rei, mas acabou sendo esquecido.

Havia no império, um homem poderoso, chamado Hamã, que odiava os judeus, por causa de Mardoqueu, e intentou exterminá-los. Entretanto as suas artimanhas foram denunciadas ao rei por Ester e Hamã acabou sendo enforcado na própria forca que ele preparara para Mardoqueu. O livro termina com a festa dos judeus, chamada de Purim, com dois dias de duração, em comemoração ao livramento, e a exaltação de Mardoqueu. Esta festa é comemorada pelos judeus até os dias atuais. 


Os temas predominantes neste trimestre são: 

– O governo universal de Deus 

– O Deus de toda a provisão (Yahweh-Yireh) 

– O cuidado de Deus para com a família 

– A atuação de Deus na preservação do seu povo

– O papel das mulheres no Reino de Deus.


RESUMO DAS LIÇÕES

Lição 1: Duas importantes mulheres na história de um povo

Nesta primeira lição, teremos uma introdução ao tema que será estudado no trimestre. Primeiro é apresentado um breve relato da biografia de Rute, uma moabita, que casou-se com um um israelita que havia fugido da fome em Israel, para morar em Moabe. Depois, Rute ficou viúva e mudou-se com a sua sogra, também viúva, para a terra de Israel. Rute casou-se novamente e tornou-se a bisavó do Rei Davi. 

Na sequência, temos também um resumo da biografia de Ester, uma judia órfã, criada por seu primo Mardoqueu. Por providência divina, esta jovem se tornou a rainha da Pérsia e, como tal, foi determinante para a sobrevivência dos judeus em Susã. 

Por último temos o destaque para o protagonismo feminino de Rute e Ester, como mulheres de Deus nas sociedades em que viveram. O fato de Deus ter concedido a liderança familiar ao homem não anula o protagonismo das mulheres em muitas situações. Entretanto, é preciso tomar cuidado, para não inverter os papéis estabelecidos por Deus para homem e mulher. 


Lição 2: O livro de Rute


Nesta lição, temos uma visão panorâmica do Livro de Rute. Inicialmente, veremos como o Livro está organizado na Bíblia hebraica e na Bíblia Cristã, trazendo também as informações da autoria e data em que foi escrito. 

Na sequência, temos o contexto histórico no Livro de Rute, que se deu no período dos juízes, três gerações antes de Davi. Este foi um tempo de apostasia e um círculo vicioso de opressão, clamor e livramento. 

Por último, temos o propósito  e a mensagem do livro de Rute: apresentar Davi como descendente de Judá e ascendente do Messias, além de falar de amor, redenção, fidelidade e altruísmo. 


Lição 3: Rute e Noemi: Entrelaçadas pelo Amor


Nesta lição, temos a emocionante história de amizade, lealdade e superação de Rute e Noemi, respectivamente, nora e sogra. 

Iniciamos com a proposta de Noemi às suas noras, após as mortes do seu esposo, Elimeleque, e dos seus dois filhos Malom e Quiliom. Noemi não apelou para os sentimentos das suas noras, mas expôs-lhes a dura realidade e propôs que elas voltassem para os seus parentes. 

Na sequência, veremos a convicção amorosa de Rute. Orfa, uma das noras, mesmo contrariada, pois amava Noemi, voltou aos seus parentes. Entretanto, a convicção amorosa de Rute foi muito mais forte que a sua própria vida, e ela jurou perante a sogra que nada além da morte iria separá-las. 

Por último veremos a fé fervorosa de Rute, que declarou à sua sogra: O teu Deus será o meu Deus. A fé desta jovem moabita é uma fé que foi inspirada na vida e na crença da sua sogra. Neste aspecto, a Bíblia nos mostra a profunda sensibilidade espiritual das mulheres. Elas foram as primeiras a crerem na ressurreição de Jesus. 


Lição 4: O encontro de Rute com Boaz


Nesta lição, temos o início da bela história de amor entre Rute e Boaz. Ao chegar a Belém de Judá, sem saber, Rute foi trabalhar exatamente nos campos de Boaz, que era parente de Noemi, um homem próspero, que era o remidor da família. 

A lição nos apresenta também, o carinho de Boaz para com a moabita Rute, tratando-a com ternura, respeito e sensibilidade espiritual. Deus estava agindo e fez com que Boaz desse um tratamento diferenciado àquela jovem estrangeira. Isso fala muito do seu cavalheirismo, educação e respeito às pessoas de condição inferior. 

Por último, temos a colheita de Rute e sua sobrevivência na terra de Israel. Rute semeou amor e lealdade à sua sogra, e fidelidade a Deus. Colheu não apenas cereais em abundância, mas também encontrou o remidor da família e entrou para a genealogia do Redentor da humanidade. 


