quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A verdade sobre Dilma Roussef e suas declarações fantasiosas

Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.

Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas. Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal.

Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.

Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.

Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra.

Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas – a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC – 7.715 projetos – ainda não saíram do papel.

Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades.

A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.

Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado.

Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.

Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.

Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos.

Senador Sérgio Guerra

Presidente Nacional do PSDB

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Investigação eficiente

Estou deveras impressionado com a eficiência da Polícia federal e do STJ, no caso do mensalão no DF. Incrível, como a PF conseguiu reunir tantas "provas" em tão pouco tempo e com tanta eficácia! O resultado no STJ, também não fica atrás: 12 a 2 pela prisão do governador José Roberto Arruda, o primeiro da história do Brasil a ser preso. Por um momento imaginei que estivesse num país de primeiro mundo onde criminosos vão para a cadeia, independente da sua posição social.
Se tivéssemos tido uma polícia tão eficaz como esta, no caso Waldomiro Diniz, flagrado recebendo propina, nas mesmas circunstâncias, talvez alguém tivesse sido preso. No caso do mensalão em 2005, onde 40 pessoas foram denunciadas por formação de quadrilha e evasão de divisas entre outros crimes, certamente teríamos criminosos presos ou pelo menos julgados rapidamente pelo eficiente STJ. E no caso dos aloprados, que foram surpreendidos com aquela dinheirama toda? Uma investigação como esta do DF, com certeza teria mostrado à sociedade brasileira de onde veio aquela fortuna e mandado para a cadeia os responsáveis. No episódio da quebra do sigilo do caseiro, se já estivesse em ação esta PF que temos agora, certamente teríamos alguma "imagem contundente" que evitaria que o ex-ministro Palocci, fosse absolvido por suposta falta de prova.
Em 2002, o povo de Santo André sentiu falta de uma investigação deste nível, para mostrar quem foram os mandantes do assassinato de Celso Daniel e porque o fizeram. Os irmãos Francisco e Bruno Daniel, falaram de um tal esquema de arrecadação de propinas em Santo André, que teria sido supostamente enviado para a camapnha presidencial do PT. Um valor irrisório em torno de um milhâo de reais. Devido a estas denúncias receberam ameaças e são obrigados a viver fora do Brasil. Mas, não tínhamos ainda uma investigação como as que temos hoje. Que pena!
O procurador-geral da República Roberto Gurgel pediu ao STF a "intervenção federal" no DF. Caso esta intervenção seja decretada, caberá ao presidente Lula indicar o novo governador. Certamente o presidente tem na base aliada excelentes nomes, que se comportariam muito diferente de Arruda: Sarney, Collor, Renan Calheiros, Palocci, Genoíno, João Paulo Cunha, José Dirceu...Ops! este está com os seus direitos políticos cassados. Ele pode coordenar à campanha da Dilma, mas por enquanto, não pode exercer nenhum cargo público.
Haja peroba, para lustrar tanta cara-de-pau!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Programa Nacional de Direitos Humanos - Um ataque frontal à família e à liberdade de expressão

Prezados irmãos,

O Jornal Mensageiro da Paz, veículo de comunicação oficial da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB), publicou em sua edição n° 1497 de fevereiro/2010, uma matéria importantíssima, nas páginas 4 e 5, intitulada “Governo contra valores”. Esta matéria analisa o Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH). Este programa do governo federal foi elaborado pelos ministros Paulo Vanuchi (Direitos Humanos), Dilma Roussef (Ca as Civil), Tarso Genro (Justiça) e Franklin Martins (Comunicação Social).
O conteúdo deste programa ataca frontalmente os valores cristãos e os princípios democráticos. O Mensageiro da Paz, na referida edição traz alguns pontos do PNHD e analisa os seus desdobramentos:

1) Fim da Lei da anistia. A Lei da anistia foi aprovada de forma ampla, geral e irrestrita, para pacificar e redemocratizar o Brasil, no final do regime militar. Os dois lados concordaram com a lei, pois buscavam por fim àquela situação em que se encontrava o país. A proposta do PNDH é de punir os crimes praticados pelos militares e deixar de lado aqueles que foram praticados pelos terroristas de esquerda que praticaram roubos, seqüestros, atentados e assassinatos. Muitos destes terroristas hoje ocupam cargos no alto escalão do governo federal. Tal proposta é uma espécie de revanchismo que não interessa ao país neste momento.

