sábado, 31 de dezembro de 2016

Lição 1: As Obras da Carne e o Fruto do Espírito

INTRODUÇÃO

Neste trimestre, estudaremos a respeito das obras da carne e o fruto do Espírito. Na Epístola aos Gálatas, o apóstolo Paulo, de maneira brilhante e contundente, trata do assunto, mostrando o embate existente entre a carne e o Espírito. Ele faz uma exposição da luta que se inicia, internamente, quando aceitamos Jesus como Salvador e procuramos viver segundo a sua vontade. Como poderemos vencer esse embate entre a carne e o Espírito? Veremos que não é possível vencer a natureza carnal mediante o autoflagelo. Para vencermos as obras da carne, precisamos, em primeiro lugar, deixar-nos dominar pelo Espírito Santo de Deus. É preciso ser cheio do Espírito Santo diariamente (Ef 5.18). Se o crente tiver uma vida controlada pelo Consolador, terá plena condição de resistir à sua natureza pecaminosa. Se permitirmos que o Espírito nos domine e nos guie vamos então produzir o fruto que nos leva a agir como discípulos de Cristo (Gl 5.16).

 O comentarista do trimestre é o pastor Osiel Gomes — escritor, conferencista, bacharel em Teologia, Direito e graduado em Filosofia; líder da AD em Tirirical, São Luís — Maranhão.

As lições que serão estudadas servirão de despertamento para os crentes a fim de que possamos alimentar, em nossas vidas, o fruto do Espírito e não ceder às obras da carne.


I – ANDAR NA CARNE X ANDAR NO ESPÍRITO

1. O que é carne?
 A palavra carne (Gr. SARX) no aspecto teológico, denota a fragilidade humana e a sua tendência ao pecado. Ela é a sede dos apetites carnais (Mt 26.41). O homem somente poderá viver em novidade de vida e no poder do Espírito Santo se, pela fé, receber Jesus Cristo como Salvador.

2. O que é espírito?
A palavra espírito (Gr. Pneuna) significa sopro, vento, respiração e princípio da vida; descreve o espírito que habita no homem o qual foi soprado por Deus (Gn 2.7).
O espírito é a parte imaterial que Deus insuflou no ser humano, transmitindo-lhe a vida. Essa palavra também é aplicada, no Evangelho de João, em referência a Deus (Jo 4.24). A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade é identificada no Novo Testamento como o Espírito Santo (Lc 4.1; Hb 3.7), e, uma vez mais é importante frisar que o Espírito Santo é uma pessoa.

3. Andar na carne x andar no Espírito.
Os que vivem segundo a carne, ou seja, uma vida dominada pelo pecado, jamais agradarão a Deus: “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8.8). O viver na carne opera morte (espiritual e física), mas o viver no Espírito conduz o crente à felicidade e à vida eterna (Rm 8.11; 1Co 6.14). Paulo foi enfático ao afirmar: “Andai em Espírito” (Gl 5.16). O Espírito Santo nos ajuda a viver em santidade e de maneira que o nome do Senhor seja exaltado. Sem Ele não poderíamos agradar a Deus.

A diferença entre a carne e o espírito, é que a carne foge de Deus e o espírito tem sede do Senhor.


II – OBRAS DA CARNE, UM CONVITE AO PECADO.

1. A cobiça.
Quem anda no Espírito resiste às obras da carne, pois somente cheios dEle teremos condições de viver de modo a exaltar e a glorificar o nome do Senhor. A natureza pecaminosa nos incentiva a viver em concupiscência, luxúria, desejos descontrolados e paixões impuras (2 Pe 2.10). Os desejos da carne serão sempre contrários à vontade de Deus.

2. A oposição da carne.
Precisamos ter cuidado, pois a oposição da carne contra o Espírito é algo contínuo. Essa oposição somente será vencida se procurarmos viver cheios do Espírito Santo. A carne não pode ter vez na vida do crente, posto que a força do Espírito Santo é maior, porém o embate entre a carne e o Espírito vai perdurar até o dia que receberemos do Senhor um corpo glorificado (Fp 3.21).

