sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Poder é impessoal. Exceto em Osasco.

Princípio Da Impessoalidade
O princípio ou regra da impessoalidade da Administração Pública pode ser definido como aquele que determina que os atos realizados pela Administração Pública, ou por ela delegados, devam ser sempre imputados ao ente ou órgão em nome do qual se realiza, e ainda destinados genericamente à coletividade, sem consideração, para fins de privilegiamento ou da imposição de situações restritivas, das características pessoais daqueles a quem porventura se dirija. Em síntese, os atos e provimentos administrativos são imputáveis não ao funcionário que os pratica mas ao órgão ou entidade administrativa em nome do qual age o funcionário.
Em Osasco, qualquer obra feita, por menor que seja, faz-se a propaganda do deputado ou do vereador que supostamente pediu, do presidente da República, que liberou a verba e do prefeito que realizou a obra.

No Jardim Helena Maria, por exemplo, foi implantado um semáforo e uma faixa de pedestres na Av. Presidente Costa e Silva, em frente aos supermercados Dia e Chama. Puseram várias faixas nas imediações, fazendo propaganda do vereador Aloísio Pinheiro que teria pedido e do prefeito Emídio que teria atendido.
Olha o diz a lei:
"O princípio da impessoalidade busca assegurar que, diante dos administrados, as realizações administrativo-governamentais não sejam propriamente do funcionário ou da autoridade, mas exclusivamente da entidade pública que a efetiva . Custeada com dinheiro público, a atividade da Administração Pública jamais poderá ser apropriada, para quaisquer fins, por aquele que, em decorrência do exercício funcional, se viu na condição de executa-la. É, por excelência, impessoal, unicamente imputável à estrutura administrativa ou governamental incumbida de sua prática, para todos os fins que se fizerem de direito."

sábado, 20 de novembro de 2010

Ao Secretário da habitação da prefeitura de Osasco

Excelentíssimo Senhor Secretário da habitação de Osasco,

O meu nome é Weliano Pires Neto. Sou morador do bairro Colinas do Oeste a cinco anos. Quando mudei-me para o Colinas, comprei um barraco de madeira e como esta secretaria informou em reunião com os moradores, que a área em que eu morava não seria retirada, eu construí com muita dificuldade dois cômdos para morar, sem no entanto terminar o acabamento, por falta de recursos. Algum tempo depois, a mesma secretaria informou que o projeto para a região havia sido modificado e que nós iríamos ter que sair, pois, a prefeitura iria construir moradias populares do PAC. Assim sendo, interrompí a construção, ficando mais de um ano na casa sem cerâmica e sem acabamento, pois, aguardava sair.
No mês de junho de 2009, nos apressaram para sair, pois, segundo eles as nossas casas estavam atrasando as obras. Foi uma dificuldade para encontrar casa na região, devido à procura que aumentou em virtude da quantidade de pessoas que foram retiradas ao mesmo tempo.
Eu encontrei uma pequena casa de um conhecido nosso da Igreja, que não estava interessado em alugar, o fez, apenas para nos ajudar. Acertei com ele que pagaria o aluguel no dia cinco de cada mês, que era o período em que receberíamos o cheque inicialmente.
Durante alguns meses, não tivemos nenhum problema. Quando atrasava era dois ou três dias. Depois de alguns meses, fomos comunicados pelas funcionárias da secretaria que o nosso cheque seria pago no dia 17 de cada mês. Tive dificuldade pois tive que arcar com o aluguel do próprio bolso e o Senhor há de convir que se eu tivesse condições de pagar aluguel não iria morar numa favela.
O problema se agravou este mês, quando a minha esposa foi buscar o cheque e perguntaram se ela não teriasido sorteada para receber a casa, para espanto dela. Informaram que talvez tenha havido uma confusão e por isso o nosso cheque não veio. Informaram ainda que o cheque será pago no dia 29.

Achei isso uma irresponsabilidade. Se continuar assim, daqui a pouco serei despejado da casa onde moro. Não tenho condições de pagar aluguel e não pedi para sair da casa que a prefeitura me autorizou a construir e depois derrubou. Peço a gentileza a Vossa excelência, de verificar o que está acontecendo, pois, muitas pessoas estão nesta situação e não tem condições de pagar o aluguel. Enquanto isso, a prefeitura espalha por toda a cidade que vai entregar duzentos apartamentos e levar o cantor Frank Aguiar para cantar lá.


Agradeço a atenção dispensada.
Weliano Pires Neto.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

2 de Novembro - Dia de luto

Rodrigo Constantino, O Globo


O dia 2 de novembro foi escolhido como data oficial para a homenagem aos mortos. Gostaria de prestar aqui minha homenagem ao mais recente defunto brasileiro: a Ética. Seu falecimento gerou profunda tristeza em milhões de brasileiros. Não foi morte acidental, mas homicídio. Cinqüenta e cinco milhões de brasileiros executaram a Ética à queima-roupa, no dia 31 de outubro. As armas usadas: as urnas.

Esta eleição foi caracterizada pelo total desprezo aos valores éticos. O presidente Lula foi o grande responsável por esta lamentável postura. Colocou na cabeça que a única meta importante era eleger sua candidata, e qualquer meio poderia ser usado para tanto. O presidente da República, representante de todo o povo brasileiro, tornou-se um empolgado cabo eleitoral, ignorando as funções de seu cargo, as leis e o respeito às regras de uma democracia limpa.

A máquina estatal ficou a serviço do partido. Aécio Neves resumiu bem: “Presidente Lula sai menor do que entrou nesta eleição”. Lula mostrou ser um populista que só pensa nas próximas eleições, ao contrário de um estadista, que foca nas próximas gerações. Fazendo analogia com o futebol, ao gosto de Lula, foi como vencer com um gol de mão, sem legitimidade.

Durante as eleições, vários escândalos vieram à tona, envolvendo gente muito próxima de Dilma, como Erenice Guerra, seu braço-direito. Acusada de “tráfico de influência” no comando da Casa Civil, Erenice foi ignorada por boa parte dos eleitores. A mensagem, que já havia sido dada nas eleições de 2006, no auge do escândalo do “mensalão”, foi reforçada: não tem problema usar o Estado como patrimônio particular, desde que a economia vá bem.

O voto com o bolso representa um enorme perigo para a democracia. Lênin dizia que iria comprar da burguesia a corda usada para enforcá-la. Para agravar a situação, a naturalidade com que vários petistas abraçam ditadores mundo afora demonstra seu verdadeiro “apreço” pelo regime democrático, exposto também nas constantes tentativas de censurar a imprensa.

No vale-tudo para se perpetuar no poder, o PT apelou para o terrorismo eleitoral. Sua campanha espalhava que Serra iria acabar com o programa Bolsa Família, que tem suas origens no governo FHC. Em 2000, ainda na oposição, Lula chegou a acusar a distribuição de cesta básica de “esmola” que fazia o pobre votar com o estômago. No poder, o PT mudou de idéia e ainda espalhou que os benefícios acabariam se Dilma fosse derrotada. Resultado: o Nordeste votou em peso na Dilma.

Quem saiu bastante ferido nas eleições foi o Bom Senso. O PT resgatou do fundo do pântano ideológico o tema das privatizações para “atacar” os tucanos. Quem poderia, em sã consciência, condenar as privatizações do setor de telecomunicações? Quem hoje ainda consegue criticar racionalmente as privatizações da CSN, Embraer ou Vale? Mesmo assim, o PT ainda explora este sentimento nacionalista retrógrado, que confunde propriedade estatal com interesse nacional.

A campanha de Dilma abusou da retórica nacionalista, alegando que a candidata salvaria o pré-sal dos interesses privatistas do PSDB. Os tucanos não colocaram em pauta a venda da Petrobras, mas o próprio PT vendeu concessões de exploração ao setor privado. Eike Batista é prova disso. Para o PT da oposição, isso seria “privatização”. Mas para vencer a guerra das eleições, a coerência e a honestidade são as primeiras baixas. Vale até usar a estatal como braço partidário na campanha. Isso sim é uma “privatização” abominável.

O debate regrediu algumas décadas por conta da estratégia do PT. A demagogia atingiu patamares espantosos. Nunca antes na história deste país se viu uma eleição de tão baixo nível. Programas de governo deram lugar aos ataques pessoais nos “debates”. As perguntas importantes ficaram sem respostas. A candidata Dilma não explicou nada sobre os escândalos de corrupção, repetindo apenas que tudo está sendo investigado. O PT está “investigando” até hoje José Dirceu.

Os eleitores, anestesiados pelo bom momento da economia, aceitaram sem maiores cobranças as “explicações”. Venceu Macunaíma, o herói sem caráter. Fica uma enorme “herança maldita” que poderá levar gerações para ser desfeita: a idéia de que a Ética não tem lugar na política. É dia de luto para os que ainda acreditam em certos valores, e que não estão dispostos a fechar os olhos para infindáveis escândalos em troca de migalhas. Não se constrói uma nação livre sem alguns princípios básicos. Foi uma vitória de Pirro, com sabor de derrota. Metade do povo está de luto pela Ética.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sim, eu tenho preconceito.

ARTIGO PUBLICADO NA FOLHA DE 11/11/2010
Leandro Narloch

Logo depois de anunciada a vitória de Dilma Rousseff, pingaram comentários preconceituosos na internet contra os nordestinos, grupo que garantiu a vitória da candidata petista nas eleições.
A devida reação veio no dia seguinte: a expressão “orgulho de ser nordestino” passou a segunda-feira como uma das mais escritas no micro blog Twitter.
O racismo das primeiras mensagens é, obviamente, estúpido e reprovável. Não se pode dizer o mesmo de outro tipo de preconceito ─ aquele relacionado não à origem ou aos traços físicos dos cidadãos, mas ao modo como as pessoas pensam e votam. Nesse caso, eu preciso admitir: sim, eu tenho preconceito.
Eu tenho preconceito contra os cidadãos que nem sequer sabiam, dois meses antes da eleição, quem eram os candidatos a presidente. No fim de julho, antes de o horário eleitoral começar, as pesquisas espontâneas (aquela em que o entrevistador não mostra o nome dos candidatos) tinham percentual de acerto de 45%. Os outros 55% não sabiam dizer o nome dos concorrentes. Isso depois de jornais e canais de TV divulgarem diariamente a agenda dos presidenciáveis.
É interessante imaginar a postura desse cidadão diante dos entrevistadores. Vem à mente uma espécie de Homer Simpson verde e amarelo, soltando monossílabos enquanto coça a barriga: “Eu… hum… não sei… hum… o que você… hum… está falando”. Foi gente assim, de todas as regiões do país, que decidiu a eleição.
Tampouco simpatizo com quem tem graves deficiências educacionais e se mostra contente com isso e apto a decidir os rumos do país.
São sujeitos que não se dão conta de contradições básicas de raciocínio: são a favor do corte de impostos e do aumento dos gastos do Estado; reprovam o aborto, mas acham que as mulheres que tentam interromper a gravidez não devem ser presas; são contra a privatização, mas não largam o terceiro celular dos últimos dois anos. “Olha, hum… tem até câmera!”.
Para gente assim, a vergonha é uma característica redentora; o orgulho é patético. Abster-se do voto, como fizeram cerca de 20% de brasileiros, é, nesse caso, um requisito ético. Também seria ótimo não precisar conviver com os 30% de eleitores que, segundo o Datafolha, não se lembravam, duas semanas depois da eleição, em quem tinham votado para deputado.
Não estou disposto a adotar uma postura relativista e entender esses indivíduos. Prefiro discriminá-los. Eu tenho preconceito contra quem adere ao “rouba, mas faz”, sejam esses feitos grandes obras urbanas ou conquistas econômicas.
Contra quem se vale de um marketing da pobreza e culpa os outros (geralmente as potências mundiais, os “coronéis”, os grandes empresários) por seus problemas. Como é preciso conviver com opiniões diferentes, eu faço um tremendo esforço para não prejulgar quem ainda defende Cuba e acredita em mitos marxistas que tornariam possível a existência de um “candidato dos pobres” contra um “candidato dos ricos”.
Afinal, se há alguma receita testada e aprovada contra a pobreza, uma feliz receita que salvou milhões de pessoas da miséria nas últimas décadas, é aquela que considera a melhor ajuda aos pobres a atitude de facilitar a vida dos criadores de riqueza.
É o caso do Chile e de Cingapura, onde a abertura da economia e a extinção de taxas e impostos fizeram bem tanto aos ricos quanto aos pobres. Não é o caso da Venezuela e da Bolívia.
Por fim, eu nutro um declarado e saboroso preconceito contra quem insiste em pregar o orgulho de sua origem. Uma das atitudes mais nobres que alguém pode tomar é negar suas próprias raízes e reavaliá-las com equilíbrio, percebendo o que há nelas de louvável e perverso. Quem precisa de raiz é árvore.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Orgulho de FHC

