10 junho 2024

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 11: A REALIDADE BÍBLICA DO INFERNO

Ev. WELIANO PIRES


REVISÃO DA LIÇÃO PASSADA 


Na lição passada estudamos o tema “Desenvolvendo uma consciência de santidade”. Vimos que Deus é absolutamente santo e exige santidade do Seu povo. A santificação é um processo, que é realizado pelo Espírito Santo na vida do crente após a sua conversão e é condição indispensável para que vejamos a Deus.


TÓPICOS DA LIÇÃO 


No primeiro tópico, vimos o conceito de santidade no Antigo Testamento. Vimos  as definições das palavras hebraicas kodesh, kadash e kadosh, traduzidas respectivamente por santidade, santificar e santo. Falamos também da santidade no Novo Testamento, trazendo a definição do verbo grego hagiadzô, traduzido por santificar. Vimos também que a santidade é exigida na Palavra de Deus, para todas as áreas da nossa vida. 


No segundo tópico, falamos da santificação e seus estágios. Vimos que a santificação é um ato, um processo e um estado final. Falamos também dos três estágios da santificação que são: santificação posicional, progressiva e glorificação. Por último, vimos que o alvo da santificação é tornar o crente coerente com o caráter divino. 


No terceiro tópico, falamos do julgamento do Deus Santo. Vimos que Deus é absolutamente santo em seu caráter e ações. Na sequência, vimos que Deus exige santidade dos seus servos, embora jamais seremos santos na mesma proporção que Deus é. Por último, vimos que a santidade e a justiça de Deus são atributos divinos que se relacionam, pois Ele jamais deixará impune aqueles que se rebelarem e ofenderem a sua Santidade. 


LIÇÃO 11: A REALIDADE BÍBLICA DO INFERNO 


INTRODUÇÃO 


Nesta lição estudaremos a doutrina bíblica do inferno. É um tema delicado, que muitos preferem não falar sobre ele. Mas, o inferno é real e está na Bíblia. O inferno foi preparado para o diabo e seus anjos e não para o ser humano. Entretanto, todos aqueles que rejeitaram a Cristo serão condenados ao lago de fogo. Jesus falou bastante sobre o tormento eterno e nós precisamos falar também, principalmente, para alertar as pessoas a valorizarem a salvação e fugirem do inferno. 


No primeiro tópico, apresentaremos o pensamento humano a respeito do inferno. Veremos o que os filósofos e teólogos de mente cauterizada dizem sobre o inferno. Falaremos de uma das principais heresias atuais em relação ao inferno, que é chamada de Universalismo. Segundo este falso ensino, todos são filhos de Deus e, no final das contas, Deus salvará a todos. Por último, falaremos dos alertas dos apóstolos, de que estes falsos ensinos surgiriam, tendo aparência de piedade, mas, negando a sua eficácia. 


No segundo tópico, veremos como a palavra inferno aparece na Bíblia. Veremos  as palavras hebraicas e gregas que foram traduzidas por inferno, no Antigo e no Novo Testamento, e os seus respectivos significados. O Antigo Testamento usa a palavra hebraica Sheol, cujo significado varia de acordo com o contexto. No Novo Testamento, há três palavras gregas, que foram traduzidas por inferno: Hades, Tártaro e Geena. Os falsos mestres, que negam a existência do tormento eterno, fazem confusão entre estas palavras e pensam que todas significam a mesma coisa. 


No terceiro tópico, falaremos da doutrina bíblica do inferno. Apresentaremos o conceito bíblico de inferno e mostraremos, com fundamentação bíblica, o que ensina esta doutrina. Em várias passagens bíblicas do Novo Testamento fica muito claro que haverá um castigo eterno para os ímpios. Assim como haverá uma eternidade gloriosa para os que receberam a Cristo, haverá também uma eternidade de sofrimentos para aqueles que o rejeitaram.  


REFERÊNCIAS: 


GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta: O caminho da Salvação, santidade e perseverança para chegar ao Céu. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024.

REVISTA ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2º Trimestre de 2024. Nº 97, pág. 41.

Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.255, 256.

HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. RIO DE JANEIRO, CPAD, 2021, pp. 642,643.