Lição 5: O casamento de Rute e Boaz: A remição da família

Esta lição é uma continuidade da lição passada e nos traz a conclusão da remição da família de Noemi, com o casamento de Rute e Boaz. Inicialmente, temos o compromisso de Boaz para com Rute de casar com ela. Rute era uma mulher bela e virtuosa, que certamente teria outras oportunidades fora de casa, mas preferiu ficar no lugar da bênção, sob a liderança de sua sogra Noemi, que elaborou um plano para aproximar Rute e Boaz. Entretanto, o caráter santo e justo de Rute e Boaz, levou-os a respeitar o processo e esperar o momento certo para terem qualquer intimidade.
Na sequência temos os detalhes do casamento de Boaz e Rute. Havia um obstáculo, que era a preferência do parente mais próximo. Era preciso, no entanto, respeitar o processo, pois, havia outro remidor mais próximo. Somente após a renúncia dele, Boaz decidiu casar-se com Rute. O casamento de Boaz com Rute também ressalta o papel da liderança masculina que pressupõe atitude, amor responsável e honra à mulher.
Por último, falaremos da remição da linhagem de Davi. Rute e Boaz gerou a Obede, que foi o avô do rei Davi. Esta linda história de amor entre um israelita próspero e uma estrangeira pobre e viúva, tornou-se um tipo do relacionamento espiritual de Cristo com a Igreja. A vida de renúncia, pureza, amor e submissão de Rute representa a Igreja de Cristo. Por outro lado, Boaz representa Cristo que é o nosso eterno Redentor.


Lição 6: O livro de Ester


A partir desta lição, iniciamos uma série de lições baseadas no Livro de Ester. Nesta lição temos um estudo panorâmico do Livro de Ester. Apesar de não conter nenhuma referência direta a Deus, a providência divina está presente em todo o Livro. 

Inicialmente, veremos a organização do livro de Ester na Bíblia Hebraica e na Bíblia Cristã. Apresentaremos as características literárias e as informações de autoria e data da composição. 

Na sequência, temos o contexto histórico do Livro de Ester, trazendo informações sobre o final da monarquia do Reino do Sul, o cativeiro babilônico, o fim do exílio e o período pós-exílio. 

Por último, temos a mensagem do Livro de Ester, que trata da providência divina, da falsa estabilidade dos judeus no império persa e a instituição da festa de Purim para comemorar o livramento dado aos judeus.


Lição 7: A deposição da rainha Vasti e a ascensão de Ester


Nesta lição veremos o contraste entre duas mulheres: a rainha Vasti, que foi deposta por desobedecer ao marido, e a nova rainha Ester, que se tornou rainha por obedecer às orientações do seu primo e pai adotivo, Mardoqueu. 

Veremos os detalhes do banquete do rei Assuero, um banquete público com muito luxo, que deveria durar sete dias. No sétimo dia, já embriagado, o rei Assuero mandou convidar a rainha Vasti para exibir a sua beleza aos convidados, mas ela o desmoralizou perante os seus súditos e recusou a participar dele. 

Na sequência temos os detalhes da recusa da rainha Vasti em comparecer ao banquete, descumprindo a ordem do rei, que culminou na sua deposição do posto de rainha. O rei estava embriagado quando fez o convite à rainha, mas quando tomou a decisão de destituí-la do cargo, consultou antes os sábios e juristas do seu reino, que o aconselharam a fazer isso. 

Por último, veremos os detalhes da ascensão da jovem judia Ester, ao posto de rainha do império persa. O processo de sucessão da rainha Vasti durou cerca de quatro anos. Não havia restrições legais sobre a origem étnica e racial das candidatas ao posto de rainha da Pérsia. As únicas exigências era que fossem virgens e belas. Mesmo assim, Mardoqueu orientou a Ester que não revelasse as suas origens judaicas e ela obedeceu. 


Lição 8: A resistência de Mardoqueu


Nesta lição, veremos a história de conspiração, lealdade e ódio, envolvendo dois personagens importantes do Livro de Ester: Mardoqueu e Hamã. 

Inicialmente, veremos que Mardoqueu descobriu um plano em curso para matar o rei Assuero e revelou-o a Ester, que transmitiu a informação ao rei. Após investigar as informações, o rei mandou executar os conspiradores. O caso foi registrado nas crônicas do rei, mas Mardoqueu acabou sendo esquecido. 

Na sequência veremos a exaltação de Hamã, um descendente dos amalequitas, que odiava os judeus. Hamã foi exaltado pelo rei e era reverenciado por todos. Com isso, Mardoqueu ficou aparentemente esquecido. O seu ato heróico de lealdade ao rei caiu no esquecimento. Entretanto, ele continuou às suas funções e não se abalou emocionalmente. 