FHC foi um dos melhores presidentes que o Brasil teve em sua história. FHC acabou com a inflação, trouxe tranquilidade aos mercados e transparência da dívida do Brasil que era encoberta pelos Estados. Verdadeiros esqueletos e fantasmas que não eram contabilizadas e uma hora teria que ser paga.
FHC deu início ao importante Rede de Proteção Social que abrangia vários programas com contra-partidas através de distribuição de renda.
FHC fez junto com Sergio Motta a privatização do setor da telefonia e hoje temos a internet que temos, usamos vários smartphones e redes sociais graças a isso. Se não fosse feito talvez estaríamos nos estapeando para entrar em uma fila para comprar plano de expansão de telefones ainda e que custavam em média R$ 4 mil. Pasmem, telefone era declarado no IR.
FHC trouxe um economista, hipocondríaco e afficionado pela saúde para ser o melhor Ministro da Saúde que o país já teve. Serra quebrou patentes de remédios, implantou os genéricos, comprou brigas com o setor de cigarros e bebidas, fez mutirões, valorizou Organizações Sociais voltadas a saúde, implantou o Programa de Saúde da Família entre outras belas ações de uma pasta que como a Segurança é uma guerra todo dia para melhorar ainda mais.
FHC foi um governo importantíssimo para o Brasil com erros sim, mas com muitos acertos. Assim como Lula também teve erros. É só olhar a desastrosa política internacional e a péssima relação com o Congresso que originou os mensaleiros e a fraca fiscalização sobre irresponsáveis que não sabem diferenciar o que é legal e ilegal, o presidente Lula os chama de “aloprados”. Eu os chamo de bandidos.
O PSDB perdeu as eleições de 2002, 2006 e 2010, porque o discurso está vago em um programa que até tucano critica. O PSDB tem que dizer o que fez. Seu candidato e seu governo. Eu sou DEMOCRATA e tenho orgulho de Montoro, de Mário Covas, de FHC, de Serra, de Geraldo Alckmin. Se alguém teria que esconder alguém e ter vergonha seria a candidata fantoche do PT que só foi candidata, porque todos os possíveis candidatos do PT estavam envolvidos em escândalos e corrupção.
FHC, eu tenho orgulho de você e do seu governo. Se eu fosse o marqueteiro dessa campanha teria lhe chamado para ser o soldado número 1 dessa campanha. Afinal na política e na vida ninguém vive sozinho. É hora de dizer que somos melhores e porque somos melhores.

O Brasil merecia mais que uma fantoche sem conteúdo e sem história.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Carta resposta ao Bispo Manoel Ferreira

Prezado bispo Manoel Ferreira,

Li uma carta que o senhor publicou e que está sendo distribuída no meio evangélico. Como presbítero da Assembléia de Deus, ministério do Belém em São Paulo, criado na Assembléia de Deus, sinto-me na obrigação de esclarecer alguns pontos da sua carta:

O Sr. diz:

" Em reunião no dia 24 de julho próximo passado, na Sede Nacional das Assembléias de Deus no Brasil em Brasilia-DF, na presença de mais de 3.000 (três mil) pastores e líderes de todos os Estados do Brasil e Distrito Federal e, com a participação de 14 denominações evangélicas mais representativas do segmento religioso do país foi firmado um compromisso público de que todos os temas que envolvam conceitos de fé e princípios ético-religiosos serão sempre de iniciativa do poder legislativo – Congresso Nacional – e nunca por iniciativa do poder executivo;"

Ora senhor bispo, entre estes 3.000 "pastores" certamente não estava o seu filho, Pr. Samuel Ferreira, que foi processado pela petista Marta Suplicy, por defender no rádio os princípios cristãos. Também não estavam a maioria esmagadora dos pastores da Assembléia de Deus em São Paulo, de vários ministérios, que combatem esta candidatura.

Outrossim, este pseudo compromisso "assumido" pela sra. Dilma não tem nenhum significado, uma vez que o PNDH-3 é de autoria do poder executivo e ela aprovou este programa que propõe a legalização do aborto e da prostituição, a retirada do ar de programas considerados homofóbicos, o controle social da mídia, o ensino do candomblé nas escolas entre outras coisas.

O sr. diz ainda:

"...sendo esta candidatura a única a se comprometer de forma expressa e pública com estes princípios. Afirmou inclusive a candidata Dilma Rousseff, ser defensora da valorização da vida, da família e dos seus conceitos fundamentais."

Eu tenho o vídeo em que a Sra Dilma afirma ser favorável ao aborto. Como o Sr ousa dizer que ela é defensora da família e da vida? O Sr. acha que somos ignorantes?

O Sr chama de "mera invenção e mentira de pessoas descompromissadas com a verdade." Será que somos nós que não temos compromisso com a verdade?

Se o Sr., não sei por quais razões, tem a "posição de apoio total e irreversível à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República Federativa do Brasil," eu lamento profundamente, que o Sr. tenha virado as costas para a sua história e esteja desonrando a convenção que preside.

Eu só quero esclarecer que o único sucesso, e desenvolvimento, que a Sra Dilma está comprometida é com o desenvolvimento da corrupção sistêmica.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Curso de Discipulado 2

Curso de Discipulado 2


LIÇÃO 1 – O DISCÍPULO E A COMUNIDADE

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. (2 Coríntios 5.17).

Como sal da terra e luz do mundo, o crente deve dar sabor, purificar e conservar positivamente o mundo, com o poder do evangelho de Cristo. Para isso, deve relacionar-se com a sociedade normalmente, dando sempre bom testemunho de Cristo, para a glória de Deus. Na sua oração sacerdotal em João 17, o Senhor Jesus disse: “Não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal”. Isso significa que não devemos nos afastar fisicamente do mundo, mas exercer sobre ele, influência positiva para transformá-lo.

1. UMA NOVA VIDA ESPIRITUAL
A partir da conversão, passamos a viver uma nova fé e uma nova esperança. Muitos de nós antes de conhecer a Cristo, até tínhamos uma vida religiosa, mas agora tudo mudou. Experimentamos a fé viva e verdadeira, plantada no coração pela Palavra de Deus, que nos leva à salvação. O apóstolo Paulo passou pela experiência da conversão. Era um cumpridor zeloso das tradições religiosas de seus pais. Após ter sua vida transformada por Jesus, tornou-se um ativo pregador do evangelho.
A salvação segundo a Bíblia é pela graça de Deus, mediante a fé.(Efésios 2.8-10). Por isso não precisamos praticar boas obras para sermos salvos. Este caminho jamais nos leva a Deus. Porém a fé genuína em Deus produz boas obras, pois a Bíblia afirma que a fé sem as obras é morta.(Tiago 2.26).
A fé também resulta em esperança, a âncora da nossa salvação. Esta esperança traz certeza, não só para a eternidade, também para a vida terrena. O salvo enxerga acima das circunstâncias, para sempre viver em triunfo.

2. UMA NOVA VIDA MORAL
O conceito bíblico de moral é absoluto, ou seja, não pode ser relativizado, como querem alguns. Eles condenam alguns pecados e se omitem em relação a outros. Em todas as áreas precisamos estar comprometidos com os valores do Reino de Deus. Como será que a comunidade nos vê? Será que nos julgam cumpridores das normas que regulam a vida em sociedade? Pense nisso. A Bíblia diz que devemos ser exemplo dos fiéis.

3. UMA NOVA VIDA SOCIAL.
A partir da conversão, o crente precisa evitar lugares impróprios, afastar-se das más amizades e das situações, que poderão levá-lo ao fracasso. O Salmo 1 nos dá as recomendações necessárias, para não perdermos a comunhão com Deus. A amizade do mundo é inimizade contra Deus. Devemos fugir de toda a aparência do mal.
A vida social também tem outro lado, que não pode ser deixado de lado. É aquele que Tiago nos ensina: o dever de ajudarmos as pessoas carentes da comunidade. Devemos procurar nos informar sobre os programas de ajuda aos necessitados da nossa igreja e nos envolver. Os empresários devem ser justos com os empregados e os empregados devem dedicar-se ao emprego como se estivesse fazendo para o Senhor.

LIÇÃO 2 – O DISCÍPULO E O LAR CRISTÃO

“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; Se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”. (Josué 24.15).

A salvação que recebemos através de Jesus Cristo resulta em grandes mudanças no nosso modo e vida. O apóstolo Paulo afirmou em Gálatas 2.20: “... Vivo não mais eu mais Cristo vive em mim.” O lar é o ponto de partida desta nova experiência. O lar não é simplesmente uma casa, onde a família se reúne. É a dimensão física que traduz o propósito de Deus, ao instituir o casamento. (Gênesis 2.18). Deus criou uma companheira para o homem, porque Ele não deseja que o homem viva solitário.
O lar é a expressão maior da unidade familiar, porque as qualidades como companheirismo, solidariedade e respeito, podem ser demonstradas na vida do casal e no seu relacionamento. Diante do que representa o lar para a sociedade, você como novo crente, tem um importante papel a desempenhar, para que todos possam ser beneficiados pela sua nova vida. Jesus mesmo disse: “Vós sois a luz do mundo...” (Mateus 5.14). A expressão “luz do mundo” neste texto significa que as trevas são afastadas e que existe segurança para a caminhada, pois os perigos são expostos pela claridade. Esta luz é você, que precisa caminhar a partir do seu próprio lar.
O lar é uma extensão da igreja, porque o bom testemunho cristão deve começar a ser vivido no lar. Não é possível ter um comportamento de crente no templo e um de incrédulo no lar. Se isto acontecer, é porque não houve uma conversão de fato.
A vida cristã implica em um compromisso sério com Cristo. Isto é um processo, no qual somos aperfeiçoados dia após dia. O aprendizado é diário aos pés de Cristo, até que se alcance a maturidade espiritual. Isso reflete no comportamento no lar. Entretanto, se os seus familiares não forem crentes, você não pode impor à força, a sua conversão aos seus parentes. É o Espírito Santo que faz a obra, portanto, não devemos extrapolar os limites da liberdade e perturbar os demais familiares. Isto pode fechar ainda mais as portas para o Evangelho. Aproveite as oportunidades, com cuidado, para mostrar o amor de Jesus. Lembre-se que o seu testemunho falará mais alto do que as suas palavras.
Mas, como viver esta nova vida no lar, se os demais familiares não forem crentes? Você não pode impor pela força, a conversão de seus parentes. É o Espírito Santo quem faz a obra. Seja prudente, sem que isto signifique falta de ação. Se você é marido, pode introduzir lentamente o culto doméstico, levando a esposa e os filhos a participarem com alegria. Levá-los à igreja depois, será uma questão de tempo. Porém, se você for a esposa, busque a concordância do marido, antes de iniciar o culto doméstico, para que isto não venha ser motivo de brigas. Da mesma forma, os filhos devem obedecer aos seus pais, que não são crentes, mostrando que rebeldia é coisa do passado. Se, no entanto, você for pressionado a fazer alguma coisa contrária à sua fé, seja educado e responda com mansidão, que você agora tem um novo projeto de vida, que é o de servir a Cristo.
Finalmente, estabeleça um programa de oração e leitura da Palavra de Deus. Seja um poder de atração para levar os seus familiares a Cristo. Convide-os a participarem de um culto na sua igreja. Você também pode levar pessoas maduras espiritualmente, para visitá-los. Porém de modo que a visita seja recebida sem constrangimento. Se os seus familiares gostam de ler, presenteie-os com literaturas evangélicas de qualidade, principalmente com aquelas que trazem testemunhos marcantes que possam tocar os seus corações.