09 junho 2024

2° Domingo de Junho: Dia do Pastor


Hoje é o dia do pastor

Chamado pelo Senhor

Para do seu povo cuidar

E a sua palavra ensinar


Não deve ser avarento

Nem tampouco violento

Não pode ser inexperientel

Muito menos imprudente


Deve ter conduta exemplar

Da sua família deve cuidar

Pois, se não cuida dos seus,

Não cuidará da Igreja de Deus.


Muitas vezes é injustiçado

Sendo falsamente acusado

Mas, Deus a todos julgará

E a recompensa lhes dará.


Parabéns a todos os pastores

Que, de fato, são merecedores

Desta missão digna e elevada

Deus os abençoe nesta jornada.


Ev. Weliano Pires

06 junho 2024

O JULGAMENTO DO DEUS SANTO

(Comentário do 3º tópico da Lição 10: Desenvolvendo uma consciência de santidade) 


Ev. WELIANO PIRES


No terceiro tópico, falaremos do julgamento do Deus Santo. Veremos que Deus é absolutamente santo em seu caráter e ações. Na sequência, veremos que Deus exige também santidade dos seus servos, embora jamais seremos santos na mesma proporção que Deus é, pois somos limitados e falhos. Por último, veremos que a santidade e a justiça de Deus são atributos divinos que se relacionam, pois Deus é absolutamente santo e justo e jamais deixará impune aqueles que se rebelarem e ofenderem a sua Santidade. 


1. O Deus Santo. O Deus da Bíblia é absolutamente Santo em sua essência e caráter. Quando falamos da Santidade de Deus, nos referimos à sua pureza e isenção de quaisquer resquícios de poluição moral. A Santidade de Deus não está sujeita a qualquer padrão de moralidade fora de Si mesmo. A Santidade é algo intrínseco ao Seu Ser. Deus é Único Ser que faz jus ao pronome de tratamento Vossa Santidade. 


A Santidade de Deus é abundantemente demonstrada em toda a Bíblia. Em vários textos bíblicos, principalmente no Livro de Isaías, o próprio Deus se identifica como o Santo de Israel: “Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador…” (Is 43.3); “Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel…” (Is 48.17). Na visão que Isaías teve, os Serafins voavam e clamavam uns aos outros: “ Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Is 6.3). No cântico de Ana, a mãe do profeta Samuel, ela afirmou: “Não há santo como o Senhor; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus.” (1 Sm 2.2). 


No Novo Testamento também, encontramos muitas referências à Santidade de Deus. O próprio Jesus, em sua oração sacerdotal, dirigiu-se ao Pai, chamando-o de Santo: “...Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.” (Jo 17.11). O apóstolo Pedro também conclamou os cristãos a serem santos, porque Deus é Santo: “Como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15). 


O Deus da Bíblia é Triúno e, portanto, as outras duas pessoas da Santíssima Trindade também são chamadas de “Santo”. No anúncio do nascimento de Jesus, o Anjo se referindo a Ele, disse a Maria: “...O Santo que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus”. (Lc 1.35). O apóstolo Pedro, em seu discurso feito após a cura do coxo na porta do Templo disse: Mas vós negastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homem homicida.” (At 3.14). O Espírito Santo também é chamado de Santo em toda a Bíblia. A Bíblia se refere a Ele com outros títulos: Espírito de Deus (Gn 1.2), Espírito de Vida (Rm 8.2), Espírito da Verdade (Jo 14.17), Consolador (Jo 24.15), etc. Mas o seu principal título é Espírito Santo.


2. Santidade exigida a todos os crentes. Aqui, o comentarista volta ao assunto do terceiro ponto do primeiro tópico, onde ele falou da santidade exigida pela Palavra de Deus. A Igreja do Senhor foi comprada e purificada pelo Sangue de Jesus, para ser apresentada a Deus, santa, gloriosa e imaculada (Ef 5.26,27). 


