segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Desvio de função compromete a qualidade da segurança na USP.


A partir de hoje, a USP está substituindo os seus vigilantes terceirizados, em alguns postos de vigilância, por 'controladores de acesso'.
Esta é uma prática nefasta, praticada há muito tempo por empresas picaretas,  com o objetivo de pagar menos aos profissionais de segurança, subtraindo-lhes os direitos trabalhistas. Usam as nomeclaturas de fiscal de tráfego, fiscal de piso, controlador de acesso, etc. para não contratarem vigilantes.
A função de vigilante é regulamentada pela Lei 7.102/83 e fiscalizada pela Polícia Federal. Possui registro no Ministério do Trabalho e é exigido por lei, o Curso de Formação de Vigilantes e a respectiva reciclagem a cada dois anos. O referido curso tem a duração de 20 dias (220 horas) e tem em seu currículo as disciplinas de noções de direito penal, prevenção e combate a incêndios,  primeiros socorros, armamento, munição e tiro, segurança física das instalações,  defesa pessoal,  relações humanas no trabalho, etc. Além disso, para exercer a função de vigilante é obrigatório passar por um exame psicotécnico e não ter antecedentes criminais.
O controlador de acesso, por sua vez, é apenas alguém que sabe ler e escrever.  Não tem nenhuma exigência legal para se exercer a função, não tem piso salarial obrigatório e não há preparação técnica para cuidar de segurança das pessoas e do patrimônio.
Substituir um vgilante profissional por outra função, pensando apenas no aspecto financeiro,  visando uma suposta redução de gastos é deixar de priorizar a qualidade do serviço de segurança e é um grande equívoco.  Isto porque, esta aparente redução de gastos acaba sendo revertida na Justiça do Trabalho, pois, os trabalhadores acabam processando a empresa pelo desvio de função, cobrando equiparação salarial e os demais direitos inerentes à função de vigilante.
Um vigilante tem direito a um piso salarial nacional e um adicional de periculosidade de 30% previstos em Lei. Nenhuma empresa pode pagar menos do que isso. Portanto, se uma empresa altera a nomenclatura funcional, para não pagar os devidos direitos,  o trabalhador irá acionar a Justiça posteriormente.
Não tenho dúvidas, de que o serviço de segurança da USP, que já é precário, será muito prejudicado por esta medida.
O que me causa espanto é uma Universidade do porte da USP se deixar enveredar por esta prática adotada apenas por empresas que não respeitam aos trabalhadores e não se preocupam com a qualidade do serviço.

Weliano Pires,
Agente de Vigilância da Guarda Universitária

domingo, 18 de setembro de 2016

Sugestões a Valmir Prascidelli


Li numa reportagem do Jornal Visão Oeste, que o candidato Valmir Prascidelli (PT) está defendendo as 'obras do PT' e criticando à 'má gestão do Jorge Lapas'. Resolvi, então, fazer-lhe algumas sugestões de 'obras do PT' , para que ele as defenda:

Senhor Prascidelli,
Se o senhor ousa defender o indefensável (as obras do PT) vou lhe dar algumas sugestões:

1) O mensalão. Esta sim, foi uma grande obra do PT, que o seu padrinho político João Paulo Cunha foi protagonista, sendo inclusive, preso por isto.
2) A corrupção na Bancoop. Esta é outra grande obra do PT, que prejudicou milhares de bancários, beneficiando lideranças petistas.
3) A falência dos fundos de pensão. Funcionários da CAIXA, Correios, Banco do Brasil e Petrobrás, investiram o seu suado dinheiro em fundos de pensão para terem uma aposentadoria digna. Mas, os governos do PT acabaram com esse dinheiro.
4) O petrolão. Considerado o maior esquema de corrupção do mundo, liderado pelo PT e com a participação do PMDB e do PP, este esquema desviou muitos bilhões de reais da Petrobrás, com obras superfaturadas e pagamentos de propinas. Eduardo Cunha era só um pequeno participante. O MPF e a Polícia Federal denunciaram agora que o seu ídolo, Lula era o chefe e maestro dessa roubalheira.
5) O bilhete Único de Osasco. Prometido na campanha do petista Emídio em 2004, esta ‘obra’ nunca saiu do papel.
6) As máquinas de Zona Azul. Esta é uma das maiores obras do PT em Osasco. Instalaram cobranças de estacionamento até no entorno de cemitérios.
7) As obras do Morro do Socó. Faz oito anos que derrubaram a minha casa lá e a de muitos moradores e até hoje não terminaram, nem pagam o bolsa aluguel. Quase duzentas famílias tiveram as suas casas derrubadas e ainda aguardam receberem um apartamento que nunca chega. Detalhe: a maioria delas, inclusive eu, não estavam em área de risco. Há muitos barracos no morro, em áreas de risco, que não saíram.
6) O fim do velório do Jardim Helena Maria. O prefeito Emídio derrubou o velório e deixou-o abandonado, servindo para consumo de drogas e fazer necessidades fisiológicas.
8) O governo de Jorge Lapas. Se este governo é incompetente e não sabe administrar, ele é mais uma obra do PT. Em 2012, no auge do julgamento do mensalão, quando o candidato do PT, João Paulo, foi preso, o PT tirou do bolso Jorge Lapas, que nunca tinha sido político. Após perderem as eleições, orquestaram no tapetão, para assumirem o poder.
Agora que Lapas, viu o barco do PT afundar e, astutamente caiu fora, junto com os seus seguidores, o PT quer demonizá-lo.