LIÇÃO 3 – O DISCÍPULO E A TENTAÇÃO
“Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta” (Tiago 1.13).
Tentação são os pensamentos que invadem a mente humana e tentam seduzi-la para a prática do mal, que contraria a vontade de Deus. A tentação não se constitui em pecado, se não cedermos a ela. Às vezes, ela surge como algo vantajoso, ou uma oportunidade que não pode ser desperdiçada, porém, se cedermos a ela, seremos os únicos prejudicados.
Foi por intermédio da tentação, que o pecado entrou no mundo. É de procedência maligna. Satanás, o maior inimigo de Deus a introduziu no mundo, para derrubar o homem, o ser criado à imagem e semelhança de Deus. Embora não proceda de Deus, a tentação é permitida por Ele até o ponto que podemos suportar, para provar o nosso grau de obediência, lealdade e amor à sua Palavra.
Os principais agentes da tentação são o Diabo, o mundo e a carne. O mundo refere-se ao sistema maligno, que impera nos filhos da desobediência. A Bíblia afirma que o mundo jaz no maligno (I João 5.19). Este sistema, que é influenciado pelos demônios, conduz a humanidade à perdição. A carne refere-se à natureza caída do homem natural, distanciado de Deus. Por causa do pecado, os instintos do corpo foram afetados e se não forem controlados, cometem as maiores barbaridades. Esses desejos são conhecidos como concupiscência da carne. O diabo é o principal agente da tentação. Ele usa os outros dois, o mundo e a carne, para seduzir a humanidade ao pecado.
A tentação se manifesta através do corpo, da alma e do espírito humanos. O espírito e a alma são inseparáveis e constituem o homem interior. A alma é a sede das emoções humanas. O corpo é a parte física, ou seja, os órgãos do corpo humano reunidos. Este corpo, sem o espírito e a alma, está morto e não tem como pecar. O espírito e a alma contribuem, para a consumação do pecado, através do corpo. O Espírito Santo, através da mensagem bíblica renova o homem interior, para que não viva mais, na prática do pecado.
Para vencermos as tentações, precisamos resistir ao Diabo e às suas astutas ciladas, com que ele investe para nos derrubar. Em segundo lugar, precisamos fugir do mal e de toda a sua aparência. Em outras palavras, devemos fugir de tudo aquilo, que possa nos levar ao pecado. Fugir da tentação não é um ato de covardia, é a manifesta vontade de Deus. Por último, para vencermos a tentação, devemos nos reavaliar. A cada dia verificar qual o nosso grau de crescimento espiritual. Se algo nos impede de sermos mais santos hoje do que fomos ontem, é o momento propício de mudarmos de atitude, a fim de a nossa santificação seja constante, pois “sem a santificação, ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12.14b).

LIÇÃO 4 – O DISCÍPULO E A IMPUREZA
“E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro” (I João 3.3).
A vida cristã exige constante vigilância, perseverança e santidade. O maior obstáculo à santificação do cristão é a impureza. Segundo os dicionários, a palavra impureza significa sujeira, contaminação; mácula, etc. O que se encontra em estado de impureza é impuro, imundo, contaminado, sujo, sórdido, sensual, lascivo, imoral obsceno, etc..
No Antigo Testamento, Israel era um povo chamado por Deus para ser santo. Os pagãos eram considerados imundos, praticavam toda sorte de imoralidade e cultuavam varias divindades obscenas (na verdade, demônios). Portanto, Israel devia separar-se deles. Por meio de Israel, O Senhor tornar-se-ia conhecido como o Verdadeiro Deus, digno da adoração de todos os povos.

Não tive tempo de terminar o referido curso. Assim que puder darei continuidade às lições abaixo.
O referido curso é um resumo das lições bíblicas de discipulado da Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD).


LIÇÃO 5 – O DISCÍPULO E A IDOLATRIA
LIÇÃO 6 – O DISCÍPULO E A TEMPERANÇA
LIÇÃO 7 – O DISCÍPULO E O PERDÃO
LIÇÃO 8 – O DISCÍPULO E A MORDOMIA CRISTÃ
LIÇÃO 9 – O DISCÍPULO E O LOUVOR
LIÇÃO 10 – O DISCÍPULO E O BATISMO NAS ÁGUAS
LIÇÃO 11 – O DISCÍPULO E A SANTA CEIA
LIÇÃO 12 – O DISCÍPULO E A VOLTA DE JESUS
LIÇÃO 13 – O DISCÍPULO E A MISSÃO DE DISCIPULAR

Curso de discipulado 1

Curso de Discipulado 1

LIÇÃO 1 – CONHECENDO A BÍBLIA

A palavra Bíblia significa “livros” ou conjunto de livros juntos em um só. A Bíblia é a Palavra de Deus, porque através dela o Senhor se dá a conhecer à humanidade. Isto se chama revelação divina.
A Bíblia foi escrita por cerca de 40 pessoas, que viveram em diferentes lugares e em épocas bem distantes, num período de aproximadamente 16 séculos. Os idiomas em que a Bíblia foi escrita foram o hebraico e o grego, com algumas passagens em aramaico. Os escritores bíblicos eram pessoas das mais variadas atividades: Reis, profetas, criadores de gado, pescadores, sacerdotes, médico e até cobrador de impostos. Eles escreveram seus livros separadamente. Entretanto, quando unidos em um só volume, formou-se uma perfeita harmonia e unidade. Isso mostra que a Bíblia teve um único autor, ou seja, o Espírito Santo inspirou homens santos, para que escrevessem a Bíblia. A Bíblia não contém qualquer erro ou falha, por isso dizemos que ela é inerrante e infalível.
A Bíblia contém duas divisões principais que são o Antigo e o Novo Testamento. Juntos, eles somam um total de 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento.
Como a Bíblia foi escrita originalmente em hebraico e grego precisou ser traduzida para outros idiomas. A tradução do Antigo Testamento para o grego foi feita por setenta anciãos de Israel. Por isso recebeu o nome de Septuaginta. Já a tradução da Bíblia para o latim foi feita por Jerônimo e foi chamada de Vulgata. Para a língua portuguesa, a principal tradução utilizada no Brasil é a de João Ferreira de Almeida. Desta tradução existem outras versões que apresentam algumas diferenças, não na mensagem, mas nas palavras, para facilitar a compreensão.
Para usar a Bíblia de forma eficiente é preciso ler, memorizar os versículos, estudar e meditar. Para um bom estudo da Bíblia é preciso os seguintes materiais: A Bíblia, de preferência em mais de uma versão, uma chave bíblica, um dicionário bíblico, um dicionário de língua portuguesa, um manual de temas bíblicos e um caderno para anotações. O mais importante, porém, é que antes de estudar a Bíblia oremos a Deus, pedindo sabedoria.
A Bíblia é a única regra de fé e prática do cristão.

LIÇÃO 2 – CONHECENDO DEUS

Várias teorias baseadas em diferentes sistemas religiosos tentam explicar, justificar e até mesmo negar a existência de Deus. A Bíblia, por sua vez, não tenta provar a existência de Deus, mas parte do pressuposto de que a sua existência é uma realidade incontestável.
Nós só podemos conhecer a Deus, à medida que Ele se revela. Deus se revelou através da criação, através das suas qualidades descritas na Bíblia Sagrada e através do seu Filho Jesus Cristo que se fez carne e habitou entre a humanidade. Através das coisas criadas, podemos deduzir que um Deus Todo-poderoso e infinitamente superior a nós criou o universo e o sustenta. Pela revelação bíblica, podemos conhecer a revelação que Deus deu de si mesmo, como as suas qualidades morais reveladas através dos seus nomes e os seus feitos.
Os nomes mais comuns de Deus descritos na Bíblia são:
Deus: Fala do seu poder criativo e total.
Senhor ou Yaweh: É Deus relacionado com as pessoas para ajudá-las e salvá-las.
Senhor no sentido de governador e dominador: É aquele que exige serviço e lealdade do seu povo.
Pai: Mostra que todas as coisas e os seres humanos foram criados por Ele e estão debaixo da sua proteção.
Alguns aspectos do caráter de Deus ou atributos divinos nos revelam quem Deus é:
-Soberania: Significa que Deus é maioral, chefe e supremo.
-Eternidade: Significa que Deus sempre existiu. Não teve princípio, nem terá fim a sua existência.
-Onisciência: Significa que Deus tem todo p conhecimento. Nada o apanha de surpresa.
-Onipresença: Deus é infinito e está presente em todo o tempo e espaço. Ninguém se esconde dEle.
-Onipotência: Significa que Deus pode fazer tudo o que lhe agrada. Para Deus não há nada impossível.
-Imutabilidade: Deus não muda em sua natureza e aspectos.
-Asseidade ou transcendência: Deus é autoexistente. Ele existe fora do universo, não estando, portanto, limitado ao tempo e espaço, ou sujeito às leis da física.
Embora Deus seja tão Grande e Santo, Ele é imanente, ou seja, Ele se envolve com o dia-a-dia do homem que Ele criou. Ele quer se relacionar conosco e compartilhar as sua bênçãos.

LIÇÃO 3 – CONHECENDO A SALVAÇÃO

A salvação é a maior bênção que o ser humano pode receber. É o resultado da morte expiatória de Cristo, que livra o homem da condenação eterna.
De acordo com Romanos 3.23, a salvação é necessária porque o homem estava destituído da glória de Deus. O pecado entrou no mundo através de Adão, que desobedeceu a Deus. Como representante da raça humana, Adão transferiu para os seus descendentes, a natureza pecaminosa. A principal conseqüência do pecado é a condenação eterna. No homem, o pecado o afetou nas esferas física, mental e espiritual.
Os principais efeitos do pecado foram: A autojustificação, o medo, a maldição da terra, a expulsão do homem do Jardim do Éden, a violência, a corrupção do gênero humano, as enfermidades e a morte.


A salvação possui três aspectos:
1) Justificação: Significa que o homem, morto em seus pecados, não tinha condições de justificar-se diante de Deus. A Justiça de Cristo, o Justo, é concedida ao homem gratuitamente, pela fé.
2) Regeneração: É o novo nascimento realizado no interior do homem pelo Espírito Santo. Antes, o homem era inimigo de Deus. Agora, justificado, ele se torna membro da família divina e é adotado como filho de Deus.
3) Santificação: O homem abandona as práticas pecaminosas e separa-se (santifica-se) para o serviço do Senhor. A santificação consiste em dizer não para o pecado e sim para Deus.
Jesus Cristo é o único Salvador (Atos 4.12). Portanto, a salvação só pode ser alcançada pela fé nele. Segundo Efésios 2.8-10, a salvação é pela graça, mediante a fé. Não vem das obras para que ninguém se glorie. Não vem de nós mesmos, mas é dom ou presente de Deus.

LIÇÃO 4 – CONHECENDO A IGREJA

A palavra Igreja vem do grego eklésia e significa um grupo de pessoas chamados para fora. Portanto, a Igreja é um grupo de pessoas que deixaram o mundo espiritualmente, não fisicamente, para seguir a Cristo. A Igreja é um organismo vivo, que tem a própria vida de Cristo. Foi o próprio Senhor Jesus que fundou a Igreja e prometeu que as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
A Bíblia mostra alguns símbolos da Igreja: O Corpo de Cristo, a Noiva de Cristo, o Templo de Deus, a Família de Deus, etc.
Os principais objetivos da Igreja são: Evangelizar o mundo, cultuar a Deus, praticar a mordomia cristã, cuidar da disciplina e da conduta cristã.
O Senhor Jesus deixou duas ordenanças para a Igreja: O batismo nas águas e a Ceia do Senhor. Através do batismo, o crente testemunha, publicamente a sua identificação com Cristo e mostra, simbolicamente, que morreu para o mundo e nasceu para Deus.
A ceia do Senhor é um memorial instituído por Jesus, para os crentes relembrarem a sua morte e anunciar a Cristo até que Ele venha.
Os elementos da Ceia são o pão e o vinho, que representam respectivamente o corpo e o sangue do Senhor Jesus.

LIÇÃO 5 – CONHECENDO O VALOR DA ORAÇÃO

A oração é a chave da vitória. O hino 296 da Harpa Cristã diz que “Jesus teve completa vitória, porque sempre viveu em oração”. Mas, o que significa orar?
Orar não é rezar ou ficar repetindo frases de efeito. Orar é conversar com Deus e ter comunhão com Ele. Na oração agradecemos a Deus, por tudo o que Ele nos deu e falamos para Ele das nossas dificuldades, enfermidades e necessidades. Além disso, intercedemos pelas necessidades de outras pessoas.
Podemos orar de várias formas: Em pé, como Josafá (2 Crônicas 20.5,6); Deitado, como o rei Ezequias (2 Reis 20.2,3) e de joelhos como disse o apóstolo Paulo em Efésios 3.14. Muitos cristãos consideram esta última a melhor maneira de orar, pois é uma demonstração de submissão, reverência e humildade.
Não existe um lugar específico para a oração. Entretanto, o templo é chamado por Jesus de casa de oração. (Mateus 21.13). Consagrações, vigílias e círculos de oração nas nossas igrejas são reuniões, onde o Senhor tem operado muitas maravilhas. Também podemos orar em particular. É uma ótima oportunidade para estarmos a sós com o nosso Deus. Os lares evangélicos que se reúnem diariamente para orar são felizes e harmoniosos. O culto doméstico é muito importante para a união e prosperidade da família.
Devemos orar sempre. Ao deitarmos, levantarmos, antes das refeições, antes de tomarmos decisões, nas tentações, nas enfermidades, nas perseguições e nas mais diversas situações que enfrentarmos.
A oração é um diálogo que devemos ter diariamente com Deus. O Espírito Santo nos ajuda e nos ensina a orar. É diferente da reza, que é uma repetição de citações elaboradas por alguém.