Em vários textos do Novo Testamento é exigido do crente que seja santo. Um dos mais conhecidos que foi citado aqui pelo comentarista, é Hebreus 12.14, que diz: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual, ninguém verá o Senhor”. O sentido do verbo grego, traduzido por “segui” neste texto, é “perseguir” como um predador persegue a sua presa, com esforço máximo, ávido por alcançá-la. Isto significa que o crente não deve apenas acompanhar a santidade de longe, mas deve persegui-la com todas as suas forças. 


3. Santidade e justiça de Deus. Neste ponto, o comentarista relaciona a Santidade de Deus com a Sua Justiça. Na verdade, todos os atributos de Deus estão relacionados e um não anula, nem diminui o outro. Muitas pessoas têm a tendência de supervalorizar um atributo de Deus (normalmente o que mais lhe interessa) e ignorar os outros. Por exemplo, há pessoas que destacam o amor, a bondade e a misericórdia de Deus, mas ignoram a Sua Santidade e Justiça. De fato, Deus é amoroso, bom e misericordioso. Mas isso não anula os outros atributos divinos. 


Deus é absolutamente santo, justo e verdadeiro em tudo o que é e faz. Quando falamos da Justiça de Deus, não nos referimos apenas ao aspecto jurídico. Deus não é apenas o Juiz de toda a terra, Ele é o Justo Juiz. A justiça humana não é justa, é apenas legalista. Mesmo assim, é falha e injusta em muitos casos, por vários fatores, principalmente o financeiro. Muitas vezes, na justiça humana, o culpado é absolvido, se tiver bons advogados e influência. Por outro lado, o inocente é condenado, por não conseguir provar a sua inocência e devido à morosidade da justiça. 


A Justiça de Deus, no entanto, está relacionada ao Seu caráter, que é absolutamente reto. Justiça na Bíblia é sinônimo de retidão e não de legalidade como atualmente. Hoje a justiça aplica (ou deveria aplicar) o que está previsto na legislação vigente. Mas isso não significa que aquilo é moralmente correto. Por exemplo, consumir bebida alcoólica, fumar e se prostituir, são práticas que não são condenadas pelas lei brasileiras. Logo, ninguém será punido por praticá-las. Por outro lado, pregar o Evangelho é crime em alguns países e quem o fizer em público será multado, preso e até condenado à morte. 


REFERÊNCIAS: 


GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta: O caminho da Salvação, santidade e perseverança para chegar ao Céu. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024.

REVISTA ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2º Trimestre de 2024. Nº 97, pág. 41.

Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.452

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Volume 2. Romanos — Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.897,898

05 junho 2024

A SANTIFICAÇÃO E SEUS ESTÁGIOS

(Comentário do 2º tópico da Lição 10: Desenvolvendo uma consciência de santidade) 


Ev. WELIANO PIRES


No segundo tópico, falaremos da santificação e seus estágios. Falaremos da realidade da santificação como um ato, um processo e um estado final. Veremos também os três estágios da santificação: posicional, progressiva e glorificação. Por último, veremos que o alvo da santificação é tornar o crente coerente com o caráter divino. 


1. A realidade da santificação. A  santificação é ao mesmo tempo um ato, um processo e um estado final. Nas páginas do Novo Testamento a santificação nos é apresentada como um ato de separação do mundo. Quando recebemos a Cristo como Salvador, somos santificados pelo Espírito Santo e separados do mundo (sistema), que jaz no maligno e é inimigo de Deus. 


Mas isso não representa a totalidade da santificação, pois ela é também um processo que nos torna parecidos com Cristo, à medida que andamos no Espírito. A cada dia somos aperfeiçoados por Deus, para sermos conforme a imagem de Cristo. Mas enquanto estivermos neste corpo mortal, conviveremos com a natureza pecaminosa e estaremos sujeitos a pecar. 


Finalmente, quando Jesus nos levar para o Céu, seremos transformados, receberemos um corpo glorificado e chegaremos ao estado final, que é  chamado de glorificação. Neste estado final, estaremos livres da presença do pecado e alcançaremos a estatura de varão perfeito. 


2. Três estágios da santificação. Muitas pessoas tem uma ideia equivocada do que é  ser santo. Os católicos, por exemplo, acham que santo é uma pessoa que não tem pecado ou alguém que tem poderes especiais para realizar milagres e, por isso, foi canonizado pelo Papa.