2) Não aos símbolos religiosos, como o crucifixo e a Bíblia em estabelecimentos públicos e sim ao Candomblé. O programa cria mecanismos para impedir a presença de símbolos religiosos em órgãos públicos, enquanto prevê a inclusão no currículo escolar da “diversidade religiosa”, com destaque para as religiões africanas, como o Candomblé.

3) Descriminalização do aborto. Na diretriz n° 9 do programa é dito que os objetivos expressos do governo federal é apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando “a autonomia das mulheres” para decidir sobres os seus corpos. É uma licença para matar.

4) Profissionais do sexo. O programa afirma que lutará pelos direitos dos “profissionais do sexo”, designação que aparece no site do Ministério do Trabalho, para referir-se às prostitutas. É a dignificação da indignidade.

5. Relativização da propriedade privada. O PNDH propõe que quando uma terra for invadida, ao invés de o seu proprietário pedir na justiça a reintegração de posse, deverá submeter-se a um órgão que o governo pretende criar, para “mediar” o conflito. Segundo o jornalista Reinaldo Azevedo, da revista Veja, isto torna sem efeito o artigo 5° da Constituiçõ Federal, que assegura o direito de propriedade.

6) Fim da Heteronormatividade. A heteronormatividade é o princípio da natureza criado por Deus, que mostra que Deus criou dois gêneros: masculino e feminino. No PNDH o governo pretende desconstruir a heteronormatividade. Os objetivos explícitos desta desconstrução são projetos de lei, que dispõem sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo; inclusão de informações no serviço público de configurações “familiares” constituídas por gays, lésbicas, bisssexuais, travestis e transexuais (como se isto fosse família); combate à chamada homofobia, que segundo eles é qualquer manifestação contrária à prática homossexual, prevendo inclusive cadeia para os que a praticarem e retirada do ar de programas de rádio e TV considerados por eles como homofóbicos. O governo pretende criar uma rede de caça a todos que se manifestarem contra a prática homossexual.
O atual governo sempre pregou estas aberrações desde o tempo em que era oposição. Infelizmente muitos evangélicos e católicos, parecem que não acreditaram que ele fosse levar a cabo estas aberrações. Este programa é um atentado contra a família, a liberdade de expressão e à santidade de vida.
Neste momento, nós, como Igreja do Senhor, precisamos orar para que tal programa seja rejeitado pelo Congresso Nacional. Outrossim, devemos entrar em contato com os deputados e senadores em quem votamos e exigir deles uma postura firme contra estes ataques aos valores cristãos, da liberdade e da democracia.
Finalmente, devemos nos lembrar que outubro próximo, teremos eleições. Uma das principais idealizadoras deste programa, a ministra chefe da Casa Civil Dilma Roussef quer ser Presidente da República. É hora de pensarmos um pouco e não nos deixarmos enganar, votando em pessoas que são declaradamente inimigas do Evangelho. A ministra e seus pares deverão vir a muitas das nossas igrejas pedir apoio e até nos chamar de “irmãos”, como fez em nossa sede no Belenzinho em 2008. Ou até mesmo chegar ao cúmulo de dizer que este governo “defende os valores cristãos”, como fez naquela ocasião. Rejeitemos também nas urnas os parlamentares que se posicionarem a favor deste programa diabólico.

Em Cristo,
Vosso irmão,

Weliano Pires Neto.
Presbítero da Assembléia de Deus - Ministério do Belém
Osasco - SP

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sem medo do passado

Fernando Henrique Cardoso

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas estão o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse: "O Estado sou eu." Lula dirá: "O Brasil sou eu!" Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês...). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo o que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote - o governo do PSDB foi "neoliberal" - e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora, os dados... O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da Lei de Responsabilidade Fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobrás, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões, e junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado. Esqueceu-se dos investimentos do Programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao País. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no País.

Esqueceu-se de que o País pagou um custo alto por anos de "bravata" do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI - com aval de Lula, diga-se - para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo o que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto "neoliberalismo" peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobrás, citado por Adriano Pires no Brasil Econômico de 13/1: "Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobrás produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela."

O outro alvo da distorção petista se refere à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002 houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram num município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outros 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando numa só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB "não olhou para o social". Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel para a realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa Toda Criança na Escola trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de 7 a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996 eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo de 07/02/2010