Estas e outras, são as obras do PT, que o senhor deve defender, Valmir Prascidelli.

http://www.visaooeste.com.br/prascidelli-defende-obras-do-pt-na-cidade-e-critica-gestao/#comment-19919

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Pastor desrespeita Lei eleitoral e pede votos publicamente no Templo da Assembléia de Deus, em Osasco.

Ontem, em nossa reunião de obreiros, após uma exposição fervorosa da Palavra de Deus, por um missionário americano, o nosso pastor setorial, pegou o microfone e ordenou que desligassem a transmissão pela internet. Eu já imaginava que ele faria alguma coisa errada, devido ao período eleitoral e ao que ele tem feito nas últimas eleições.
Pois bem, contrariando a lei, conforme exposto na Lei 13.615 / 2015, o pastor começou a pedir votos para o candidato a vereador dele, que segundo ele, 'fez muito pela nossa Igreja'. Não satisfeito com esta ilegalidade, ainda ousou pedir votos para o atual prefeito e candidato à reeleição.
Era notória a reprovação da maioria dos obreiros a esta aberração.
Depois de alguns minutos, um homem de Deus se levantou e reprovou em alta voz, esta atitude do pastor, dizendo entre outras coisas, para deixar de conversa fiada. Em seguida, fez o que todos nós deveríamos ter feito: retirou-se do local.
Até quando teremos que conviver com uma vergonha dessa na Igreja? Chega de politicalha e abusos! Os crentes são livres para votar em quem quiser e a Igreja não é palanque eleitoral. Quer ser político? Renuncie ao pastorado e vá fazer política.

sábado, 10 de setembro de 2016

Você acha que o Deputado Eduardo Cunha deve ser cassado e perder os seus direitos políticos? 



Eu acho que ele não deveria ser cassado pelas seguintes razões:

1) Ele não inventou a corrupção;
2) Ele foi eleito por voto popular em eleições diretas e cassar o seu mandato seria desrespeitar aos votos que ele recebeu;
3) Ele foi eleito presidente da Câmara, dentro da lei pela maioria dos deputados;
4) A Câmara dos Deputados tem muitos corruptos, iguais ou piores do que ele e corruptos não têm moral para julgar ninguém;
5) Se os outros também são corruptos, o certo seria realizar novas eleições e deixar o povo decidir
6) Cassar o mandato de alguém que foi eleito seria um golpe na democracia.

No caso de cassarem o mandato, ele não deveria perder os seus direitos políticos, pois, ele ainda não tem idade para se aposentar e poderia trabalhar como professor universitário, ou outra função pública, para sustentar a sua família. Não podemos puni-lo com tanto rigor. Bastaria ele ir à Câmara, reconhecer que cometeu 'erros' e pedir desculpas à nação.

Estes argumentos parecem patéticos e ridículos? Pois é! Eu também acho! Eles não são meus e eu não penso assim. Estes são os argumentos usados pelos petistas em relação ao impeachment da Dilma.

Será que eles usarão o mesmo critério em relação a Eduardo Cunha?

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Ministro do Trabalho fala sobre a proposta de reforma trabalhista.



O ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira falou sobre a proposta de Reforma trabalhista, em relação à polêmica que surgiu, de que o governo pretendia aumentar a jornada de trabalho para 12 horas.

"Isso não quer dizer que vão ser 12 horas de trabalho todos os dias. É preciso que seja respeitado o limite que está em lei. Serão mantidas as 44 horas de trabalho por semana."

Em linhas gerais, o que a proposta vai trazer é que as convenções coletivas de trabalho determinem como as horas de trabalho serão distribuídas ao longo da semana.
O ministro disse, por exemplo, que alguma categoria pode concordar em trabalhar horas a mais de segunda a sexta, para não ter mais que trabalhar aos sábados. Ele também disse que o governo pretende apresentar dois novos modelos de contrato, além do atual, que é por jornada de trabalho e são contratos por produtividade e por hora trabalhada.
No caso do contrato por hora trabalhada, o FGTS, as férias e o décimo terceiro devem ser pagos de forma proporcional. O ministro falou ainda que é preciso valorizar as negociações entre patrões e empregados em cada área específica.

"Não haverá aumento da jornada semana de 44 horas assim como não haverá o aumento da jornada diária de oito horas. O que caberá à convenção coletiva é referendar o padrão 12 por 36 [horas] ou permitir que o trabalhador faça a jornada de 44 horas em cinco dias", disse o Ministro do Trabalho.

O senador Aloysio Nunes (PSDB/SP), líder do governo no Senado também falou sobre o assunto:

"Já existe em vários setores da economia esse tipo de acordo. Em alguns setores você tem a carga maior de trabalho em um determinado momento compensando com a carga menor em outro momento. No setor de comércio, por exemplo, isso acontece com muita frequência desde que não se exceda o limite fixado na CLT".

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2016/09/ministro-do-trabalho-fala-sobre-proposta-de-reforma-trabalhista.html

Nota:
Claro que para aqueles que defendem o projeto criminoso de poder do PT, que surrupiaram bilhões de reais dos cofres públicos, deixaram um saldo de 12 milhões de desempregados, levando a nossa economia à bancarrota, o melhor é espalhar mentiras para confundir a população e tentar jogá-la contra o novo governo. Eles fazem isso, com a esperança de voltar ao poder em 2018 e continuar com o projeto criminoso.