Até mesmo pessoas evangélicas, especialmente aquelas que não frequentam a Escola Dominical, tem um conceito equivocado de santificação. Confundem santidade com perfeição ou ascetismo, que é a abstinência de qualquer tipo de prazer e o isolacionismo, como formas de alcançar a perfeição. A santificação, conforme já falamos, não é uma obra humana e não está relacionada aos nossos méritos. 


A santificação é uma operação do Espírito Santo para manter o salvo separado do pecado (Rm 12.1,2). Entretanto, a santificação é um processo que passa por três estágios, que compreendem o passado, o presente e o futuro. 

a) Santificação inicial ou posicional. Acontece quando o crente nasce de novo, é santificado pelo Espírito Santo e tem os seus pecados apagados pela fé em Cristo. 

b) Santificação Progressiva. Acontece durante a nossa jornada neste mundo, quando andamos no Espírito e nos revestimos do novo homem. 

c) Glorificação. Acontecerá no ato do arrebatamento da Igreja, quando o nosso corpo for revestido de imortalidade e incorruptibilidade e estivermos livres da presença do pecado. 


3. O alvo da santificação. Aqui temos basicamente uma conclusão do que foi dito nos subtópicos anteriores. O alvo da santificação é o aperfeiçoamento do crente, adequando-o ao caráter divino, até alcançar a estatura de varão perfeito e será concluído com o estágio final que é a glorificação. 


A santificação não é uma melhoria do velho homem e sim uma profunda transformação do homem interior. No ato da regeneração, ou novo nascimento, o Espírito Santo passa a habitar no crente e opera a santificação, pois Deus não habita em templo imundo. Porém se o crente não vigiar e não se submeter ao domínio do Espírito, acaba pecando e entristece o Espírito de Deus (Ef 4.30). Se isso se tornar um hábito, o Espírito Santo se retira dele e ele acabará caindo na apostasia.


REFERÊNCIAS: 


GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta: O caminho da Salvação, santidade e perseverança para chegar ao Céu. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024.

REVISTA ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2º Trimestre de 2024. Nº 97, pág. 41.

Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.452

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Volume 2. Romanos — Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.897,898

04 junho 2024

A PERSPECTIVA BÍBLICA DA SANTIFICAÇÃO

(Comentário do 1º tópico da Lição 10: Desenvolvendo uma consciência de santidade) 

Ev. WELIANO PIRES


No primeiro tópico, apresentaremos a perspectiva bíblica de santificação. Veremos o conceito de santidade no Antigo Testamento, trazendo as definições do substantivo hebraico kodesh, o verbo kadash e o adjetivo kadosh, traduzidos respectivamente por santidade, santificar e santo. Falaremos também da santidade no Novo Testamento, trazendo a definição do verbo grego hagiadzô, traduzido por santificar. Por último, veremos que a santidade é exigida na Palavra de Deus, para todas as áreas da nossa vida. 


1. Santificação no Antigo Testamento. No Antigo Testamento, especialmente no Pentateuco, a ideia de santidade está relacionada a Deus e a tudo o que pertence e serve a ele. Em todo o Antigo Testamento, Deus faz questão de separar o seu povo das nações idólatras. Os objetos e as pessoas envolvidas no culto ao Senhor também eram totalmente separadas das coisas imundas.


Aqui, o comentarista nos apresenta as palavras hebraicas que foram traduzidas por santidade, santo e santificar. O substantivo santidade traduz o termo hebraico Kodesh, que significa sacralidade ou algo que foi separado do uso comum, para pertencer exclusivamente a Deus. Pode ser aplicada a Deus, a pessoas, lugares ou objetos. Esta palavra deriva do verbo Kadash que significa consagrar, separar ou dedicar exclusivamente a Deus. O adjetivo kadosh, traduzido por santo, aparece abundante no Pentateuco, principalmente nos Livros de Êxodo e Levítico, para se referir a pessoas, lugares, objetos, dias, festividades e tudo que foi dedicado a Deus. 