Ou você serve a Deus e permite que Ele domine sua natureza adâmica ou vive na prática das obras da carne. O que você escolhe?

A carne não tem mais poder sobre o crente quando este entrega a direção da sua vida ao Espírito Santo.


III – FRUTO DO ESPÍRITO, UM CHAMADO PARA SANTIDADE.

1. O que é o fruto do Espírito?
O fruto do Espírito são os hábitos e princípios misericordiosos que o Espírito Santo produz em cada cristão. Esses hábitos e princípios são o resultado de uma vida de comunhão com Deus. Os dons espirituais são dádivas divinas, mas o fruto precisa ser desenvolvido, cultivado. Isso acontece à medida que nos aproximamos de Deus e procuramos ter uma vida de comunhão e santidade.

2. Os frutos provam a nossa verdadeira santidade.
O arrependimento genuíno é evidenciado pelos nossos frutos, ou seja, nossas ações. Como conhecemos uma árvore? Por seus frutos. Logo, o verdadeiro crente é reconhecido por seu caráter e suas ações.

3. A santidade que o Espírito Santo gera em nós.
O Espírito Santo nos molda e nos ensina o que é certo e o que é errado à medida que buscamos a Deus em oração, leitura da Palavra e jejuns. Por meio da Palavra de Deus, o Espírito Santo vai trabalhando paulatinamente em nós, até que alcancemos a estatura de homem perfeito (Ef 4.13). Quando deixamos de ser meninos, estamos prontos para produzir bons frutos (Lc 8.8). O crente precisa andar em novidade de vida, em santidade. Segundo os pressupostos bíblicos, a santificação do crente é:

a) Posicional. Quando, por meio da fé, aceitamos Jesus Cristo como nosso único e suficiente Salvador, nossos pecados são apagados, recebemos o perdão divino e passamos a desfrutar de uma nova vida em Cristo (2Co 5.17). Mediante a fé passamos a desfrutar de uma nova posição espiritual em Jesus Cristo.

b) Progressiva.
Depois do novo nascimento, o crente precisa crescer na graça e no conhecimento de Cristo Jesus (1Pe 3.18). A santificação é gradual, progressiva e nos leva para mais perto de Deus.

c) Final. Essa transformação final somente acontecerá quando recebermos um corpo glorificado e nos tornarmos semelhantes a Jesus (1Jo 3.2).

O fruto do Espírito produz a santificação na vida do crente que se manifesta de forma posicional, progressiva e final.


CONCLUSÃO

Para vencermos o conflito existente entre a carne e o Espírito, precisamos tão somente nos encher do Espírito Santo e crucificar a nossa carne com suas paixões e concupiscências (Gl 5.24; Ef 5.18). Permita que o Espírito Santo guie você pelo caminho certo e que Ele controle os seus desejos de modo que o fruto seja evidenciado em sua vida.








terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A importância do Professor da Escola Dominical

Texto bíblico: Esdras 7.8-10


A Escola Dominical é a mais importante escola teológica. Ela possui currículos direcionados a todas as faixas etárias: berçário, primários, juniores, adolescentes, juvenis, jovens e adultos. Cada revista traz uma linguagem específica para a classe a que se destina, com o objetivo de facilitar o entendimento do tema proposto.
O pastor que quiser ter uma Igreja teologicamente saudável e com crentes maduros, deve priorizar a Escola Dominical, investindo tempo, preparo e recursos didáticos e financeiros. Entretanto, para que tenhamos uma boa escola, o mais importante, obviamente, é que tenhamos bons professores.
Abaixo, listo alguns requisitos básicos, para que alguém se torne um bom professor da Escola Bíblica Dominical:

1. Chamada de Deus. (Ef 4.11)
Como acontece com outros ministérios na Igreja, para se exercer o ministério do ensino também é preciso ter chamada de Deus. Se Deus não chamou alguém para ensinar, não adianta insistir que não dará certo.