Por último veremos a resistência de Mardoqueu a se curvar diante de Hamã. Esta postura de Mardoqueu acabou provocando um ódio mortal por parte de Hamã, a ponto de resolver exterminar o povo judeu, conforme veremos na proxima lição. É possível que este ódio tenha sido motivado por inimizades intergeracionais entre israelitas e amalequitas. 


Lição 9: A conspiração de Hamã contra os judeus


Nesta lição veremos o plano diabólico de Hamã para exterminar todo o povo judeu do império persa. Veremos que este plano odioso e maligno era baseado em intrigas e patologias do poder. 

Estas pessoas não estavam preocupadas com a lealdade ao rei como aparentemente demonstravam, mas de forma astuta e oportunista, Hamã usou este argumento para convencer o rei de que os judeus eram um povo com leis diferentes e que não cumpriam as determinações do império. 

Na sequência veremos a tristeza de Mardoqueu, de Ester e dos judeus, após o rei determinar o extermínio completo do povo judeu. Por um lado, Assuero e Hamã bebiam após terem enviado cartas às províncias, determinando o extermínio dos judeus. Por outro lado, Mardoqueu, Ester e todo o povo judeu se encheram de tristeza e se uniram em lamentação, oração e jejum, por livramento. 

Por último, falaremos do perigo e da crueldade do antissemitismo moderno, mostrando as três faces do antissemitismo ao longo da história: nacional, religioso e racial. Atualmente, após os ataques do grupo terrorista Hamas contra Israel, com os piores requintes de crueldade, lamentavelmente assistimos ao renascimento do ódio aos judeus, principalmente por intelectuais de esquerda e autoridades brasileiras. 


Lição 10: O plano de livramento e o papel de Ester


Nesta lição, veremos o papel de Mardoqueu e Ester, para fazer o rei voltar atrás no decreto de eliminação total dos judeus. 

Veremos inicialmente, que o plano de Mardoqueu era perigoso e o temor de Ester se justificava. Mardoqueu mandou explicar a situação a Ester, por meio de um dos eunucos, e pediu que ela intercedesse pelos judeus perante o rei. Entretanto, ela não tinha permissão para falar com o rei naquele dia e corria o risco de morte, se assim o fizesse. 

Na sequência, veremos que Mardoqueu convenceu Ester da gravidade da situação. Convencida de que precisaria agir com urgência, Ester jejuou junto com as suas criadas e pediu a Mardoqueu que fizesse o mesmo, junto com o povo. Ester confiou e Deus, mas não o tentou. Ela sabia que não tinha permissão para entrar na presença do rei naquele momento e se desobedecesse poderia ser executada. 

Por último, falaremos do plano de Ester para falar com o rei. Ester colocou as suas vestes reais, foi ao pátio interior da casa real e aguardou ser chamada. O rei, então, estendeu-lhe o cetro e permitiu que ela fizesse a sua petição. Em sintonia com Deus, Ester convidou o rei e Hamã, para um banquete, sem informar o motivo. Os convidados compareceram, mas Ester ainda não fez o seu pedido e os convidou para outro banquete, aguardando o momento certo para interceder pelo seu povo, como veremos na próxima lição. 


Lição 11: A humilhação de Hamã e a honra de Mardoqueu


Nesta lição veremos os fatos que antecederam o segundo banquete oferecido por Ester ao rei Assuero e a Hamã, que era o homem mais poderoso do império e o maior inimigo dos judeus. 

No primeiro tópico falaremos da lembrança do rei em relação ao ato de lealdade de Mardoqueu. O rei perdeu o sono naquela noite, pediu que lessem as crônicas e descobriu o ato heroico de Mardoqueu, que havia sido esquecido. Ao ouvir as crônicas, imediatamente o rei consultou os seus servos, para saber se haviam honrado Mardoqueu por aquele ato de lealdade ao rei e eles disseram que nada havia sido feito. 

Na sequência, veremos que Hamã foi chamado para exaltar Mardoqueu. O rei perguntou a Hamã, que tipo de honra deveria ser dada ao homem de cuja honra o rei se agrada. Em sua presunção e autoconfiança, Hamã concluiu que o rei só poderia está falando dele, e sugeriu que fossem honrarias especiais pelas ruas ao tal homem. Para surpresa dele, o rei mandou que fizessem como ele sugeriu a Mardoqueu. 

Por último falaremos da síndrome de imperador que havia no coração de Hamã. Imaginando que seria ele o homem a ser honrado pelo rei, ele sugeriu que vestisse as vestes reais no tal homem, montasse-no no cavalo real e saíssem pelas ruas declarando que assim se faz ao homem, de cuja honra o rei se agrada. Ao saber que o honrado seria Mardoqueu e não ele, Hamã foi para casa e chegou arrasado, por ter que honrar publicamente o seu maior inimigo. Para piorar, ouviu da esposa e dos amigos que aquilo era o prenúncio da sua derrota humilhante. 


