domingo, 25 de março de 2012

Demóstenes Torres e o cinismo do PT

Muitos petistas tentam igualar o DEMOCRATAS ao PT, devido às recentes denúncias contra o Senador DEMOSTENES TORRES do DEM-GO. A diferença entretanto, é abissal. Como filiado do DEM até este momento eu sempre defendi a apuração dos fatos, pois, segundo a Lei há a presunção da inocência. Ou seja: Todos são inocentes até que se prove o contrário. Concordo com muitas coisas que o senador defendeu até hoje. Porém, jamais apoiei e jamais apoiarei corruptos, mesmo que sejam do meu partido. Não apoiei José Roberto Arruda, nem Edmar Moreira ( O deputado do Castelo).

Diferente disso, os petistas nunca emitiram nenhuma crítica aos mensaleiros. Ao contrário: Fizeram-lhes homenagem e os nomearam coordenadores de suas campanhas.

O Presidente do DEM senador José Agripino Maia se manifestou em entrevista ao Jornal o Globo sobre as acusações. Transcrevo abaixo, alguns trechos:

"Pelas denúncias não esclarecidas a situação é incômoda. Existe uma série de denúncias. Os fatos mencionados e os esclarecimentos se impõem. Onde há dúvida, há incômodo. Os fatos mencionados no jornal O Globo têm que ser esclarecidos - disse Agripino.Segundo o senador, o partido quer os esclarecimentos dos fatos.- A posição do partido é conhecida pela própria posição do Demóstenes. Ele fez um discurso e concluiu o discurso dizendo que queria ser investigado. Essa é a posição do partido. O partido quer que as denúncias que existam fiquem esclarecidas conforme ele próprio pediu para ser investigado - enfatizou.Relatório com as gravações e outros graves indícios foi enviado à Procuradoria Geral da República em 2009, mas o chefe da instituição, Roberto Gurgel, não tomou qualquer providência para esclarecer o caso.Agripino afirma que há apenas "menções" ao relatório PF, e que faz-se necessário o aprofundamento da investigação.- Quais são as denúncias? O que existem são menções. Se existem fatos da Procuradoria-Geral da República, eu acho que impõe-se o processo de esclarecimento, de investigação, de apuração dos fatos que estejam realmente com consistência.

O PT age assim: Quando alguém do seu partido é pego com a boca-na-botija (flagrado em corrupção), dizem que é culpa da mídia, depois, dizem que não sabiam, que foram traídos. Quando o povo esquece um pouco fazem homenagem aos seus corruptos. Quando o corrupto é da oposição, fazem um estardalhaço, para tentar calar a oposição. Se o corrupto é expulso do partido e vai para a base do governo, como o deputado do castelo, o PT não fala mais nenhuma palavra contra o tal. Isso é estatégia, para diminuir a oposição e crescer a base alugada.
Seja o que for, saibam que eu Weliano jamais defenderei corruptos. Não importa se vai sobrar alguém no meu partido. Não sou petista que homenageia mensaleiro e vem falar de combate à corrupção.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Secretaria da habitação de Osasco: Irresponsabilidade ou incompetência?