 2. Preparo teológico.   Ninguém consegue dar uma boa aula, se não dominar o assunto que vai abordar. O ideal seria que os nossos professores tivessem, no mínimo o curso básico em teologia. Mas, como nem sempre isto é possível, devido às dificuldades de algumas Igrejas, é indispensável que conheça as doutrinas fundamentais do Cristianismo.

3) Preparo da aula.
Ninguém consegue dar uma boa aula de improviso, mesmo que conheça um pouco do assunto. É preciso estudar bem a lição, identificando as possíveis dúvidas dos alunos e preparar as respectivas respostas. No preparo de uma aula, o professor deve preencher os seguintes requisitos:

a) Tema: Assunto que será abordado
b) Objetivo: Aquilo que o professor pretende que o aluno aprenda.
c) Atividades: Treinamento prático do conteúdo ensinado (exercícios, perguntas, dinâmicas, etc)
d) Avaliação: Verificação do aprendizado. Deve ser feita no final da aula, para que o professor verifique o desenvolvimento do seu aluno.

4) Santidade.
Para ser um professor, é indispensável ser IRREPREENSÍVEL. Ninguém leva a sério um ensino que não é praticado por quem o transmite. A idéia do ‘faça o que eu digo, mas, não o que eu faço’, não funciona. O apóstolo Paulo recomendava aos seus liderados que fossem ‘seus imitadores’.

5. Oração
O professor da Escola Dominical precisa orar e pedir que o Espírito Santo fale à Igreja através dele. O ensino bíblico não pode ser apenas transmissão de teoria. Deve ter a sabedoria e o poder de Deus, para que seja eficiente. Tiago falou que “se alguém tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, não lança em rosto e ser-lhe-á dada”. (Tg 1.15)

6. Assiduidade e pontualidade
O professor não deve faltar à aula, exceto em casos justificáveis e com aviso prévio à coordenação da Escola. Isso incentiva os alunos a fazerem o mesmo. O professor também deve ser o primeiro a chegar, para orar um pouco e depois, recepcionar aos seus alunos.

7) Amor à Escola Dominical e à Palavra de Deus.
A EBD não é lugar para ninguém se promover. Também não é um departamento para se ganhar dinheiro ou ser reconhecido. Aqueles que não ensinarem por amor, não irão muito longe.

8) Responsabilidade e dedicação.

O professor é o responsável pelo crescimento e amadurecimento espiritual dos seus alunos. Por isso, deve sempre se perguntar: O que vou ensinar hoje? Estou preparado? Os meus alunos compreendem o que estou ensinando? Se eu faltar, quem me substituirá? Algum aluno parou de frequentar? Por qual motivo? É preciso muito cuidado para não perder a confiança dos alunos.


CONCLUSÃO

Deus continua chamando professores para ensinar a sua Palavra. “A quem enviarei e quem há de ir por nós”? (Is 6.8) Há alguém disposto a obedecer ao seu chamado? Quem estiver disposto, precisa se preparar. “Se é ensinar, haja dedicação ao ensino.” (Rm 12.7 b). Nós temos a nobre missão de ensinar a Igreja a guardar tudo o que o Senhor Jesus nos mandou. (Mt 28.19)

Sobre o fechamento do Congresso Nacional, deposição do Presidente da República e intervenção militar



Em uma democracia, que é o nosso regine regime de governo, a Lei máxima é a Constituição Federal.
A nossa Constituição não prevê em nenhum dos seus artigos, o fechamento do Congresso Nacional. Isso seria péssimo, pois, é lá a casa das leis, que tem o poder de criar leis e fiscalizar o Executivo. Se não o faz, é o povo que deve substituir os seus integrantes nas urnas.
Outrossim, o artigo 142 da Constituição não trata de deposição do Presidente da República, nem autoriza a intervenção militar, como muitos espalham na internet, querendo justificar um golpe militar.
A deposição do Presidente da República está prevista nos artigos 85 e 86, pelo Congresso Nacional, através de processo de impeachment, pela maioria de 2/3 na Câmara e no Senado.
Qualquer saída 'mágica' diferente disso é golpe e nós já vimos esse filme. Certamente não acaba bem.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Requisitos bíblicos para o Episcopado