LIÇÃO 6 – O DISCÍPULO E A FÉ

“A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova, das coisas que não se vêem” (Hebreus 11.1). Esta é a melhor definição de fé. A fé é a base da esperança que faz o crente seguir avante, deixando as incertezas e as dúvidas para trás.
Tudo o quanto fizermos, se não tiver a fé como base não terá nenhum sentido. A Bíblia diz que “tudo o que não é por fé é pecado”. (Romanos 14.23). Se a fé não estiver operando, a incredulidade predomina, gerando incertezas e fracassos.
A fé só tem valor, se ela for concentrada na pessoa de Jesus Cristo. A fé direcionada a qualquer outra pessoa, ou objeto, constitui-se em idolatria.
O capítulo onze da epístola aos Hebreus é considerado como a galeria dos heróis da fé, porque descreve personagens que viveram nos tempos do Antigo Testamento, firmados nas promessas de Deus para o futuro. A crença que eles tiveram na vinda de Cristo ao mundo levou-os a serem vitoriosos, mesmo em meios às mais ardentes perseguições.
Há três qualidades de fé:
1) A fé para a salvação. É aquela que leva o homem, a reconhecer os seus pecados e aceitar o sacrifício de Cristo em seu lugar.

2) A fé vitoriosa. Significa que o trabalho de cada crente é proporcional ao tamanho da sua fé. No exercício da vida cristã a fé varia de intensidade. A fé vitoriosa é a fé grande. Os que têm esta fé podem fazer grandes coisas para Deus.

3) O dom da fé. É a manifestação sobrenatural do Espírito Santo na vida crente, que o capacita a realizar maravilhas.
A fé produz salvação e segurança. Ela não vê o fracasso e nos conduz à vitória. Necessitamos de mais fé, para termos paz com Deus, pois “sem fé é impossível agradá-lhe”. (Hebreus 11.6). A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. (Romanos 10.17).

LIÇÃO 7 – O DISCÍPULO E A OBEDIÊNCIA.
A palavra obediência segundo os dicionaristas significa “ato de submeter-se à vontade de alguém”. Com relação ao cristão, a obediência está profundamente ligada fé e através desta somos introduzidos à presença do Deus invisível de forma voluntária e consciente.
Há na Bíblia vários exemplos de obediência. Entre eles destacamos:
1) Abraão. (Gênesis 12). Deus ordenou que ele deixasse a sua terra, os seus parentes e a casa de seus pais e seguisse para uma terra desconhecida, que Deus iria lhe mostrar. Abraão deixou tudo e saiu, porém, levou consigo o seu sobrinho Ló. Lá na frente, os empregados se desentenderam e eles foram obrigados a se separarem. Entretanto, Abraão embora fosse o patriarca, deu ao seu sobrinho o direito de escolher para onde queria ir, confiando na promessa de Deus de abençoá-lo. Deus havia prometido alguns privilégios para Abraão, caso lhe obedecesse: Ele seria pai de uma grande nação, seria grandemente abençoado e seria uma bênção para todas as famílias da terra.
Num dado momento da vida de Abraão, sendo ele já avançado em idade e não tendo filhos ele se precipitou. Induzido por Sara sua mulher, ele acabou tendo um filho com a sua escrava Agar, fora do plano de Deus, que havia lhe prometido um filho. Isso trouxe conseqüências que até os dias atuais, prejudicam os descendentes de Abraão. Surgiram vários problemas familiares e ainda hoje, há hostilidade entre os Judeus, descendentes de Isaque, o filho da promessa e os Árabes, descendentes de Ismael o filho da escrava.
2) Paulo. O apóstolo Paulo após um encontro com o Cristo ressurreto, no caminho de Damasco, obedeceu e o mundo inteiro foi beneficiado pela sua obediência. Paulo evangelizou o mundo de sua época. Ele mesmo declarou: “Pelo que não fui desobediente à visão celestial”.
3) Jesus. Este foi o maior exemplo de obediência. Em obediência ao Pai, ele deixou a sua glória, para vir a este mundo, morrer numa cruz para nos salvar. Em tudo, Cristo foi obediente e submisso ao Pai, na sua vida terrena.
Nós devemos obedecer a Deus, através da Sua Palavra, obedecer à Igreja, que é a fiel depositária do plano de salvação e aos nossos pastores, pois a Bíblia assim o determina em Hebreus 13:17: “Obedecei a vosso pastores...”.
A obediência produz alguns efeitos na vida daqueles que a praticam:
1) Os que obedecem a Deus têm o Espírito Santo (Atos 5.32);
2) São inabaláveis (Mateus 7.24);
3) São conhecidos (Romanos 16.19);
4) Obedecem a Deus e O glorificam (2 Coríntios 9.13);
5) São irrepreensíveis (Filipenses 2.12-15).
A obediência é tão importante que obedecer ou desobedecer pode interferir fatalmente nos destinos de todas as pessoas. Deus considera a obediência superior a qualquer obrigação religiosa.

LIÇÃO 8 – O DISCÍPULO E O DÍZIMO (Malaquias 3.8-10)
Pagar o dízimo significa tirar dez por cento de toda a renda pessoal e investi-la nos negócios de Deus aqui na terra.
O dízimo não deve ser pago por mera obrigatoriedade, mas, como um ato de fé nas promessas de Deus.
O dízimo aparece pela primeira vez na Bíblia em Gênesis 14.20, quando Abraão paga o dízimo de tudo a Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. Melquisedeque é apontado na Epístola aos Hebreus como uma figura de Cristo. O dízimo, portanto, vem antes da Lei de Moisés.
No texto de Malaquias 3.8-10, quem não paga o dízimo é chamado de ladrão por Deus. Além disso, nesse mesmo texto, Deus promete abençoar grandemente os dizimistas.
No Novo Testamento, Jesus falou sobre o dízimo em Mateus 23.23, repreendendo os Fariseus que davam o dízimo por motivações erradas e omitiam a justiça e a misericórdia. Porém, Ele disse ser necessário “fazer estas coisas (dar o dízimo), sem omitir aquelas (exercitar a justiça e a misericórdia)”.
Nas epístolas, a palavra dízimo não aparece, mas a idéia está implícita nos escritos do apóstolo Paulo. Em 1 Coríntios 16.2 ele diz que as contribuições devem ser proporcionais à prosperidade de cada um e o dízimo é exatamente isso.
O dízimo é uma bênção para a igreja local. Ele serve para a evangelização, para enviar missionários, construir templos, sustentar obreiros que se dedicam integralmente à obra de Deus e para suprir o dia-a-dia da administração da igreja.
Se todos os crentes fossem dizimistas, não seriam necessárias campanhas de arrecadações, para a realização das tarefas da igreja.
Seja um dizimista! Deus se agrada disso e te abençoará cada dia mais!

LIÇÃO 9 – O DISCÍPULO E O ESPÍRITO SANTO
O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Ele aparece pela primeira vez nas Escrituras em Gênesis 1.2: “... E o Espírito do SENHOR se movia sobre a face das águas”.
O Espírito Santo não é uma força impessoal como algumas seitas sugerem, mas é uma pessoa, pois Ele possui atributos pessoais, como Intelecto, vontade e sentimentos. (Romanos 8.27; 1 Coríntios 2.10,11, 16). O Espírito Santo revela (2 Pedro 1.21), ensina (João 14.26), intercede (Romanos 8.26), ordena ( Atos 13.2), testifica de Cristo (João 15.26), fala à igreja (Apocalipse 2.7), convida os pecadores à salvação (Apocalipse 22.7). Somente uma pessoa seria capaz de tais ações.
Além de ser uma pessoa, o Espírito Santo é Divino. A sua divindade fica evidente, quando são conferidos a Ele atributos ou qualidades divinas como Onipotência (Lc 4.14), Onipresença (Salmo 1398.7-10), Onisciência (Salmo 139.2), Eternidade (Hebreus 9.14), etc. E também, a Bíblia afirma que o Espírito Santo é Deus em Atos 5.3,4, quando Pedro diz a Ananias que este havia mentido ao Espírito Santo. Logo após, Pedro diz que Ananias havia mentido a Deus.
Alguns símbolos são usados na Bíblia, para indicar a obra do Espírito Santo: Fogo, Vento, água, azeite e pomba.
O Espírito Santo opera no pecador, no crente e na igreja. No pecador Ele regenera a natureza pecaminosa do homem, tornando-o nova criatura. No crente o Espírito Santo consola, conduz, ensina, concede poder, intercede e santifica. Na igreja, o Espírito Santo coordena a obra missionária, separando e ordenando obreiros; Atua na pregação, usando os pregadores para convencer os pecadores a se arrependerem.
Sem a presença do Espírito Santo a igreja se torna uma organização religiosa sem vida, vazia e sem poder.

LIÇÃO 10 – O DISCÍPULO VIVENDO CHEIO DO ESPÍRITO SANTO

“E não vos embriagueis com vinho em que há contenda, mas enche-vos do Espírito. (Efésios 5.18)”.
No momento em que o homem arrepende-se dos seus pecados e aceita a Cristo como Salvador, ele recebe o Espírito Santo. Entretanto, a partir desta experiência, surge a necessidade de um revestimento do poder de Deus, que vem do batismo no Espírito Santo. Este batismo é uma promessa do Pai (Joel 2.28), Um revestimento de poder (Marcos 16.17,18) e uma necessidade (Atos 19.6). Os dias atuais são de densas trevas, portanto o revestimento do poder de Deus é indispensável.
O Espírito Santo concede aos crentes os dons espirituais (1 Coríntios 12.8-10) e o fruto do Espírito (Gálatas 5.22). Os dons espirituais descritos na Bíblia são: A palavra da sabedoria, a palavra da ciência, a fé, os dons de curar, a operação de maravilhas, a profecia, o discernimento de espíritos, a variedade de línguas e a interpretação de línguas. O Fruto do Espírito descrito em Gálatas 5.22 é o resultado da comunhão do crente com o Espírito Santo. Não são vários frutos, mas um só fruto que é composto de nove virtudes: Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança.
O Espírito Santo como nosso líder, nos ensina todas as coisas, nos santifica e dirige a Igreja.
Para receber o batismo no Espírito Santo, o crente precisa em primeiro lugar orar (Atos 1.14), depois estar em comunhão com Jesus, pois é Ele quem batiza. A propósito: Você já recebeu o batismo no Espírito Santo? Ainda não? Busque a Deus. Peça com fé e Ele te batizará.

LIÇÃO 11 – O DISCÍPULO E OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

“Acerca dos dons espirituais, não quero irmãos, que sejais ignorantes. (1 Coríntios 12.1) “.

Os dons do Espírito Santo são meios, pelos quais os membros do Corpo de Cristo são habilitados e equipados, para a realização da obra de Deus.
Os dons do Espírito Santo se classificam em três grupos:

1. Dons de revelação: Palavra da sabedoria, palavra da ciência e discernimento de espíritos.
2. Dons de Poder: Fé, dons de curar, e operação de maravilhas.
3. Dons de inspiração ou elocução: Profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas.
A Palavra da ciência é o dom, que permite ao crente conhecer os segredos divinos e a Palavra da sabedoria leva-o a aplicar corretamente, os segredos revelados. Por isso, estes dois dons se completam.
O discernimento de espíritos ajuda o crente a separar o falso do verdadeiro, o puro do impuro, o santo do pecador, o joio do trigo e especialmente, a intenção dos corações. (João 4.1).
Os dons de cura são concedidos como uma solução divina capaz de amenizar o sofrimento humano, através da fé em Cristo.
A operação de maravilhas se constitui em manifestações especiais do poder de Deus, inexplicáveis e superiores à capacidade humana. O Supremo Senhor apenas usa da forma que Ele quer, as leis e forças que Ele mesmo criou.
O dom da fé é a capacitação espiritual e sobrenatural que conduz o crente a confiar em Deus, a fim de realizar proezas em nome do Senhor.
A variedade de línguas e a interpretação das línguas também são dons que se completam. O dom de variedade de línguas capacita o crente a transmitir uma mensagem de Deus à congregação em outras línguas, portanto só terá eficácia se houver interpretação.
A Profecia como dom significa falar aos homens em nome de Deus. É o único dos dons que está sujeito ao julgamento da igreja. A profecia tem como objetivo exortar, confortar e consolar a igreja.
Não devemos dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas, “provar se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”.(1 João 4.1; 1 Tessalonicenses 5.20,21).