A santidade, portanto, é a separação de tudo o que é impuro e profano, para pertencer exclusivamente a Deus ou ao seu serviço. Em relação a Deus, a Sua Santidade tem origem nele mesmo, pois Deus é absolutamente Santo, em seu caráter e essência. Nele não há trevas nenhuma. Deus é Santo em si mesmo, sem necessitar de nenhuma interferência externa. O Eterno não se mistura jamais com o mal. Sendo assim, Ele exige que o seu povo seja também santo. (Lv 20.7). 


2. No Novo Testamento. No Novo Testamento, o correspondente grego do verbo hebraico kadash é hagiadzô, que é traduzido por santificar e traz a ideia de tornar santo, purificar, consagrar e venerar. Diferente do que acontece no Antigo Testamento, no Novo Testamento inexiste o conceito de consagração e pureza ritual, ou lugares e objetos sagrados. 


No Cristianismo, não há peregrinação para lugares sagrados, como acontece no Islamismo e no Judaísmo. Quando a mulher samaritana questionou a Jesus sobre o lugar em que se deve adorar, Ele respondeu que “não é neste monte nem em Jerusalém, pois os verdadeiros adoradores adoram ao Pai e. Espírito e em verdade.” (Jo 4.21-24). 


O próprio templo não tem a ideia de santidade que havia no Antigo Testamento, onde somente os sacerdotes poderiam entrar. O tabernáculo e o templo do Antigo Testamento, os sacerdotes, os rituais e sacrifícios apontavam para Cristo e para a Nova Aliança. Depois que Cristo deu brado na Cruz, dizendo “está consumado”, o véu do templo se rasgou de alto a baixo e, por meio de Cristo, todos têm acesso livre à presença de Deus. 


O templo para o cristão, nada mais é do que um local de culto e não um lugar mais santo que os outros, onde o pecador não pode entrar. Claro que deve haver reverência, não por causa do lugar, mas por estarmos em um momento de culto a Deus. No templo cristão não existem separações e lugares mais santos do que outros, com acesso restrito, como no templo judaico, que tinha o pátio, o Lugar Santo e o Santo dos Santos. Também não existem objetos sagrados e rituais de purificação. A ideia de “coisas ungidas” e uso de imagens e símbolos sagrados nos cultos não encontram base no Novo Testamento. Isso é uma forma de idolatria, pois na Nova Aliança, os únicos símbolos ordenados por Jesus à Sua Igreja são o batismo em águas e a Ceia do Senhor. 


A santidade no Novo Testamento se aplica às pessoas. Quando falamos de santidade, precisamos ter em mente, que somente Deus é santo em si mesmo, na sua essência e natureza. Sendo assim, ninguém pode ser santo por si mesmo, ou na mesma proporção que Deus é. Se andarmos no Espírito, Ele nos santifica e assim, refletiremos a Sua santidade em nosso modo de viver.


3. A santidade exigida pela Palavra. Em toda a Bíblia, temos a exigência para sermos santos, não como o Senhor é Santo, pois isso não seria possível a nós seres mortais e falhos. Devemos ser santos porque Ele é Santo e a vontade dele é que sejamos santos (1 Ts 4.3). A exigência da santificação é uma condição indispensável para se ver a Deus (Hb 12.14). A santificação na vida do crente, portanto, não é uma opção, mas uma exigência da Palavra de Deus. 


Diferente do que muitos imaginam, esta exigência não se restringe ao templo, ou a algumas áreas da nossa vida. O apóstolo Pedro, escreveu que nós devemos “ser santos em toda a nossa maneira de viver”. (1 Pe 1.15). Na mesma direção, o apóstolo Paulo escreveu aos Tessalonicenses: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo e todo o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados plenamente irrepreensíveis para a vinda do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. (1  Ts 5.23).


REFERÊNCIAS: 


GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta: O caminho da Salvação, santidade e perseverança para chegar ao Céu. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024.

REVISTA ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2º Trimestre de 2024. Nº 97, pág. 41.

Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.452

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Volume 2. Romanos — Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.897,898

03 junho 2024

INTRODUÇÃO À LIÇÃO 10: DESENVOLVENDO UMA CONSCIÊNCIA DE SANTIDADE


Ev. WELIANO PIRES

REVISÃO DA LIÇÃO PASSADA


Na lição passada estudamos sobre a resistência do cristão à tentação. Vimos o conceito bíblico de tentação, a maneira como nosso Senhor enfrentou a tentação no deserto e como devemos resisti-la. 