Senhor Secretário,

Sou morador do bairro Colinas do Oeste e estou inscrito no programa Bolsa-aluguel a quase três anos. O senhor ja deve ouvido falar de mim, devido aos problemas que já tive com a Secretaria que o senhor dirige, ou deveria dirigir e pelas reclamações que já fiz ao senhor, a maioria delas aliás, o senhor não respondeu.
Bem, o meu aluguel inicialmente era pago pela empresa Construcap. Atrasou muitas vezes, mas, sempre acabavam pagando. Em outubro do ano passado, pararam de nos pagar, sem dar nenhuma explicação. Quando fomos até ao canteiro de obras buscar informações, nos disseram que teríamos que assinar um contrato com a prefeitura, levando cópias dos documentos pessoais do morador e do proprietário da casa alugada. Fiz tudo isso, mas, mesmo assim fiquei dois meses sem receber o aluguel, tendo sido obrigado a custear do próprio bolso, para não ser despejado. A partir de dezembro a prefeitura começou a pagar. O proprietário me disse que eu ficasse tranquilo, pois, se houvesse atraso no pagamento ele me avisaria. Qual não foi a minha surpresa, hoje ele me parou e disse que a cada mês atrasam de cinco a dez dias, sendo que já há quase um mês de atraso, somando-se os dias de atraso em cada mês. Explico: a minha data base é dia 5. Passaram a pagar dia 13 e no último mês pagaram parece que dia 18, não me lembro. Este mês, já estamos no dia 14 e ainda não pagaram. Pois bem: ele me disse que se continuar assim, vou ter que pagar mais um mês para ele. Além de constrangedor, é caro para nós moradores termos de arcar com uma despesa, que a prefeitura se comprometeu a pagar, quando derrubou as nossas casas, contra a nossa vontade.
O caso do meu irmão Paulo Pires Neto é ainda mais grave. Desde outubro que ele não recebe. Ele estava trabalhando no interior, pois, tinha um pequeno comércio, no local da casa em que foi derrubada e não conseguiu outro emprego. Teve que deixar o trabalho lá para vir resolver esta situação e até hoje não recebeu nada. Ele tem mulher e duas filhas para sustentar e sobrevive de bicos. Ainda tem que custear um aluguel, por conta da incompetência desta secretaria. Como ele não sabe usar a internet para reclamar, me vejo obrigado a intervir.
Peço encarecidamente ao senhor, que se não for pedir muito, investigue o que está ocorrendo e oriente os seus subordinados a agirem com responsabilidade, pois, temos data base para pagarmos o aluguel. Não pode ser pago no dia que eles acharem que deve ser pago.
Não sei se isso é incompetência ou irresponsabilidade. O fato é que estamos em situação difícil com esta secretaria, desde que deixamos as nossas casas.
Estou enviando cópia aos senhores vereadores da nossa cidade, para que possam conhecer de perto a cidade de Osasco, que a propaganda governista não contempla. Espero que representem, de fato, os interesses dos moradores, pois, para isso foram eleitos.

Atenciosamente,
Weliano Pires,
Osasco-SP

sábado, 3 de março de 2012

Olha o tipo de MINISTRA que temos no Brasil...

Em entrevista dada em 2004 e republicada no blog do jornalista Reinaldo Azevedo, da revista VEJA , a ministra de políticas para as mulheres, Eleonora Menicucci, favorável ao aborto, não só defendeu a descriminação do aborto, como afirmou que praticou aborto por duas vezes, inclusive uma vez por decisão da organização partido operário comunista (POC), ao qual ela fora filiada. Ela conta ainda que também resolveu “por aspiração” (palavras dela mesma) aprender como fazer aborto por sucção e chegou a realizá-lo em algumas mulheres na Colômbia, quando o aborto ainda era crime naquele país. Na mesma entrevista, ela declara também que se relacionava sexualmente com vários homens na guerrilha, orgulha-se da vida de guerrilheira, afirma que teve relações homossexuais mesmo depois de casada e declara-se feminista radical.

Por pressão do governo, (que se diz democrático e a favor da liberdade de expressão) a entrevista foi excluída do site da universidade federal de santa Catarina, após revelada pelo jornalista de VEJA, mas cópias dela foram feitas por Azevedo, que as disponibilizou em outro links, como este: http://www.archive.org/details/entrevistacomeleonoramenicuccideoliveira

A seguir, alguns trechos da entrevista:

Eleonora - Dois anos Aí, em São Paulo, eu integrei um grupo do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. ( ). E, nesse período, estive também pelo Coletivo fazendo um treinamento de aborto na Colômbia.
Joana - Certo.
Eleonora - O Coletivo nós críamos em 95.
Joana - Como é que era esse curso de aborto?
Eleonora - Era nas Clínicas de Aborto. A gente aprendia a fazer aborto.
Joana - Aprendia a fazer aborto?
Eleonora - Com aspiração AMIU.
Joana - Com aquele…
Eleonora - Com a sucção.
Joana - Com a sucção. Imagino.
Eleonora - Que eu chamo de AMIU. Porque a nossa perspectiva no Coletivo, a nossa base…
Joana - é que as pessoas se auto-fizessem!
Eleonora - Autocapacitassem! E que pessoas não médicas podiam…
Joana - Claro!
Eleonora - Lidar com o aborto.
Joana - Claro!
Eleonora - Então vieram duas feministas que eram clientes, usuárias do Coletivo, as quais fizeram o primeiro auto-exame comigo. Então é uma coisa muito linda.
Joana - Hum.
Eleonora - Muito bonita! Descobrirem o colo do útero e…
Joana - Hum.
Eleonora - Ter uma pessoa que segura na mão.
Joana - Certo.