LIÇÃO 12 – O DISCÍPULO E O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO

“Mas o fruto do Espírito é: Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas, não há lei”. (Gálatas 5.22,23).
O fruto do Espírito é a expressão da natureza e do caráter de Cristo através do crente, ou seja, é a reprodução da vida de Cristo no crente.
O fruto do Espírito em contraste com as obras da carne possibilita ao cristão autêntico viver de modo íntegro diante de Deus e dos homens. O fruto do Espírito consiste nas nove virtudes ou qualidades da personalidade de Deus, implantadas pelo Espírito Santo no interior do crente, com a finalidade de conduzi-lo à perfeição.

-Qualidades universais. Estão direcionadas ao nosso relacionamento com Deus: Amor, alegria e paz.
1. Amor ou caridade. Tradução da palavra grega “agape”. É o amor que flui diretamente de Deus. É capaz de amar até aos inimigos, desejando-lhes o bem e perdoando as ofensas.
2. Gozo ou alegria. Qualidade de vida caracterizada pela boa vontade e senso de bem estar espiritual, por causa de um bom relacionamento com Deus, apesar das dificuldades e intempéries da vida. (Atos 16.25).
3. Paz. Qualidade espiritual, produzida pela reconciliação, pelo perdão dos pecados e pela conversão da alma transformada segundo a imagem de Cristo.

-Qualidades sociais. São virtudes direcionadas ao relacionamento entre os cristãos: Longanimidade, benignidade, bondade.
1. Longanimidade. Qualidade do que é paciente; Demora em irar-se. Deus é longânimo e tem demonstrado isso, tolerando pacientemente todas as iniqüidades do homem.
2. Benignidade. Qualidade do que é desejoso do bem a todos, inclusive dos inimigos. Quem é benigno mostra-se afável e gentil para com o próximo, sem amargura e inflexibilidade.
3. Bondade. Generosidade que flui de uma santa retidão dada por Deus. Deus é bom e aqueles que têm o fruto do Espírito, praticam o que é bom para todos, sem acepção de pessoas.

- Demais qualidades. Fé, mansidão e temperança ou domínio próprio.
1. Fé ou fidelidade. É a certeza de que Deus existe e está sempre conosco. (Hebreus 11.6) A fé é a confiança plena da alma em Jesus Cristo, resultante de uma experiência com Ele.
2. Mansidão. Submissão do homem para com Deus e em seguida para com o próprio homem. É o resultado da verdadeira humildade, que nos leva a reconhecer o valor dos outros e a recusar considerar-se superior a eles.
3. Temperança ou domínio próprio. Qualidade ou virtude de quem é moderado; sobriedade; Autocontrole. Uma pessoa temperante evita os extremos. Devemos ser moderados nas palavras, nas ações e nos pensamentos.
O Fruto do Espírito Santo não é produzido na vida de quem vive de qualquer maneira. O cristão precisa dedicar-se à oração, ao estudo da Palavra de Deus e passar por várias provas, para alcançar o seu crescimento espiritual.

LIÇÃO 13 – O DISCÍPULO E O EVANGELISMO
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).
Evangelismo é a ação, cujo objetivo é levar os homens a conhecerem sua condição de pecadores perdidos e o plano de Deus para sua salvação; Induzi-los à aceitação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador e integrá-los na vida Cristã. Em outras palavras, é o emprego da Palavra de Deus por todos os crentes, com o sincero desejo de ganhar almas para Cristo em todos os lugares, em todo o tempo e por todos os meios.

Devemos evangelizar por pelo menos quatro razões:

1.Todos precisam de um salvador. Toda a humanidade sem Cristo estará perdida, sem exceção alguma. Por isso precisamos urgentemente anunciar o evangelho. (Atos 4.12; João 14.6; Marcos 16.15,16).

2. Porque recebemos uma ordem do Senhor Jesus. Jesus não nos pediu para evangelizar se quisermos. Ele nos deu uma ordem, portanto é nossa obrigação falar de Jesus para as pessoas. (Marcos 16.15; Mateus 28.19, Atos 1.8; Lucas 24.47).
3. Deus nos concedeu o privilégio de participarmos da sua obra. A proclamação do evangelho é um privilégio que Deus concedeu aos homens e Ele recompensará a cada um, de acordo com o seu trabalho. Os anjos desejam ardentemente realizar esta tarefa, mas Deus não lhes deu este direito.

4. O tempo de Deus é agora. Devemos fazer a obra de Deus agora, porque não sabemos quando seremos recolhidos pelo Senhor, não sabemos o dia da sua vinda, nem quando os pecadores morrerão. Hoje no nosso país, temos liberdade de pregar em qualquer lugar livremente, porém não sabemos se no futuro será assim.
Não podemos fazer cultos em todos os lugares, mas podemos ganhar almas individualmente em vários lugares: Nos cultos, nos lares, no trabalho, nos transportes coletivos, nos hospitais, nas penitenciárias em outras instituições públicas.
O ganhador de almas precisa em primeiro lugar, ser salvo. Ninguém poderá fazer pelos outros, aquilo que ainda não foi feito por si. Quem ainda não tem convicção da sua própria salvação, não tem condições de evangelizar. Além disso, é necessário ler e estudar a Bíblia diariamente, ter ardente amor pelas almas, ter uma vida santa, aprender com o Mestre Jesus e ser cheio do Espírito Santo.
A Igreja de Cristo existe, com três objetivos principais: Adorar a Deus, evangelizar o mundo e proporcionar o crescimento espiritual dos crentes. Uma Igreja que não evangeliza não pode ser chamada de igreja. Perdeu a sua identidade e a sua razão de ser.

Tenho absoluta certeza, que com este “Curso de discipulado 1”, você cresceu mais no conhecimento, fazendo-se um servo melhor, para o serviço do Mestre. Estas treze preciosas lições, são parte das doutrinas fundamentais da Bíblia Sagrada, que terão continuidade no Curso de discipulado 2.

O referido curso é um resumo das lições bíblicas de discipulado, da Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD).

Deus o abençoe,



______________________________________
Pb. Weliano Pires Neto
Superintendente da Escola Dominical da
Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Ministério do Belém
Jardim Colina do Oeste - Osasco-SP

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Comparando ós históricos de SERRA E DILMA

José Serra tem 68 anos, é paulista, filho único de imigrantes italianos, o pai vendedor de frutas no Mercado Público, foi criado numa vila operária da Moóca, em uma pequena casa quarto e sala, geminada com outras 24, em São Paulo.


Dilma Rousseff tem 62 anos, é mineira, filha de um imigrante búlgaro, rico empreiteiro e dono de construtora, proprietário de dezenas de imóveis em Belo Horizonte; foi criada em um grande e espaçoso apartamento em Belo Horizonte.


Quando Serra tinha 11 anos, sua família mudou para outra pequena casa, na Vila Bertioga, então "periferia" de São Paulo (o bairro não tinha luz na rua, calçamento e rede de esgotos). Ajudava seu pai no mercado e, no científico (Ensino Médio) já dava aulas particulares de matemática para se manter. O pai carregava caixas de frutas para que Serra pudesse carregar caixas de livros.


Imóvel não era problema para a rica família Rousseff, que passava férias no Rio. Um dos espaçosos apartamentos foi cedido para Dilma utilizar, exclusivamente, como esconderijo seguro para os grupos terroristas dos quais participava, que pouco tempo depois viriam a praticar atentados, roubar e seqüestrar.


Aluno de escola pública, Serra conseguiu entrar da Escola Politécnica de Engenharia, e, no início dos anos sessenta, vinculado à política estudantil, foi presidente da União Estadual de Estudantes, de São Paulo, e da União Nacional dos Estudantes, com apoio da Juventude Católica. Democrata, sempre usou o palanque e a tribuna como armas.


Dilma, por sua vez, neste mesmo período, fazia política estudantil nas escolas mais burguesas de Belo Horizonte. Em 1963, ingressou no curso Clássico e passou a comandar uma célula política em uma das mais tradicionais escolas da cidade, onde conheceu futuros companheiros de guerrilha, como o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.


Perseguido pelo golpe de 1964, Serra exilou-se na Bolívia e, posteriormente, na França, retornando ao Brasil em 1965, na clandestinidade. Ainda neste ano, foi para o Chile, onde ficou durante oito anos. Com a queda de Allende, foi preso no Estádio Nacional, mas conseguiu sair e rumou para a Itália e, depois, para os Estados Unidos. Teve uma vida extremamente produtiva no exílio, onde adquiriu sólida formação acadêmica, atuando como professor e consultor.


Em 1964, Dilma começou a conviver com terroristas de esquerda, iniciando a sua carreira como militante na luta armada. Neste período ingressou na POLOP, Política Operária, onde militou até ingressar na universidade.


Em 1967, Serra casou-se com a bailarina chilena, depois psicóloga, Mônica Allende, com quem tem dois filhos e três netos e continua até hoje casado.


Dilma também se casou em 1967, com o terrorista e guerrilheiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares ("Aurélio", "Lobato"). Quando o primeiro marido a deixou, para ir cumprir missões guerrilheiras em outros países, seqüestrando um avião no Uruguai, por exemplo, teve um segundo casamento com Carlos Franklin Araújo, com quem teve uma filha. Desde 2000, não está casada.


Serra interrompeu a sua formação acadêmica em função do exílio, que impediu que seguisse a carreira de Engenheiro. No entanto, no Chile, fez um mestrado em Economia e foi professor de Matemática na CEPAL. Posteriormente, nos Estados Unidos, fez mais um Mestrado e um Doutorado na prestigiada Universidade de Cornell.Trabalhou dois anos em Princeton, um dos templos do conhecimento mundial. Tem uma das mais sólidas formações na área no Brasil.


Dilma ingressou em 1967 na faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Ali participou da criação do sanguinário grupo COLINA, Comando de Libertação Nacional. Posteriormente, participou ativamente da fusão entre a COLINA e a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, quando surgiu a violenta VAR-P, Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, responsável por dezenas de crimes contra civis e militares.


Serra permaneceu 13 anos longe do Brasil. Retornou em 1977, dois anos antes da Lei da Anistia, sendo um dos únicos que voltou sem nenhuma garantia de liberdade e ainda com os direitos políticos cassados, correndo o risco de ser preso.


Enquanto isso, Dilma estava na clandestinidade, participando de ações armadas, recebendo treinamento para guerrilha no exterior, ministrado por organizações comunistas internacionais. Aprendeu a usar o fuzil com maestria, especialmente na atividade de montá-lo e desmontá-lo no escuro. Foi presa em 1970, permanecendo nesta condição até 1973.


Em 1978, Serra iniciou a sua carreira política, que este ano completa 32 anos. Teve sua candidatura a deputado impugnada, sob a alegação de que ainda estava com os direitos políticos suspensos. Foi admitido como pesquisaddor do Cebrap, editorialista da Folha de São Paulo e professor de Economia na UNICAMP, onde ficou.


Em 1973, Dilma Rousseff retomou o curso de Economia na UFRGS, no Rio Grande do Sul, onde estava preso seu segundo marido, Carlos Araújo. Ingressou, junto com o marido, no PDT e recebeu um cargo de estagiária na Fundação de Economia e Estatística, em 1977. Em 1978, Dilma Rousseff começou a fazer as disciplinas do mestrado na UNICAMP e, depois, sem apresentar a dissertação, as cadeiras do doutorado. Jamais concluiu qualquer um deles. Durante anos, o seu currículo oficial , em sites oficiais, mentiu que ela tinha concluído os dois cursos quando, na verdade, mal cursou os créditos, que representa quando muito 10% de um título acadêmico strictu sensu.


Em 1983, Serra iniciou, efetivamente, a sua carreira como gestor, assumindo a Secretária de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo. Braço direito do governador Montoro, arrumou as finanças do Estado, organizou os investimentos e deu força à Educação e à Saúde.