Requisitos bíblicos para o Episcopado
(1 Timóteo 3.1-7)

Pb.Weliano Pires

A palavra 'Bispo' (Gr. Episkopos) significa superintendente ou supervisor de Igrejas. Em termos práticos,  do ponto de vista assembleiano seria um pastor presidente de um campo.
O episcopado ou pastorado é uma obra (V.1), não é um status ou posição de destaque,  como se ver na atualidade.
Qualquer cristão, com o mínimo de conhecimento sobre administração eclesiástica, um pouco de honestidade e que não seja um fanático por sua denominação,  sabe que na atualidade vivemos uma crise de liderança evangélica segundo os padrões bíblicos. Temos pessoas sem nenhuma vocação ou preparo e até pessoas sem escrúpulos,  em cargos importantes na liderança de Igrejas.
No capítulo 3, da primeira Epístola a Timóteo,  o apóstolo Paulo, recomenda alguns requisitos para alguém que deseja se tornar um bispo,  ou um líder regional de Igrejas.

1) Irrepreensibilidade.
Que não tem motivos para ser repreendido.  O obreiro precisa ter uma conduta ilibada e ser exemplo para a Igreja. Um obreiro que tem uma vida suja e não dá testemunho é desastre para a saúde da Igreja.

2) Monogamia (Marido de uma mulher)
Deus criou o homem e a mulher e os uniu dizendo: serão ambos uma só carne. Portanto,  é inadmissível o obreiro ser polígamo,  adúltero,  divorciado,  etc. Na atualidade,  lamentavelmente,  temos visto pessoas que traíram a esposa ou trocaram de esposa sendo empossados na presidência de campos.  Eu fico imaginando alguém com este perfil realizando cerimônias de casamento. Como irão recomendar a fidelidade e que o casamento dure até que a morte os separe, sem serem hipócritas?

3) Vigilância
O pastor é um dos alvos prediletos do diabo,  pois, o inimigo sabe que se conseguir derrubar um pastor, o escândalo será enorme. Muitos cairão com ele e outros ficarão decepcionados. Por isso, o obreiro deve vigiar em todo tempo,  para não cair em tentação.
4) Honestidade
Honesto é aquele que é verdadeiro em tudo o que faz e cumpre com os seus compromissos. Um pastor precisa ter credibilidade,  falando sempre a verdade,  cumprindo o que promete e pagando o que deve.
5) Hospitalidade
Nos tempos bíblicos havia muitos viajantes que andavam vários dias e até meses. Estas pessoas precisavam de apoio para descansar, antes de seguir viagem, principalmente,  os missionários.  Por isso há várias recomendações aos cristãos para que fossem hospitaleiros. Hoje,  não é recomendável hospedar desconhecidos em nossas casas, mesmo que se digam cristãos,  por questões de segurança.  É preciso ter cautela e ajudar de outra forma.
6) Aptidão para ensinar
Uma das principais tarefas do pastor é ensinar a Palavra de Deus. Para isso,  evidentemente,  ele deve se preparar teologicamente e em oração,  para ensinar a Sã Doutrina. É inadmissível termos alguém na liderança da Igreja que não conhece a Palavra de Deus ou não tem aptidão para enainá-la.
7) Sobriedade.
A sobriedade é a característica de uma pessoa sensata e equilibrada.  É o contrário de ébrio ou bêbado,  que age sem saber o que está fazendo. Um pastor não pode agir irresponsavelmente,  precipitadamente,  ou por impulso.  É preciso, orar e pensar antes de tomar decisões.