Eleonora - E eu digo que a questão feminista é tão dentro de mim, e a questão dos Direitos Reprodutivos também, que eu sou avó de uma criança que foi gerada por inseminação artificial na mãe lésbica.
Joana - Hum, hum.
Eleonora - Então eu digo que sou avó da inseminação artificial.
Joana: (risos)
Eleonora - Alta tecnologia reprodutiva. E aí eu queria colocar a importância dessa discussão que o feminismo coloca no sentido do acesso às tecnologias reprodutivas.
Joana - Certo.
Eleonora - Entendeu? E eu diria: Eu fiz dois abortos e também digo que sou avó do aborto também porque por mim já passou.

Eleonora - Porque a minha avaliação era que eu tinha que fazer...
Joana - A luta armada aqui.
Eleonora - ...a luta armada aqui. E um detalhe importante nessa trajetória é que, seis meses depois de essa minha filha ter nascido, eu fiquei grávida outra vez. Aí junto com a organização nós decidimos, a organização, nós, que eu deveria fazer aborto porque não era possível.
Joana - Certo.
Eleonora - Na situação ter mais de uma criança, né? E eu não segurava também. Aí foi o segundo aborto que eu fiz.

Eleonora - Aí já nessa época eu radicalizei meu feminismo. Eu comecei a militar.
Joana - Onde?
Eleonora - Em Belo Horizonte, eu comecei a militar neste grupo.
Joana - Neste mesmo grupo?
Eleonora – É.
Joana - O que se fazia além de discutir?
Eleonora - Nós discutíamos o corpo.
Joana - Certo.
Eleonora - Discutíamos a sexualidade. Eu tive a minha primeira relação com mulher também.
Joana - Hum.
Eleonora - Quer dizer que foi bastante precoce pra essa... E transava com homem.
Joana - Certo.
Eleonora - Pra minha trajetória
Joana - Mesmo porque tu também estavas com o teu marido eu acho, não estavas?
Eleonora - Sim, sim.
Joana - Estavas. Ah.
Eleonora - Mas nós nunca tivemos esse... E ele era um cara muito libertário. Nós nunca tivemos essa questão de relação.
Joana: Certo.

Eleonora - Depois, em 84, eu venho pra São Paulo fazer doutorado em Ciência Política, já articuladíssima…
Joana- Imagino…
Eleonora - com o feminismo e com linhas de pesquisa bem definidas do ponto de vista feminista.
Joana - Quem é que te orientou em São Paulo?
Eleonora - Em São Paulo, foi a Maria Lúcia Montes, uma antropóloga. Embora, na época, ela fosse da Ciência Política. E, em 84, eu entro para o doutorado com uma tese que era sobre Direitos Reprodutivos e Direitos Sexuais a partir É a construção da cidadania a partir do conhecimento sobre o próprio corpo.
Joana - Isso por conta do teu trabalho com as mulheres?
Eleonora - Por conta do meu trabalho com as mulheres em uma favela chamada Favela Beira-Rio.
Joana - Certo.
Eleonora - Lá em João Pessoa.
Joana - Hum.
Eleonora - Que hoje é um bairro. Então nesta época eu fiquei quatro anos em São Paulo fazendo a tese e voltando a João Pessoa. ( ) E aí fui coordenadora do grupo de Mulher e Política da ANPOCS, do GT.
Joana: Hum.