Em 1985, Dilma assumiu a Secretaria Municipal da Fazenda, em Porto Alegre, no governo do pedetista Alceu Collares, com quem tem uma dívida de gratidão. Hoje Collares é conselheiro de Itaipu, recebendo um gordo salário e jetons.


Em 1986, Serra foi eleito deputado constituinte, dos mais votados do Estado. Foi o deputado que aprovou a maior proporção de emendas na Constituinte: apresentou 208 e aprovou 130, uma delas criando o FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador. Liderou toda a reformulação orçamentária e de planejamento do país, no período, que começaram a estruturar as finanças brasileiras, preparando-as para o futuro Plano Real.


Dilma saiu da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre em 1988, sendo substituída pelo hoje blogueiro Políbio Braga, que afirma: "ela não deixou sequer um relatório, e a secretaria era um caos."


Serra foi um dos fundadores do PSDB, em 1988. Foi derrotado por Luiz Erundina, do PT, nas eleições para prefeito de São Paulo. Em 1990, foi reeleito deputado federal com a maior votação em São Paulo e a segunda do Brasil.


Em 1989, Dilma foi nomeada Diretora-Geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, na cota do marido no PDT. Alguns meses depois foi demitida, pois não obedecia a horários e faltava a todas as reuniões, segundo Valdir Fraga, o presidente da Casa, à época.


Em 1994, Serra foi um dos grandes apoiadores do Plano Real, mesmo com idéias próprias que o indispuseram, por exemplo, com Ciro Gomes. Neste ano, foi eleito senador por São Paulo, com mais de seis milhões de votos. Em seguida, assumiu o Ministério do Planejamento.


Em 1995, Dilma Rousseff voltou para a FEE, mas como funcionária, já que o PDT havia perdido a eleição. Ali editou uma revista de indicadores econômicos, enquanto tentava acertar o seu “doutorado” na UNICAMP.


Em 1998, José Serra assumiu o Ministério da Saúde. Criou os Genéricos, implantou em todo o Brasil o Programa de Saúde da Família, fez os mutirões e o Programa de Combate a AIDS. Criou a ANS e ANVISA. Foi considerado, internacionalmente, como uma referência mundial em gestão na área.


Em 1998, na cota do PDT, Dilma é presenteada com a Secretaria de Minas e Energia, no governo petista de Olívio Dutra, eleito governador gaúcho. Vendo que o partido de Brizola estava decadente, largou o trabalhismo e ingressou no PT, em 2001.


Em 2002, Serra candidatou-se à Presidência, sendo derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.


Em 2002, Dilma foi nomeada ministra das Minas e Energia do governo Lula, puxando o tapete de Luiz Pinguelli Rosa, mestre em Engenharia Nuclear e doutor em Física, que coordenava o grupo de transição.


Em 2004, Serra elegeu-se Prefeito de São Paulo.


Em junho de 2005, Dilma assumiu o lugar de José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, sendo saudada por ele como “companheira de armas e de lutas”, em memória aos tempos da guerrilha.


Em 2006, Serra elegeu-se Governador de São Paulo, cargo que exerceu até o último dia 31 de março de 2010. É o candidato natural da oposição à Presidência da República.


De 2006 para cá, Dilma vem sendo imposta e empurrada goela abaixo por Lula como a candidata biônica do PT à presidência da república. No dia 20 de fevereiro de 2010, foi ungida, sem nunca ter conquistado um só cargo público pelo voto ou por concurso, a candidata da situação à sucessão de Lula.

Sabatina de José Serra no estadão

José Orenstein

O blog Radar Político acompanhou ao vivo os melhores lances da sabatina. Veja como foi:

Em sabatina no Grupo Estado na manhã de hoje, o candidato do PSDB à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, reclamou da postura da Receita Federal e do governo na apuração da quebra do sigilo fiscal de familiares e políticos próximos a ele. Em crítica direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, no fim de semana, indagou se haveria, de fato, o vazamento de informações sigilosas de tucanos, Serra disse que “Lula debochou de coisa séria”.

Apesar de o PSDB atuar na Justiça para trazer o tema das quebra de sigilos à campanha, Serra negou influência significativa do assunto na corrida eleitoral.
O tucano respondeu a jornalistas e internautas e foi contundente nas críticas a vários aspectos do governo Lula, como a economia e a política externa. Pressionado a assumir um discurso mais oposicionista, Serra também não poupou o PT. Disse que o partido apenas “posa de esquerda” e que “bota para fazer política externa gente com poucos neurônios”. O candidato do PSDB reclamou da aproximação do Brasil com o Irã, que classifica como regime que promove o “fascismo do século 21″.
Serra voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança e cutucou a campanha de Dilma e do PT, que, segundo o tucano, copiam suas ideias e criam boatos contra sua candidatura. Ao comentar a situação econômica do País, o candidato do PSDB disse que ”nós estamos em franco, aberto, e só não declarado, processo de desindustrialização”, e criticou a dependência das commodities.

O blog Radar Político acompanhou ao vivo os melhores lances da sabatina.

Veja como foi:
12h29 – Nas suas considerações finais, José Serra diz que o Brasil tem um momento de oportunidades que podem ou não ser aproveitadas, a depender das decisões tomadas na primeira metade do mandato do presidente. Serra diz ser a favor de que todos se associem livremente, inclusive o MST, mas diz ser contra o subsídio do governo a organizações. Serra enumera o pré-sal e o “bônus demográfico”, a menor taxa de natalidade, como vantagens que permitirão o investimento maior do País no desenvolvimento. “Eu tinha um governo muito bem avaliado em São Paulo e me reelegeria com tranquilidade provavelmente. Mas me candidatei por dois motivos, primeiro porque estava tranquilo que teria uma sucessão aqui no Estado. Segundo, porque queria me dedicar a melhorar o Brasil”. Comentando sua trajetória, afirma: “Eu dediquei minha vida ao Brasil e vou continuar a trabalhar para isso”.
12h27 – Serra critica a sucessão proposta por Lula ao indicar Dilma. Ele lembra casos de continuação que não tiveram sucesso, como Maluf e Pitta, Quércia e Fleury, por exemplo. “Isso não existe”, declara o tucano sobre uma continuação de Lula com Dilma.
12h24 – O tucano comenta a odisseia de campanha por que tem passado. “Tenho tido uma disposição como nunca tive na minha vida. Não fossem os outros essa campanha seria uma maravilha”, brinca José Serra.
12h21 – Serra evita falar do estado de saúde de Dilma Rousseff. “Mas eu posso falar da minha saúde, que, tirando o mal humor de manhã, é perfeita”, diz o candidato, para risos da plateia.
12h17 – “A razão para votar na Dilma é o Lula, não tem outra. A razão para votar em mim é a competência, a experiência”, afirma o tucano, que se diz se amparar nas pesquisas qualitativas internas promovidas pelo seu partido. Segundo o candidato do PSDB, a situação eleitoral indica que “as pessoas querem o Lula, mas precisam do Serra”. Ainda sobre as qualitativas, Serra diz que em Minas Gerais a maioria das pessoas não sabem que Anastasia e Aécio Neves o apóiam na campanha à Presidência, o que segundo Serra é uma falha, mas também um potencial.
12h14 – José Serra admite ter faltado material de campanha para distribuição a aliados nos Estados do Brasil. “Faltou dinheiro”, afirmou o candidato tucano, que disse que o que se gasta na campanha de Dilma é muito mais do que já se gastou historicamente nas campanhas no País.
12h09 – Sobre a reforma da Previdência, Serra lembra atuação na época da Consituinte, quando defendia uma correção para aqueles “que ainda iam nascer”. Ele defende a criação de um grande fundo previdenciário com recursos do pré-sal para regular a situação das aposentadorias, que segundo Serra “vai ser copiada daqui a duas semanas pelo outro lado”.
12h06 – “A carga tributária é muito mais escorchante do que parece”, diz Serra. Ele afirma que o principal problema é a sonegação e a informalidade. “Aquele que não sonega paga uma barbaridade”, comenta o candidato tucano. “No Brasil a carga tributária aumenta na recessão e na expansão. Isso não dá”, comenta Serra.
12h03 – Comentando a reforma tributária, Serra mantém a mesma linha, contrária à Consituinte. Ele ressalta a necessidade de concentrar esforços em objetivos específicos, um de cada vez.
11h59 – Questionado sobre a reforma política, Serra defende a criação do voto distrital puro em municípios com mais de 200 mil habitantes. “Você inocula no País um vírus benigno de uma outra forma de fazer política”. Serra defende também a limitação da propaganda eleitoral à fórmula “candidato e câmara”. O tucano diz ser contrário à formação de uma Constituinte exclusiva para a reforma política.
11h56 – “Dentro das circunstâncias, o programa é bom. Se você soubesse o que irira acontecer em uma semana, essa quebra de sigilo, teríamos preparado outra coisa”, afirma Serra ao comentar a sua criticada inserção televisiva em que aparecia uma “favela cenográfica”. “Isso é truque petista. Quer coisa mais fantasiosa que o programa Dilma?”, questiona Serra.
11h53 – Questionado por internauta se é favorável à abertura de cassinos para financiar a Saúde, Serra se diz terminantemente contra, lembrando sua atuação no Senado para barrar a medida. “É um keynesianismo primitivo”, comenta o candidato tucano.
11h50 – Serra justifica a oposição “soft” do PSDB ao governo Lula amaprando-se numa postura “cavalheira” de seu partido. O candidato tucano cita Fernando Henrique Cardoso e a transição de poder que operou de forma imparcial, segundo Serra. Perguntado sobre sua avaliação diante da postura do PSDB como oposição, Serra diz que essa avaliação cabe aos analistas políticos e historiadores do futuro.
11h46 – “Eu acredito na razão. Acho que isso saiu de moda”, diz Serra. Ele afirma ainda que o Banco Central não tem autonomia. O tucano ressalta a importância e a necessidade de uma política comum entre Banco Central e Fazenda, como, segundo Serra, ocorre no Chile.
11h43 – Ainda na crítica ao PT, Serra cutuca: “Tucano é inepto para espalhar fofoca, pode acreditar. Petista já nasce com isso no DNA”.
11h40 – “Qualquer coisa que eu diga eles mandam email para botar medo em todas as áreas”, afirma Serra. O tucano reclama de boatos que se atribuem a ele, como o de que acabaria com os concursos. “O PT se organiza e espalha. É um coisa surrealista”, se queixa José Serra, que em seguida comenta boato sobre sua vontade de acabar com Prouni. “Isso é uma coisa organizada, uma central para espalhar esses boatos”.