8) Não dado ao vinho.
Há diversos textos na Bíblia que falam contra o uso de vinho ou bebida forte. Há também exemplo de pessoas que por estarem embriagados, cometeram loucuras, como Noé, Ló, Belsazar, etc. Infelizmente, há obreiros que se deixaram influenciar pela teologia liberal e acham que não há problema em consumir bebida alcoólica. Mas, é um grande engano. A bebida prejudica em todos os aspectos: físico, moral, espiritual e social.

9) Não violento
Um obreiro não pode jamais espancar alguém, seja a esposa, filhos, ou quem a ele se opor. Jesus nos recomendou a aprendermos com Ele, a sermos mansos e humildes de coração. Portanto, pessoas com temperamento forte e que gostam de resolver as desavenças ‘no braço’, não podem ser pastores.

10) Não ganancioso, mas, moderado.
Na atualidade vemos alguns obreiros que querem atuar na Igreja como se estivessem em um leilão: Quem der mais, leva. O objetivo de um pastor nunca poderá ser financeiro. Ele é digno do seu salário, mas, isso é um detalhe, não o seu objetivo final.

11) Não avarento
A avareza é uma espécie de idolatria. Paulo diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. A pessoa que ama o dinheiro comete as piores coisas para ganhar dinheiro: roubos, sequestros, corrupção, injustiça, assassinatos, etc. Por isso alguém que é avarento não pode ser pastor.


12) Bom pai de família
O pastor é o exemplo para Igreja. Portanto, aquilo que ele ensina, deve ser visto na sua família. A família do pastor é sempre observada como o exemplo da Igreja, seja para que bem ou para o mal. A esposa e os filhos menores dos pastores não podem dar maus exemplos. O pastor deve orar d orientar a sua família em casa. A primeira Igreja que devemos pastorear é a nossa família.

13) Não ‘neófito
A palavra 'neófito' vem de duas palavras gregas: 'Neo' (novo) e 'Fide' (Fé). Portanto, significa 'novo na fé', ou 'inexperiente'. Um pastor precisa ter experiência e maturidade para exercero seu Ministério. Não é recorecomendável ordenar um novo convertido ao meu pastorado, pois, ele pode não aguentar a carga e morrer espiritualmente. O ideal seria que todos os pastores fossem primeiro auxiliares, ao lado de um pastor mais experiente, antes de assumir a primeira Igreja.

14) De boa reputação
Alguém já disse: Não basta ser honesto, tem que parecer honesto. O caráter é aquilo que nós realmente somos e a reputação é aquilo que as pessoas pensam de nós. Na vida do obreiro, o caráter é fundamental, mas, a reputação também é importante. Um pastor, mesmo que tenha caráter, se não tiver boa reputação, acaba prejudicando a obra , Deus. Devemos prestar atenção onde e com quem andamos, para evitar má impressão ou manchar a nossa reputação.


Conclusão
É urgente que a Igreja Evangélica brasileira se volte para os padrões bíblicos,  para ordenar pastores. Se não fizer isso, o retrocederemos aos padrões da Igreja Católica na Idade Média,  que tinha um clero vergonhosamente corrupto, imoral, distante do povo e das Escrituras.
Antes de sermos pastores,  precisamos ser salvos e tementes a Deus.  Paulo recomenda a Timóteo que, em tudo ele deveria ser exemplo para os fiéis.  Pedro também recomenda os presbíteros a apascentarem o rebanho de Deus, não como dominadores, mas, servindo de exemplo ao rebanho.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Critérios da Assembléia de Deus para a consagração de obreiros.


"A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro."
(1 Timóteo 5.22)

Separar obreiros é uma tarefa do pastor da Igreja. Não é algo fácil de se fazer, pois, o pastor não é onisciente e está sujeito a erros. Escolhas erradas trazem grandes prejuízos à Igreja e podem prejudicar o próprio obreiro escolhido, pois, se ele não tiver chamada para o Ministério ou não estiver preparado, pode se decepcionar e até morrer espiritualmente.
Devido a muitos problemas enfrentados ao longo de sua história centenária e pensando em melhorar o perfil dos seus obreiros, o Ministério do Belém estabeleceu alguns critérios, para a separação de obreiros, a partir de diácono. Infelizmente, nem todos os pastores seguem estas recomendações e usam o famoso 'jeitinho brasileiro', para burlarem as regras. Mas, bom seria se todos seguissem estes critérios, para benefício da própria Igreja.