TÓPICOS DA LIÇÃO


No primeiro tópico, falamos da tentação e da sua esfera humana. Vimos o conceito bíblico de tentação, trazendo o significado das palavras hebraicas e gregas traduzidas por tentação. Falamos também das duas vias da tentação: uma que vem do diabo, com o objetivo de nos afastar dos planos de Deus; e a outra que advém do ser humano, através da sua natureza corrompida pelo pecado. Por último, vimos que a tentação é um fenômeno humano e nunca provém de Deus. 


No segundo tópico falamos da tentação do Senhor Jesus. Jesus foi provado no deserto, sendo conduzido pelo Espírito Santo para ser tentado pelo adversário. Falamos também das três áreas em que o inimigo tentou o Senhor Jesus: na área física, em sua natureza divina e na área espiritual. Por último, vimos que o Senhor venceu as investidas do inimigo, usando a Palavra de Deus. 


No terceiro tópico, falamos da resistência à tentação. Vimos que todos nós seremos tentados, mesmo que observemos as disciplinas da vida cristã. Vimos também que a melhor estratégia para vencer a tentação é rejeitá-la e fugir dela. Por último, vimos que, se não conseguirmos vencer a tentação e pecarmos, o caminho é a confissão do pecado e o arrependimento.



LIÇÃO 10: DESENVOLVENDO UMA CONSCIÊNCIA DE SANTIDADE


INTRODUÇÃO


Nesta lição estudaremos sobre a necessidade da santificação na vida do crente, em sua jornada para o Céu. A santidade é um dos atributos comunicáveis de Deus, ou seja, é uma daquelas características de Deus que ele compartilha até certo ponto com o ser humano. Deus é absolutamente santo e exige santidade do Seu povo. Por isso, o crente deve ter consciência da necessidade de viver uma vida santa, pois, sem santidade, ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).


TÓPICOS DA LIÇÃO


No primeiro tópico, apresentaremos a perspectiva bíblica de santificação. Veremos o conceito de santidade no Antigo Testamento, trazendo as definições do substantivo hebraico kodesh, o verbo kadash e o adjetivo kadosh, traduzidos respectivamente por santidade, santificar e santo. Falaremos também da santidade no Novo Testamento, trazendo a definição do verbo grego hagiadzô, traduzido por santificar. Por último, veremos que a santidade é exigida na Palavra de Deus, para todas as áreas da nossa vida. 


No segundo tópico, falaremos da santificação e seus estágios. Falaremos da realidade da santificação como um ato, um processo e um estado final. Ela é um ato de separação do mundo, um processo que nos torna parecidos com Cristo e um estado final, que é a glorificação. Veremos também os três estágios da santificação: posicional, progressiva e glorificação. Por último, veremos que o alvo da santificação é tornar o crente coerente com o caráter divino. 


No terceiro tópico, falaremos do julgamento do Deus Santo. Veremos que Deus é absolutamente santo em seu caráter e ações. Na sequência, veremos que Deus exige também santidade dos seus servos, embora jamais seremos santos na mesma proporção que Deus, pois somos limitados e falhos. Por último, veremos que a santidade e a justiça de Deus são atributos divinos que se relacionam, pois Deus é absolutamente santo e justo e jamais deixará impune aqueles que se rebelarem e ofenderem a sua Santidade. 


REFERÊNCIAS: 


GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta: O caminho da Salvação, santidade e perseverança para chegar ao Céu. RIO DE JANEIRO: CPAD, 1ª Ed. 2024.

REVISTA ENSINADOR CRISTÃO. RIO DE JANEIRO: CPAD, 2º Trimestre de 2024. Nº 97, pág. 41.

Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.452

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Volume 2. Romanos — Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.897,898

JESUS, O VERBO DE DEUS

(Comentário do 2º tópico da Lição 01: O Verbo que se tornou carne) Ev. WELIANO PIRES No segundo tópico, falaremos de Jesus como o Verbo de D...