11h35 – Serra lembra o período em que viveu no Chile e a polarização sob o governo Allendo quando ele era professor de economia. “A faculdade foi dividida entre marxistas e ortodoxos, e eu fui escolhido pelos dois lados”, diz o candidato para ilustrar sua posição no tratamento da política externa e da inserção econômica do Brasil no mundo.
11h30 – “O governo Lula é forte no índice de popularidade do presidente, mas é fraco no Congresso”, diz o candidato tucano à Presidência. Serra nega ter que lotear cargos uma vez no poder e diz que “conhece muito bem o Congresso”. O tucano comenta ter conversado com um ex-presidente “se um dia teria medo do Congresso”, assim com o o presidente, de quem não citou o nome, tinha.
11h27 – “Tem muita figuração, boa parte é pirotecnia, para permitir que o pessoal que se diz de esquerda ficar mais confortável de trabalhar num governo como esse. Eu disse em 2003: O PT é o bolchevismo sem utopia. Um partido que persegue fins sem ligar para o meios, que subsitui a ética individual pela ética do partido. E no entanto não tem utopia da igualdade. Isso daí o PT nunca teve, desde o seu nascimento”, afirma Serra comentando a política externa.
11h21 – Serra cita sua relação com o atual presidente colombiano e diz que a Colômbia tem combatido e reduzido a produção de coca. “Eles entraram firme nisso. A Bolívia mais do que dobrou a produção de coca. E ela vem para o Brasil”, afirma o candidato. “Por que não usar a força do Brasil para pressionar diplomaticamente a Bolívia a combater a exportação da coca para o País? Porque você está misturando política externa e política partidária. O PT posa de esquerda. Eles não tem nada de esquerda. Fazem apenas o ’saludo a la bandera’”, critica Serra. “Eles botam para fazer política externa gente com poucos neurônios”. Ainda na questão da política externa critica duramente a relação do Brasil com Irã, que vive regime classificado por Serra como “fascismo do século XXI”.
11h15 – “Drogas e armas estão soltas, e o Brasil põe a mão no bolso e sai assoviando”, afirma Serra. Ele defende a criação de um Ministério da Segurança para controlar o tráfico e a violência. “Tem tanto ministério aí para nada. O mais importante não tem”. O tucano diz ainda que é preciso por um especialista na área de Segurança à frente da pasta que seria criada numa sua eventual gestão. “Eu falei logo no começo do Ministério da Segurança porque eu sabia que eles iriam copiar”, afirma Serra em crítica à candidatura de Dilma. O candidato do PSDB defende também a unificação de dados e medidas de combate ao crime, “que não tem fronteiras. Tem que ter uma ação federal”.
11h12 – “Nós estamos em franco, aberto, e só não declarado, processo de desindustrialização”, critica Serra. Ele ataca a gestão macroenômica do governo do PT, a quem acusa não ter uma visão de planejamento e desenvolvimento do Brasil. O candidato do PSDB reclama do fato da economia do País estar baseada na exportação de commodities.
11h08 – “Eu não faria empréstimos do BNDES para fusões [de empresas]. Numa crise tudo bem, porque evita uma crise bancária. Agora, em condições normais de temperatura e pressão não faz sentido dar empréstimo subsidiado para fusões”, afirma o tucano.
11h05 – Serra lembra, como tem feito ao longo da campanha, sua iniciativa na constituição do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), uma medida anticíclica que ao repassar 40% , segundo o candidato, “alavancou o BNDES e alavancou o recurso industrial no Brasil”.
11h03 – “Dá para esfregar as mãos”, diz Serra, que afirma haver muito espaço para corte de gastos do governo, eliminando cabides de emprego, reduzindo custos.
11h00 – Ainda falando sobre economia, Serra comenta: “Vivemos num tripé perverso: a carga tributária mais alta do mundo em desenvolvimento; a maior taxa de juro real do mundo e a maior taxa de investimento estatal do mundo”.
10h58 – “Criou-se um mito de que o Brasil surfou na crise. Isso não é veredade, quem surfou foram países como a China, a Índia, que têm projeto de nação”, diz Serra. Ele em seguida faz críticas a Dilma, que “parece não ter estudado economia”, segundo o candidato.
10h57 – Serra insiste na comparação com Dilma. “A escolha vai ficar entre alguém conhecido e testado e um envelope fechado”, declara.
10h54 – “Eu represento a certeza. Todos me conehcem, a minha vida é pública de verdade. A Dilma é a dúvida”, declara o candidato do PSDB à Presidência. “O próximo governo vai ter um desafio imenso – não vai ter a duplicação dos preços de exportação”, comenta Serra, que em seguida diz ter havido retrocesso na Segurança, Saúde e Educação.
10h52 – “O PT soltou que era para ganhar no tapete e muita gente engoliu isso”, afirma Serra ao comentar as ações do PSDB na Justiça para questionar a quebra do sigilos e a candidatura de Dilma Rousseff.
10h48 – Serra afirma que Lula fez deboche de uma situação séria, ao comentar o caso da quebra de sigilos. Atacando a candidata do PT, o tucano afirma: “Esse caso da Dilma é original. Ela sequer debate os temas do partido. Há um ocultamento biográfico”.
10h47 – O candidato do PSDB nega ter poupado Pallocci, que é seu amigo pessoal, ao demorar para lembrar o caso de quebra de sigilo bancário de Francenildo.
10h44 – Serra lembra ter falado com Lula sobre sua preocupação “com ataques sistemáticos a minha filha” em blogs “semioficiais” de apoio ao PT. O candidato do PSDB ataca “blogs sujos que recebem apoio de uma forma ou de outra do governo”. “Eu nem reclamei nem pedi nada [ao Lula], apenas informei”, diz Serra.
10h42 – “A Receita tem feito uma operação abafa. Tem procurado atrapalhar a investigação. A Receita termina sendo cúmplice disso que é uma sindicalização de um órgão de Estado”, afirma Serra ainda sobre o caso de violação de sigilos.
10h40 – O candidato abriu mão de seus cinco minutos iniciais de apresentação e responde questão da jornalista Julia Duailibi sobre a violação de sigilos pela Receita. “O que houve foi um crime”, comenta. Lembrando o caso dos aloprados de 2006, Serra diz que o episódio não deve allterar o processo eleitoral. “O PT no fundo da alma, e até na superfície, não é democrático”.

A política do deboche

Jornal O Estado de S.Paulo - 07/09/2010

Quanto mais se acumulam as evidências de que o PT é o mentor do crime continuado da devassa na Receita Federal, de dados sigilosos de aliados e familiares do candidato presidencial do PSDB, José Serra, tanto mais o presidente Lula apela para o escárnio. É assim, desenvolto diante da exposição das novas baixezas de sua gente, que ele procura desqualificar as denúncias de que as violações tinham a única serventia de reunir material que pudesse ser utilizado contra os adversários da candidata governista, Dilma Rousseff.


Do mensalão para cá, essa atitude só se acentuou. No escândalo da compra de votos no Congresso Nacional, em 2005, ele ficou batendo na tecla de que não sabia de nada e que, de mais a mais, o que a companheirada tinha aprontado - diluído na versão de que tudo se resumia a um caso de montagem de caixa 2 - era o que se fazia comumente na política brasileira. Depois, propagou e mandou propagar a confortável teoria de que as acusações eram parte de uma "conspiração das elites" para apeá-lo do poder. Mas não chegou a zombar acintosamente das revelações que iriam ficar gravadas na história de seu partido.

Já no ano seguinte, quando a polícia detonou a tentativa de um grupo de petistas, entre eles o churrasqueiro preferido de Lula, de comprar um falso dossiê contra o mesmo José Serra, então candidato a governador de São Paulo, o presidente incorporou ao léxico político nacional o termo "aloprados" com que, para mascarar a gravidade do episódio, se referiu aos participantes da torpeza. Agora, enquanto escondia a sua escolhida - acusada pelo tucano como responsável, em última instância, pela fabricação de novo dossiê com os documentos subtraídos do Fisco -, o presidente se abandonou ao cinismo.

No fim da semana, em um comício em Guarulhos, na Grande São Paulo, a que Dilma não compareceu, ele acusou Serra de transformar a família em vítima. Ou seja, o que vitimou a filha do candidato não foi a comprovada captura de suas declarações de renda por um personagem do submundo - cuja filiação ao PT só não se consumou por um erro de grafia de seu nome -, mas o "baixo nível" da campanha do pai, que tratou do escândalo no horário de propaganda eleitoral. E ele o teria feito porque "o bicho está em uma raiva só" diante dos resultados desfavoráveis das pesquisas eleitorais. "É próprio de quem não sabe nadar e se debate até morrer afogado", desdenhou.

O auge da avacalhação - para usar uma palavra decerto ao gosto do palanqueiro Lula - foi ele perguntar retoricamente: "Cadê esse tal de sigilo que não apareceu até agora? Cadê os vazamentos?" Se é da filha de Serra que ele falava, o sigilo vazou para os diversos blogs lulistas que publicaram informações a seu respeito que só poderiam ter sido obtidas a partir do acesso ilícito aos seus dados fiscais. E o presidente sabe disso desde janeiro, quando o ainda governador Serra o alertou para a "armação" contra seus familiares na internet. Confrontado com o fato, Lula disse, sem ruborizar-se, ter coisas mais sérias para cuidar do que das "dores de cotovelo do Serra".

Se, no comício, a sua pergunta farsesca tratava das outras pessoas ligadas ao candidato, como, em especial, o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, o sigilo vazou para membros do chamado "grupo de inteligência" da candidatura Dilma. No caso de Eduardo Jorge, aliás, a invasão não se limitou à delegacia da Receita em Mauá, no ABC paulista, a primeira cena identificada do crime. Na última quinta-feira, o Estado revelou que um analista tributário lotado na cidade mineira de Formiga, Gilberto Souza Amarante, acessou dez vezes em um mesmo dia os dados cadastrais do tucano. O funcionário é petista de carteirinha desde 2001.

Ninguém mais do que Lula, com o seu imitigado deboche, há de ter contribuído tanto para a "maria-mole moral" em que o País atolou, na apropriada expressão do jurista Carlos Ari Sundfeld, em entrevista no Estado de domingo. Nem a bonança econômica nem os avanços sociais podem obscurecer o perverso legado do lulismo. Por minar os fundamentos das instituições democráticas, essa é hoje a mais desafiadora questão política nacional.




domingo, 5 de setembro de 2010

Lula deveria representar a nação brasileira, não o seu partido

JOSÉ ANTONIO PEDRIALI - Agência Estado

"O presidente da República deveria representar toda a Nação, e não apenas uma tendência partidária", disse na tarde deste sábado, em Londrina (PR), o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra. Durante comício em favor de Dilma Rousseff, realizado em Guarulhos (SP), pela manhã, Lula afirmou que a utilização para fins eleitorais da quebra de sigilo fiscal de líderes do PSDB e de sua filha, Verônica, era um "golpe rasteiro" da oposição, e que Serra, ao endossar esse procedimento, se comporta como "um bicho (que) anda com uma raiva eu não sei de quem".

"Esta é a lógica petista", rebateu Serra, ressalvando que não polemizaria com Lula "por não estar suficientemente informado" do teor das críticas do presidente. "Eles, o PT e sua candidata Dilma Rousseff, culpam a vítima que está se defendendo da agressão feita por eles".

O tucano justificou que, ao denunciar no programa eleitoral a quebra de sigilo da família age "como qualquer pai que vê a filha sendo vítima de uma violência". Segundo ele, o PT "quis me atacar utilizando-se de minha filha, que é uma vítima inocente, pois não milita na política, não tem nada a esconder e é mãe de três filhos. Eles pretendiam prejudicá-la para prejudicar o pai".

"Em toda campanha o PT age assim comigo", disse Serra, citando o episódio dos "aloprados", quando, há quatro anos, um grupo de petistas foi flagrado tentando comprar documentos que supostamente comprometeriam Geraldo Alckmin, então candidato à Presidência, e José Serra, que disputava o governo de São Paulo. "Quem tradicionalmente tem baixado o nível são eles (o PT) e não eu", acusou.

Serra disse não esperar que a quebra de sigilo fiscal e as suspeitas de quebra de sigilo bancário de pessoas ligadas à sua campanha possa interferir no resultado da eleição. "Quem eu espero que ganhe com as denúncias que estamos fazendo é o Brasil, que está sendo alertado do que os nossos adversários são capazes. Se (os adversários) fazem isso durante a campanha, o que não farão se vencerem a eleição", questionou.

Serra iniciou a programação de sábado visitando três cidades do Vale do Itajaí (SC) e depois viajou a Londrina, onde percorreu o comércio popular do centro da cidade e um shopping. Posou para fotos, apertou a mão de eleitores, distribuiu beijinhos para as moças e afagou crianças. À noite a agenda do tucano previa visitas a Assaí, cidade colonizada por migrantes japoneses, e a uma feira agropecuária em Cornélio Procópio. Esta é a quarta visita de Serra ao Paraná desde o início da campanha eleitoral.




quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Desconstruindo Dilma

A campanha de Serra está demorando para desconstruir Dilma. E a desconstrução da Dilma passa pela desconstrução do PT. Um grande mote, acredito, é povo informado faz mal ao PT. Alguns exemplos para spots:

- Em meados dos anos 90, o Brasil vivia o drama da hiperinflação, que prejudicava a economia e principalmente os mais pobres. O governo brasileiro lançou o Plano Real, que estabilizou a moeda, permitiu que as empresas planejassem seu crescimento e melhorou a renda das classes menos favorecidas. O PT Votou contra o Plano Real. O PT Votou contra o Brasil e os brasileiros. Mas isso o PT quer que o povo esqueça. Informação faz mal ao PT.

- Até meados dos anos 90, os prefeitos e os governadores gastavam muito mais do que arrecadavam e a conta quem pagava era o povo. O governo brasileiro lançou a Lei de Responsabilidade Fiscal, que obrigou prefeitos e governadores a não entrarem no vermelho. O PT votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. O PT votou contra o Brasil e os brasileiros. Mas isso o PT quer que o povo esqueça. Informação faz mal ao PT.

- Em meados dos anos 90, os bancos de pequeno porte estavam ameçados de falir, prejudicando milhares de pequenos correntistas. O governo brasileiro lançou o Programa de Reestruturação bancária - PROER. Graças ao Proer o Brasil sofreu menos na crise de 2008. O PT votou contra o Proer. O PT votou contra o Brasil e os brasileiros. Mas isso o PT quer que o povo esqueça. Informação faz mal ao PT.