1) Deve ter pelo menos três anos como membro da Igreja.
Uma das recomendações bíblicas de Paulo a Timóteo para a ordenação de Presbíteros, é que este não fosse 'neófito'. Esta palavra vem de duas palavras gregas: neo (novo) e fide (fé). Portanto, significa 'novo na fé' ou novo convertido. É preciso um certo tempo de conversão, para que o novo crente saiba o que significa ser cristão e seja lapidado pelas provações, para que possa pensar em ser um obreiro.

2) Deve ser batizado no Espírito Santo.
A Assembléia de Deus é uma Igreja pentecostal, ou seja, acreditamos na atualidade dos dons do Espírito Santo. Entendemos que o Batismo no Espírito Santo é um revestimento de poder, que capacita o crente para fazer a obra do Senhor com fé e ousadia. O próprio Jesus, antes de subir ao céu, ordenou aos seus discípulos que ficassem em Jerusalém, aguardando o revestimento de poder, para depois saírem pelo mundo pregando o Evangelho. Sendo assim, não faz sentido consagrar um obreiro que ainda não teve esta experiência com Deus.

3) Deve ter pelo menos o curso básico em teologia.
Uma das principais tarefas do obreiro é pregar o Evangelho. Para fazer isso, evidentemente, ele deve conhecer a Palavra de Deus. O curso básico em teologia ensina o básico das doutrinas fundamentais da fé cristã. O correto seria que todo obreiro concluísse pelo menos o curso médio, pois, este nível tem matérias relacionadas ao exercício do ministério. Mas, devido às dificuldades, o ministério exige apenas o básico. Mesmo assim, alguns pastores vinham aceitando que o candidato apenas estivesse matriculado na escola teológica. O problema é que alguns se matriculavam e após a consagração, nunca mais apareciam na escola. Isso além de nos trazer obreiros despreparados, trouxe dificuldades para os nossos seminários, que investiam em instalações e materiais para novos alunos, que desistiam logo em seguida.

4) Deve ser casado e ter uma carta da esposa, atestando a sua conduta cristã.
O apostolo Paulo falou que tem não tem cuidado da sua família não pode cuidar da Igreja de Deus. (1 Timóteo 3.5). Há muitos crentes que na Igreja são uma pessoa e em casa são outra. Na Igreja são exemplos de amor e simpatia. Mas, em casa são um terror para a esposa e filhos. Pensando nisso, o Ministério resolveu envolver a esposa na escolha do obreiro, pois, é a pessoa que mais o conhece. Além disso, há esposas que não querem que o esposo seja obreiro e se tornarão uma pedra de tropeço para o ministério dele. Um obreiro precisa ser bem casado.

5) Deve ter o nome limpo na praça.
O Ministério pede uma certidão negativa do cartório da cidade onde o candidato a obreiro reside e dos cartórios da região. Se ele tiver problemas com o SPC e SERASA, a sua consagração não é aprovada. É justo que se faça isso, pois, o crente deve ser honesto. Se o obreiro compra e não paga trará problemas e escândalo para a Igreja.

6) Deve ser dizimista.
Todo o patrimônio das nossas Igrejas e as despesas de funcionamento destas são pagos com dizimos e ofertas. Seria, portanto, injusto e incorente, alguém que não contribui exercer cargos na Igreja e usar a estes recursos, com os quais ele não concorda.