Lição 12: O banquete de Ester: denúncia e livramento


Nesta penúltima lição, veremos o desfecho final do plano elaborado pela rainha Ester para salvar o seu povo. Vimos na lição passada, que as condições se inverteram e se tornaram favoráveis a Mardoqueu e Ester. 

Falaremos do banquete de Ester e da denúncia que ela fez ao rei. Ester fez um segundo banquete e convidou o rei Assuero e Hamã. Quando estavam à mesa, o rei perguntou a Ester qual era a sua petição, pois aguardava o seu pedido, desde o primeiro banquete. O fato de Ester ter se arriscado, comparecendo à sala do trono em um dia que não era permitido, e ter feito suspense no primeiro banquete para revelar o seu pedido, levou o rei a suspeitar de que havia algo grave acontecendo. 

Na sequência falaremos da fúria do rei contra a injustiça. Ao ser indagada sobre quem teria feito isso, Ester denunciou todo o plano maligno para eliminar o povo judeu. Ester revelou ao rei os detalhes do plano que exterminaria ela e o seu povo impiedosamente. Até então, ninguém sabia que Ester era uma judia. Ester revelou ao rei que era Hamã o protagonista deste plano. O rei ficou furioso e levantou-se imediatamente do banquete. Hamã lançou-se aos pés de Ester para pedir misericórdia e a sua situação se agravou, pois o rei interpretou que estaria desonrando a rainha em público. Deus providenciou o grande livramento para o povo judeu e a situação se inverteu totalmente contra Hamã. 

Por último falaremos do grande livramento concedido ao povo judeu. Os ventos mudaram e aqueles que se curvavam diante de Hamã, contaram ao rei que ele havia feito a força, para induzir o rei a enforcá-lo. Ao saber disso, imediatamente, o rei ordenou que Hamã fosse enforcado nela. Em ambientes de poder, precisamos ter cuidado, porque as peças mudam de lugar e os interesses também. 


Lição 13: Ester, a portadora das Boas-Novas


Nesta última lição veremos que o drama do povo judeu chegou ao fim e a rainha Ester agiu como propagador de boas novas ao seu povo. O seu pai adotivo, Mardoqueu, que havia pouco tempo estava condenado à morte, agora era honrado por todo o Império. 

Inicialmente, falaremos do pedido de defesa aos judeus, que foi atendido pelo rei Assuero. Humildemente, Ester suplicou ao rei que revogasse o decreto feito por influência de Hamã. Havia, no entanto, um obstáculo, pois o rei não poderia simplesmente revogar um decreto assinado por ele mesmo, para não causar insegurança jurídica. Assuero, então, emitiu outro decreto que permitia ao povo judeu o direito de ses defender perante os seus inimigos. No dia previsto para a matança dos judeus, aconteceu o contrário: eles se vingaram dos seus inimigos. 

Na sequência, falaremos das boas notícias que a rainha Ester escreveu ao seu povo. Primeiro, Mardoqueu escreveu cartas aos judeus em todas as províncias relatando os fatos e instituindo a festa de Purim, como um feriado nacional, para comemorar o livramento. Depois, a própria Ester escreveu uma carta dirigida ao seu povo, confirmando a instituição dessa festa. Agora, o rei sabia que Mardoqueu era o pai adotivo de Ester e deu-lhe o anel e o posto de Hamã no reino. 

Por último, veremos que a mulher é chamada por Deus para ser relevante neste mundo. Ester foi uma mulher que se notabilizou primeiro por sua obediência a Mardoqueu. Depois, pela sua humildade, prudência, equilíbrio e honra ao rei. Deus não apoia a famigerada guerra dos se os promovida pelo feminismo. Homem e mulher foram criados por Deus com as suas diferenças para serem parceiros e não competidores. Tanto na Bíblia, como na história da Igreja, diversas mulheres exerceram papéis importantes na Obra de Deus sem, no entanto, desonrar a liderança concedida por Deus ao homem. 


Conclusão


Rute e Ester viveram em épocas e situações muito diferentes. Enquanto uma era pobre viúva, não israelita, que passou por muitas dificuldades e pobreza, a outra era uma belíssima moça judia, que apesar de ser órfã e viver em terra estranha, tornou-se rainha. Ambas experimentaram e foram protagonistas da provisão de Deus em tempos de crise e esboçaram as mesmas virtudes. A história destas duas servas de Deus tem muito a ensinar à nossa geração, que tem sido influenciada pelo movimento feminista, com a idéia de empoderamento feminino e disputas entre homens e mulheres. 


Bons estudos!


Ev. WELIANO PIRES

JESUS, O VERBO DE DEUS

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