Outro mote: Perguntar ao eleitor:

Você sabe o que é quebra de sigilo bancário?
e quebra de sigilo fiscal?
e caixa dois?
e licitação fraudulenta?
e superfaturmaneto de obra?
e fabricação de dossiês?

São crimes que o PT vive cometendo, e continua cometendo porque sabe que o povo não se importa com aquilo que ele nem sabe o que é. Povo informado faz mal ao PT

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Católicos publicam dez mandamentos pelo voto consciente

Seguem os mandamentos e as recomendações do Movimento Voto Cristão Contra o Aborto e a Favor da Vida, em negrito:


1º) Procure conhecer o passado, as idéias e valores do candidato ou candidata. Se ele já se envolveu em escândalos de corrupção, comprou votos, foi cassado pela Justiça, renunciou a mandatos para escapar de punições ou se aliou a grupos envolvidos com essas práticas: simplesmente não vote nele(a)!
O passado de Dilma Rousseff é um livro fechado. Participou de atentados contra a vida humana na luta armada. Pregou a implantação do comunismo no Brasil, com um fuzil na mão. Jamais arrependeu-se do que fez. Ao contrário: orgulha-se do seu passado guerrilheiro, ligado a organizações terroristas. É atéia.

2º) Não basta que os candidatos tenham a “ficha limpa”. É preciso conhecer as intenções e propósitos de cada candidata/o: quem financia a sua campanha? Quem ele realmente vai representar? Procure se informar. Exija dela/e uma vida honrada, do mesmo jeito com que você procura conduzir a sua vida;
A campanha de Dilma Rousseff é uma sucessão de atos que comprovam o uso da máquina pública para financiar a sua campanha. A máquina pública é sustentada pelos pesados impostos que nós pagamos. Além disso, ela é a candidata que mais arrecada, três vezes mais do que o segundo colocado, estando ligada a grandes grupos empresariais, beneficiados com dinheiro fácil do BNDES, que jamais chega às pequenas empresas brasileiras.

3º) Conheça mais sobre a lei eleitoral: participe de palestras, reuniões e debates. Sua vida em comunidade exige que você esteja mais informado sobre assuntos tão importantes.
A candidatura de Dilma vem burlando a lei eleitoral de todas as formas. Uma delas é o presidente da República dizer que faz campanhas nas "horas de folga". Presidente da República é como padre. Você já viu um padre ter "horas de folga"?Isto é um acinte às leis e uma agressão à liberdade e à democracia.

4º) Ajude a criar ou fortalecer um Comitê da Lei 9840 para o Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e aplicação da Ficha Limpa. Se você faz parte de algum grupo ou organização social (Associação, Sindicato, Igreja, Clube de Mães, Centro de Direitos Humanos), saiba como fazer no site www.mcce.org.br.
A candidata Dilma está aliada ao que existe de pior na política brasileira. Os verdadeiros "fichas suja". Sarney. Collor. Renan Calheiros. Paulo Maluf. Garotinho. Além disso, ainda tem o José Dirceu, o chefe da quadrilha do mensalão, participando da sua campanha e Antônio Palocci, que usou o seu cargo de ministro para violar o sigilo de um pobre caseiro, quase jogando-o em desgraça, mesmo sendo inocente.

5º) Denuncie a compra de votos: quando uma pessoa aceita um benefício em troca do seu voto se condena a viver sem emprego, educação, segurança pública. Assim, o remédio hoje recebido em troca do voto poderá mais tarde custar a falta do hospital que salvaria a sua vida ou a de seu filho.
Ao espalhar o boato de que outros candidatos vão acabar com a Bolsa Família, a campanha de Dilma utiliza-se da mentira e do boato para ameaçar a segurança dos eleitores mais pobres e menos instruídos. É como se tivesse ameaçando retirar um benefício se ele não for pago com o voto. É uma compra disfarçada de voto.

6º) Denuncie o desvio de recursos públicos para fins eleitorais. É muito grave que um candidato se utilize de bens e serviços públicos para ganhar as eleições.
Dia após dia, nós, os cristãos, assistimos ao uso de bens públicos, pelo Presidente e seus ministros, para favorecer a candidatura de Dilma Rousseff. Não dar a ela o nosso voto é a maior resposta que podemos dar aos políticos corruptos, que usam de todos os estratagemas e truques para burlar as leis.

7º) Tire fotos, grave ou filme se notar qualquer sinal de compra de voto ou de apoio eleitoral, utilizando o mal uso do dinheiro público, pois ajuda a comprovar a irregularidade na denúncia ao Juiz Eleitoral, ao Ministério Público ou até mesmo à Polícia.
Os jornais, todos os dias, quando mostram autoridades em cima dos palanques da candidata Dilma Rousseff, estão atestando com fotos e imagens as graves irregularidades que não são punidas pela justiça venal dos homens. Mas que você, seguindo os preceitos da Justiça Divina, deve punir, negando o seu voto.

8º) Não vote em pessoas que mudam de partido, como “quem muda de roupa”. Ao votar no candidato, não estamos votando só na pessoa, mas no partido, ajudando a eleger outros candidatos do mesmo partido ou coligação: por isso saiba quem são os outros candidatos da legenda.
A candidata Dilma Rousseff pertencia ao PDT, enquanto era casada e seu marido, um político pedetista, conseguia cargos públicos para ela. Quando o marido caiu em desgraça política, perdendo a eleição, ela acabou com o casamento e trocou de partido: foi para o PT, com um cargo recebido na troca e foi nele que construiu a sua rápida trajetória até ser candidata à presidência.

9º) Procure saber se o candidato tem compromisso com a defesa da vida em todas as suas fases, bem como com a realização da Reforma Política, Reforma Agrária e com Direitos Sociais fundamentais: como criação de emprego e geração de renda, melhoria da saúde e da educação, defesa do meio ambiente e da Cultura da Paz. Cobre esse compromisso.
Dilma Rousseff já declarou, diversas vezes, que acha que o aborto é uma questão de saúde, tão somente. Tem que ser bem feito, como se não houvesse alma e vida. É a favor do aborto livre e indiscriminado, o que consta de forma disfarçada no seu plano de governo. Dilma não compareceu ao debate da TV Canção Nova para não ser confrontada com o tema. Fugiu, porque é abortista, mas não quer perder votos por causa disto.


10º) Pense bem antes de votar, escolhendo pessoas que se prepararam para administrar (Presidente e Governador) ou fazer leis (deputado federal e estadual e para o senado) em benefício de toda a sociedade, nunca em proveito pessoal. Não deixe para a última hora a escolha dos candidatos a deputado e senador. Depois da eleição, acompanhe o trabalho dos eleitos.
Não vote em candidato que é a favor do aborto. Não vote em candidatos que querem banir os símbolos religiosos. Não vote em candidato que não acredita em Deus. Não vote em Dilma Rousseff.


Este material foi produzido pelo Movimento Voto Cristão Contra o Aborto e a Favor da Vida, a partir de documento da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil e da Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo da CNBB.

Não jogue na rua este folheto. Tire cópias e distribua para quem você conhece. Se você usa internet, aproveite para retransmitir esta mensagem a todas as pessoas que você conhece.

Lula, por que não te calas?

Dr. Luiz Ricardo Menezes Bastos, médico,
presidente da Associação Paulista de Medicina, Regional de Limeira

No último dia 25 de março o presidente Lula esteve em Tatuí, e lá fez a entrega simbólica de 650 ambulâncias para 573 municípios brasileiros. A cerimônia foi essencialmente política, pois os veículos são destinados ao SAMU, ou seja, os serviços de atendimento médico de urgência.

Acontece que a maior parte dos municípios contemplados não tem este serviço implantado, e nem mesmo tem verba prevista em seus orçamentos. Custa caro montar toda esta estrutura. As ambulâncias são a parte visível do negócio, mas é necessário aparelhá-las com equipamentos de UTI, de pessoal de apoio bem treinado, de médicos especializados principalmente. E isto tem que funcionar 24 horas por dia, pois emergência não tem hora.

Ou seja, ou a maioria das ambulâncias vai ter outro destino, ou vão virar sucata logo.

Como costuma fazer, o presidente Lula faz seus “discursos” de improviso, que sempre buscam contentar a platéia presente, e exagera nas frases feitas e cheias de pompa sobre os mais variados temas. Diga-se de passagem, normalmente o presidente não sabe nada sobre o que está falando, e suas gafes já são sobejamente conhecidas e divulgadas mundo afora. Nesta cerimônia em Tatuí, o presidente Lula foi extremamente infeliz com algumas de suas colocações.

Segundo o presidente da Associação Médica Brasileira, Lula teve “outro rompante de incontinência verbal”. Mais uma vez, culpou os médicos para os problemas de saúde que o Brasil enfrenta há décadas. Disse que a classe médica não se interessa em atender o interior, “pois é muito fácil ser médico na Avenida Paulista”, segundo suas palavras.

Depois, mandou um recado ao Conselho Federal de Medicina, por este ser contra a revalidação automática dos diplomas dos médicos formados em Cuba. E ainda criticou aqueles que são contra a volta de um imposto para melhorar a saúde.

E por fim, ainda criticou o médico que no passado cuidou dele próprio, ao sofrer o acidente de “trabalho” que lhe amputou o dedo. Ou seja, versou sobre tudo o que finge saber.

Como em todos os “discursos”, Lula fala o que lhe dá na telha, e nem se preocupa mais em ter coerência. Deve acreditar que somos todos burros, pois quanto mais fala, mais sua popularidade “aumenta”, segundo as informações “oficiais”. Mas para os que ainda tem paciência de ouví-lo, basta acompanhá-lo por algumas semanas. A opinião ora é uma, ora é outra. Depende da platéia. Como estamos numa democracia, livre “como nunca se viu na história deste país”, também tenho o direito de opinar.

O que o senhor presidente não disse (ou não sabe) é que é impossível à imensa maioria dos médicos montar um consultório na Avenida Paulista, um dos locais mais caros do país, principalmente se trabalhar no serviço público, onde recebe um salário de fome, não tem um plano de carreira decente e não encontra condições dignas de trabalho. Aparelhos defasados, funcionários insuficientes para o apoio (enfermagem, técnicos diversos), filas para marcação de exames, falhas em tratamento de doenças básicas. Se em São Paulo , que é a locomotiva da nação, é assim, o que dizer do restante do país? Há dezenas de crianças morrendo em pseudo-UTIs em hospitais públicos por aí. A sigla deveria ser Última Tentativa Inútil e não unidade de terapia intensiva. Intensivas são só as mortes nestes nosocômios.

Não disse o presidente (ou não sabe) que médico nenhum consegue trabalhar no interior sozinho. A não ser que seja para distribuir “vale-saúde”, a exemplo dos inúmeros outros que ele criou. Pois tratar e cuidar de alguém sem apoio, sem retaguarda e sem condições, só na cabeça dele.

Quanto aos médicos de Cuba, formados em uma realidade totalmente diferente da nossa, eles podem sim trabalhar no Brasil. Como qualquer outro, formado em qualquer lugar do mundo, que se submeta às avaliações necessárias e sejam aprovados. Desde que saibam Medicina. E o Conselho Federal de Medicina, autarquia federal, é o órgão definido por lei para avaliá-los. O que o senhor presidente quis dizer (mas não teve coragem) é que quer fazer um agrado ao moribundo amigo Fidel, valorizando escolas falidas e que pregam uma falsa “medicina social”.

Faltou falar sobre o assunto referente ao médico que o atendeu quando sofreu seu acidente de “trabalho”. Talvez seu dedo pudesse ser salvo, senhor presidente, se existisse na ocasião um atendimento decente em posto de saúde, unidades de emergência bem aparelhadas, um profissional médico bem preparado, com boa formação. Isso se o “SUS” da época funcionasse. Isso se um médico que atende “SUS” ganhasse um honorário, e não uns trocos.

Pois a CPMF, que geraria verba destinada ao “SUS” do seu governo, virou dinheiro nas meias, cuecas e malas pretas na sua gestão. E até hoje o “SUS” não funciona de forma decente!

E o senhor ainda quer recriar mais um imposto, para continuar alimentando as falcatruas? Senhor presidente, com o perdão da palavra, estou com o “saco cheio” do senhor e de seus “discursos”.

Se o senhor sofresse um novo acidente de “trabalho” e fosse eu o médico que lhe atendesse, cortaria-lhe a língua, e não o dedo.

E faria um bem ao país, pois cada vez que o senhor abre a boca, não causa um acidente. Causa um desastre.