Estes são os principais requisitos que precisam ser comprovados para o Ministério, para evitar que maus obreiros sejam consagrados. Porém, há muitos outros, que devem ser considerados pelo pastor local, comos vida de oração e santidade, frequência regular nos cultos, principalmente na Escola Dominical e cultos de ensino, evidência da chamada de Deus, submissão à liderança da Igreja, etc. Para que tenhamos Igrejas sadias e a pregação do Evangelho avance, necessitamos urgente de bons obreiros. Os critérios acima, certamente ajudarão o Ministério a selecionar melhor os seus obreiros. Entretanto, o mais importante é orar, para que o Senhor que conhece os corações, mostre à nossa liderança, quem deve ser consagrado e quem não deve.
Que cada um de nós seja fiel ao Senhor da Seara, pois, o nosso trabalho na obra do Senhor não é em vao.

Pb Weliano Pires

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Adorando a Deus em meio a calamidade



O que fazer quando uma nação se divide? Quando a aliança que outrora a unia se faz quebrada? Foi o que aconteceu com o Israel do período posterior ao reino do rei Salomão. Mediante a decisão do rei Roboão, filho de Salomão, em aumentar mais vezes o imposto que já era pesado, houve uma rixa inevitável entre as dez tribos do Norte e as duas do Sul. O reino se dividiu, por consequência, a religião também. Agora não haveria somente Judá e Jerusalém, haveria Israel e Samaria.

A divisão foi tão aguda que persistiria até a época de Jesus: “Jesus enviou estes doze e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos” (Mt 10.5). Samaritanos e judeus não se davam, pois devido ao acúmulo de rixas e de desentendimentos irreparáveis em relação à Lei, ambos os grupos optaram pela divisão. Os samaritanos passaram aceitar como escritos inspirados o Pentateuco, e os profetas foram por eles rejeitados por causa da sua origem do sul. Os samaritanos também não aceitavam que o verdadeiro templo ficava em Jerusalém nem que o monte verdadeiro chamava-se Sião. Para eles, Samaria era a capital sagrada e o Monte Gerezim, o monte do único templo. Claro que para chegar a esse ponto foi necessário um trabalho complexo de aculturação religiosa. Jeroboão foi a pessoa fundamental para construir a religião dos samaritanos (1Rs 12.26-33).

Nesse contexto de lutas e desentendimentos étnicos, surge o rei Josafá de Judá. Podemos classificar o reino do rei Josafá como um dos instrumentos importantíssimo para um reavivamento espiritual para a nação de Israel. A característica desse reinado ressalta isso. O cuidado com a instrução do povo em relação à Lei de Deus, ordenando os levitas e sacerdotes que ensinassem publicamente a Palavra da Lei. O resultado foi o temor do Senhor sobre a nação e sobre os reinos ao redor de Judá (2Cr 17.7-10).

Assim como as Escrituras mostram que num contexto de idolatria e imoralidade Deus pode reavivar o seu povo, a História da Igreja também mostra que em momentos difíceis da Igreja, Deus restabeleceu seus “púlpitos”, a Palavra teve primazia e um desejo incomensurável de buscar a Deus em oração devorava os corações dos irmãos. Isso aconteceu na Inglaterra, na Grã-Bretanha, na América, na África, na China, na Manchúria, na Coreia, na índia e em muitos outros lugares. É possível um grande avivamento em meio à crise!


(Revista Ensinador Cristão/ CPAD)

Aborto não é foro íntimo das mulheres

Comentário que publiquei há um tempo atrás, sobre o aborto no Jornal Folha de São Paulo, em resposta a um artigo do jornalista Hélio Schwatsman, que dizia que 'o aborto é uma questão de foro íntimo das mulheres':

"O aborto não é uma questão de "foro íntimo das mulheres" e o ser que está no ventre dela não são "suas vísceras". Foro íntimo das mulheres é o que elas fazem com o próprio corpo. Matar um ser humano não é, nem pode ser, uma decisão da mulher. O novo ser humano que foi gerado não é uma extensão do corpo da mãe. Também não tem culpa das circunstâncias que o levaram a ser gerado e não pode pagar com a vida por erros de outrem."

Aborto não é questão de "foro íntimo das mulheres", afirma leitor http://folha.com/no1740574 Via Folha de S.Paulo