Joana - Já. E com relação às organizações das quais tu participavas?
Eleonora - Ah, primeiro que as mulheres dificilmente chegavam a um cargo de poder.
Joana - Mas tu eras a chefe?
Eleonora - Eu era. Fui uma das poucas. Por quê? Eu me travesti de masculino.
Joana - É? Como era?
Eleonora - Eu tinha atitudes masculinas (...) Era decidida, determinada, forte, sabia atirar.
Joana - Huuunnnn.
Eleonora - Entendeu?
Joana - Entendi.
Eleonora - Sendo que muitas mulheres sabiam isso tudo.
Joana - Certo.
Eleonora - Transava com vários homens.
Joana - Certo.
Eleonora - Essa questão do desejo e do prazer sempre foi uma coisa muito libertária pra mim, e por isso eu fui muito questionada dentro da esquerda.
Joana - É?
Eleonora - É.
Joana - Dentro do mesmo grupo do qual tu eras a líder?
Eleonora - Sim. Porque o próprio... Por questões de segurança, eu só poderia ter relação sexual com os companheiros da minha organização.
Joana - Certo.
Eleonora - Num determinado momento, sim, mas na história do movimento estudantil, também já existia isso.

Eleonora - E, depois, imediatamente eu quis ter outro filho.
Joana - Hum.
Eleonora - E muito no sentido de... pra provar para os torturadores, mesmo que fosse simbolicamente, que o que eles tinham feito comigo não tinha me tirado a possibilidade de reproduzir e de ter uma escolha sobre meu próprio corpo.
Joana - Hum.
Eleonora - Então eu tive mais um filho e logo que ele nasceu também de cesária eu me laqueei.
Joana - Certo.
Eleonora - Então eu tinha... Eu fui presa com 24 para 25 mais ou menos.
Joana - Nossa Senhora!.
Eleonora -.E sai com 30.
Joana - Certo.
Eleonora - Assim, da história toda e com 30 para 31, tive o meu segundo filho e fiz a laqueadura de trompas.
(...)
Joana - E então, tu saíste da cadeia em 74.
Eleonora - Certo.
Joana - Tu tiveste algum contato com o feminismo dentro da cadeia, com leituras feministas.
Eleonora - Não.
Joana - Ou depois?
Eleonora - Não, não. Ao longo da cadeia eu tive. Durante a cadeia? Eu tive muitas reflexões com as minhas companheiras de cadeia.
Joana - Tá.
Eleonora - Uma delas é a Dilma Roussef.
(...)
Joana - Fizeram uma espécie de grupo de consciência?
Eleonora - Grupo de reflexão lá dentro.
Joana - Grupo de reflexão.
(...)
Eleonora - Porque eu já saí. É... Eu já saí em 74, eu saí em outubro.
Joana - Certo.
Eleonora - No dia 12, Dia da Criança, eu saí já bem claro que eu era feminista.
Joana - Certo.
Eleonora - E, logo que eu saí da cadeia, eu em Belo Horizonte, fui procurar um grupo de mulheres.
Joana - Esses grupos de consciência?
Eleonora - É, só que era um grupo de lésbicas.
Joana - Certo.
Eleonora - E eu não sabia. Era um grupo de pessoas amigas minhas.

Eleonora - E eu digo que a questão feminista é tão dentro de mim, e a questão dos Direitos Reprodutivos também, que eu sou avó de uma criança que foi gerada por inseminação artificial na mãe lésbica.
Joana - Hum, hum.
Eleonora - Então eu digo que sou avó da inseminação artificial.
Joana: (risos)
Eleonora - Alta tecnologia reprodutiva. E aí eu queria colocar a importância dessa discussão que o feminismo coloca no sentido do acesso às tecnologias reprodutivas.
Joana - Certo.
Eleonora - Entendeu? E eu diria: Eu fiz dois abortos e também digo que sou avó do aborto também porque por mim já passou.
Joana - Sim.
Eleonora - Também já passou nesse sentido. E diria que eu sou uma mulher muito feliz e muito realizada. E eu pauto em duas questões: na minha militância política e no feminismo.

Informações do Blog do Reinaldo Azevedo e do Blog do pastor Silas Daniel.